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agosto 2019

  • Tempo: chuvas retornam ao RS

    Após a última frente fria no Rio Grande do Sul, as chuvas retornam a partir de quarta-feira. Nesta semana, a chuva mais intensa acontecerá sobre a Zona Sul, Campanha e Planície Costeira Interna, com acumulado acima dos 70mm. Especificamente nas Planícies Costeiras, há risco de aumento do nível de arroios, já que o acumulado aproxima-se dos 100mm em menos de 48 horas.

    Além disso, a temperatura oscilará bastante com retorno do calor na quarta-feira (7) e nova queda de temperatura posteriormente. No sábado (10), a máxima não passa dos 15°C e a mínima fica abaixo dos 5°C na madrugada do dia seguinte.

  • Plantio do trigo está encerrado no Rio Grande do Sul

    Nesta safra, a área inicialmente estimada para o cultivo do trigo é de 739,4 mil hectares, cujo plantio foi encerrado nesta semana no Estado. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (01/08), de modo geral, as lavouras se desenvolvem bem, apesar da heterogeneidade das chuvas e do frio nos últimos dois meses no Rio Grande do Sul. A publicação traz nesta edição o desenvolvimento detalhado da cultura em cada região.

    Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí (30% da área do Estado), que engloba os Coredes Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, a cultura vem apresentando bom desenvolvimento vegetativo com um bom stand de plantas. Em 98% da área de 221 mil hectares a cultura encontra-se na fase de desenvolvimento vegetativo (final do estádio de perfilhamento e iniciando elongação) e 2% no início da floração. Durante a semana, os produtores deram continuidade a tratos culturais, tais como adubação nitrogenada, controle da ervas daninhas e controle de doenças, nas áreas com boa umidade no solo. No município de Ijuí e Três Passos, observou-se o ataque da lagarta-rosca, e os produtores estão enfrentando dificuldades técnicas para o controle eficiente. Os municípios de Joia e Cruz Alta, respectivamente com 18 mil hectares e 15 mil hectares, têm a maior área cultivada na região.

    Na regional de Santa Rosa (27% da área de trigo do Estado), que compreende os Coredes Fronteira Noroeste e Missões, 97% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo (perfilhamento e iniciando elongação) e 3% da área encontra-se em florescimento. De modo geral as lavouras evoluíram em relação à semana anterior, devido à boa umidade no solo que possibilitou a aplicação de adubação em cobertura. Assim, com o frio e a umidade do solo, reduziram-se os ataques de lagartas. O desenvolvimento da cultura requer monitoramento semanal em relação a pragas e doenças. Os produtores não realizaram pulverizações preventivas para doenças no trigo na região. Os municípios de maior área na região são Giruá, com estimativa de cultivo em 23 mil hectares, e São Luiz Gonzaga e São Miguel das Missões, em 18 mil hectares cada.

    Na regional de Frederico Westphalen (14% da área no Estado), que corresponde aos Coredes Rio da Várzea e Médio Alto Uruguai, em 97% das lavouras o trigo está em desenvolvimento vegetativo (perfilhamento e alongamento do colmo) e em 3% delas, em início da floração. Produtores realizam adubação em cobertura, aplicação de fungicidas preventivos e herbicidas visando o controle de invasoras, principalmente o azevém e a aveia. Na região, Palmeira das Missões (com nove mil hectares), Chapada (6,5 mil hectares) e Boa Vista das Missões (com seis mil hectares) são os municípios com a maior estimativa de área cultivada na região.

    Na regional de Passo Fundo (6,5% da área com trigo no Estado), que engloba os Coredes Produção e Nordeste, a cultura está em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo. Os produtores realizam monitoramentos habituais de pragas e doenças, e a aplicação de adubação em cobertura e em algumas lavouras utilizando tratamentos fitossanitários. No entanto, a baixa precipitação ocorrida na região (em média 26,9 mm, segundo a estação meteorológica da Embrapa Trigo de Passo Fundo) entre 14 e 29 de julho dificultou o bom desenvolvimento da cultura do trigo. Os municípios de Almirante Tamandaré do Sul, Lagoa Vermelha e Coxilha (com quatro mil hectares, 3,8 mil hectares e três mil hectares, respectivamente), são os municípios com maior estimativa de área.

