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agosto 2019

  • Manejo integrado é principal recurso contra ervas daninhas

    O manejo integrado, aliado a um planejamento eficiente pode ser a principal ferramenta no combate às ervas daninhas. De acordo com Autieres Farias, pesquisador da Fundação de apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), o planejamento é parte importante no processo.

    Ele explica que a principal forma de controlar plantas daninhas é planejar-se com antecedência, utilizar o manejo integrado, fazer o levantamento correto das espécies das plantas invasoras e seu respectivo estágio de desenvolvimento. “Podendo explorar as técnicas do manejo de cobertura, dessecação antecipada, uso de pré-emergentes e uma boa tecnologia em aplicação de defensivos agrícolas”, comenta.

    Além disso, é importante também ter a capacidade de integrar o passado, analisando o histórico da área. Para Autieres, mais do que produzir é importante entender os dados e as informações do passado, do presente e do futuro.

    “É essa visão que possibilita as boas práticas agronômicas, ajuda na adoção do manejo integrado, e contribui para o desenvolvimento do potencial produtivo das plantas. É importante integrar o controle físico, o biológico e o mecânico com os herbicidas (controle químico). As aptidões e limitações dos produtos devem ser sempre respeitadas”, explicou o pesquisador.

    “Nesse processo as plantas de cobertura acabam competindo com as plantas daninhas, e também produzem compostos aleloquímicos que inibem o crescimento e desenvolvimento das plantas daninhas. Elas devem ser adotados sempre que o nível de infestação de plantas daninhas for muito alto”, pontou.

  • Realizado com sucesso o X Dia de Campo CCGL

    Com o objetivo de transmitir aos produtores os novos estudos e tecnologias avançadas na área da produção do leite, a Cooperativa Central Gaúcha Ltda. – CCGL, através de setor de Difusão e Tecnologia, realizou hoje o X Dia de Campo.

    O evento aconteceu no Tambo Experimental da CCGL, em Cruz Alta. Entre os temas em debate estiveram a produção de alimentos, tanto produção de pastagens quanto de alimentos conservados, sanidade dos animais (projeto de certificação CCGL e período de transição), as novas instruções normativas e um case de sucesso, onde a família Stein apresentou seus resultados obtidos através da Assistência Técnica CCGL/Cooperativas Associadas.

    Além disso, o evento contou com três estações de patrocinadores, da BAYER, YARA e MAPSUL/Boehringer e ainda com o apoio das empresas BRDE, Genex, Kersia e PGW Seeds. O Dia de Campo foi exclusivo para produtores e profissionais que atuam na atividade leiteira, ligados às Cooperativas Associadas à CCGL e instituições parceiras.

  • Milho: quinta-feira começa com leves ganhos na Bolsa de Chicago

    A quinta-feira (22) começa com os preços internacionais do milho futuro operando próximos da estabilidade na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações máximas de 1,75 pontos por volta das 09h20 (horário de Brasília).

    O vencimento setembro/19 era cotado à US$ 3,64 com alta de 1,75 ponto2, o dezembro/19 valia US$ 3,72 com elevação de 1,75 pontos, o março/20 era negociado por US$ 3,83 com valorização de 1 ponto e o maio/20 tinha valor de US$ 3,91 com ganho de 0,75 pontos.

    Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho de Chicago subiram nesta quinta-feira, quando uma turnê de culturas amplamente observada indicou que pode haver uma queda nos rendimentos em Illinois, o segundo maior estado produtor de milho.

    A Pro Farmer Midwest Crop Tour descobriu que as perspectivas de produção de milho e soja de Illinois estavam abaixo do ano passado e da média de três anos.

    “A verdadeira extensão do dano não será conhecida por várias semanas até que a safra atinja sua fase final. Com muitas áreas atrás na maturidade, um frio prematuro pode ser devastador”, disse a corretora Allendale em uma nota de mercado.

    A turnê da safra termina em Minnesota na quinta-feira e os editores do boletim Pro Farmer devem divulgar as estimativas de produção de soja e milho nos Estados Unidos no dia seguinte, conforme conta Nigel Hunt da Reuters Londres.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Chicago: Soja trabalha com estabilidade nesta 5ª à espera de dados da safra dos EUA

    A manhã desta quinta-feira (22) é de estabilidade para os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago. Por volta de 7h30 (horário de Brasília), as cotações registravam pequenos ganhos de 0,75 a 1,25 ponto nas principais posições, com o novembro valendo US$ 8,74 e o março, US$ 9,01 por bushel.

    O mercado segue muito cauteloso à espera de mais infomações sobre a nova safra de grão dos Estados Unidos e, nesta semana especificamente, aos dados que chegam do ProFarmer Midwest Croup Tour. O tour, um dos mais respeitados do país, vem trazendo um retrato preocupante das lavouras americanas, com sérios problemas de desenvolvimento.

