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junho 2019

  • Alternativas de irrigação para alface podem mitigar clima

    Um estudo realizado pelo Instituto de Investigações Agropecuárias do Chile (INIA) sobre a resposta à irrigação de alface descobriu que algumas alternativas podem mitigar as mudanças climáticas. A pesquisa concentrou-se na região metropolitana, sendo que 79% da área cultivada desse vegetal está localizada em todo o país.

    A alface é o vegetal mais popular do mundo e o Chile não é a exceção a essa tendência. Suas qualidades nutricionais e a opção de consumi-lo ao longo do ano fazem dele a hortaliça mais consumido e de maior relevância econômica. Entretanto, o déficit hídrico e a mudança de temperatura, como consequência das mudanças climáticas, poderiam limitar seu cultivo e, portanto, afetar a resposta a uma demanda que busca alimentos saudáveis, seguros e de qualidade.

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    Isto foi explicado pelo especialista em irrigação do INIA La Platina, Dr. Alejandro Antunez, que junto com o pesquisador Carlos Blanco, especialista em vegetais no mesmo centro, por dois anos estudou os fatores que afetam o rendimento e qualidade da alface ou escarola iceberg no Chile (Lactuca sativa L. var capitata), no clima semi-árido do vale do Maipo.

    “Tendo pequenas raízes este vegetal é vulnerável à falta de água. Portanto, a quantidade de água aplicada é altamente relacionada ao crescimento, produtividade e qualidade desta espécie. Por um lado, é sensível ao excesso, porque aumenta o desenvolvimento de doenças fúngicas e, por outro lado, é extremamente sensível ao déficit, a redução do número de deformidades e instabilidade de alface “, disse Antunez.

  • Plano Safra: veja o que mudou em relação ao ano passado

    O Ministério da Agricultura anunciou, na última terça-feira (18), os recursos para o Plano Safra 2019/2020. Foram anunciados R$ 225,59 bilhões, sendo R$ 10 bilhões vão para subvenção de juros. Desse total, R$ 222,74 bilhões são para crédito rural, sendo R$ 169,33 bilhões para custeio, comercialização e industrialização. Outros R$ 53,41 bilhões para investimento.

    Uma das novidades é o aumento de verbas para o seguro rural, que praticamente dobrou, alcançando R$ 1 bilhão. A decepção ficou por conta do Moderfrota, principal linha de investimento. O volume será de R$ 9,6 bilhões, valor bem menor do que esperava a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

    As taxas de juros ficaram em 3 a 10,5 % ao ano. Agricultores que se enquadram no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf)  terão taxas de juro entre 3% e 4,6% ao ano. Para pequenos (que estão fora do Pronaf) e médios, o índice é de 6% ao ano. Os demais terão juros de 8% ao ano.
    Muitas entidades se manifestaram a respeito:

    Nei César Manica – Presidente da Cotrijal/ Não-Me-Toque -RS

    “O anúncio ficou dentro da expectativa e seguiu a realidade da economia brasileira. O governo entendeu que o produtor necessita de um seguro rural robusto, com garantia de custeio da produção, com renda. O que para esse ano conseguimos um bom avanço”.

    Paulo Pires – presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS)

    Pires destacou que o seguro rural é uma política pública importante porque hoje o produtor tem um custo elevado de investimento. “Temos que ter um modelo de seguro como qualquer país desenvolvido em agricultura possui. A agricultura é uma indústria a céu aberto, por isso há riscos de ocorrer perdas e estas devem ser pagas através de um fundo ou de uma equalização por parte do governo federal”. Para Pires um aspecto negativo desse Plano Safra é o aumento na taxa de juros para o grande produtor de 7% para 8%, assim como para o programa de armazéns. No entanto, Pires enfatizou que o governo sempre sinalizou que tinha a intenção de manter o mesmo volume de recursos e que para isso seria necessário elevar os juros. “Mesmo assim, foram anunciados incentivos importantes como, por exemplo, o financiamento para a assistência técnica”.

