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setembro 2019

  • Guerra Comercial segue pressionando soja nos EUA

    O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na sexta-feira (27/9) baixa de 5,50 pontos no contrato de Novembro/19, fechando em US$ 8,83 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT também fecharam a sessão com desvalorizações entre 5,00 e 5,50 pontos.

    Os principais contratos futuros fecharam a semana com perdas no mercado norte-americano da soja, com o pessimismo na Guerra Comercial voltando à tona. “Presidente Trump declarou que estaria considerando a possibilidade de excluir companhias chinesas das bolsas norte-americanas. Assim, se teme que retorne o distanciamento nas negociações entre os dois países para chegar a um acordo comercial”, aponta a T&F Consultoria Agroeconômica.

    De acordo com a Consultoria ARC Mercosul, os operadores demonstraram baixo interesse especulativo: “Os fundamentos básicos do mercado de grãos não oferecem nenhum suporte aos preços, enquanto que a política continua mostrando suas ‘garras’. No fim da manhã em Chicago, agências de notícias privadas relataram que os Estados Unidos estariam limitando a entrada de empresas da China na listagem de suas companhias em bolsas acionárias estadunidenses. Este movimento é tido como negativo à qualquer tentativa de reconciliação comercial entre Trump e Jinping”.

    “Por outro lado, novos encontros de alto calão entre os Governos dos EUA e China estão agendados para 2 semanas. Qualquer novidade sobre o ‘tom’ das conversas nestas futuras reuniões irá ditar a tendência dos preços internacionais da soja e milho. No Brasil, as cotações da oleaginosa continuam sendo um reflexo do câmbio, ainda com boas ofertas de travas 2020”, concluem os analistas da ARC Mercosul.

    Fonte: Agrolink

  • Mercado de milho: saiba o que pode mexer com as cotações na semana

    A divulgação do relatório trimestral de estoques de milho, que será realizada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) hoje (30/9), vai dar o tom do mercado na semana. No Brasil, produtores estão de olho na meteorologia, já que as chuvas ainda estão irregulares em boa parte do Centro-Sul.

    Confira os fatos que devem mexer com as cotações de milho na semana. As dicas são do analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias:

    O tom pessimista se estendeu no decorrer da sessão da última sexta-feira, 27, avaliando a expectativa em relação ao relatório trimestral de estoques, que será divulgado pelo USDA na próxima segunda-feira, 30;

    De acordo com analistas e traders consultados por agências internacionais, o USDA deve indicar estoques de 2,436 bilhões de bushels de milho, acima dos 2,14 bilhões de bushels indicados em 1º de setembro de 2018;

    O clima também é fator determinante, avaliando a projeção de frio intenso para o Meio Oeste norte-americano, nos modelos de 8 a 14 dias;

    O quadro se torna preocupante à medida que a colheita vem fluindo com maior lentidão, se comparada a anos anteriores;

    Portanto, o acompanhamento dos números divulgados no relatório semanal de evolução da colheita também é preponderante para a formação de tendência de curto prazo.

    Os produtores brasileiros seguem optando pela retenção como estratégia recorrente, dado o volume de chuvas irregular ao longo do terceiro trimestre sobre uma grande parcela do Centro-Sul;

    O plantio deve se iniciar em algumas localidades do Sudeste e do Centro-Oeste do país nos próximos dias, a partir das primeiras chuvas registradas na última semana;

    A situação ainda está longe de uma regularização. No entanto, a meteorologia aponta que o Paraná, boa parte do Sudeste e parte de Mato Grosso do Sul terão chuvas mais regulares em outubro. A dúvida e a preocupação estão com a maior parcela do Centro-Oeste;

    Essas condições aumentam os temores em relação ao primeiro quadrimestre de 2020.

    Fonte: Canal Rural

  • Milho abre a semana estável em Chicago no aguardo de números do USDA

    A segunda-feira (30) começa com a Bolsa de Chicago (CBOT) estável para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações flutuavam entre 0,25 pontos negativos e 0,50 pontos positivos por volta das 08h48 (horário de Brasília).

    O vencimento dezembro/29 era cotado à US$ 3,72 com alta de 0,50 pontos, o março/20 valia US$ 3,84 com ganho de 0,50 pontos, o maio/20 era negociado por US$ 3,91 com estabilidade e julho/20 tinha valor de US$ 3,96 com queda de 0,25 pontos.

    Segundo informações da Farm Futures, as cotações do milho futuro abrem a semana com poucas movimentações, uma vez que o mercado aguarda a divulgação do relatório trimestral de estoques de grãos do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que deverá acontecer nesta segunda-feira.

