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10 de setembro de 2019

  • Brasil inicia negociações de livre comércio com México

    Brasil e México iniciaram negociações para um acordo de livre comércio, disse nesta segunda-feira o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, em uma tentativa de aprofundar os laços entre as duas maiores economias da América Latina, em um momento em que tensões comerciais ameaçam prejudicar o crescimento global.

    Troyjo disse que o Brasil iniciou formalmente as negociações de livre comércio com o México, que recentemente ratificou um novo pacto comercial com Estados Unidos e Canadá em substituição ao Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês).

    O secretário afirmou que o México tinha tradicionalmente foco no comércio com seus parceiros de Nafta, mas que deseja diversificar. Ele acredita que o Brasil poderá exportar mais produtos agrícolas para o México, economia número 2 da América Latina.

    O Ministério da Economia do México confirmou as negociações.

    “Tivemos conversas para ver de que forma podemos avançar em direção à liberalização, mas ainda não decidimos qual caminho tomar”, disse a pasta em um comunicado. “Mas estamos trabalhando nisso.”

    O comércio entre Brasil e México figura abaixo dos volumes desejados, afirmou Troyjo em uma conferência organizada pelo Conselho Empresarial Brasil-China, em São Paulo.

    Agora, porém, o acordo entre México, EUA e Canadá mudou o cenário, disse ele, acrescentando que “o Brasil tem um interesse mais imediato em aumentar suas exportações de commodities agrícolas para o México.”

    O acordo ainda precisa ser ratificado por congressistas dos EUA e do Canadá.

    As negociações com o México representam o mais recente capítulo nos esforços do Brasil para abrir sua economia e manter relações comerciais com mais países.

    Sob o governo de Jair Bolsonaro, o Brasil também já iniciou conversas por um acordo comercial com os Estados Unidos e acredita que um acordo entre a União Europeia e o Mercosul será ratificado.

    Entretanto, os esforços do Brasil para ampliar laços comerciais vêm em um momento em que a guerra comercial entre EUA e China traz nervosismo à economia global, desencadeando temores de recessões generalizadas.

    Em julho, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que buscará um acordo comercial com o Brasil, sugerindo que uma relação amigável com Bolsonaro poderia ajudar a reduzir as barreiras de comércio entre os dois países.

    Fonte: Reuters

  • 5 dicas para aumentar sua produtividade nesta primavera

    A primavera pode trazer algumas adversidades para os produtores rurais neste ano. A previsão climática indica chuvas irregulares durante a estação e um possível atraso do período úmido na maior parte do Brasil. Por isso, o time de agrônomos e climatologistas da Climatempo destacou cinco recomendações que vão ajudar os agricultores e favorecer o bom andamento da safra.

    1 – Prepare o solo para ter uma safra próspera
    O preparo do solo é essencial para o bom desenvolvimento das culturas, mas neste ano será ainda mais importante. As previsões climáticas indicam grandes chances de atraso do início do período úmido em quase todo o Brasil, portanto na época do plantio o solo estará com pouca água disponível. Desta forma, um bom manejo do solo antes da semeadura fará uma grande diferença na produtividade da próxima safra. Além disso, análises laboratoriais podem indicar se há alguma necessidade nutricional e a quantidade de adubo e corretivos que deverão ser utilizados na preparação do solo.

    2- Faça o controle de pragas e doenças em restos culturais
    O uso do plantio direto sobre a palhada da cultura anterior é muito comum e minimiza possíveis problemas relacionados à falta de chuva, porque mantém o solo mais úmido. Também pode proteger as sementes de enxurradas que possam vir a ocorrer logo após o plantio e de temperaturas extremas. Porém, a adoção desse sistema exige um acompanhamento mais rígido da dinâmica de plantas daninhas, pragas e doenças remanescentes, que muitas vezes ficam alojadas na camada de palhada e podem comprometer a próxima safra. Então, a dica é inspecionar bem esses restos culturais em campo.

    3- Procure um sistema de irrigação para sua lavoura
    Escolher um sistema de irrigação para a fazenda também pode ajudar a ter uma boa produção. Com o atraso das chuvas, os produtores da próxima safra de grãos que tiverem a disponibilidade de irrigação artificial na propriedade, poderão aproveitar melhor a janela de plantio.

    4 – Escolha as melhores variedades para o plantio
    Escolher um bom material genético, principalmente de acordo com as condições de previsão do clima, também é uma dica valiosa. Neste ano, a janela de plantio será mais curta, portanto para ter um bom resultado, é preciso buscar variedades com ciclos mais precoces. Além disso, com a previsão de chuva irregular durante a primavera, as sementes vão precisar ser mais resistentes à estiagem para suportar um possível estresse hídrico.