    Henrique Dornelles – Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz)

    Destacou a linha de crédito para a construção de moradias para a agricultura familiar e, especialmente, o Fundo de Aval com uma linha para renegociações, anunciados durante o Plano Safra. “Eu vejo este Fundo como uma inovação muito forte que contempla as renegociações, inclusive como uma ferramenta inteligente e desafiadora, porque não sabemos como será a adesão e como se fará entre os produtores”. Sobre o setor arrozeiro, o dirigente avaliou que infelizmente não há novidades, com exceção do aumento do preço mínimo na ordem de 9%. “Houve este aumento, mas não traz qualquer alento aos sérios problemas que temos com a influência do Mercosul e elevado custo de produção.

    Acreditamos que o arroz seguirá em processo de reconversão, a área cultivada deverá seguir caindo de forma consistente”.

    José Mário Schreiner – presidente da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA e da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg)

    “Isso é muito significativo porque se ampliarmos o seguro rural, estaremos atraindo mais investimentos privados, inclusive investimentos internacionais”, ressaltou. Ele ainda destaca que o Plano Safra vai ao encontro dos anseios apresentados pelos produtores em reuniões regionais realizadas pela CNA. No entanto, ponderou, “ainda é preciso vencer a burocracia do sistema financeiro para que os produtores tenham acesso ao crédito”.

    Antonio Galvan – presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e vice-presidente da Aprosoja Brasil

    “Tendo em vista o momento que o país passa, foi o melhor Plano que o governo pode oferecer e temos que agradecer. Fica nosso alerta para que o produtor fique cauteloso, sabe dessas dificuldades e precisa procurar se alavancar e tentar reduzir custo da produção”.

    Júlio Cézar Busato – presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e Vice-Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa)

    “Uma das grandes inovações do Plano Safra foi o Patrimônio de Afetação. Antes, para conseguir um financiamento, o produtor tinha que comprometer todo o seu patrimônio como garantia, mesmo que o valor do bem fosse muito maior do que o recurso tomado. Dessa forma, o acesso ao crédito é ampliado. Este Plano Safra tem o grande mérito de tratar o agronegócio como um só, pela primeira vez, entendendo que pequenos, médios e grandes agricultores se somam e não são conflitantes”.

    Dos cerca de R$ 10 bilhões que serão destinados para a subvenção de juros no Plano Safra 2019/2020, R$ 4,975 milhões serão disponibilizados para subvenção do Programa de Agricultura Familiar (Pronaf). O anúncio dividiu entidades ligadas ao setor.

    O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetag/RS), Carlos Joel da Silva,  disse que“é considerado  razoável, já que atende necessidades dos produtores, desde que seja aplicado em sua totalidade. Porém, houve aumento dos juros, o que acaba elevando os custos, o que não é positivo para quem produz”. Joel considera importante a inclusão dos recursos para habitação rural (R$ 500 milhões) assim como o aumento de recursos para o seguro agrícola, que dobrou de valor em relação ano passado.

    O presidente completa dizendo que “a não inclusão do crédito fundiário, é considerada como fator negativo na divulgação. Também esperávamos o aumento da porcentagem da subvenção por parte do governo sobre o seguro agrícola, o que também não aconteceu. Agora esperamos que as resoluções do Banco Central saiam nos próximos dias, para que no dia 1° de julho, o plano possa ser executado em sua plenitude”.

    Para Antoninho Rovaris, secretário de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), o Plano Safra “não reconhece o protagonismo da agricultura familiar. Apesar de o valor ser insuficiente para a demanda apresentada pela Contag, que seria de R$ 3 bilhões, entendemos que será uma boa opção para alguns agricultores e agricultoras familiares de garantir uma moradia digna no meio rural brasileiro”. Algumas questões deixaram a entidade insatisfeita, como o aumento de juros nos financiamentos. “É um aumento pequeno, porém não havia necessidade de aumentar para a agricultura familiar, principalmente num cenário de recessão no país”.

