Daily Archives

29 de julho de 2019

  • Agricultura é o setor que mais preserva o meio ambiente, afirma Embrapa

    Em uma das exposições mais aplaudidas durante a sexta edição do Fórum de Agricultura da América do Sul, que ocorreu em Curitiba, o agrônomo e coordenador do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Evaristo Miranda, se dedicou a “desmistificar” acusações de que o setor é uma ameaça ao meio ambiente. “Não tem uma categoria profissional no Brasil que preserva mais o meio ambiente do que o produtor rural”, garantiu o agrônomo.

    Em um dos últimos debates do evento, Miranda apresentou gráficos e bancos de dados alimentados pela Embrapa, que apontam que um quarto do território brasileiro é preservado pelos agricultores. “Qual a categoria do Brasil dedica seu patrimônio pessoal, privado e mobiliza R$ 3 trilhões para o meio ambiente? É uma poupança não remunerada que ainda gera custo para ser mantida e, se pegar fogo, a culpa é sua, se roubarem madeira você é o responsável.”, assegurou.

    Miranda afirmou ainda que, somado às áreas protegidas – mais de 1,8 mil unidades de conservação e outras áreas indígenas – e terras devolutas, o total do território preservado no Brasil ultrapassa os 66% do total. “E a lavoura ocupa 7,8%. Essa parcela para toda a produção de cana, de soja, de milho”, disse. Segundo ele, as áreas de pastagens também vem decrescendo, assim como o volume de rebanho.

    Apenas as áreas protegidas, segundo o pesquisador, representam 30% do território nacional, enquanto países europeus e os Estados Unidos, entre outros, preservam 10%. “Ser acusado de não proteger suas florestas é um absurdo”, criticou. Para ele, as pressões internacionais sobre essa questão se baseiam em interesses de produtores de outras economias que tentam se proteger da potencialidade do território brasileiro.

    Florestas

    A questão ambiental também foi discutida como um contraponto ao agronegócio de base florestal. Também da Embrapa, o pesquisador Erich Gomes Schaitza disse que o setor precisa buscar “um jeito do manejo da floresta gerar dinheiro”. Além da manutenção das florestas atuais, o engenheiro florestal defendeu a adoção de um reflorestamento dentro de um modelo inteligente, que gere recursos para o produtor.

    “Estamos entrando em uma era de produtos verdes. O mundo fala de economia verde na mudança de um paradigma de produção, que substitui petróleo por recursos naturais”, lembrou. Para ele, o primeiro ponto de agregação de valor à indústria florestal está na bioenergia. Schaitza citou exemplos como o da Ambev, que comprou mais de 1,2 mil caminhões elétricos, e o da Noruega, que se comprometeu a banir carros à combustão até 2025, fazendo um paralelo com os veículos, equipamentos e maquinários usados no campo.

    “A questão está posta. Vamos começar a entrar em um processo de transformar mobilidade baseada em petróleo por mobilidade de biogás. Precisamos pensar em mesclar as formas de energia à disposição da agricultura para ter uma estrutura sustentável das propriedades. Temos grande oportunidade para o setor agrícola de pensar energias de forma diferente”, disse.

    Fonte: Agência Brasil

  • O que estamos fazendo em nossa lavoura durante o inverno?

    Atualmente a nossa agricultura está baseada em uma única cultura: a soja. Mas, para que haja um bom desenvolvimento e alta produtividade de soja, é importante termos um solo com boa fertilidade, sem compactação e sem plantas daninhas, por isso o inverno é o momento para a realização de manejos que favoreçam essas condições.

    Com a baixa frequência de trigo em nossa região, muitas áreas ficam abandonadas desde meados de março até o mês de setembro, isso acarreta o aumento da população de plantas daninhas. Segundo o engenheiro agrônomo Felipe Michelon, em outros casos, o gado é empregado sem critério e sem manejo adequado, o que resulta na compactação. A terceira situação é a implantação de uma cultura como a aveia, ou o próprio trigo com pouco uso de fertilizantes causando um esgotamento do solo.

    Há algumas alternativas, mesmo com todos os riscos que a cultura apresenta, o trigo é uma boa opção para implantação na lavoura, visando colheita de grãos, assim como a aveia, que apresenta um risco inferior ao trigo, mas ambos precisam de manejo adequado com fungicidas, inseticidas, herbicidas e principalmente fertilizantes”, comenta Felipe.

    O MERCADO DA COTRIJUC EM JÚLIO DE CASTILHOS É ONLINE, ACESSE AGORA MESMO!

    Outra alternativa, conforme o agrônomo, é estruturar o solo com plantas de cobertura, visando prepara-lo para o cultivo de verão. Uma boa opção neste caso, são os consórcios com diferentes culturas (nabo + aveia + centeio ou ervilhaca + aveia, entre outros). “Por último mas não menos importante há a opção de pastagem. É uma ótima alternativa e que pode ter uma rentabilidade boa sem agredir o solo, desde que manejado adequadamente, ou seja, utilizar uma pastagem implantada (aveia, azevem, entre outras) pastagem essa feita com uma adubação correta, sem plantas daninhas”, ressalta o Engenheiro Agrônomo.

