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9 de agosto de 2019

  • Plantio de milho do Brasil crescerá 3,46% em 2019/20, terá novo recorde, apontam analistas

    A expectativa de um cenário de preços favoráveis para o milho na nova temporada deverá favorecer um aumento de 3,46% no plantio do cereal no Brasil, diante de perspectivas de que o país feche 2019 com exportações recordes da commodity em meio a uma quebra de safra nos Estados Unidos.

    Isso permitiria ao Brasil, segundo exportador global atrás dos EUA, colher uma safra de 101,91 milhões de toneladas em 2019/20, um novo recorde, de acordo com a média apurada em pesquisa da Reuters com nove especialistas e instituições, que em sua maioria basearam seus números em produtividades satisfatórias.

    Assim, a safra poderia crescer 2,6%, considerando a máxima histórica de 99,3 milhões de toneladas estimada nesta quinta-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para 2018/19.

    A aposta no milho, cujo plantio nas safras de verão e inverno poderia somar área nunca vista de 17,93 milhões de hectares, segundo a média da pesquisa, ocorre diante de expectativas de que a produção dos Estados Unidos sofrerá perdas na temporada 2019/20, por problemas de enchentes na época da semeadura —isso permitirá ao Brasil exportações recordes em 2019.

    “Com perspectiva de manutenção de preços relativamente atrativos aos produtores até o início do ano que vem, em função das perdas observadas nos EUA este ano, a perspectiva é de crescimento de área… A parte mais significativa desse incremento deve vir na segunda safra…”, afirmou o analista sênior do Rabobank, Victor Ikeda.

    Ele avalia que o Brasil deverá aumentar a área em 500 mil hectares, mas entre os analistas consultados é o único que espera uma queda na produção ante 2018/19 na comparação com a projeção da Conab.

    “É importante observar que, apesar da área maior, a produção tende a ser menor com a volta da produtividade para uma linha normal de tendência, após um 2019 em que o clima foi praticamente perfeito para o desenvolvimento da safrinha”, disse Ikeda.

    O Rabobank estima uma produção de 93,20 milhões de toneladas para a nova safra.

    Alguns analistas, embora não apostem em queda na produção, citaram sim preocupações climáticas.

    “Caso se confirme um padrão mais seco entre outubro-dezembro (no período de plantio/desenvolvimento da soja), teremos também problemas remanescentes para a safra inverno de milho, que terá uma janela de plantio mais apertada”, disse a Arc Mercosul.No Brasil, a maior parte do milho é plantado na segunda safra, após a colheita da soja, em um sistema de rotação de culturas.

    Na temporada 2018/19, as chuvas de primavera chegaram em setembro e se regularizaram logo, permitindo rápido desenvolvimento do plantio e uma colheita mais antecipada de soja, que garantiu também ótima janela climática para o milho segunda safra.

    Para 2019/20, explicou o meteorologista da Somar, Jonas Ribeiro, sob efeito de um El Niño enfraquecido, a tendência é de que as chuvas cheguem em setembro, mas se regularizem apenas em outubro, o que deve segurar a arrancada do plantio.

    “Não deve ter uma ausência de chuva, mas não vai ser regular nas áreas de plantio, vai ser mais espaçada… Vai se regularizar mais no início de outubro.”

    1ª SAFRA
    A situação de mercado é considerada favorável ao milho a ponto de a Cogo Inteligência em Agronegócio prever um aumento no plantio também no verão, com crescimento em algumas áreas do Paraná e São Paulo, além do Rio Grande do Sul, que não faz segunda safra.

    “Quem tem primeira safra, vai fazer um pouco mais, quem faz as duas, vai tentar fazer um pouco mais…”, disse o consultor Carlos Cogo, destacando que áreas que não plantam a segunda safra, que são regiões importadoras, não querem pagar mais caro e deverão apostar no milho de verão.

    Além disso, ele também vê um mercado de milho mais firme que o da soja, considerando as fortes exportações do Brasil e as perdas nos Estados Unidos.

    “Os contratos mais distantes, a alta do milho é mais consistente, tem mais potencial, depois que surgirem os próximos relatórios de safra do USDA, isso vai ficar mais claro”, acrescentou ele, destacando que o cereal brasileiro está competitivo internacionalmente.

    “Está barato no porto (para exportação) e remunerando o produtor”, concluiu.

    Relatório do governo dos Estados Unidos, amplamente aguardado, atualizará na próxima segunda-feira as estimativas para as áreas norte-americanas de milho e soja, em meio a avaliações muito diferentes dentro do próprio mercado, após as chuvas excessivas na época do plantio.

    Fonte: Reuters

  • Milho: sexta-feira começa estável em Chicago com atenções voltadas os clima e ao USDA

    A sexta-feira (09) começa com a Bolsa de Chicago (CBOT) praticamente estável, apresentando leves ganhos para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registravam altas entre 0,50 e 1,00 ponto por volta das 09h19 (horário de Brasília).

    O vencimento setembro/19 era cotado à US$ 4,11 com valorização de 0,50 ponto, o dezembro/19 valia US$ 4,19 com alta de 1,00 ponto, o março/20 era negociado por US$ 4,29 com elevação de 0,75 ponto e o maio/20 tinha valor de US$ 4,34 com ganho de 0,75 ponto.

