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agosto 2019

  • ATENÇÃO: Controle de Oídio em trigo

    A incidência de oídio Blumeria graminis f.sp. tritici na safra de trigo 2019 está elevada. O controle da doença pode ser feito através do cultivares resistentes e da utilização de fungicidas, tanto em tratamento de sementes como em parte aérea. Para a efetividade do controle químico, é importante que as aplicações de fungicida sejam realizadas ao aparecimento dos primeiros sintomas.

    Em ensaios conduzidos pela CCGL, nas duas últimas safras, em que se variou o fungicida utilizado após a observação dos primeiros sintomas de oídio (ao final do perfilhamento), foram obtidos controles de 60% a 85%.

    O incremento da produtividade em relação ao tratamento sem a aplicação do final do perfilhamento (inicio da elongação) variou de 1 a 16%. Os dados indicam que é importante controlar a doença logo após o seu aparecimento, a fim de obter bons níveis de controle e minimizar as perdas de produtividade.

    Figura 1 –  Controle de Oídio (%) e produtividade (sacos/ha) com o uso de diferentes tratamentos fungicidas iniciando ao final do perfilhamento de trigo (entre 35 e 40 DAE). O tratamento sem aplicação no perfilhamento contou com uma aplicação a menos que os demais, tendo sido iniciado na elongação. Após as aplicações  do perfilhamento, os fungicidas utilizados foram os mesmos em todos os tratamentos avaliados. Os resultados apresentados são referentes às médias obtidas na safra de inverno 2017 e 2018. *Tratamento testado somente em uma safra.

    Fonte: CCGL Tecnologia

  • Conab mostra expertise de mercado e agricultura familiar

    A experiência na realização de compras institucionais está entre os temas demonstrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (28) durante a feira agropecuária Expointer, realizada em Esteio/RS. A palestra aborda o trabalho da Companhia com o público da agricultura familiar, que atua nas operações do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) desde 2003, com amostras dos números de entidades, produtores e municípios atendidos em todo o Brasil, desde o início do programa.

    Quem fala sobre este assunto é a analista da Conab, Natacha Putton Casagrande, que também deve abordar a ação de distribuição de alimentos a grupos populacionais específicos, outra expertise da empresa. Serão apresentados ainda os números das compras institucionais realizadas desde 2013 e os principais desafios.

    Entre o público presente espera-se representantes de órgãos da União no Estado do Rio Grande do Sul que são compradores atuais da Agricultura Familiar, ou em potencial, além de produtores e suas cooperativas, demais entidades e autoridades envolvidas com o setor.

    A análise sobre o mercado do trigo também figurou entre as abordagens da Companhia, desta vez pela analista Flávia Machado Starling Soares, na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Produtos de Inverno. De acordo com o último levantamento, o Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor de trigo do país e deverá colher 1,94 milhão de toneladas nesta safra. Junto com o Paraná, são responsáveis por aproximadamente 86% de todo o trigo produzido no Brasil.

    O presidente da Companhia, Newton Araújo Silva Júnior, também participará da Expointer a partir desta quinta-feira (29), quando deverá integrar a comitiva da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina.

  • Milho: Mercado futuro inicia a sessão desta 4 ª feira em campo misto na Bolsa de Chicago

    As cotações futuras do milho iniciaram a sessão nesta quarta-feira (28) em campo negativo na Bolsa de Chicago (CBOT). Às 09h44 (Horário de Brasília), o contrato setembro/19 operava a US$ 3,57 por bushel com uma ligeira queda de 0,25 pontos, enquanto, o vencimento dezembro/19 trabalhava a US$ 3,65 por bushel com um recuo de 0,75 pontos.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os contratos futuro da milho e soja lutaram por pequenos ganhos durante a noite. “Os preços do milho diminuíram na terça-feira, mas se estabilizaram praticamente na mesma quantidade durante a noite, enquanto algumas manobras técnicas leves continuam”, afirma Knorr.