    Na regional de Santa Maria (5,5% da área do Estado), que engloba os Coredes Central, Vale do Jaguari e Jacuí Centro, em 95% da área as lavouras encontram-se na fase de desenvolvimento vegetativo (perfilhamento e alongamento de colmos) e 5% no início da floração. Na última semana ocorreu excesso de chuvas e houve dias com baixa luminosidade na região. Essas condições contribuíram para aumentar a pressão de doenças fúngicas na cultura do trigo. Por isso, os produtores aumentaram o monitoramento das lavouras. Na região, as maiores áreas estão situadas nos municípios de Tupanciretã, com 14,8 mil hectares; Santiago, com 5,5 mil hectares; e Júlio de Castilhos e Capão do Cipó, com estimativa de cinco mil hectares de área cultivada com trigo em cada município.

    Em toda a área cultivada na regional de Bagé (5,1% da área com trigo no Estado), que engloba os Coredes Campanha e Fronteira Oeste, as lavouras encontram-se na fase de desenvolvimento vegetativo (perfilhamento e alongamento dos colmos). As precipitações constantes na região Sul do Estado resultaram em excesso de umidade e baixa luminosidade diária, deixando os produtores em alerta. Os municípios com maior estimativa de cultivo são São Borja, com 13 mil hectares; Itaqui, com seis mil hectares; e São Gabriel, com quatro mil hectares de área cultivada com trigo.

    Na regional de Caxias do Sul (4% da área do Estado), que corresponde aos Coredes Campos de Cima da Serra e Hortênsias, a semeadura foi concluída antes do final do período recomendado pelo zoneamento agrícola, que se estende até 20 de agosto nos municípios dos Campos de Cima da Serra. As condições ambientais foram muito favoráveis para a realização da semeadura em todo o mês de julho. O período foi de temperatura amena, com pouca chuva, porém com umidade suficiente para a germinação e o desenvolvimento inicial das lavouras. Sob tais condições, apresentam bom desenvolvimento vegetativo até o momento, mantendo a perspectiva de bons rendimentos. A produtividade média esperada para a região da Serra e Campos de Cima da Serra é de 3,5 toneladas por hectare. Em área de produção, o destaque fica com os municípios de Muitos Capões, com estimativa de 13 mil hectares de área cultivada, seguido de Vacaria, com cinco mil hectares, e de Esmeralda, com dois mil hectares.

    Na regional de Erechim (com 3,3% da área do Estado), que corresponde ao Corede Alto Uruguai, as lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo. De modo geral, as lavouras de trigo encontram-se com bom desenvolvimento e os produtores realizam os tratos culturais, tais como o controle de invasoras e a aplicação de adubação em cobertura. Os municípios com a maior área cultivada da região são Sertão – estimados quatro mil hectares com cultivo de trigo; Campinas do Sul, três mil hectares; e Cruzaltense, dois mil hectares.

    Na regional de Soledade (com 3% da área com trigo no Estado), que engloba os Coredes Alto da Serra do Botucaraí e Vale do Rio Pardo, a cultura foi beneficiada com chuvas ocorridas no início da semana, que elevaram o nível de umidade do solo, e dias ensolarados, no final da semana. A partir destas condições favoráveis, a cultura apresentou bom desenvolvimento vegetativo. Com tal quadro geral, os produtores estão realizando os tratos culturais como adubação em cobertura e controle de invasoras de forma mais eficiente. Em casos pontuais, foram registradas lavouras com a incidência da lagarta Spodoptera, conhecida também como lagarta-do-cartucho; consequentemente foi necessário o controle químico.  Na regional, Espumoso (com estimativa de 11 mil hectares), seguido de Victor Graeff (com três mil hectares) e Soledade (com 2,5 mil hectares) são os municípios com maior estimativa de área cultivada.

  • Genética busca culturas que usam menos fertilizantes

    Uma colaboração de pesquisa interdisciplinar entre as universidades de Oxford e Cambridge, do Reino Unido, projetou uma nova rota sintética para a sinalização de micróbios vegetais que poderia fornecer a base para a transferência de fixação de nitrogênio para cereais. Publicado hoje na Nature Communications, a equipe de cientistas de plantas, microbiologistas e químicos usou técnicas de biologia sintética.