    “Antes do próximo relatório trimestral de estoques de grãos do USDA, na segunda-feira, os analistas esperam que a agência mostre que os estoques domésticos de milho avançam um pouco à frente em relação ao ano anterior, em 2,418 bilhões de bushels”, aponta o analista de grãos Ben Potter.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja: Mercado Futuro opera na manhã desta 2ª feira com valorizações em Chicago

    Nesta segunda-feira (30), as cotações futuras da soja iniciaram a sessão com fortes valorizações na Bolsa de Chicago (CBOT). Os principais contratos da commodity exibem altas de 8,00 pontos, por volta das 08h44 (Horário de Brasília). O contrato novembro/19 era negociado a US$ 8,91 por bushel, enquanto, o vencimento janeiro/2020 trabalhava US$ 9,05/bushel.

    De acordo com o boletim matinal da Labhoro corretora, os mercados estão iniciando a semana do lado positivo da tabela motivados pela as condições climáticas e no aguardo do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “O USDA divulgará seu relatório semanal do progresso das safras nos EUA. Estima-se que a colheita de milho esteja 14% completa (contra 7% na semana passada). Já a colheita de trigo de inverno é estimada 38% completa (contra 22% na semana anterior)”, informou a Labhoro.

    Além disso, o USDA também vai reportar o relatório trimestral de estoques hoje, na qual os analistas estimam os estoques de soja em 982 milhões de bushels, milho 2.428 bilhões e trigo 2.318 bilhões. Se estes números estiverem corretos, serão recordes para soja e milho.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Tecnologia na pecuária

    Um frigorífico brasileiro, chamado Frigol S.A., se tornou o primeiro do País a utilizar inteligência artificial para classificação das carcaças bovinas e a tecnologia blockchain para a rastreabilidade completa dos bovinos abatidos em suas unidades. Nesse caso, a carne bovina é rastreada desde o abate até o consumidor final.

    De acordo com o CEO Luciano Pascon, essa inovação insere a Frigol no universo da indústria 4.0 em que o acompanhamento do abate é realizado com segurança e transparência, proporcionando confiabilidade para os pecuaristas e completas informações sobre a origem e as características da carne para os consumidores.

    “Estamos integrando as modernas tecnologias aos nossos processos industriais. Os ganhos são de todos. De um lado, ajuda a fidelizar os fornecedores de bovinos, que podem acompanhar os abates em tempo real e com imagens, reforçando sua confiança nos dados coletados; de outro, proporciona informações detalhadas aos consumidores na hora de avaliar os cortes nos supermercados e intensifica a transparência para o varejo, o food service e os importadores das carnes Frigol”, comenta.

    Essa tecnologia envolve os conceitos de machine learning, IoT, big data e data science, com a segurança da tecnologia blockchain.

    “Essas tecnologias trabalham em conjunto para oferecer total garantia: da pesagem à desossa”, completa Orlando Negrão, diretor de operações da Frigol.

    Todo o processo dentro da indústria frigorífica é gerenciado por uma plataforma criada pela empresa EcoTrace, que usa módulos de internet das coisas (IoT), câmeras, sensores, balanças e leitores.

  • Soja abre em alta nesta quinta-feira (26), com reaproximação entre EUA e China

    O mercado da soja iniciou a sessão desta quinta-feira (26) com altas nos principais contratos, principalmente por conta das últimas negociações comerciais entre EUA e China. Às 9:44, o novembro/19 estava cotado a US$ 8,93, alta de 4,5 pontos e o março/2020 estava a US$ 9,20, alta de 5,25 pontos.

    Ontem (25) o USDA confirmou uma nova compra de 581 mil toneladas de soja americana feita pela China e de acordo com Fernando Pimentel, analista da Agrosecurity Consultoria , o especialista acredita que essa reaproximação é uma sinal que o governo chinês está colocando na mesa de negociação, já que a próxima reunião entre as duas grandes potências será em outubro.

    Segundo informações da Labhoro Corretora, durante a manhã o USDA divulgou o relatório das vendas semanais. Soja e trigo vieram dentro das estimativas, enquanto milho veio abaixo. Os números foram: soja 1.03 milhão de toneladas (contra expectativa de 800 mil a 1.3 milhão de toneladas), milho 494 mil (contra 600 mil a 1.1 milhão) e trigo 283,2 (contra 200 a 500 mil toneladas). O USDA também divulgou vendas extras de soja. 257 mil toneladas para a China, ano comercial 2019/2020.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Estabilidade segue presente nas cotações do milho em Chicago nesta quinta-feira

    A quinta-feira (26) começa com os preços internacionais do milho futuro se mantendo estáveis na Bolsa de Chicago (CBOT), assim como visto ontem. As principais cotações registravam movimentações entre 0,25 pontos negativos e 0,50 pontos positivos por volta das 09h05 (horário de Brasília).