    De acordo com uma pesquisa preliminar realizada pela a Farm Futures para safras de 2020, os agricultores disseram que esperam plantar 94,1 milhões de acres de milho, um aumento de 4,5% em relação aos 90 milhões que o USDA disse plantar em seu relatório de 12 de agosto.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja trabalha com leves altas em Chicago nesta 4ª se ajustando após perdas anteriores

    Nesta quarta-feira (28), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam com leves altas, recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior. Por volta de 8h10 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 2,75 e 3,75 pontos nos principais contratos, levando o novembro a US$ 8,62 por bushel. O março/20, referência importante para a safra brasileira, tinha US$ 8,90.

    O mercado encontra espaço para leves altas depois dos recuous do pregão anterior causados por uma leve melhora nas condições da safra norte-americana divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no início da semana.

    No entanto, os traders sabem dos problemas, principalmente de desenvolvimento das plantas de soja nos campos do Corn Belt, e por isso esperam por mais informações que tragam uma realidade mais próxima do futuro da produção. O Pro Farmer estimou a safra em pouco mais de 95 milhões de toneladas.

    A atenção ainda está voltada também para as questões climáticas, com as temperaturas mais baixas que são esperadas para o Meio-oeste americano nas próxima semanas e diante das possibilidades de geadas, que poderiam tirar ainda mais da produtividade não só da soja, mas também do milho americano.

    Paralelamente, olhos voltados às questões da guerra comercial e aos movimentos de Xi Jinping, Donald Trump e suas equipes. As sinalizações são de que as negociações irão continuar nos próximos meses.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Agricultura lidera preservação do meio ambiente no Brasil

    Dados divulgados pela Embrapa, resultantes do Cadastro Ambiental Rural (CAR), demonstram que os agricultores brasileiros lideram preservação ambiental no Brasil.

    Criado pela Lei 12.651/12, o novo Código Florestal, o CAR mostra que mais de 4,1 milhões de imóveis rurais estavam cadastrados no Serviço Florestal Brasileiro até maio de 2017.

    A área é superior a 410 milhões de hectares, sendo que em média, apenas 50,1% da superfície das propriedades são usadas na agricultura.

    Segundo os dados, os agricultores preservam mais vegetação nativa na área agrícola do que todas as unidade de conservação, que juntas representam 13%, enquanto que os imóveis dos agricultores 20,5% do Brasil.

    Ao todo, o Brasil tem mais de 66% de seu território coberto por vegetação nativa, sem falar nas áreas de pastagem nativa do Pantanal, do Pampa, da Caatinga e dos Cerrados, que agregadas chegariam a 75% de área preservada.

    Para se adequar ao Código Florestal, os agricultores brasileiros informam com base em imagens de satélite e demarcações, todo o uso e ocupação das terras.

    Fonte: MT+

  • Rio Grande do Sul pode ter novo recorde de produção soja, com quase 20 mi de t

    O Rio Grande do Sul poderá colher uma safra recorde de quase 20 milhões de toneladas de soja em 2019/20, estimou nesta terça-feira a Emater, órgão ligado ao governo gaúcho, prevendo aumentos de cerca de 2% no plantio e de 4,3% na produtividade média, na comparação com a temporada passada.

    A área plantada chegaria a 5,9 milhões de hectares de soja, com uma rendimento agrícola de 3,3 toneladas por hectare, informou a Emater nesta terça-feira, ao apresentar em Esteio (RS), durante a 42ª Expointer, a primeira estimativa de área, produção e produtividade das principais culturas de verão no Estado.

    Caso a estimativa de produção de soja de 19,7 milhões de toneladas seja atingida, dependendo das condições climáticas para a safra que ainda será plantada, o Rio Grande do Sul disputaria com o Paraná o posto de segundo maior produtor de soja do país, atrás de Mato Grosso.

    Na safra passada, o Rio Grande do Sul superou o Paraná, mas devido a uma quebra pela seca.

    A produção do Paraná atingiria 19,772 milhões de toneladas em 2019/20, ante 16,2 milhões na temporada anterior, com a recuperação das produtividades. Embora a produção paranaense possa subir mais de 20%, a área plantada está estimada para crescer 1%, de acordo com o governo do Estado.