    Ainda assim, tais problemas acabam sendo neutralizados, em boa parte, pela falta de demanda que atua como uma âncora para os preços da oleaginosa dos EUA. A guerra comercial continua e as declarações sobre ambos os países contra seus adversários também. Um acordo entre as duas nações, segundo especialistas, estaria muito distante.

    Nesta quinta, os traders esperam pelo novo reporte semanal de vendas para exportação a ser divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), lembrando que o ano comercial norte-americano se encerra em 31 de agosto. Em toda a temporada, o volume já comprometido pelo país de soja com as exportações é bem menor do que o registrado na anterior.

    Enquanto isso, o Brasil segue exportando elevados volumes, possui baixos estoques e os negócios continuam acontecendo.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Plantas “comem a si mesmas” para resistir à seca

    Cientistas chineses descobriram que uma proteína em algumas plantas pode promover a degradação autofágica para ajudar a tolerar a seca. A desidrina é uma família múltipla de proteínas presentes nas plantas, que é produzida em resposta ao frio e à seca.

    De acordo com o professor Wang Tao, da Universidade da Agricultura da China, a desidrina desempenha um papel fundamental na degradação autofágica. Sob o estresse da seca, ele acrescentou, essa proteína facilita a degradação autofágica das aquaporinas e reduz a condutividade hidráulica da raiz, reduzindo assim a perda de líquido e melhorando a tolerância à falta de chuva.

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    As aquaporinas, também chamadas de canais de água, são proteínas integrantes de uma família maior de proteínas intrínsecas principais, que facilitam principalmente o transporte de água entre as células. Diante da seca, as plantas não podem se mover, mas podem reduzir as proteínas de que não precisam mais por meio de formas autofágicas, o que equivale a “se alimentar”, disse Wang.

    Os resultados revelam um novo papel da desidrina na promoção da degradação da proteína autofágica, que amplia o conhecimento neste campo, disse Wang. O resultado da pesquisa foi publicado na revista Autophagy.

    As perdas econômicas causadas pela seca na China podem dobrar, se a temperatura global subir 1,5°C para 2,0°C acima dos níveis pré-industriais, com o aumento da intensidade da seca e da expansão de áreas áridas na China. E o que indica um novo estudo de avaliação econômica realizado por cientistas chineses. O estudo, baseado em 30 anos de estatísticas de perda de 31 províncias e cidades.

  • Drones devem substituir aeronaves na pulverização agrícola dentro de poucos anos

    Popularizados no início da década, os drones e VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados) encontraram seu espaço na agricultura moderna. Nos dias atuais, eles disputam o espaço aéreo sobre as lavouras com as aves de rapina e possibilitam outra visão aos agricultores no campo.

    Seu espectro de uso é bastante amplo. Do preparo do solo à colheita. Na cana-de-açúcar, a tecnologia pode ser utilizada para localizar áreas de mato competição, emitir mapas de linha de colheita, identificar falhas de plantio, liberar parasitoides para controle biológico, detectar anomalias, realizar projetos topográficos e mensurar locais atingidos por incêndios.

    Anteriormente realizada com o auxílio de helicópteros, a aplicação localizada de defensivos para o manejo de plantas daninhas encontrou na tecnologia de drones um grande aliado, mais versátil, de fácil utilização e com custo relativamente inferior. Essas aeronaves podem aplicar o herbicida apenas onde há necessidade, resultando numa economia de produto que pode chegar a mais de 50%.

    Nos dias 11 e 12 de setembro, o consultor e proprietário da Baldan Soluções Integradas, Edson Baldan Júnior, estará presente no 3º INOVACANA para apresentar aos participantes todas as vantagens dessa tecnologia, já utilizada em dezenas de fazendas e usinas espalhadas pelo Brasil. O evento é uma idealização do Grupo IDEA e será realizado no Centro de Convenções de Ribeirão Preto/SP.

    Segundo o consultor, diversas são as vantagens da utilização de drones em detrimento dos helicópteros. Aplicação direcionada apenas sobre as reboleiras, menor risco de deriva para culturas vizinhas e maior facilidade para formação de mão de obra são alguns dos pontos levantados por Baldan. “Sem falar no valor de aquisição da tecnologia, que pode chegar a apenas 10% do custo de uma aeronave.”

    Fonte: RVTV

  • Trigo: Com possível menor oferta, preços se recuperam no Brasil

    Os valores internos do trigo têm subido com certa força em algumas praças acompanhadas pelo Cepea, influenciados pela possível menor oferta nesta safra – no Sul do País, agentes já confirmam quebra de produção. Esse contexto somado à recente valorização do dólar e a indefinições políticas na Argentina deixam demandantes nacionais cautelosos. Por outro lado, no mercado internacional, os preços estão em queda, com as menores cotações praticadas em países concorrentes, como Argentina, Austrália e União Europeia.