    O vencimento dezembro/19 era cotado à US$ 3,74 com queda de 0,25 pontos, o março/20 valia US$ 3,85 com alta de 0,25 pontos, o maio/20 era negociado por US$ 3,93 com ganho de 0,25 pontos e o julho/20 tinha valor de US$ 3,99 com elevação de 0,50 pontos.

    Segundo informações da Agência Reuters, o milho segue com poucas mudanças, pois o mercado aguarda uma imagem mais clara dos rendimentos da colheita.

    “Os investidores voltaram sua atenção para os dados dos estoques de grãos a serem publicados na segunda-feira seguinte pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos)”, aponta P.J. Huffstutter da Reuters Chicago.

    Outro fator que influência no mercado são os dados semanais do EIA, que mostraram o menor total semanal de produção de etanol desde abril de 2016 em 943.000 barris / dia durante a semana de 20/9. Isso representa uma queda de 60.000 bpd em relação à semana anterior.

    “Os estoques de etanol caíram 739.000 barris em 22,5 milhões, já que o Centro-Oeste teve sua maior queda semanal no recorde de 612.000 barris. As importações de etanol também foram registradas em uma alta de quase 7 anos de 113.000 bpd”, relata o site Barchart.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • O Circulo virtuoso na propriedade rural

    Plantar, Criar e Controlar. Esta é a Lei, para as propriedades rurais virtuosas!

    Os produtores rurais virtuosos sabem quão importante é PLANTAR com as melhores técnicas Agrícolas, CRIAR com as melhores práticas Zootécnicas e CONTROLAR com as melhores ferramentas de controles.

    Uma boa gestão compreende este tríplice aspecto.

    Os produtores rurais, em geral, sempre foram abertos e sequiosos por inovação tecnológica tanto na Agricultura quanto na Pecuária. Desde o advento do Plantio Direto na Palha, até a escolha das melhores cultivares, desde o advento do pastoreio rotatínuo até as integrações de Lavoura/Pecuária/Florestamento, elevaram os produtores rurais à um patamar de produtividade, considerados excelentes.  Todavia, alguns outros produtores, sempre apresentaram uma certa resistência às práticas de controles, em especial os financeiros.

    Não por acaso, que os produtores rurais, considerados de sucesso, têm atingido as melhores performances de produtividade tanto na agricultura como na pecuária.

    Paradoxalmente, nem todos os produtores citados acima, possuem resultados econômicos satisfatórios. Alguns, e não poucos, estão passando por situações econômicas e financeiras lastimáveis, devido à falta de algumas (ou quase todas) técnicas de avaliação.

    Mesmo que os produtores rurais possuam registros do fluxo de caixa e com saldo positivo, não significa e não é suficiente para afirmar que estejam ganhando dinheiro ou que suas atividades sejam lucrativas e rentáveis.

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    Para tanto, é imperativo que o produtor rural avalie e desempenho no seu negócio, a partir de alguns instrumentos de medição e aferição tais como: DRE (Demonstrativo de Resultado do Exercício) e Balanço Patrimonial.

    No DRE, os indicadores evidenciados na ferramenta são:

      • Lucratividade, Indica o resultado operacional, ou seja o Lucro medido em realção à geração de Renda da Atividade;
      • Rentabilidade, Indica a remuneração do capital investido no negócio, ou seja, o Lucro Líquido medido em relação ao Capital Investido para exploração da atividade;
      • Participação dos Custos Fixos no negócio. Este último, via de regra, é o que viabiliza ou inviabiliza um negócio.

    No Balanço Patrimonial, os indicadores evidenciados na ferramenta são:

      • CCL – Capital Circulante Líquido, que significa a disponibilidade de recursos após a liquidação dos compromissos de curto prazo;
      • ILC – Indice de Liquidez Corrente, que mede a capacidade de pagamento dos compromissos no curto prazo;
      • ILG – Indice de Liquidez Geral, que mede a capacidade de pagamento dos compromissos no longo prazo;
      • Grau de Endividamento, que significa quanto do Patrimônio está comprometido com terceiro
      • Grau de Imobilização, que significa quanto do Patrimônio está imobilizado.

    Certamente, caro produtor rural, se você plantar de acordo com as melhores técnicas agrícolas, criar de acordo com as melhores práticas e avaliar seu negócio segundo estes indicadores, poderás saber o quanto seu negócio é viável.