    Segundo informações do Successful Farming, os futuros ficaram mais altos durante a noite devido principalmente ao tempo seco no leste do centro-oeste americanos, incluindo a maior parte de Indiana, Illinois e Iowa.

    “Nenhuma precipitação é vista na área, e apenas pequenas chances estão na previsão para partes do leste de Nebraska, de acordo com as previsões meteorológicas”, aponto o analista Tony Dreibus.

    Outro fator que segue sendo importante para limitar as movimentações é a proximidade da divulgação do próximos relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) com a atualização dos números de área plantada que deve acontecer na próxima segunda-feira (12).

    Analistas consultados pela Agência Reuters disseram que esperam os acres de milho em torno de 88 milhões (35,612 milhões de hectares), com rendimento de 164,9 bushels por acre (172,5 sacas por hectare), resultando em uma produção de 13,193 bilhões de bushels (335,1 milhões de toneladas).

    O USDA previu no mês passado que a área de plantio de milho seria de 91,7 milhões de acres (37,109 milhões de hectares), rendimento de 166 bushels por acre (173,64 sacas por hectare) e produção de 13,875 bilhões de bushels (352,4 milhões de toneladas).

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Produção recorde de grãos estimada em 241,3 milhões de toneladas no 11º levantamento

    Os números atualizados da safra 2018/2019 de grãos, divulgados nesta quinta-feira (8) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), confirmam a produção recorde para este ano. O país deverá colher 241,3 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 6% ou 13,7 milhões de t se comparado à safra anterior. A área plantada está prevista em 63 milhões de hectares, com um aumento de 2% sobre o mesmo período.

    A produção do milho primeira safra deve ficar em 26,2 milhões de t, uma redução de 2,1% sobre a safra passada. A colheita encerrou-se na região Centro-Sul e segue ocorrendo nas regiões Norte e Nordeste. Quanto ao milho segunda safra, terá uma produção recorde de 73,1 milhões de t, 35,6% a mais em relação à safra de 2017/18. A colheita foi intensificada e agora estende-se a 84% da área plantada. A soja sofreu uma redução de 3,5% na produção e atingiu 115,1 milhões de t. As regiões Centro-Oeste e Sul representam mais de 78% dessa produção.

    O feijão primeira safra, cuja colheita já foi encerrada, teve uma redução de 22,5% na produção e deve chegar a 996,4 mil t. Isso foi causado principalmente pela diminuição de área e produtividade no Paraná, Minas Gerais e Bahia. O de segunda safra, onde a colheita está em fase final, teve um clima favorável que contribuiu para uma produção de 1,3 milhão de t, 7,2% acima da obtida no período anterior. O feijão terceira safra também teve aumento de 20,5% e deve ter uma produção de 739,6 mil t. O plantio foi finalizado em julho.

    O país deverá colher também 4 milhões de algodão em caroço e 2,7 milhões de pluma, 34,2% a mais do que na safra anterior. Enquanto o trigo tem produção estimada em 5,4 milhões de t, o arroz deve ficar em 10,4 milhões de t, um recuo de 13,6%. O estudo aponta como causa as reduções de área do cereal ocorridas nos principais estados produtores.

    Área – As culturas que tiveram aumento de área, em relação à safra passada, foram o milho segunda safra, com área total de 12,4 milhões de hectares, a soja com 35,9 milhões e algodão com 1,6 milhão de hectares. Em relação às culturas de inverno, para o trigo, estima-se uma área de 1,99 milhão de hectares, 2,6% menor que em 2018. As demais culturas (aveia, canola, centeio, cevada e triticale) apresentam incrementos na área de plantio, passando de 546,5 mil hectares, na safra anterior, para 552,2 mil hectares na safra atual. De acordo com o levantamento, as geadas ocorridas no início de julho, sobretudo no Paraná, demandam maior monitoramento das lavouras.

    Acesse aqui o Boletim completo do 11º Levantamento – Safra 2018/19.

  • Soja: Chicago mantém movimento positivo, mas se atenta às especulações sobre o USDA

    Os preços da soja ainda caminham em alta na Bolsa de Chicago nesta manhã de sexta-feira (9). O mercado dá continuidade às altas de quase 2% de ontem e, por volta de 8h (horário de Brasília), trabalhava com ganhos de pouco mais de 5 pontos nos principais contratos. Assim, o novembro, que é a posição mais negociada neste momento, tinha US$ 8,88 por bushel.

    Os traders seguem se posicionando à espera dos novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que chegam na próxima segunda-feira, 12 de agosto. Além disso, as especulações de uma demanda um pouco melhor parte da China também se mostram mais fortes no radar dos participantes do mercado.

    “Há um suporte da expectativa de demanda pela China apesar da gripe suína, e principalmente, de especulação em torno do número de área dos EUA, que pode ser bem menor que as estimativas anteriores”, explica o consultor da Cerealpar e da Agro Culte, Steve Cachia.

     

    No entanto, esse aguardo pelo novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA poderia provocar alguma mudança na direçaõ das cotações.

    “Sendo sexta-feira e véspera de relatório USDA, nao está descartado um movimento de garantia de lucros no final do dia. Um pouco vai depender das previsões climáticas que vão sair nas próximas horas”, completa Cachia.

    Fonte: Notícias Agrícolas