    O Mato Grosso, por sua vez, tem a safra de soja estimada em um recorde de 32,83 milhões de toneladas em 2019/20, alta de 1% ante a temporada passada, quando algumas regiões tiveram problemas climáticos, segundo a mais recente estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

    (Por Roberto Samora)

  • Brasil avança o uso de tecnologia na agricultura

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) observou os esforços que o Brasil vem fazendo para promover o uso da tecnologia na agricultura. Por exemplo, o uso de tratores no país cresceu quase 50% na última década, enquanto o uso de irrigação aumentou 52%.

    O setor agrícola agora está trabalhando de mãos dadas com o mundo da tecnologia para capturar dados grandes e transformá-los em insights para “agricultura de precisão”, segundo o artigo sobre 6 IoT em Soluções Agrícolas da AgTech Startups. Fundada em 2006, por exemplo, a empresa catarinense Promip arrecadou US$ 6,2 milhões para o desenvolvimento de “bio-inseticidas” para a prevenção de pragas a longo prazo, que são mais amigáveis ao meio ambiente do que os inseticidas sintéticos.

    Além disso, o mercado agrícola e de dívidas agrícolas do Brasil está avaliado em US$ 50 bilhões por ano e, historicamente, tem sido uma fonte de frustração entre os agricultores. Fundada em 2016, a startup de fintech de São Paulo, Bart Digital, recebeu US$ 692.000 em financiamento até agora para usar a tecnologia blockchain para resolver muitos desses pontos problemáticos.

    Fundada em 2014, a startup mineira InCeres arrecadou US $ 2,6 milhões até o momento para desenvolver uma solução baseada em nuvem para a fertilidade do solo. E a Solinftec, startup de São Paulo, recebeu uma quantia não revelada de financiamento para desenvolver “Alice”, a primeira assistente artificial de inteligência que integra e processa dados de máquinas, pessoas, uma rede de estações climáticas e outras entradas de dados grandes.

  • Milho: Semana começa com cotações levemente mais altas na Bolsa de Chicago

    A semana começa com leves altas para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). Nesta segunda-feira (26), as principais cotações registravam ganhos entre 1,00 e 2,75 pontos por volta das 08h58 (horário de Brasília).

    O vencimento setembro/19 era cotado à US$ 3,60 com alta de 1 ponto, o dezembro/29 valia US$ 3,70 com ganho de 2,75 pontos, o março/20 era negociado por US$ 3,82 com elevação de 2,75 pontos e o maio/20 tinha valor de US$ 3,90 com valorização de 1,75 pontos.

    Segundo informações do Successful Farming, os futuros do milho saltaram no comércio da noite para o dia com previsões de produção e rendimento mais baixos nos Estados Unidos e um novo acordo comercial com o Japão.

    “A Pro Farmer crop tour terminou na sexta-feira e projetou a produção de em 163,3 bushels por acre (170,8 sacas por hectare), com produção de 13,358 bilhões de bushels (339,2 milhões de toneladas). Números bem abaixo das previsões feitas no início deste mês pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que apontavam rendimento do milho previsto em 169,5 bushels por acre (177,3 sacas por hectare) com produção de 13,901 bilhões de bushels (353,08 milhões de toneladas)”, diz o analista Tony Dreibus.

    Além disso, os EUA e o Japão tentaram concordar com um acordo comercial no fim de semana. O presidente Donald Trump disse que a nação asiática compraria grandes quantidades de milho dos EUA, mas não deu detalhes. O Japão também compraria carne bovina, suína, trigo, etanol e laticínios.

    O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse que há trabalho a ser feito no acordo. Ainda assim, espera-se que um acordo seja assinado no próximo mês, de acordo com relatos da mídia.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Pavilhão da Agricultura Familiar vende 51,19% a mais no primeiro dia

    Salames, queijos, cucas, produtos agroindustriais, artesanato e flores vão saindo com a rapidez com que chegam no Pavilhão da Agricultura Familiar: só no primeiro dia de Expointer, o pavilhão comercializou 51,19% a mais do que no mesmo período da edição passada.

    A produtora Aracema Heldt, de Santo Antônio da Patrulha, sentiu a diferença e está animada. Proprietária da Heldt Sabor Colonial – especializada em rapadura, doces e melados -, Aracema está em sua oitava Expointer como expositora e acredita que, com este ótimo início, fará grandes negócios. “O movimento está melhor do que no ano passado, vendi mais, não esperava vender tanto quanto estou vendendo agora. Vamos ter que voltar para fazer mais doce”, comemora.

