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26 de agosto de 2019

  • Milho: Semana começa com cotações levemente mais altas na Bolsa de Chicago

    A semana começa com leves altas para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). Nesta segunda-feira (26), as principais cotações registravam ganhos entre 1,00 e 2,75 pontos por volta das 08h58 (horário de Brasília).

    O vencimento setembro/19 era cotado à US$ 3,60 com alta de 1 ponto, o dezembro/29 valia US$ 3,70 com ganho de 2,75 pontos, o março/20 era negociado por US$ 3,82 com elevação de 2,75 pontos e o maio/20 tinha valor de US$ 3,90 com valorização de 1,75 pontos.

    Segundo informações do Successful Farming, os futuros do milho saltaram no comércio da noite para o dia com previsões de produção e rendimento mais baixos nos Estados Unidos e um novo acordo comercial com o Japão.

    “A Pro Farmer crop tour terminou na sexta-feira e projetou a produção de em 163,3 bushels por acre (170,8 sacas por hectare), com produção de 13,358 bilhões de bushels (339,2 milhões de toneladas). Números bem abaixo das previsões feitas no início deste mês pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que apontavam rendimento do milho previsto em 169,5 bushels por acre (177,3 sacas por hectare) com produção de 13,901 bilhões de bushels (353,08 milhões de toneladas)”, diz o analista Tony Dreibus.

    Além disso, os EUA e o Japão tentaram concordar com um acordo comercial no fim de semana. O presidente Donald Trump disse que a nação asiática compraria grandes quantidades de milho dos EUA, mas não deu detalhes. O Japão também compraria carne bovina, suína, trigo, etanol e laticínios.

    O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse que há trabalho a ser feito no acordo. Ainda assim, espera-se que um acordo seja assinado no próximo mês, de acordo com relatos da mídia.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Pavilhão da Agricultura Familiar vende 51,19% a mais no primeiro dia

    Salames, queijos, cucas, produtos agroindustriais, artesanato e flores vão saindo com a rapidez com que chegam no Pavilhão da Agricultura Familiar: só no primeiro dia de Expointer, o pavilhão comercializou 51,19% a mais do que no mesmo período da edição passada.

    A produtora Aracema Heldt, de Santo Antônio da Patrulha, sentiu a diferença e está animada. Proprietária da Heldt Sabor Colonial – especializada em rapadura, doces e melados -, Aracema está em sua oitava Expointer como expositora e acredita que, com este ótimo início, fará grandes negócios. “O movimento está melhor do que no ano passado, vendi mais, não esperava vender tanto quanto estou vendendo agora. Vamos ter que voltar para fazer mais doce”, comemora.

    Aracema destaca que, além das vendas no pavilhão, a Expointer funciona como uma vitrine para seus produtos, gerando novas oportunidades de negócios. “Estou vendendo melado para uma padaria que conhecemos aqui numa edição passada da Expointer. Comercializamos de 300 a 400 quilos de melado todo mês”, conta.

    Em 2018, o Pavilhão da Agricultura Familiar vendeu 40,3% a mais do que no ano anterior, alcançando a marca de R$ 4 milhões em negócios. Houve crescimento também no desempenho do setor de artesanato, que contabilizou R$ 1.277.968,48 com a venda de 30.930 peças, aumento de 16,17% em comparação ao ano anterior.

    Este ano, a agricultura familiar tem a maior participação da sua história na Expointer, com 316 espaços de comercialização que acomodam 312 estabelecimentos do Rio Grande do Sul, quatro do Rio de Janeiro, dez de Minas Gerais e um do Amapá.

    O Pavilhão da Agricultura Familiar é organizado por uma comissão formada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do governo federal, Emater, Fetag (Federação dos Trabalhadores na Agricultura no RS), Fetraf Sul (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS) e Via Campesina.

    Concurso

    O Pavilhão da Agricultura Familiar sediará seu tradicional Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar, já na oitava edição. A competição avaliará os melhores itens nas categorias suco de uva integral, vinho tinto de mesa seco, vinho tinto fino seco, salame, queijo colonial, cachaça prata, cachaça envelhecida (classificação premium e extra premium) e mel.

    A programação do concurso:

    Segunda-feira (26/8)

    9h: avaliação do vinhos tinto de mesa seco e tinto fino seco, além do suco de uva integral

    14h: queijo colonial

    16h: mel

    Terça-feira (27/8)

    9h: avaliação do salame

    14h: cachaça prata e envelhecida (premium e extra-premium)

    A premiação ocorre na quinta-feira (29/8).

    POR ELAINE PINTO/SEAPDR

  • Soja sobe forte na CBOT nesta 2ª com foco nos números dos crop tours dos EUA

    Os preços da soja sobem forte na Bolsa de Chicago na manhã desta segunda-feira (26). Por volta de 7h40 (horário de Brasília), as cotações tinham ganhos de 12,25 a 13,75 pontos nos principais contratos, com o novembro valendo US$ 8,70 e o março, US$ 8,97 por bushel.

    O mercadou iniciou a sessão testando apenas leves ganhos, mas veio intensificando suas altas, segundo analistas e consultores, diante das estimativas dos crop tours que começam a aparecer.

    Entre os números do Pro Farmer, a safra norte-americana de soja foi estimada em pouco mais de 95 milhões de toneladas, 5 milhões a menos do que o último número do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em 12 de agosto. A produtividade média estimada para o país foi de 51,6 sacas por hectare.

    “Mais uma semana começando e o período de colheita da safra 2019 dos EUA se aproximando. Mesmo com desenvolvimento atrasado, começaram a sair os resultados dos vários crop tours do centro-oeste americano”, explica Steve Cachica, consultor da Cerealpar e do Agro Culte, afirmando ainda que as altas desta manhã de hoje refletem, em parte, as estimativas do Pro Farmer.

    E mais do que isso, os traders seguem também atentos às questões climáticas dos EUA, com um cenário neste momento de tempo frio e úmido, o que continua limitando e atrasando ainda mais o desenvolvimento de suas lavouras. Nesta segunda, o USDA traz seu novo reporte semanal de acompanhamento de safras com as condições das lavouras.

    Na última semana eram 53% das plantações em bom ou excelente estado. A expectativa dos especialistas da consultoria internacional Allendale é de que o índice hoje fique em 54%.

    No outro prato da balança, porém, seugue a guerra comercial. Na última sexta-feira (23), as negociações se distanciaram mais ainda, com uma retaliação de Pequim e uma dura resposta de Donald Trump. Fato é que a nova taxação chinesa sobre a soja americana é de 30% e afasta ainda mais a demanda da nação asiática do mercado dos EUA.

    Por: Carla Mendes