    Rogério Bastos é economista e consultor de gestão empresarial rural

    Desenvolvedor do Aplicativo Praxiagro – Gestão estratégica de custos e indicadores de desempenho.

    Contatos: e-mail: [email protected] WhatsApp (55) 99971-6671

  • Brasil planeja cota livre de tarifas a partir de novembro

    O Brasil planeja uma cota livre de tarifas de 750.000 toneladas para as importações de trigo de países fora do bloco comercial da América do Sul a partir de novembro, segundo informações divulgadas pela Agência Reuters.

    A aplicação da cota livre de tarifas poderia ajudar o país a adicionar novos fornecedores, como EUA e Rússia, disse Flavio Bettarello, secretário adjunto do Ministério da Agricultura para Comércio e Relações Exteriores, durante uma conferência do setor.

    Ele disse à Reuters que poderia ser introduzido através de um pedido da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Relações Internacionais ou da Secretaria Executiva de Comércio Exterior.

    Nesse cenário, a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) anunciou que também é a favor da cota, que faz parte de uma série de medidas para abrir a economia brasileira e aumentar sua participação no comércio agrícola global.

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    O Brasil possui uma tarifa de 10% sobre todas as importações de trigo de fora do Mercosul, já que é preciso salientar que o país foi o sexto maior importador de trigo do mundo em 2018.

    A partir disso, pode-se dizer que o Brasil deve comprar 7,2 milhões de toneladas de trigo de fornecedores estrangeiros este ano, segundo continuou informando a Reuters. Isso porque, até o mês de julho, o país havia importado 3,87 milhões de toneladas de trigo.

    De acordo com o especialista Luiz Fernando Pacheco, analista da T&F Consultoria Agroeconômica, os preços médios do trigo no Brasil continuam caindo pressionados pela colheita. “No mercado físico, os preços continuam ao redor de R$ 670,00 FOB, no RS para safra nova, mas somente moinhos de fora do estado falam neste preço e escolhendo muito bem os locais”, comenta.

  • Secretaria Estadual da Agricultura toma medidas para conter casos de mormo no Rio Grande do Sul

    As equipes veterinárias da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural estão tomando todas as medidas de defesa sanitária animal necessárias para o enfrentamento dos casos de mormo detectados em cavalos em uma propriedade em São Lourenço do Sul e Santo Antônio da Patrulha. A doença não era registrada desde julho de 2017 no estado.

    O serviço veterinário oficial está fazendo ação de vigilância onde os casos foram constatados. As propriedades estão isoladas, sendo proibida a saída ou entrada de animais, até que sejam feitos todos os procedimentos de sanidade.

    “O mormo não tem tratamento nem vacina e é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitido para o ser humano, por isso é necessário o sacrifício do animal ”, explica Gustavo Nogueira Diehl, Médico Veterinário, Fiscal Estadual Agropecuário do Departamento de Defesa Agropecuária – Divisão de Defesa Sanitária animal. Ele reforça a necessidade do exame veterinário obrigatório nos animais a cada seis meses. “O exame ainda era uma obrigatoriedade e, diante do quadro, torna-se ainda mais importante”.

    Os métodos oficiais utilizados para o diagnóstico do mormo no Brasil e consequentemente adotados no Estado do Rio Grande do Sul são os de Fixação do Complemento (FC), ELISA (testes de triagem), técnicas previstas na Instrução Normativa nº 06/2018, podendo ser utilizado para diagnóstico confirmatório e conclusivo o método de diagnóstico molecular e bioquímico de Western Blotting (WB). Todos esses métodos estão previstos nas inúmeras recomendações da OIE (Organização Mundial de Sanidade Animal) e foram utilizados por países como os EUA e a Inglaterra, que obtiveram sucesso na erradicação do Mormo.

    O RS teve seu primeiro caso de mormo confirmado em 2015, totalizando 47 focos de junho de 2015 até julho de 2017. O último foco de mormo no RS havia ocorrido em julho de 2017, fato que fez com que o Estado do Rio Grande do Sul pleiteasse o status de Zona Livre de Mormo.

    Desta forma, o pleito do RS para ser reconhecido como zona livre de mormo fica suspenso, considerando que um dos critérios que deve ser atendido conforme preconizado na IN 06/2018 é de que o estado esteja há pelo menos 3 anos sem registrar nenhum novo foco da doença.

    O Estado do RS vem tratando do assunto mormo desde a primeira notificação com reuniões entre diversas associações e entidades envolvidas com equídeos.

    Em função dos casos, permanece a obrigatoriedade do cumprimento das exigências legais como a GTA e apresentação de exames negativos para AIE e mormo de animais que venham a transitar.

