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junho 2019

  • Começou o inverno e a probabilidade é de ocorrência de El Niño

    O outono deu lugar ao inverno hoje e termina apenas no dia 23 de setembro às 04h50. A estação é marcada por um período menos chuvoso em várias partes do país e pelo frio, mas neste ano há atuação do El Niño.

    Dados do Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade, (IRI, na sigla em inglês) ligado ao NOAA, apontam que nos meses de maio, junho e julho a previsão probabilística de orrência do El Niño é de até 80% e depois em junho, julho e agosto passam para cerca de 65%.

    “Desde meados da primavera de 2018 até a primeira quinzena de junho/2019, a anomalia de temperatura das águas do Oceano Pacífico Equatorial vem apresentando valores acima de 0,5ºC, o que caracteriza um fenômeno El Niño de fraca intensidade”, destaca o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

    A meteorologia aposta que por conta do fenômeno climático a região Sul deve ter mais chuva, principalmente em julho, além de possibilidade de geada, nevoeiro e até neve. No Sudeste e Centro-Oeste, são esperadas poucas chuvas, um inverno mais quente, mas ainda há chances de geadas e nevoeiro.

    No Norte e Nordeste do país, o mês de de julho deve ser bastante chuvoso, principalmente no litoral nordestino e no extremo Norte do Brasil, as precipitações devem seguir pelo menos até julho e agosto.

    O padrão de El Niño deve se manter durante o inverno de 2019 e permanecerá ativo até meados do final da primavera de 2019.

    O Inmet ressalta que, climatologicamente, o inverno é marcado por ser menos chuvoso no Sudeste, Centro-Oeste e parte do Norte e Nordeste do país, enquanto que o noroeste da região Norte, leste do Nordeste e parte do Sul tendem a ter maiores precipitações.

    “Caracteriza-se também, pelas incursões de massas de ar frio, oriundas do sul do continente, que provocam o declínio acentuado das temperaturas média do ar, apresentando valores inferiores a 22ºC sobre a parte leste das regiões Sul e Sudeste do Brasil”, afirma.

    A redução das chuvas em grande parte do país nesta época do ano diminui a umidade relativa do ar, segundo o instituto meteorológico brasileiro, o que favorece bastante a incidência de queimadas e incêndios florestais, bem como aumento de doenças respiratórias.

    Durante os meses de março a maio, as chuvas foram acima da média histórica em grande parte do sul do País, em consequência da atuação do fenômeno El Niño, que provoca maior atuação das frentes frias sobre a região, favorecendo a ocorrência de chuvas mais intensas, bem como do aquecimento das águas do Atlântico Subtropical, próximas à costa do Rio Grande do Sul.

    Durante a segunda quinzena de maio e início de junho, iniciaram-se os primeiros episódios de geadas em regiões serranas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, cuja a intensidade variou de fraca a moderada. O prognóstico do INMET, indica que as chuvas ocorrerão acima da média em grande parte da Região Sul (Figura 3a).

    A maior frequência das frentes frias contribuirá para maiores variações nas temperaturas ao longo deste trimestre, porém as temperaturas médias devem permanecer acima da média climatológica em toda Região Sul (Figura 3b), exceto na metade sul do Rio Grande do Sul e leste de Santa Catarina, onde o inverno deverá ocorrer dentro da normalidade com temperaturas mínimas podendo atingir valores abaixo de 0ºC em áreas serranas e planalto, principalmente no mês de julho.

  • Qualidade do solo foi pauta da 4ª Jornada Técnica da Soja Cotrijuc Getagri

    O dia 18 de junho foi marcado por muito conhecimento, troca de experiências e orientações quanto ao bom manejo do solo para as altas produtividades.

    As últimas décadas foram determinantes para que a agricultura pudesse provar do aumento de produtividade, entre 1975 e 2015, a taxa média de crescimento da produtividade agropecuária no Brasil foi de 3,58% ao ano.

