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13 de agosto de 2019

  • Equipe da Cotrijuc estreia com goleada no campeonato municipal de futsal 2° Divisão em Júlio de Castilhos

    Equipe da Cotrijuc estreia com goleada no campeonato municipal de futsal 2° Divisão em Júlio de Castilhos.

    Na noite de Segunda-feira dia 12 de Agosto a Cotrijuc venceu na estreia por 7 x 1 contra a equipe do Buteco Do Bigode, destaque para Rafael com 4 gols, Jordan, Jobson e Felipe Michelon fecharam o placar. Próximo jogo será no dia 26 de Agosto numa Segunda Feira contra a equipe do Perimetral.

    Texto e Fotos: Luiz Eduardo Chagas – Acadêmico do Curso de Jornalismo UNICRUZ e colaborador da Cotrijuc.

  • Trigo: Custo de trigo importado cai, mas ainda supera preço interno

    As cotações mais baixas do trigo na Argentina e a desvalorização do dólar frente ao Real em julho resultaram em novas oportunidades de fixação de preços para os moinhos nacionais, que, tradicionalmente, dependem das importações. As aquisições do trigo no mercado externo seguem crescentes e os volumes que chegaram aos portos brasileiros em julho foram realizados nos menores preços dos últimos cinco meses. Mesmo assim, levantamento do Cepea aponta que o valor do produto importado ainda ficou acima do registrado no mercado disponível brasileiro. Em dólar, o preço médio do importado foi de US$ 228,93/tonelada. Ao adicionar os custos logísticos e despesas portuárias, a média do trigo importado supera a nacional, fator de sustentação aos preços internos.

    Fonte: Cepea

  • Soja busca se recuperar em Chicago nesta 3ª feira após tensão gerada pelo USDA

    O mercado da soja trabalha em alta nesta terça-feira (13) na Bolsa de Chicago, se recuperando das baixas de mais de 12 pontos registradas no pregão anterior. Os futuros da oleaginosa, por volta de 8h05 (horário de Brasília), subiam 6,75 pontos, para levar o novembro a US$ 8,86 por bushel.

    A terça é de uma tentativa de recuperação para a commodity, depois do dia tenso que o mercado internacional de grãos teve ontem após os números trazidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), especialmente para o milho. É o chamado movimento “turnaround tuesday” ou, “terça-feira da virada”.

    “O governo trouxe um surpreendente aumento em suas estimativas de milho e trigo, apesar das preocupações com uma primavera úmida e um verão seco. Os traders agora mudarão seu foco para os índices de produtividade, enquanto continuam a ficar de olho nas preocupações com o clima, à medida em que os agricultores se aproximam da colheita”, explicam os analistas da consultoria internacional Allendale, Inc.

    E para a soja, os números nem foram tão agressivos, porém, o mercado foi profundamente pressionado pelas cotações do milho, que terminaram a sessão com limite de baixa na CBOT nesta segunda-feira (12).

    A produção norte-americana caiu de 104,64 para 100,15 milhões de toneladas, enquanto a produtividade foi mantida em 54,35 por hectare. A média da safra esperada pelo mercado era de 103,42 milhões de toneladas.

    As áreas plantada e colhida foram também reduzidas e ficaram em, respectivamente, 31,04 e 30,72 milhões de hectares. Há um mês, o boletim mostrava 32,38 e 32,09 milhões.

    Com a baixa da safra, os estoques finais norte-americanos recuaram de 21,64 para 20,55 milhões de toneladas. Por outro lado, reduziu sua estimativa para as exportações da safra nova de 51,03 para 48,31 milhões de toneladas, também em função do conflito comercial.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Alerta: aumentam os focos de Oídio nas lavouras do Sul

    O clima ameno e seco registrado na região Sul do Brasil traz um alerta para os produtores de trigo pois já existem registros da ocorrência de Oídio nas lavouras. O ataque do fungo acontece especialmente nas lavouras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e nas regiões Sudoeste, Campos Gerais e Central do Paraná.

    Segundo o engenheiro agrônomo da Biotrigo Genética, Everton Garcia, a doença é causada por um fungo (Blumeria graminis f.sp. tritici) que desenvolve um mofo esbranquiçado sobre folhas e colmos e leva uma vantagem em relação as outras doenças nestas condições climáticas, pois o fungo não precisa de molhamento foliar para causar a infecção e colonização.

