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11 de setembro de 2019

  • O que o Vale do Silício tem a ensinar a cooperativas agropecuárias do RS

    Já está em solo americano missão de cooperativas agropecuárias gaúchas que fará imersão ao Vale do Silício, nos Estados Unidos. A viagem é organizada pelo Sistema Ocergs-Sescoop/RS, por meio da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo (Escoop).

    São 40 pessoas no total, 35 delas das principais cooperativas do setor, além de integrantes da Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS (FecoAgro-RS), da Escoop e da Ocergs-Sescoop.

    Nessa segunda-feira (9), foi dia de conhecer a Plug and Play, maior aceleradora de startups do mundo. O roteiro que segue até sexta-feira (13), inclui empresas como Netflix e Amazon. Além de universidades como a Singularity e a Stanford.

    — Montamos o conteúdo não só para ver coisas agro. Nosso entendimento é de que existem diferentes componentes do sistema de inovação, não só as tecnologias. Existe também um processo cultural. Precisamos ter inovação corporativa e organizacional — observa Carlos Oliveira, professor da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo e coordenador da missão.

    FONTE: ZH – GISELE LOEBLEIN

  • As possibilidades para o Brasil na China

    A China é a segunda economia mundial somente atrás dos Estados Unidos. O crescimento não anda tão acelerado, mas está longe de parar. Os dados do Escritório Nacional de Estatísticas revelam um crescimento de 6,2% no segundo semestre do ano. A cifra é a mais baixa já registrada desde 1992. Em termos anuais, considerando todo o primeiro trimestre deste ano, o PIB chinês cresceu 6,3% e a China segue na meta de crescer entre 6% e 6,5% ao ano e dobrar de tamanho em 2020 em relação a uma década atrás.

    Esses números interessam muito ao Brasil por ser um grande produtor de alimentos. Segundo estimativa da Conab a safra de grãos 18/19, por exemplo, deve fechar em números recordes de 242,1 milhões de toneladas. Já a China é um grande mercado consumidor diante dos seus 1,386 bilhão de habitantes.

    A relação comercial bilateral é a mais importante para o Brasil há uma década, mas ainda limitada a três produtos: soja, minério de ferro e petróleo. Autoridades dos setores público e privado estiveram reunidas na Conferência Anual Brasil-China, em São Paulo, para discutir temas estruturais para aperfeiçoar o comércio e investimento entre os países. O evento teve o lançamento de um estudo sobre os investimentos chineses no Brasil em 2018, feito pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). O levantamento mostra que entre 2007 e 2018 o volume investido pelos chineses no Brasil foi de US$ 60 bilhões, uma queda de 66% no ano passado ficando na casa dos US$ 3 bilhões, mesmo com recorde de 30 projetos confirmados. Entre os motivos para esta queda estão fatores como a troca de governo no Brasil com eleições conturbadas, privatizações, leilões e concessões aliados a instabilidade econômica.

    “A China reconhece nosso valor agropecuário”
    Mesmo diante deste cenário o agronegócio, setor estratégicos nas relações sino-brasileiras, vislumbra boas possibilidades. Recentemente a China habilitou 24 laticínios que devem exportar produtos lácteos na casa de US$ 4,5 milhões. Outra boa notícia chega para o setor de carnes. Com o avanço da Peste Suína Africana (PSA) pelo continente asiático a demanda por proteína é maior. Nesta segunda-feira (9) 25 novos frigoríficos foram habilitados para exportar carne. O número de plantas habilitadas passa de 64 para 89. Dos novos estabelecimentos habilitados, 17 são produtores de carne bovina, seis de frango, um de suíno e um de asinino. As empresas já podem exportar imediatamente. Neste setor o Mapa enfrenta dificuldades para aprovar novas plantas já que a China exige um padrão de sanidade animal alto.

    Mesmo o Brasil contando com esse requisito, a documentação de comprovação ainda é burocrática conforme destaca o embaixador Orlando Leite Ribeiro, Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa. “Mandamos 34 documentações, foram aprovadas 25. É um grande passo, mas o que nos barra é que a inspeção é feita por videoconferência. Eles confiam em nossa qualidade, mas a documentação por vezes perde quando traduzida. Hoje nossa principal negociação com a China é ampliar o volume de proteína animal”, ressalta.

    O evento teve a palestra de abertura feita pelo vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, que ressaltou o potencial do agronegócio neste cenário, impulsionado pelas tecnologias. “A China reconhece nosso valor agropecuário. Avançamos para exportação de novos produtos incluindo temas como biotecnologia e agricultura digital. O agro é fruto do desenvolvimento científico, modernas técnicas de plantio direto e irrigação, agricultura de precisão, monitoramento e gestão qualificada de propriedades”, defendeu.

    Um momento único
    É assim que as autoridades presentes definiram as possibilidades de investimentos China-Brasil: único. O cenário foi discutido em todas as frentes, incluindo os problemas de logística e infraestrutura, setores que interessam à China. Foram observadas também questões envolvendo investimentos em ferrovias, portos e aeroportos e investimentos em gás e novas fontes de energia, como a eólica.

