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9 de julho de 2019

  • O efeito de geada em cereais de inverno e em milho

    A geada é um dos elementos climáticos de risco que afeta o desenvolvimento de plantas. O mecanismo de ação de geadas se expressa com temperaturas abaixo do ponto de congelamento.

    A severidade de danos depende do estádio de desenvolvimento e do teor de umidade na planta, das características da cultivar, do tempo de duração da geada, da cobertura de solo, da exposição da lavoura, de correntes de ar e de outras variáveis. A severidade da geada varia a curtas distâncias na lavoura e é difícil de ser determinada.

    Teores de umidade e de sais na planta

    O solo atua como reservatório de calor, estabilizando a temperatura. Os solos úmidos e compactos são melhores condutores de calor e transferem para a superfície o calor armazenado durante o dia. Por outro lado, solos secos e descompactados (aerados) são isolantes térmicos e transferem com dificuldade para a superfície o calor armazenado, favorecendo a formação de geada.

    A concentração de sais nas plantas é importante fator para diminuir a severidade da geada. Solos com elevados teores de nu-trientes e plantas bem nutridas tendem a so-frer menos de geada por causa de teores de sais mais elevados no conteúdo celular, reduzindo seu ponto de congelamento. Plantas com estresse hídrico apresentam menor teor de água e maior relação sais/água reduzindo seu ponto de congelamento. Em café usa-se potássio para nutrir melhor as plantas e concentrar sais na seiva, em períodos de geada, para diminuir os danos.

    Cobertura de solo e exposição da lavoura

    A exposição da lavoura para o oeste (sol poente) mantém a temperatura mais elevada na tarde anterior à geada, aquecendo o solo e reduzindo o risco de congelamento. Por outro lado, na manhã seguinte não haverá exposição direta de sol e o descongelamento será lento e gradativo. A exposição da lavoura para o leste tende a apresentar danos mais severos de geadas. A exposição leste resulta na ausência de aquecimento do solo no entardecer e incidência de sol já nas primeiras horas da manhã, com descongelamento rápido e danos mais severos nas plantas.

    Os solos cobertos com palhas refletem os raios solares do dia anterior e resultam em danos mais severos. O solo nu absorve mais calor durante o dia anterior à geada. O gado bovino, nas noites frias se reúne em áreas de solo nu, pela temperatura amena.

    Milho

    O dano visual de geadas nas plantas de milho, no primeiro dia, é de coloração verde-escuro. Nos dias seguintes as partes danificadas tornam-se marronzeados e claras em função do extravasamento do conteúdo das células provocado pelo rompimento da parede celular causado pelos cristais de gelo. Sintomas mais severos aparecem nas extremidades superiores e nas folhas jovens, com maior teor de água, menor de sais e mais distante da planta (menor reserva de calor).

    Alguns dados indicam que a planta jovem de milho tolera até 50 % de secamento de folhas por geada. Até a fase de seis folhas, o ponto de crescimento do milho está dentro do solo. A morte de plantas poderá ocorrer se o frio for prolongado e a temperatura de congelamento atingir o ponto de crescimento dentro do solo. Em milho o dano aparece na extremidade das folhas jovens (Figura 3).

    Trigo e cevada

    O trigo na fase vegetativa tolera frios e geadas.
    A cevada é mais sensível ao dano de geadas nas fases de crescimento vegetativo e, principalmente, na fase reprodutiva.

    Os danos ocorrem a partir da fase de formação de espiga dentro da bainha da folha.

    A fase mais crítica é a de antese (fecundação) ou floração, quando a planta libera as anteras. Os sintomas aparecem na morte da espiga ou na formação do grão.

    Na fase de espigamento é difícil constatar os danos e estimar as perdas. As espigas e os grãos encontram-se em diferentes fases de desenvolvimento, dificultando a avaliação a campo.

    A gluma (espigueta) do trigo e da cevada mantém a forma e a cor da espiga por alguns dias, mas o grão pode não se desenvolver mais.

    Para estimar o dano de geadas sugere-se determinar o tamanho dos grãos na espiga de trigo em vários pontos da lavoura. Uma semana depois examinar as espigas dos mesmos locais e comprovar o crescimento ou a morte dos grãos. As espigas mortas pela geada, quando amassadas na mão apresentam textura esponjosa e o desenvolvimento de grãos paralisado.

    Fonte: Dirceu Gassen

  • Startup chinesa consegue semear com drones

    Uma startup chinesa está trabalhando no desenvolvimento de um protótipo de drone que consegue espalhar sementes nas lavouras, com o intuito de promover a revolução agrícola. De acordo com Justin Gong, fundador da XAG, o pioneirismo da china nas questões da tecnologia pode ser um fator determinante para o drone semeador se popularizar.

    “A China tem sido pioneira em áreas como e-wallet e tecnologia de consumo, mas em termos de tecnologia agrícola, há pouco desenvolvimento nas últimas décadas. Mesmo que os fazendeiros que conhecemos tivessem uma vez dúvidas sobre como os drones poderiam fazer o trabalho para eles, uma vez que eles tentaram, eles ficaram entusiasmados e nunca voltariam”, disse, o especialista, que teve essa ideia, junto com alguns amigos, há muito tempo atrás.

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    A XAG, que levantou US$ 100 milhões de investidores externos desde 2014, está prestes a embarcar em uma nova rodada de captação de recursos. Gong tem como missão dizer ao mundo sobre o potencial da tecnologia em uma das indústrias mais antigas do mundo.

    Com o declínio das populações rurais e o envelhecimento, o escopo da tecnologia para ajudar a manter e melhorar a produtividade é imenso, argumenta ele. Melhor ainda, diz o amante da natureza, o uso de drones ajudará a reduzir a poluição do campo cortando o uso de pesticidas.

    Formado pela Universidade de Sydney e filho de um piloto da força aérea chinesa, Gong já era fã de drones, usando a tecnologia da produtora cinematográfica que montara na graduação para vender seus serviços como cinegrafista e jornalista.

    Uma vez na XAircraft, ele começou a vender as compactas máquinas voadoras para consumidores, redes de TV comerciais, empresas imobiliárias e até militares.