    Essa crescente se dá através de muita tecnologia investida por meio do plantio direto, desenvolvimento genético, técnicas de manejo e controle sanitário. Mas, como fator determinante vale ressaltar o manejo de fertilidade do solo, onde muitas vezes o agricultor investe em uma tecnologia sem conseguir explorá-la em todo seu potencial.

    Pensando na importância da fertilidade do solo é que aconteceu a 4ª edição da Jornada Técnica da soja Cotrijuc Getagri com a apoio da RTC (Rede Técnica Cooperativa). O objetivo do evento foi reunir especialistas no assunto para discutir com produtores e pessoas ligadas a cadeia do agro a importância de boas práticas agrícolas, conservação e manejo adequado.

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    O presidente da Cotrijuc Caio Vianna deu as boas-vindas para os mais de 160 cooperados e assistidos da Getagri que marcaram presença, logo após, o Dr. Jackson Fiorin ministrou a palestra sobre Manejo do solo para altas produtividades e ressaltou que o interesse em maximizar a produção tem estimulado os produtores a adotarem práticas avançadas de manejo da cultura e do solo. “O sistema plantio direto (SPD) é uma das mais eficientes estratégias para melhoria do potencial produtivo. A melhoria da fertilidade do solo, através da utilização correta de corretivos e fertilizantes, é um dos fatores que determinam o sucesso da atividade agropecuária”, enfatizou.

    Logo após o engenheiro Agrônomo Felipe Michelon mostrou os resultados do campo Tecnológico COTRIJUC / GETAGRI. “O trabalho realizado no Campo Experimental é importante para os produtores, pois é a partir desses estudos que eles vão basear as escolhas para sua lavoura. Assim, eles têm a oportunidade de melhorar suas produtividades, gerando renda para si e, consequentemente, riquezas para toda a cadeia produtiva”, explica o engenheiro agrônomo, Felipe Michelon, coordenador do Campo Tecnológico.

    Dando sequência a programação, o Prof. Dr. Telmo Amado comandou sua apresentação sobre Manejo Conservacionista do Solo. Segundo o Professor, os desafios do produtor são grandes, especialmente, sob sistema plantio direto quando os insumos são aplicados em superfície ou na camada superficial, os resíduos vegetais também são depositados na superfície (nutrientes de ciclagem), existe ocorrência de camadas subsuperficiais compactadas (12 – 17 cm) caracterizadas pela elevada resistência a penetração (>2 MPa), elevada densidade e baixa porosidade e monocultivos associado ao descuido quanto a cobertura e rotação na entresafra.

    Para encerrar, nossos painelistas fizeram um debate tendo como mediador o engenheiro agrônomo, Dr. Geomar Corassa da Rede técnica Cooperativa, e o público participou sanando dúvidas e interagindo com os palestrantes.

  • Soja estagnada com realização de lucros

    O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou ontem (18/0) alta de 0,75 ponto no contrato de Julho/19, fechando em US$ 9,135 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT também fecharam a sessão com valorizações entre 0,75 e 1,00 ponto.

    Os principais contratos futuros tiveram um dia de ligeiros ganhos no mercado norte-americano de soja, diante das notícias neutras sobre plantio. “Os mapas continuaram a indicar chuvas para a próxima quinzena. Quanto ao relatório de colheita de ontem, não renderam muitas surpresas. O plantio teria conseguido cobrir 77%. Em qualquer caso, o atraso mantido (em comparação com 93% histórico) cria incerteza em torno da área que acabará por ser semeada”, comenta a T&F Consultoria Agroeconômica.

    A ARC Mercosul destaca que o mercado em Chicago foi pressionado pela realização de lucros especulativos, revertendo posições recentemente compradas, apenas por definições técnicas: “Do outro lado, novidades sobre recentes encontros entre Trump e Jinping sustentaram as cotações da soja, ao longo das últimas horas da sessão na CBOT. A mídia chinesa confirmou que os presidentes irão se encontrar na reunião do G20, na próxima semana”.