    O Plano Safra 19/20 ainda tem outras novidades:
    MODERINFRA – 732 milhões

    -Irrigação – individual (de R$ 2 milhões R$ 3,3 milhões) e coletivo (de R$ 6,6 milhões para R$ 9,9 milhões)
    -PRONAF CUSTEIO – R$ 18,288 bilhões (juros de 3 a 4,6% ano)
    -PRONAF INVESTIMENTO – R$ 12,927 bilhões (juros de 3 a 4,6% ano)
    -MODERAGRO – financia erva-mate e cana-de-açúcar para cachaça
    -CASAS RURAIS – R$ 500 milhões
    -PESCA E AQUICULTURA – poderão financiar comercialização
    -Fundo de Aval Fraterno – renegociação de dívidas dos produtores. O BNDES já dispõe de R$ 5 bilhões.

  • Local interfere na resposta das plantas ao calor

    Um estudo realizado pelo Conselho Nacional de Pesquisa da Espanha (CSIC) no Centro Nacional de Biotecnologia, indicou que a resposta das plantas ao calor depende muito do local onde elas cresceram.

    Os especialistas afirmam que plantas estão sujeitas a flutuações de temperatura diárias e sazonais que causam mudanças em seus padrões de expressão gênica.

    Em seu mais recente trabalho, publicado na revista celular The Plant , os investigadores identificaram na planta modelo  Arabidopsis thaliana  dois genes duplicados,  ICARUS1  e  ICARUS2  ( Ica1  e  ICA2 ), que estão envolvidos na regulação da resposta térmica de desenvolvimento plantas.

    Os resultados do estudo, realizado em colaboração com Monash University (Austrália), demonstram que a interação genética entre Ica1  e  ICA2  regula o ciclo de divisão das células, alterando assim o tamanho da célula e, consequentemente, o crescimento de plantas em áreas de alta temperatura.

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    “Em espécies de plantas com uma ampla distribuição geográfica, as variedades de diferentes regiões do mundo têm diferentes tipos de temperatura plasticidade, que são um reflexo de adaptações a diferentes ambientes naturais”, explica o pesquisador Carlos Alonso-Blanco.

    “Encontraram-se uma ligação entre as mutações naturais na sequência ICA2 e temperatura ambiente em variedades de  Arabidopsis  em diferentes localizações geográficas, o que indica que este gene pode estar envolvido na adaptação das plantas aos diferentes climas”, acrescenta.

    A duplicação genética é um mecanismo evolutivo que aumenta a diversidade das plantas. As análises genéticas e funcionais deste trabalho mostraram que ICA1 e ICA2, muito próximas no genoma, se comportam como um  locus  complexo. Em algumas variedades naturais, a função conjunta desses genes produz um defeito de crescimento que é condicionado pelo aumento da temperatura em que as plantas crescem.

  • Veja os fatores que podem mexer com o preço do milho na semana

    Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na semana. As dicas são do analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

    – Durante a semana o tom negativo foi dominante, repercutindo o relatório da última segunda-feira que sinalizou para plantio de 92% da área estimada;
    – O clima no Meio Oeste norte-americano segue preponderante, avaliando a projeção de volumes ainda acentuados de chuva nos próximos dias que podem prejudicar o desenvolvimento das lavouras;
    – Nesse sentido os relatórios semanais de condições das lavouras também são relevantes para a formação de tendência de curto prazo;
    – O mercado também aguarda pelo relatório trimestral de estoques no próximo dia 28, que deve contar com números mais concretos em relação a área plantada e produtividade média para a safra vindoura.
    – Além de toda a volatilidade apresentada na CBOT e no cenário cambial ao longo da semana há também um feriado prolongado que também contribuiu para a queda do ritmo dos negócios;
    – A tendência de curto prazo segue correlacionada a paridade de exportação, nesse sentido acompanhar os eventos no Meio Oeste norte-americano segue primordial para a tomada de decisão de venda ou de compra;
    – A movimentação cambial também exerce um papel importante na formação de tendência de curto prazo;
    – O clima seco em grande parte do Centro Sul do país ainda favorece a boa evolução do trabalho de campo, até o momento o percentual de colheita alcançou o patamar aproximado de 15%.