    Everton explica ainda que o vento é o principal agente de disseminação da doença, que ao atingirem a planta de trigo, conseguem germinar, infectar e colonizar o tecido foliar. Por isso, ele ressalta a importância do monitoramento. “Nesse momento, mesmo com o bom desenvolvimento da cultura nesta safra, o ambiente tem sido favorável para a infecção do fungo. Tivemos clima mais seco e com temperaturas mais altas, entre 15 e 22°C. Por isso, é preciso monitorar as lavouras para não perder o controle nessas primeiras áreas que podem gerar grande quantidade de inóculo para outras lavouras”, alerta Everton.

    Manejo

    A alternativa para reduzir os impactos da doença é realizar a aplicação de fungicidas, porém o agrônomo ressalta que em lavouras que o fungo infectou a planta na fase de alongamento, a aplicação já não se torna tão eficiente. “Na medida que a planta cresce, a cobertura da pulverização se torna mais difícil na região do colmo e na base da planta, mantendo o inóculo do Oídio”, explica. Nestes casos, é importante estar atento a intensidade da doença e realizar a aplicação de fungicidas antes do fechamento das entrelinhas da lavoura para uma adequada eficiência de controle e manutenção do potencial produtivo da cultivar.

    Nos casos em que a fase está mais adiantada, é importante estar atento ao volume de calda utilizado na pulverização, para que se tenha uma melhor cobertura. Outra medida que pode ser realizada de forma preventiva é a escolha de cultivares resistentes tendo no tratamento de sementes uma ação preventiva e importante para cultivares mais sensíveis.

  • Efeito “moratória” na produção brasileira de soja

    Embora tenha sido amplamente divulgado o propósito da ABIOVE (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) e da ANEC (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) de estabelecerde um pacto ambiental destinado a inibir o desmatamento da floresta amazônica para o plantio de soja, neste espaço vamos discutir os reais resultados deste acordo – denominado de Moratória da Soja (MS) – após 12 anos de vigência do instrumento.

    É inegável que o desmatamento na Amazônia continua, embora uma área muito restrita desse desflorestamento possa ser atribuída ao cultivo da soja. Inicialmente previsto para durar dois anos a partir de meados de 2006, o acordo foi sendo renovado anualmente até 2016 e, a partir de 2018, estabeleceu-se como pacto permanente, tendo como data base, não 2006 mas 2008, para fazer a data coincidir com o novo Código Florestal Brasileiro.

    A iniciativa do acordo foi tomada em resposta à movimentação de grandes corporações transnacionais de alimentos (McDonald, Wal-Mart, entre outras), preocupadas com a repercussão negativa da denúncia de que os produtos que comercializavam, tendo como matéria prima a soja brasileira, seriam obtidos ilegalmente, via destruição da floresta. Visando proteger sua imagem perante os consumidores, essas empresas iniciaram conversas com o Greenpeace, a cuja mesa também se sentaram as tradings que comercializam a soja proveniente do Bioma Amazônia e dessa iniciativa nasceu a MS, o primeiro grande acordo voluntário para redução de desmatamentos nos trópicos.

    A dúvida que persiste é se o acordo cumpriu satisfatoriamente com o objetivo de reduzir o desmatamento da grande floresta tropical, ou se os resultados foram menores do que os propalados, questionamento reiterado por ecologistas, mundo afora. Dados de pesquisa publicados na Revista Science (2015) confirmam que sim, os resultados foram positivos e informam que antes da moratória, 30% da expansão do cultivo da soja na Amazônia ocorria em áreas desmatadas para tal propósito e, após a moratória, apenas 1% pode ser atribuído ao desmonte da floresta.

    Segundo outro estudo, também publicado na Revista Science, é muito difícil precisar quanto da redução do desmatamento amazônico poderia ser creditado à MS, e sugere que a maior redução poderia ser atribuída a outros fatores, como o excesso de desmatamento para a produção de pastagens, ocorrido previamente ao estabelecimento do acordo, áreas que, seguidamente, seriam convertidas em plantações de soja, sem que, com tal estratégia, violasse o pacto. Outra causa poderia ser o ganho de eficiência no manejo do gado, aumentando a produtividade bovina e dispensando a necessidade por mais desmontes de floresta.

    A bem da verdade, o que a moratória se propôs a fazer – e fez – foi frear o desmatamento com o propósito de plantar soja. O avanço da soja no Bioma Amazônia continua ocorrendo, mas em áreas desmatadas antes do início do acordo (2008) e, via de regra, ocupadas com pastagens.

    As preocupações dos gestores da MS, crentes de que seus resultados foram positivos, estão pensando numa outra moratória; esta para o Bioma Cerrado. A publicidade ambiental negativa do Brasil no exterior não pode traduzir-se em instrumento para criar barreiras comerciais aos produtos do país. Isto poderia afetar os bons resultados que se espera do acordo recentemente firmado entre a União Europeia e o Mercosul.

    Por: Amélio Dall’Agnol