    Felipe também recomenda que após ter a lavoura de pastagem é fundamental manejar o gado adequadamente principalmente quanto a lotação e momento de entrada dos animais na lavoura, visando minimizar o efeito de compactação do solo. Das alternativas descritas acima, todas têm seus pontos fortes e fracos por isso é importante conciliar cada local a melhor alternativa. Precisa de ajuda ou quer saber mais sobre as alternativas em lavoura de inverno? Procure nossos técnicos COTRIJUC / GETAGRI.

  • Primeira etapa de vacinação contra febre aftosa atinge 98% de cobertura

    O Brasil atingiu 98,34% de cobertura vacinal (índice de imunização) na primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, realizada em maio, conforme dados preliminares do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Do rebanho de 197 milhões de bovinos e búfalos de todas as idades previstos para serem vacinados, foram imunizados 193,7 milhões. Os estados do Acre, Paraná e Espírito Santo vacinaram apenas os animais de até 24 meses.

    Apenas o Amapá e Santa Catarina não participaram da primeira etapa. Isso porque o Amapá aplica a vacina em todo o rebanho no segundo semestre e Santa Catarina deixou de vacinar em 2007, sendo a única unidade da federação reconhecida internacionalmente como livre da aftosa sem vacinação. O Ministério recomenda cobertura vacinal (animais e propriedades) de, no mínimo, 90%.

    Segundo a chefe substituta da Divisão de Febre Aftosa do Mapa (Difa), Ana Vidor, a cobertura vacinal nessa primeira etapa de 2019 foi satisfatória, atinge os índices estabelecidos pelo Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) e demonstra também um comprometimento do setor produtivo em continuar combatendo a doença contra a qual vem lutando há muitos anos.

    “Para que a gente consiga fazer uma retirada gradual da vacina é necessário sejam executadas diversas ações, algumas de nível nacional, outras em nível estadual com participação do setor produtivo. É preciso comprometimento não só do Serviço Veterinário Oficial, mas também da cadeia produtiva incluindo o produtor rural”, explicou.

    A partir de 1º de novembro, quase todos os estados vão iniciar a segunda etapa de vacinação dos animais jovens. Apenas os estados do Acre, Amapá, Roraima, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul irão vacinar o rebanho de todas as idades.

    O Paraná prossegue suas ações para que não vacine mais o rebanho na campanha de novembro, mudança que dependerá do atendimento de ações pendentes e que estão previstas no plano estratégico do PNEFA.

  • Exportação de grãos irá crescer 40% na próxima década

    As projeções de exportação para os próximos dez anos apontam o embarque de 138 milhões de toneladas de grãos, com acréscimo de 39 milhões de toneladas em relação a 2019, o que corresponde a 40% de incremento. Os dados fazem parte do estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2018/19 a 2028/29, produzido pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

    O algodão em pluma é um dos destaques e deverá registrar aumento nas vendas externas em 43%, a soja em grão, 42%; e o milho, 33%. Entre os principais produtos exportados, o açúcar sai de 18 milhões de toneladas alcançando 24 milhões de toneladas, e o café, de 35 milhões de sacas para 41,2 milhões de sacas.

    O estudo destaca que, em 2028/29, 35,5% da produção de soja devem ser destinados ao mercado interno, no caso do milho, 65,3%; e no café, 49,2%. “Haverá, assim uma dupla pressão sobre o aumento da produção nacional, devida ao crescimento do mercado interno e das exportações do país. As carnes deverão ter uma forte importância no crescimento”.

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, 2019) projeta que, em 2028/29, o Brasil será o maior fornecedor mundial de soja (49%) e o segundo maior de farelo de soja (26,9%). No caso do milho, ficaremos na segunda posição, com 21,7%, atrás somente dos norte-americanos (35,8%).

    Frutas
    A participação das frutas têm crescido no mercado interno quanto no internacional. No próximo decênio, terão alta os embarques de manga, maçã e uva, com incremento de 61%, 54% e 41%, respectivamente.

    Em 2018, as exportações renderam US$ 980,6 milhões, o equivalente a 878 mil toneladas, incluindo nozes e castanhas. Mamão papaya (US$ 50 milhões), mangas (US$ 178,82 milhões) e melões (US$ 136 milhões) apresentaram, no ano passado, os melhores desempenhos em valor nas vendas externas.

    No entanto, o Brasil exporta pouco do que produz. O país é o terceiro maior produtor mundial de frutas (fica atrás da China e Índia), porém exporta apenas 2,5% da produção, conforme dados do ministério e do setor de 2018.

    “As exportações de mamão, maçã e uva, representam em torno de 3% da quantidade produzida. Os principais mercados para as frutas brasileiras são os Países Baixos, Estados Unidos, Reino Unido e Espanha”, diz o estudo.