    Fonte: Canal Rural

  • Milho: Semana começa com futuros em alta na Bolsa de Chicago

    A semana começa com os preços internacionais do milho futuro se valorizando na Bolsa de Chicago (CBOT). Nesta segunda-feira (24), as principais cotações registravam altas entre 3,25 e 4,25 pontos por volta das 09h04 (horário de Brasília).

    O vencimento julho/19 era cotado à US$ 4,45, o setembro/19 valia US$ 4,51 e o dezembro/19 era negociado por US$ 4,57.

    Segundo análise de Ben Potter da Farm Futures, os preços do milho estão apresentando ganhos modestos, com contratos de safras antigas e novas mais altos após uma baixa partida durante a noite. Os futuros de dezembro, por exemplo, realizaram outro teste de tendência em relação aos mínimos de maio, mantendo o gráfico de alta intacto.

    No momento, o mercado aguarda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) atualize sua estimativa de área nesta semana, em um relatório amplamente esperado que poderia moldar os mercados de verão.

    “Com base nas tendências históricas, esperamos que a área plantada com milho caia para 87 milhões de acres. O governo cortou sua estimativa no início deste mês, a partir de intenções de março de 3 a 89,8 milhões. E a área final poderá cair para 85 milhões, dependendo de quantos hectares de plantações impedem os agricultores de plantar milho”, comenta Potter.

    Os agricultores que reportaram o Feedback From The Field na semana passada fizeram apenas progressos incrementais, elevando suas estimativas para 94%. Os produtores também classificaram o milho como estável em comparação com a semana passada, mas sua avaliação permanece bem abaixo das estimativas das condições de progresso da colheita semanal do USDA.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja: Mercado inicia semana intensa operando em alta na CBOT nesta 2ª feira

    Preços em alta para a soja nesta segunda-feira (24) na Bolsa de Chicago. Por volta de 7h25 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 5,50 e 6,25 pontos nos principais contratos, com o julho valendo US$ 9,08 e o agosto, US$ 9,14 por bushel. O mercado busca se recuperar das últimas baixas – já que perdeu mais de 12 pontos na última sexta-feira (21) – e se posicionando para uma semana intensa para os negócios.

    O foco principal dos traders continua sendo a questão climática nos EUA. O final de semana foi de chuvas para o Corn Belt, porém, segundo explicam analistas internacionais, as previsões indicam alguma melhora para a semana que vem, o que acaba limitando o avanço dos preços.

    “As temperaturas no Meio-Oeste devem começar a subir na próxima semana, o que começará a acelerar o desenvolvimento das lavouras de soja e milho”, segundo o instituto norte-americano de meteorologia Maxar.

    No paralelo, atenção aos relatórios novos que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta semana, começando hoje, às 17h (Brasília), com o semanal de acompanhamento de safras e encerrando, na sexta-feira (28), com dois outros boletins muito importantes: área de plantio e estoques trimestrais. As expectativas do mercado são grandes.

    Ao mesmo, os traders especulam também sobre a reunião do G20 que acontece no final desta semana, em Osaka, no Japão, e onde devem se encontrar Donald Trump e Xi Jinping, retomando as negociações da guerra comercial, que estão paralisadas há quase dois meses.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Safra de verão encerrada

    Milho – Está encerrada a safra de milho no RS. Nas regiões do Alto Jacuí até a Fronteira Noroeste, houve redução da produtividade em relação às áreas cultivadas em agosto e setembro, devido à maior incidência de doenças foliares e radiculares. A produtividade média final foi superior a oito mil quilos por hectare, superando a expectativa inicial. Algumas lavouras irrigadas superaram 12 mil quilos por hectare.