    “Aqui nos bastidores do mercado, ninguém acredita que os Estados Unidos e a China poderão entrar em um acordo comercial, entretanto há esperanças de que as negociações sejam retomadas e um período de ‘cessar-fogo’ seja implementado. Recentemente, Trump ameaçou a elevação de mais US$300bi em tarifas sobre produtos chineses, o que iria desencadear uma nova rodada de retaliações por parte da gigante asiática”, concluem os analistas da ARC Mercosul.

    Fonte: Agrolink

  • Quarta-feira começa com milho desvalorizado na Bolsa de Chicago

    A quarta-feira (19) começa com os preços internacionais do milho futuro em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam desvalorizações entre 3,25 e 5,00 pontos por volta das 09h05 (horário de Brasília).

    O vencimento julho/19 era cotado à US$ 4,46, o setembro/19 valia US$ 4,51 e o dezembro/19 era negociado por US$ 4,58.

    Segundo análise da Farm Futures, os preços do milho caíram novamente nesta manhã, afetados pelos lucros recentes e com o mercado tentando avaliar o quanto da produção norte americana foi perdida.

    A estimativa da publicação aponta safra de cerca de 13,1 bilhões de bushels (436 bilhões de toneladas), 500 milhões (16 bilhões de toneladas) abaixo da última estimativa do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), mas o clima determinará o número final.

    Houve alguns sinais de que as enchentes de 2019 estão desacelerando e terminando. O CME Group disse ontem que a força maior nas estações de transporte de milho e soja nos rios Illinois e Mississippi foi suspensa, à medida que os níveis de água diminuem.

    Todas as eclusas no rio Mississippi foram reabertas, e os níveis de água em St. Louis devem cair para liberação na sexta-feira. A base de milho firmou-se novamente ontem com os terminais do Rio Illinois aumentando as ofertas à medida que o sistema se prepara.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja trabalha com estabilidade em Chicago nesta 4ª e se posiciona para números da área nos EUA

    As leves baixas entre os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago continuam nesta quarta-feira (19). Os contratos mais negociados, por volta de 7h55 (horário de Brasília), perdiam entre 3,50 e 3,75 pontos. Assim, o julho tinha US$ 9,08 e o agosto, US$ 9,15 por bushel.

    Embora os traders ainda estejam focados nas previsões climáticas que mantêm as chuvas fortes no radar, também se posicionam à espera do novo reporte de área de plantio que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz no final deste mês. Os números saem na próxima sexta-feira, dia 28.

    Outro fator que segue sendo acompanhado mais de perto há alguns dias é a guerra comercial e a possibilidade de uma retomada das negociações entre China e Estados Unidos. Xi Jinping e Donald Trump devem se encontrar na próxima reunião do G20, no Japão, no final deste mês, e podem trazer novas informações relevantes ao mercado.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Pouca chuva, ventos fortes e aumento do frio nesta semana

    Os últimos sete dias foram caracterizados pelo calor acima da média no Rio Grande do Sul. Em Santa Maria fez 31°C, temperatura que não era registrada em um mês de junho desde 2015. Também está bem mais quente que o normal ao longo de toda a Planície Costeira.

    O desvio na temperatura máxima passa dos 5°C neste mês. Além disso, choveu intensamente sobre o extremo sul do Rio Grande do Sul. Chuí recebeu pouco mais de 200 milímetros neste mês, o que não era visto desde janeiro.

    Nesta semana, uma frente fria avançará pelo Rio Grande do Sul. Não trará muita chuva, mas provocará ventos fortes e queda acentuada da temperatura.

    A partir da quarta-feira (19), a temperatura máxima não passa dos 20°C e a mínima despenca para algo entre 5°C e 10°C a partir da quinta-feira (20) em todo o Rio Grande do Sul.

  • Lavoura de milho está 99% colhida no RS

    A colheita do milho foi finalizada nas regiões onde as condições climáticas foram favoráveis, como no Noroeste do Rio Grande do Sul. Mas, em outras regiões, como no Alto Jacuí e Noroeste Colonial, não foi possível dar continuidade à colheita devido ao fato de a cultura não estar com umidade adequada para a operação.