    Este sistema de sinalização sintética poderia ser um passo vital para projetar com sucesso a simbiose de fixação de nitrogênio em culturas não leguminosas, como trigo e milho. Melhorar a raiz da microbiota tem um enorme potencial para melhorar o rendimento das culturas em solos pobres em nutrientes e reduzir o uso de fertilizantes químicos.

    O principal autor do estudo o Dr. Barney Geddes, do Departamento de Ciência Vegetal de Oxford, disse que “as plantas influenciam a microbiota da rizosfera ao enviar sinais químicos que atraem ou suprimem micróbios específicos. Engenharia de plantas de cereais para produzir um sinal para se comunicar e controlar as bactérias em suas raízes poderia permitir-lhes aproveitar os serviços que promovem o crescimento dessas bactérias, incluindo a fixação de nitrogênio.

    “Para fazer isso, selecionamos um grupo de compostos normalmente produzidos por bactérias nos nódulos das leguminosas, chamados de rizopínicos. Primeiro, tivemos de descobrir a via biossintética natural para a produção de rizopina e depois projetar uma via sintética que fosse mais facilmente transferida para as plantas. Fomos capazes de transferir o caminho de sinalização sintética para um número de plantas, incluindo cereais, e projetar uma resposta da bactéria rizosfera à rizopina”, conclui.

  • Milho: quinta-feira começa com leves altas na Bolsa de Chicago

    Os preços internacionais do milho futuro iniciam o mês de agosto com leves altas na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam valorizações entre 0,75 e 2,00 pontos por volta das 09h14 (horário de Brasília) nesta quinta-feira (01).

    O contrato setembro/19 valia US$ 4,02 com alta de 2,00 pontos, o dezembro/19 era cotado à US$ 4,11 com subida de 1,25 pontos, o março/20 era negociado por US$ 4,21 com elevação de 1,25 pontos e o maio/20 valia US$ 4,26 com alta de 0,75 pontos.

    Segundo inforamções da Farm Futures, os preços do milho estão recuperando um pouco nesta manhã, depois que um colapso técnico de ontem terminou com uma quebra abaixo da média dos últimos 100 dias e perda de 50% da alta registrada em junho.

    “As evidências sobre os rendimentos continuam a chegar ao mercado. O Índice de Saúde de Vegetação do Meio-Oeste permanece abaixo da média, mas mostrou melhora para o milho em linha com os índices de safra”, diz o analista Bryce Knorr.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja: Chicago começa agosto estável, mas ansioso sobre área nos EUA

    Manhã de estabilidade para os preços da soja na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira, 1º de agosto. As cotações trabalham com movimentações mais limitadas e leves baixas nesta sessão depois das perdas intensas de mais de 14 pontos no fechamento de ontem. Por volta de 7h40 (horário de Brasília), os futuros da soja tinham recuos de 0,25 a 1 ponto nos principais contratos, com o agosto sendo cotado a US$ 8,63 e o novembro, US$ 8,81 por bushel.

    O mercado segue dividindo suas atenções entre a política e a nova safra norte-americana, em especial as condições de clima para este mês, que é determinante para a cultura da soja nos EUA. Mais do que isso, os traders seguem muito ansiosos à espera do novo boletim que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz no dia 12 de agosto.

    “As questões de área serão, enfim, respondidas este mês?”, questionam os especialistas da consultoria internacional Allendale, Inc. O mercado está ansioso em saber quanto da área norte-americana de soja e milho foi destinada ao programa do Prevent Plant, quanto foi ‘abandonado’ pelos produtores e o que foi efetivamente plantado. Dados como estes são conhecidos bem mais cedo, porém, os problemas sérios enfrentados durante o plantio impediram até mesmo a coleta dessas informações em importantes regiões produtoras do cinturão.

    As estimativas de produção e produtividade, consequentemente, também ficam mais incertas e gerando especulações cada vez mais intensas no mercado futuro norte-americano. “O mercado está sem direção diante de previsões que mostram condições melhores de clima para o desenvolvimento da safra contra essas projeções de uma área não plantada nos EUA”, completa a Allendale.

    Atenção ainda aos dados de vendas semanais para exportação que serão reportados pelo USDA nesta quinta-feira. O mercado espera algo entre 100 mil e 700 mil toneladas.

    Fonte: Notícias Agrícolas