    Na região Sul, os municípios realizam levantamento de demanda de semente de milho, objetivando a inscrição no Programa Estadual Troca-Troca de Sementes de Milho, da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural

    Soja – A cultura em entressafra movimenta os produtores no planejamento da próxima safra, definindo área, realizando análises de solo, aquisição de insumos, manutenção e recuperação de máquinas e de estradas internas das propriedades. Nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, produtores também começam a reservar sementes nas cooperativas locais. Já nas regiões da Campanha e Fronteira Oeste, as áreas colhidas e destinadas a pastagens estão recebendo os animais para pastoreio; as destinadas à produção de palhada apresentam boa cobertura para próxima safra.

  • Plantio do trigo se intensifica no RS

    O plantio do trigo avançou dez pontos percentuais no Rio Grande do Sul nesta semana. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quarta-feira (19/06), o avanço foi impulsionado pelos regionais de Ijuí e Santa Rosa, que atingiram 72% e 88% da estimativa inicial, respectivamente.

    Essas regiões representam 30% e 27% da área estadual prevista de 739.403 hectares para esta safra. Atualmente, 55% da área destinada para esta safra de trigo foi semeada, estando 97% em germinação e desenvolvimento vegetativo e 3% em floração.

    Na regional de Ijuí, que engloba os Coredes Noroeste Colonial, Celeiro e Alto Jacuí, as primeiras lavouras implantadas apresentaram boa emergência e desenvolvimento inicial satisfatório. As altas temperaturas dos últimos períodos contribuíram para um crescimento vertical mais acentuado.

    No Planalto, a cultura está em fase inicial de plantio e estima-se entre 2% e 4% da área plantada neste período. Os produtores aguardam o aumento da umidade do solo (chuvas) para intensificar a atividade. No Alto Uruguai, o plantio atingiu 10% da área prevista. Já na região de Caxias do Sul, as altas temperaturas e o tempo seco favoreceram o preparo do solo e o início da semeadura nos municípios de menor altitude. Nos municípios dos Campos de Cima da Serra, a semeadura deverá iniciar na próxima semana e se intensificar em julho.

    O plantio da canola foi finalizado nas regiões entre o Alto Jacuí e a Fronteira Noroeste devido às boas condições climáticas da semana. As lavouras apresentam bom desenvolvimento inicial, folhas largas e plantas com vigor. As primeiras lavouras implantadas nesta safra já estão em florescimento, considerado satisfatório; as demais, em germinação e desenvolvimento inicial.

    A cultura da cevada está totalmente implantada no Alto Uruguai, encontrando-se em estágio de germinação. Nessa região, a área semeada é de aproximados dez mil hectares. Nas regiões do Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, o ritmo da implantação da cultura foi desacelerado, a fim de escalonar o plantio e esperar melhor condição de umidade no solo. Produtores realizam controle de ervas nas áreas já emergidas.

    Nas regiões da Campanha e Fronteira Oeste, uma cerealista segue fomentando a implantação da cultura para fins de produção de malte, em convênio com a indústria. A proposta é de insumos financiados pelas cerealistas, com seguro da lavoura e preços fixados para o cereal.

    Segue a implantação da aveia branca no Estado, estando mais avançada no Alto Uruguai e na Fronteira Noroeste e Missões, onde já foi finalizada; na região Central, alcançou 90% da área prevista na semana. De maneira geral, a cultura apresenta bom desenvolvimento.

    Nas regiões do Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, as primeiras lavouras implantadas já estão em início de floração, com bom número de grãos por panículas; no entanto, a incidência de doenças foliares nessas lavouras demandou aplicação de fungicidas. As demais áreas apresentam bom aspecto fitossanitário.

     

    PASTAGENS E CRIAÇÕES

    As condições climáticas da semana, com diminuição do excesso de umidade e temperaturas mais altas, foram favoráveis para o campo nativo e para o desenvolvimento e aproveitamento das pastagens cultivadas de inverno. Melhoraram as condições de tráfego nas áreas próximas aos locais de alimentação dos animais e da sala de ordenha, reduzindo áreas com incidência de barro.