    De acordo com o Informativo Conjuntural – divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (13/06) ? resta ser retirado da lavoura apenas cerca de 1% da produção, sendo basicamente produtos do tarde, outros que se encontram nas pequenas propriedades e em dobrado na lavoura.

    Com a soja em período de entressafra, os produtores realizam negócios e iniciam o planejamento da próxima safra. A colheita foi finalizada com boa produtividade. Áreas cultivadas fora do período recomendado obtiveram menor rendimento.

    Após a colheita do arroz ter sido encerrada no Estado, arrozeiros se direcionam aos negócios, movimentando a comercialização nas regiões produtoras. E, na semana que passou, as condições meteorológicas foram mais favoráveis à cultura do feijão 2ª safra, com períodos de baixa umidade e maior insolação, os quais contribuíram para o avanço da colheita. Mesmo assim, ela continua com atraso em relação ao desempenho da cultura em 2018 e ao histórico da cultura.

    O período foi de grande avanço na semeadura do trigo em toda região Noroeste, consequência de dias com clima favorável, em função do qual o solo apresentou umidade adequada para a atividade, realizada inclusive durante a noite. No Rio Grande do Sul, a safra deve ser de aproximadamente 740 mil hectares, e o plantio totalizou 45% das áreas.

    Nas regiões do Noroeste Colonial, Celeiro e Alto Jacuí, o desenvolvimento e o manejo das olerícolas foram favorecidos pela condição climática da semana anterior. As folhosas, principalmente alface e rúcula, apresentam bom crescimento, folhas bem desenvolvidas, diminuição de incidência de doenças, ampliando assim a oferta de produtos nas feiras e mercados.

    O clima na semana ? com umidade relativa alta, pouca ocorrência de chuvas, temperaturas favoráveis, boa incidência de radiação solar ? propiciou crescimento do campo nativo e das pastagens perenes de verão, como tíftons, jiigs, capim elefante-kurumi, panicuns e braquiárias.

    No manejo das pastagens cultivadas de inverno, os produtores realizam adubações nitrogenadas, adequações de carga animal para início de pastoreio e subdivisões de áreas para melhor aproveitamento das pastagens. De maneira geral, quanto ao manejo do gado de corte, iniciou a entrada dos animais nas pastagens; nas últimas semanas, o excesso de umidade no solo vinha dificultando tanto o desenvolvimento das pastagens como sua utilização.

    Na bovinocultura de leite são boas as condições corporais dos animais; produtores atentos para que não ocorra perda de escore das matrizes. No manejo pré-parto, os produtores de ovinos fazem a vacina contra as clostridioses, a fim de proteger as suas futuras crias. Nas últimas semanas, os preços pagos ao produtor de porcos vêm apresentando pequenas elevações em virtude do aumento da demanda no mercado internacional.

    Pescadores da Lagoa dos Patos encaminham documentação para acessar o seguro-defeso, pelo qual os pescadores artesanais recebem um salário mínimo mensal durante quatro meses; o defeso torna possível a reprodução dos peixes. As chuvas intensas e a alta umidade estão atrasando a limpeza e manutenção dos açudes e taipas. Os tanques e açudes estão bem supridos de água, alguns inclusive transbordando. Encerradas as encomendas de alevinos, as quais serão retomadas em agosto. A semana de temperaturas médias amenas foi favorável aos peixes.

  • Solo ainda é desconhecido, diz especialista

    A especialista Claire Guenat, uma pedologista e pesquisadora do Laboratório de Sistemas Ecológicos (ECOS) da Ecole Polytechnique Federale de Lausanne (EPFL), da Suíça, afirmou que o solo ainda é desconhecido para a maioria das pessoas. Para ela, como ele não está totalmente a vista, fica mais complicado de os leigos o analisarem.