    Fonte: Cepea

  • Milho: Mercado futuro inicia sessão desta 3ª feira em campo positivo na CBOT

    As referências futuras do cereal iniciaram a sessão desta terça-feira (20) com valorizações na Bolsa de Chicago. Os principais vencimentos da commodities registraram altas de 4,75 pontos, às 09h17 (Horário de Brasília). O contrato setembro/19 operava a US$ 3,69 por bushel e o dezembro/19 trabalha a US$ 3,79 por bushel.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os preços do milho estão registrando uma recuperação modesta. “Os futuros de grãos estão em sua maioria mais altos nesta manhã, em função das informações de queda no potencial produtivo das lavouras de soja e milho nos Estados Unidos, na qual foi reportado pelo o relatório semanal do USDA”, afirma Knorr.

    No relatório desta segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou que o potencial produtivo das lavouras de milho teve uma queda 0,78 sacas por hectare.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja sobe em Chicago nesta 3ª feira e foca baixa no índice de lavouras em boas condições nos EUA

    Os preços da soja sobem nesta manhã de terça-feira (20) na Bolsa de Chicago. Depois das baixas intensas da sessão anterior, de mais de 13 pontos, os futuros da oleaginosa subiam pouco mais de 7 pontos entre os principais contratos, por volta de 7h55 (horário de Brasília), com o novembro sendo cotado a US$ 8,61 por bushel. O março/20 tinha US$ 9,01.

    Além da recuperação depois das baixas de ontem, o mercado também encontra espaço para as pequenas altas no corte feito pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições no boletim semanal divulgado no final do dia nesta segunda (19).

    O número foi, na semana, de 54% para 53%, enquanto o mercado esperava por uma manutenção nos números. O reporte indicou que são ainda 33% dos campos de soja em condições regulares, enquanto 14% estão em situação ruim ou muito ruim. O índice aumentou em relação à semana anterior que era de 13% e também está acima dos 11% do ano passado.

    Os primeiros números do Pro Farmer, um dos mais antigos crop tours dos EUA e importante base para o mercado em todas as temporadas, também têm confirmado essas perspectivas de uma safra dos EUA mais fraca do que indicaram os últimos números do USDA divulgados no último dia 12.

    “As projeções de produtividade para o milho estão vindo abaixo do que eu esperava, e há pouca soja”, disse Zach Egesdal, membro da expedição e produtor de grãos em Iowa, segundo noticiou a Reuters.

     

    Ao lado destas informações, o mercado acompanha ainda as condições climáticas do Meio-oeste americano, com chuvas boas que chegaram a importantes regiões produtoras no último final de semana.

    Ainda na atenção dos traders estão as novidades vindas das relações comerciais entre China e Estados Unidos, os movimentos de ambos na guerra comercial e até mesmo na possiblidade de Xi Jinping visitar os EUA nas próximas semanas para dar continuidade às negociações com Donald Trump.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Gargalo na fotossíntese pode ter grande impacto nas culturas

    Os cientistas descobriram como aliviar um gargalo no processo pelo qual as plantas transformam a luz solar em alimento, o que pode levar a um aumento na produção agrícola. Eles descobriram que produzir mais de uma proteína que controla a taxa na qual os elétrons fluem durante a fotossíntese, acelera todo o processo.

    “Testamos o efeito de aumentar a produção da proteína FeS de Rieske e descobrimos que ela aumenta a fotossíntese em 10%. A proteína FeS Rieske pertence a um complexo que é como uma mangueira através da qual os elétrons fluem, então a energia pode ser usada pelo motor de carbono da planta. Ao superexpressar essa proteína, descobrimos como liberar a pressão da mangueira, então, mais elétrons podem fluir, acelerando o processo fotossintético “, disse a pesquisadora Maria Ermakova, do Centro de Excelência em Fotossíntese Translacional (CoETP).

    A Dra. Ermakova, principal autora do artigo publicado esta semana na revista Communications Biology, disse que esta é a primeira vez que os cientistas geram mais da proteína FeS de Rieske dentro de plantas que usam a via da fotossíntese C4.  Até agora, a maioria dos esforços para melhorar a fotossíntese foi feita em espécies que usam a fotossíntese C3, como trigo e arroz, mas não muito foi feito para aumentar a fotossíntese C4.

    Isso ocorre apesar do fato de que as espécies de culturas C4 – como o milho e o sorgo – desempenham um papel fundamental na agricultura mundial e já são algumas das culturas mais produtivas do mundo. “Estes resultados demonstram que mudar a taxa de transporte de elétrons aumenta a fotossíntese na espécie modelo C4, Setaria viridis, um parente próximo de milho e sorgo. É uma importante prova de conceito que nos ajuda enormemente a entender mais sobre como funciona a fotossíntese C4, “disse Susanne von Caemmerer, vice-diretora da CoETP.