    Nas diversas regiões produtoras, o gado de corte ainda apresenta bom stand corporal e sanitário, em razão de o inverno ainda não ter um clima mais rigoroso, de forma contínua. Porém, a partir desta época, o histórico indica que os animais começam a se ressentir e perder peso, principalmente os rebanhos que utilizam somente as pastagens naturais, que perdem qualidade nutricional por estarem mais fibrosas. Estas mudanças requerem ações por parte dos produtores para garantir a nutrição dos rebanhos, como adequações da carga animal, utilização de sal mineral proteinado, rações e suplementações.

    Os rebanhos leiteiros vêm apresentando bom estado físico e sanitário e mantendo um bom nível de produção de leite, considerando a época do ano. No entanto, a maior necessidade de suplementação alimentar tem elevado os custos de produção. Na medida em que as pastagens de inverno começam a atingir um melhor desenvolvimento, a tendência é de diminuição destes custos. As forrageiras anuais de inverno implantadas apresentam-se com bom desenvolvimento geral, determinando, em várias regiões, aumento na oferta de forragem fresca aos animais. Também boa parte do milho destinado à confecção de silagem se encontra em fase final de corte. Continua no Estado a implantação das forrageiras e aplicação de adubação nitrogenada em cobertura.

  • Cotrijuc entra para o clube do Bilhão e é homenageada pela ACCIJUC

    A Associação Comercial Cultural e Industrial de Júlio de Castilhos – ACCIJUC, realizou dia 10 de maio, na sede da Cotrijuc – Cooperativa Agropecuária Júlio de Castilhos, uma homenagem as conquistas dos últimos anos, em especial a 2018 onde a cooperativa chegou a marca histórica com um faturamento de R$ 1,3 bilhão em suas diversas áreas de atuação, além do recebimento de mais de 11 milhões de sacas de soja.
     
    Na entrega da homenagem o presidente da ACCIJUC, Júlio Cesar Batistella, destacou a importância e honra em ter uma associada com estes números e frisou que para chegar nesse patamar é preciso de muita gestão, transparência e credibilidade. O presidente da Cotrijuc, Caio Cezar Fernandez Vianna, agradeceu a premiação e ressaltou o quanto é importante ser reconhecido por pessoas da própria cidade e que o sucesso só foi possível devido a dedicação de todos os colaboradores.
     
    Participaram do evento José Mario Rubin, Eduardo Linck Waihrich, Júlio Cesar Batistella, Caio Fernandez Vianna, Paulo de Tarso Rubin Pegoraro (conforme foto), Evandro Leão de Freitas e Camila Diniz Appel.
    Fonte e foto Camila Diniz Appel, executiva da Accijuc.
  • Reinagurada a Loja Cotrijuc Ivorá

    Hoje foi dia de reinauguração em Ivorá. A nova Loja Cotrijuc Ivorá está renovada e pronta para receber os associados e comunidade.

    A Cooperativa Cotrijuc agora conta as Lojas Cotrijuc onde todas vão seguir um padrão com foco no crescimento do varejo dentro dos negócios da Cooperativa. A Loja de Ivorá foi reinaugurada e é totalmente voltada a cultura dos associados, com um mix de produtos diversificado.

    Durante o cerimonial podemos contar com a presença do Sr. Prefeito Ademar Binotto e secretários, o Diretor Administrativo e Financeiro da Cotrijuc Estanislau Bertoldo de Quevedo, Presidente da Câmara de Vereadores de Ivorá, Gerentes dos bancos Sicredi e Cresol, demais autoridades e imprensa.

    O Prefeito Ademar manifestou a alegria de poder participar da reinauguração da loja e ressaltou o trabalho da Cotrijuc nos últimos anos e o quanto ela vem crescendo a cada ano. Já o Diretor Estanislau pode relembrar que seu início de carreira na Cooperativa foi ali em Ivorá, pode rever conhecidos e desejou sucesso para a Simone e sua equipe.

    A minista Marinez juntamente do Pastor João Paulo fizeram uma bela oração para abençoar o local, após isso teve o desenlaça da fita de reinauguração e os associados puderam conhecer a nova instalação e já realizar compras.

    Lembramos que no dia 28 de junho, às 8h30 será a inauguração da Nova Loja Cotrijuc em Júlio de Castilhos.