    “Em primeiro lugar, porque o solo não é algo que realmente vemos, ao contrário da vegetação, por exemplo. Também tem conotações negativas em nossa sociedade. Por exemplo, quando somos jovens, aprendemos que a terra está suja, não devemos tocá-la ou comê-la. Mas é um ambiente cheio de vida, cheio de organismos que desempenham funções vitais e são cruciais para o nosso bem-estar”, comenta.

    Além disso, ela afirma também que as pessoas tendem a falar mais sobre a proteção da qualidade do ar e da água do que a qualidade do solo. “O solo é um dado adquirido: as pessoas não estão cientes de que é um recurso finito e valioso, numa altura em que a superfície do solo está a diminuir rapidamente, especialmente na Suíça, onde desaparecem aproximadamente 1 m2 de terra arável”, indica.

    “Todos os solos merecem atenção, mas o gerenciamento da terra nas cidades é agora uma questão crucial para as nossas sociedades cada vez mais urbanas. Os pisos urbanos são os pisos em parques, canteiros de flores e jardins, mas também os pisos sob edifícios e estradas. Estes solos têm um papel importante a desempenhar na regulação da água e do calor, à medida que o clima muda, resultando em chuvas, inundações e ondas de calor cada vez mais frequentes. Este é um grande problema de saúde pública”, conclui.

  • China expande o cultivo de soja e reduz a dependência

    A China vem expandindo a quantidade de terra usada para cultivar soja e diversificando sua fonte de importações para reduzir a dependência das Estados Unidos, seu segundo maior fornecedor, em meio a uma guerra comercial de um ano entre as duas maiores economias do mundo. No nordeste da China, a temporada de plantio de soja está chegando ao fim.

    Na província de Heilongjiang, região nordeste que responde por metade da produção total de soja da China, a área plantada de soja registrou crescimento constante desde o início de 2019, quando o governo central divulgou sua primeira declaração de política destacando os esforços para aumentar a produção de soja.

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    A tecnologia para o melhoramento e plantio de sementes de soja também tem sido aplicada para melhorar a produtividade e a produtividade do óleo de soja e proteína, segundo fontes do setor, que é um bom presságio para a China melhorar a autossuficiência da soja e reduzir as importações dos EUA.

    Mao Yugui, um fazendeiro de uma vila na cidade de Heilongjiang, uma tradicional base de produção de soja em Fujin, decidiu plantar soja em todas as suas áreas de terra este ano graças às medidas de estímulo do governo local e à recuperação dos preços da soja.

    “Muitos agricultores costumavam plantar milho porque a colheita gerava lucros maiores que a soja. Mas essa diferença vem diminuindo nos últimos dois a três anos, o que combinado a uma seca prolongada que atinge o nordeste da China cria incentivos para agricultores voltarem a cultivar soja “, Disse Mao.

  • Estudo diz que Spodoptera do milho pode refletir nos preços de produtos

    Um levantamento buscou observar a proliferação de pragas, redução de produtividade e aumento nos preços em função disso. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com A Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) mostram que os preços do milho, resultantes de perdas na lavoura tendem a impactar diretamente no varejo em produtos como fubá, leite, farinha de milho, carnes de suínos e frangos e ovos.

    O desenvolvimento e falta de controle da lagarta Spodoptera pode reduzir a produção brasileira em 40% e aumentar os preços do milho em até 13,6%, em função da falta do cereal. O percevejo pode reduzir a produção em 17,4% e aumentar o preço do milho em 5,9% e a cigarrinha causa redução de 6,6% na produção e aumento do preço em 2,2%.

    Os impactos nos produtos eleva em 5% o valor do fubá e 4,4% no leite. Os pesquisadores do Cepea indicam que “perdas agrícolas causadas pelo não tratamento de pragas e doenças na cultura do milho trariam impactos relevantes nos aumentos dos preços disponíveis aos consumidores, penalizando toda a sociedade com maiores taxas de inflação de alimentos. Claramente, o desempenho das safras agrícolas impacta toda a sociedade, via acesso a alimentos para a população, em termos de preços, principalmente às categorias de renda mais baixa, para as quais os alimentos respondem pela maior parcela de seu orçamento familiar”, concluem.