    5 – Faça uma pulverização precisa e eficiente para controle de pragas
    A previsão para esta primavera é de temperaturas acima da normal climatológica em todas as regiões produtoras. Esse calor favorece o aumento da incidência de pragas nas lavouras, que poderão ter uma alta pressão logo nas fases iniciais. A fim de evitar o replantio, o monitoramento deve ser constante e a pulverização de defensivos, efetiva. Para isso, a dica é o uso dos pulverizadores da série M4000 da John Deere, que possuem como opcional a estação meteorológica móvel. Com isso, o produtor recebe informações apuradas do tempo no local e na hora da aplicação e pode tomar a melhor decisão. Por exemplo, em dias que a temperatura está baixa e a umidade alta, as gotas não se fixam na planta e escorrem. Já em momentos em que a temperatura está alta e a umidade baixa, o produto pode evaporar antes de chegar à plantação. Portanto, ciente dessas informações, o produtor pode configurar o equipamento, mudando o tamanho da gota ou realizando a troca de bico, ou até adiar a aplicação, o que traz economia de tempo e de dinheiro.

    Fonte: Climatempo

  • Milho: Mercado futuro inicia a sessão nesta 3 ª feira em campo positivo na Bolsa de Chicago

    As cotações futuras do milho iniciaram a sessão nesta terça-feira (10) em campo misto na Bolsa de Chicago (CBOT). Os principais vencimentos registravam altas de 3,25 a 4,25 pontos, por volta das 09h04 (Horário de Brasília). O contrato setembro/19 operava a US$ 3,44 por bushel, enquanto, o vencimento dezembro/19 trabalhava a US$ 3,58 por bushel.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os futuros dos grãos estão operando com altas nesta manhã, isso está sendo motivado pelas as quedas nas condições de safra para o milho. “Essa queda na estimativa da safra do milho do relatório desta segunda-feira é uma evidência sólida de que o rendimento pode ser menor no próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, na próxima quinta-feira”, relatou knorr.

    Nesta segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu novo relatório de inspeção de exportações, que segundo o analista de grãos da Farm Futures, Ben Potter, não teve muitas notícias positivas para compartilhar.

    “As inspeções de exportação continuam a ficar abaixo do esperado, à medida que as campanhas de 2019 começam para o milho e para a soja. Os totais de milho e soja não significam muito sozinhos, porque cobrem apenas os primeiros cinco dias da nova campanha de marketing”, aponta o analista de grãos da Farm Futures, Bryce Knorr.

    De acordo com as informações divulgadas na Reuters com base nos dados da Conab, a colheita total de milho foi projetada em quase 100 milhões de toneladas, com aumento na segunda safra de 36,9%, para recorde de 73,8 milhões de toneladas. Dessa forma, o Brasil poderá exportar um recorde de 35 milhões de toneladas, ante cerca de 24 milhões na temporada passada. A Conab elevou em 500 mil toneladas sua projeção de embarques ante levantamento de agosto.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja opera em alta em Chicago nesta 3ª com apoio no milho e à espera do novo USDA

    Os preços da soja sobem nesta terça-feira (10) sobem na Bolsa de Chicago. Por volta de 7h40 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa subiam pouco mais de 5 pontos nos principais contratos, com o novembro valendo US$ 8,63 e o janeiro/20, US$ 8,77 por bushel.

    O mercado esta semana deverá testar os dois lados da tabela até que seja divulgado o novo boletim mensal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na quinta-feira, dia 12. Os traders seguem muito atentos às mudanças que podem ser apresentadas, principalmente na produção e produtividade da soja e do milho dos EUA.

    “Os traders devem ajustar posições a espera do Relatorio USDA de oferta e demanda mundial”, diz o consultor da Agro Culte e da Cerealpar, Steve Cachia.

    Os números trazidos também pelo USDA no final do dia da segunda-feira (10) também são observados pelo mercado. O boletim semanal de acompanhamento de safras mostrou uma manutenção do índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições em 55%, dentro do esperado, mas ainda abaixo dos 68% da média dos últimos cinco anos.

    Já para o miho, por outro lado, o número perdeu 3 pontos percentuais e foi a55%, contra a média esperada de 58% e frente aos 72% de média dos últimos cinco anos. Dessa forma, os futuros do cereal sobem mais de 1% nesta manhã de terça-feira, ajudando seus mercados vizinhos de soja e milho.

    “Fora isso, não há muito que adicionar. A guerra comercial EUA-China continua sem acordo à vista e o clima nos EUA sem ameaça de geada precoce, pelo menos para os próximos 10 dias”, complementa Steve.

    Fonte: Notícias Agrícolas