    Aracema destaca que, além das vendas no pavilhão, a Expointer funciona como uma vitrine para seus produtos, gerando novas oportunidades de negócios. “Estou vendendo melado para uma padaria que conhecemos aqui numa edição passada da Expointer. Comercializamos de 300 a 400 quilos de melado todo mês”, conta.

    Em 2018, o Pavilhão da Agricultura Familiar vendeu 40,3% a mais do que no ano anterior, alcançando a marca de R$ 4 milhões em negócios. Houve crescimento também no desempenho do setor de artesanato, que contabilizou R$ 1.277.968,48 com a venda de 30.930 peças, aumento de 16,17% em comparação ao ano anterior.

    Este ano, a agricultura familiar tem a maior participação da sua história na Expointer, com 316 espaços de comercialização que acomodam 312 estabelecimentos do Rio Grande do Sul, quatro do Rio de Janeiro, dez de Minas Gerais e um do Amapá.

    O Pavilhão da Agricultura Familiar é organizado por uma comissão formada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do governo federal, Emater, Fetag (Federação dos Trabalhadores na Agricultura no RS), Fetraf Sul (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS) e Via Campesina.

    Concurso

    O Pavilhão da Agricultura Familiar sediará seu tradicional Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar, já na oitava edição. A competição avaliará os melhores itens nas categorias suco de uva integral, vinho tinto de mesa seco, vinho tinto fino seco, salame, queijo colonial, cachaça prata, cachaça envelhecida (classificação premium e extra premium) e mel.

    A programação do concurso:

    Segunda-feira (26/8)

    9h: avaliação do vinhos tinto de mesa seco e tinto fino seco, além do suco de uva integral

    14h: queijo colonial

    16h: mel

    Terça-feira (27/8)

    9h: avaliação do salame

    14h: cachaça prata e envelhecida (premium e extra-premium)

    A premiação ocorre na quinta-feira (29/8).

    POR ELAINE PINTO/SEAPDR

  • Soja sobe forte na CBOT nesta 2ª com foco nos números dos crop tours dos EUA

    Os preços da soja sobem forte na Bolsa de Chicago na manhã desta segunda-feira (26). Por volta de 7h40 (horário de Brasília), as cotações tinham ganhos de 12,25 a 13,75 pontos nos principais contratos, com o novembro valendo US$ 8,70 e o março, US$ 8,97 por bushel.

    O mercadou iniciou a sessão testando apenas leves ganhos, mas veio intensificando suas altas, segundo analistas e consultores, diante das estimativas dos crop tours que começam a aparecer.

    Entre os números do Pro Farmer, a safra norte-americana de soja foi estimada em pouco mais de 95 milhões de toneladas, 5 milhões a menos do que o último número do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em 12 de agosto. A produtividade média estimada para o país foi de 51,6 sacas por hectare.

    “Mais uma semana começando e o período de colheita da safra 2019 dos EUA se aproximando. Mesmo com desenvolvimento atrasado, começaram a sair os resultados dos vários crop tours do centro-oeste americano”, explica Steve Cachica, consultor da Cerealpar e do Agro Culte, afirmando ainda que as altas desta manhã de hoje refletem, em parte, as estimativas do Pro Farmer.

    E mais do que isso, os traders seguem também atentos às questões climáticas dos EUA, com um cenário neste momento de tempo frio e úmido, o que continua limitando e atrasando ainda mais o desenvolvimento de suas lavouras. Nesta segunda, o USDA traz seu novo reporte semanal de acompanhamento de safras com as condições das lavouras.

    Na última semana eram 53% das plantações em bom ou excelente estado. A expectativa dos especialistas da consultoria internacional Allendale é de que o índice hoje fique em 54%.

    No outro prato da balança, porém, seugue a guerra comercial. Na última sexta-feira (23), as negociações se distanciaram mais ainda, com uma retaliação de Pequim e uma dura resposta de Donald Trump. Fato é que a nova taxação chinesa sobre a soja americana é de 30% e afasta ainda mais a demanda da nação asiática do mercado dos EUA.

    Por: Carla Mendes