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11 de julho de 2019

  • 50 anos da Organização das Cooperativas Brasileiras

    No dia 04 de julho foi celebrado o Dia Internacional do Cooperativismo e os 50 anos da Organização das Cooperativas Brasileiras. No Rio Grande do Sul o setor é um dos que mais cresce.

    O balanço divulgado no relatório Expressão do Cooperativismo Gaúcho 2019 aponta o faturamento recorde de R$ 48,2 bilhões, com incremento de 12,13% em relação ao período anterior. Nos últimos 4 anos o faturamento cresceu 54,63% e já conta com 2,9 milhões de associados.

    Números expressivos no agro

    São 437 cooperativas de 13 ramos de atividades econômicas que geram 63,8 mil empregos diretos. Desses, 90,7% concentram-se nos ramos Agropecuário, Saúde e Crédito.

    As cooperativas agropecuárias formam hoje o segmento economicamente mais forte do cooperativismo gaúcho. Atualmente, 62 cooperativas do Rio Grande do Sul possuem planta agroindustrial, onde processam a matéria-prima e agregam valor em mais de 131 produtos diferentes.

    O presidente do Sistema Ocergs- Sescoop/RS, Vergilio Perius, fez uma análise desse bom desempenho em uma entrevista ao Portal Agrolink:

    Portal Agrolink: a que fatores podemos atribuir o bom desempenho do agro no cooperativismo?
    Vergilio Perius:
     o agronegócio foi campeão de resultados. Houve um incremento no faturamento de venda de soja que estava estocada em 2017 e isso deu uma sobra de 45,6% de crescimento em relação aos outros anos e com um total de R$ 31,7 bilhões de faturamento. Esses são indicadores muitos fortes. O agronegócio responde por um grande número de associados. São mais de 350 mil em 128 cooperativas e emprega diretamente 36,6 mil trabalhadores, o que representa mais da metade do total de trabalhadores em cooperativas do Rio Grande do Sul (são 66 mil no total). O setor se consolidou com o carro chefe do cooperativismo.

    Portal Agrolink: quais os setores mais representativos?
    Vergilio Perius: 
    o setor que tem mais força é o de grãos (soja, milho, trigo e arroz), seguido do leite, vinhos e carnes. Se nos basearmos só em dados da Fecoagro, por exemplo, que trabalha mais o segmento de grãos a gente observa que o incremento de resultados chegou a ser superior ao conjunto. Foi 25% de crescimento só em grãos. Somando todas as outras o crescimento registrado é de 19% no faturamento.

    Portal Agrolink: dá pra se dizer que a soja foi o carro-chefe?
    Vergilio Perius:
     na economia agropecuária o mais importante ainda é a soja. Foram bons preços, dólar alto e com boas políticas cambiais, no ano passado, com produtores e cooperativas vendendo na hora certa, o que colaborou para o bom desempenho.

    Portal Agrolink: é possível afirmar que o cooperativismo gaúcho hoje é consolidado e está otimista?
    Vergilio Perius:
     só para citar um dado extremamente importante: os ativos das cooperativas gaúchas são R$ 74 bilhões. Os negócios R$ 48 bilhões, ou seja, nos sobram R$ 22 bilhões como garantia adicional para que os bancos  e o governo olhe o cooperativismo gaúcho com bons olhos e com segurança jurídica, econômica e ver que dá para investir em cooperativas.

    Portal Agrolink: que importância tem o cooperativismo para a atividade no Estado?
    Vergilio Perius: 
    eu não posso nem imaginar a agricultura do Rio Grande do Sul sem as cooperativas. Anos atrás a FEE fez um estudo que mostrava que se fossem retiradas as cooperativas do Estado hoje teríamos apenas 40% do total de crescimento que era estimado. Tudo o que se produz ou cria aqui, em termos de agricultura e pecuária, sai de algum associado cooperativado. Essa é a nossa força.

    Por: AGROLINK –Eliza Maliszewski

  • Safra recorde de grãos deve chegar a 240,7 milhões de toneladas

    Os números do 10º Levantamento da Safra de Grãos 2018/2019, divulgados nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indicam que a produção no Brasil deve chegar a 240,7 milhões de toneladas, mais um recorde da série histórica.

    O crescimento deverá ser de 5,7% ou 13 milhões de toneladas acima da safra 2017/18. A área plantada está prevista em 62,9 milhões de hectares, o que representa um aumento de 1,9% em relação à safra anterior.

    Um dos maiores destaques do período, frente à safra passada, é o milho segunda safra, com previsão de produção recorde de 72,4 milhões de t, crescimento de 34,2%. Já o milho primeira safra deve ficar em 26,2 milhões de t, ou seja, queda de 2,5%. Outro destaque é o algodão, com aumento de produção na faixa de 32,9%.

    Isso equivale ao volume de 6,7 milhões de algodão em caroço ou 2,7 milhões de algodão em pluma. No caso da soja há uma redução de 3,6% na produção, atingindo 115 milhões de t. As regiões Centro-Oeste e Sul representam mais de 78% dessa produção.

    O arroz tem produção estimada em 10,4 milhões de t, 13,6% menor que a obtida em 2017/18, devido às reduções ocorridas nos principais estados produtores. Já o feijão primeira safra também apresentou uma redução (22,5%), ficando em 996,9 mil t.

    O clima favorável contribuiu para uma produção de 1,3 milhão de t do feijão segunda safra, 7,1% acima da anterior. E a terceira safra, com plantio finalizado em meados de julho, deve ter produção de 721,5 mil t, 17,5% superior ao volume já produzido em 2017/18.

    Os produtos com maiores aumentos de área plantada foram o milho segunda safra (819,2 mil ha), soja (717,4 mil ha) e algodão (425,5 mil ha). A soja apresentou um crescimento de 2% na área de plantio, chegando a 35,9 milhões de ha.

    Culturas de inverno – Com uma área estimada em 1,99 milhão de ha, 2,4% menor que a área plantada em 2018, a produção de trigo deve ser de 5,5 milhões de toneladas. As demais culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada e triticale) apresentam um leve aumento na área cultivada, passando de 546,5 mil ha para 552,2 mil ha. As condições climáticas vêm favorecendo as lavouras.