     

    Abaixo, a íntegra da nota técnica sobre a situação do mormo no RS:

    Porto Alegre, 23 de setembro de 2019.

    Atualização situação do Mormo no RS

    Informações relacionadas ao Programa Estadual de Sanidade Equina, informamos o que segue:

    Mormo:

    Mormo é uma enfermidade infecciosa, de caráter agudo ou crônico que acomete, principalmente, equídeo, podendo também acometer o homem, os carnívoros e eventualmente pequenos ruminantes. O agente etiológico do mormo é a bactéria Burkholderia mallei, um bacilo gram negativo responsável por alta taxa de mortalidade de equídeos, que quando afeta o homem é altamente letal. Os sinais clínicos mais frequentes são febre, tosse e corrimento nasal (purulento que evolui para sanguinolento), além de prostração, pústulas na mucosa que evoluem para úlceras, abscessos nos linfonodos e dispneia. Na fase final da doença a broncopneumonia vai levar o animal a morte por insuficiência respiratória.

    No entanto, alguns equídeos podem tornar-se portadores assintomáticosforma considerada preocupante, pois um animal positivo que não manifesta sinais clínicos pode ser fonte de disseminação da doença para outros animais e para as pessoas. Na ausência de tratamento e de vacinas eficazes à prevenção da enfermidade,as recomendações e estratégias de profilaxia e controle estão descritas em legislação específica do Programa Nacional de Sanidade de Equídeos a Instrução Normativa nº 06/2018 entre elas a obrigatoriedade de exame negativo para trânsito de equídeos e participação em eventos e sacrifício de animais positivos.

    Esclarecimentos sobre os métodos de diagnóstico do Mormo

    Os métodos oficiais utilizados para o diagnóstico do Mormo no Brasil e consequentemente adotados no Estado do Rio Grande do Sul são os de Fixação do Complemento (FC), ELISA (testes de triagem), técnicas previstas na Instrução Normativa nº 06/2018, podendo ser utilizado para diagnóstico confirmatório e conclusivo o método de diagnóstico molecular e bioquímico de Western Blotting (WB). Todos esses métodos estão previstos nas inúmeras recomendações da OIE e foram utilizados por países como os EUA e a Inglaterra, que obtiveram sucesso na erradicação do Mormo.

    Teste de Western-Blotting:

    Com relação ao teste de Western-Blotting (WB), exame também utilizado para confirmação do Mormo, é um método em biologia molecular e bioquímica. Para emissão de resultado, os pesquisadores examinam a quantidade de proteína em uma dada amostra e comparam os níveis entre diversos grupos.Importante ressaltar que além do diagnóstico confirmatório de mormo, o WB é teste confirmatório de HIV em humanos e que também é um teste definitivo para a Doença da Vaca Louca.

    Atual situação epidemiológica

    O RS teve seu primeiro caso de mormo confirmado em 2015, totalizando 47 focos de junho de 2015 até julho de 2017. A título de informação o último foco de Mormo no RS havia ocorrido em julho de 2017, fato que fez com que o Estado do Rio Grande do Sul pleiteasse o status de Zona Livre de Mormo.

    Infelizmente neste mês dois novos casos foram confirmados através do exame de Western Blotting (WB), que é o exame confirmatório e conclusivo preconizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para confirmação dos suspeitos. Os novos casos ocorreram em setembro, nos municípios de São Lourenço do Sul e Santo Antônio da Patrulha, acometendo dois equinos, um em cada propriedade, até o momento.

    Informamos que estas propriedades encontram-se interditadas e sob vigilância do Serviço Veterinário Oficial desde o momento da notificação às Inspetorias Veterinárias dos municípios, estando proibido o ingresso e egresso de equinos destes locais, até que se encerrem os procedimentos de saneamento.

    Desta forma, o pleito do RS para ser reconhecido como zona livre de mormo fica suspenso, considerando que um dos critérios que deve ser atendido conforme preconizado na IN 06/2018 é de que o estado esteja há pelo menos 3 anos sem registrar nenhum novo foco da doença. O estado do RS vem tratando do assunto mormo desde a primeira notificação com extrema transparência e neste processo frequentemente diversas associações e entidades envolvidas com equídeos tem participado de reuniões na sede da Secretaria.

    Em função do exposto, permanece a obrigatoriedade do cumprimento das exigências legais como a GTA e apresentação de exames negativos para AIE e mormo de animais que venham a transitar.

    Por fim, salientamos que todas as medidas de defesa sanitária animal cabíveis estão sendo tomadas em atendimento a ocorrências de mormo.

    Programa Estadual de Sanidade de Equídeos