    “Estamos diante de um momento único de investimentos no Brasil. Somos importantes para a China e a China é importante para nossa economia. Devemos fomentar essa relação bilateral”. Luiz Felipe Trevisan – Diretor de Investimentos do Itaú e Diretor do CEBC

    “Buscar novas oportunidades para o Brasil em uma parceria estratégica com a China. Este é o nosso desafio: delinear isso de forma que seja proveitoso para ambas as nações”. Embaixador Luiz Augusto de Castro Neves – Presidente do CEBC

    “Infraestrutura, energia, alimentos – uma relação entre dois povos para criar, conectar e colaborar. Façamos isso juntos”. André Clark – Presidente e CEO da Siemens no Brasil e Diretor do CEBC

    “Perante as profundas transformações econômicas internacionais temos que fortalecer as relações Brasil-China, benéfica para os dois países. Há mercado para expandir”. Yang Wanming – Embaixador da China no Brasil

    “O Brasil é um grande produtor. A China grande consumidor. Temos mercado aberto em soja, algodão e celulose mas carne ainda é difícil. Ainda há protecionismo”. Marcos Jank – Coordenador do Centro de Agronegócio Global do Insper

    “Estamos fazendo nossa lição de casa não apenas em termos de simplificação tributária, melhoria do ambiente de negócios, mas também com novos acordos comerciais que vão permitir ao Brasil o acesso as melhores tecnologias do mundo. Esse casamento entre oportunidades externas e uma melhoria interna vai acabar resultando não apenas na expansão horizontal que o Brasil oferece a China, mas também na sua maior agregação de valor”. Marcos Troyjo – Secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia.

    Fonte: Agrolink

  • Tudo o que você precisa saber sobre o tratamento de sementes

    Os profissionais do campo têm sido repetitivos no aconselhamento dos agricultores sobre a importância de estabelecer a lavoura com sementes de elevada qualidade. Mas nem sempre são ouvidos e muitos produtores optam por semear grãos de qualidade duvidosa no lugar da semente certificada, correndo o risco – bastante provável – de perder produtividade e lucro. Sementes de qualidade não são produzidas de qualquer jeito e se caracterizam por apresentar alto poder germinativo associado ao alto vigor.

    Outra qualidade que a semente precisa ter: proteção contra pragas e doenças do solo durante o período compreendido entre a semeadura, a germinação e a emergência da plântula; principalmente em circunstâncias de pouca umidade do solo. O tratamento da semente é um trabalho preventivo, que consiste na aplicação de defensivos químicos (fungicidas e inseticidas) além de micronutrientes, polímeros, pigmentos, dentre outros e por último, o inoculante.

    O tratamento das sementes pode ser realizado de duas formas: tratamento na fazenda – que o norte-americano chama de TOF (Treatment On Farm) – e é realizado na propriedade pouco antes da semeadura. E existe, também, o TIS (Tratamento Industrial da Semente), realizado pela indústria de sementes e que já compõe a linha de beneficiamento em muitas empresas sementeiras.

    O TIS é mais prático, uma vez que as sementes são compradas já prontas para a semeadura. A maior parte das empresas sementeiras realiza o tratamento no pré-ensaque ou no momento da entrega das sementes ao produtor. Este tratamento é realizado via aplicações automatizadas utilizando equipamentos de alta tecnologia, os quais proporcionam cobertura precisa da semente com os produtos protetores (fungicidas e inseticidas, principalmente) e com menores riscos de intoxicação dos operadores. O procedimento é, portanto, mais seguro e é mais eficiente, podendo tratar até 30 toneladas de sementes por hora.

    A desvantagem do TIS ante o TOF é ser um procedimento mais dispendioso. Cabe comentar, também, que alguns produtos utilizados no TIS, nem sempre necessários e desejados pelo produtor, são vendidos num pacote sem direito de escolha por parte do agricultor. Desta forma, é importante que o produtor (ou seu responsável técnico) tenha a liberdade de escolher com quais produtos sua semente deveria ser tratada.

    Para o tratamento de grandes volumes de sementes, o TOF é pouco prático, razão pela qual grandes produtores preferem comprar as sementes já tratadas ou optam por adquirir os próprios equipamentos para realizar o TIS, podendo associar-se a outros grandes produtores e compartilhar os equipamentos industriais; que não são baratos.

    Associados de cooperativas, mesmo sendo pequenos produtores, podem servir-se do TIS via Cooperativa ou valer-se do TOF realizado com o auxílio de máquinas menores, que podem, inclusive, ser acopladas à tomada de força do trator e têm um rendimento em torno de 60-70 sacos por hora.

    O principal objetivo do tratamento da semente é protegê-la contra patógenos do solo – fungos, principalmente – durante o período entre a semeadura e a germinação da semente. Também, o tratamento tem o propósito de descontaminar a semente de organismos patogênicos, evitando sua introdução em áreas indenes.

    As sementes mais tratadas no Brasil são as de milho e de soja, que dominam o mercado nacional com montante superior a 80%. Estima-se que mais de 95% das sementes destas culturas sejam protegidas no Brasil, via TIF ou TOF, em percentuais quase iguais. A tendência indica que futuramente todos os produtores optarão pelo uso de sementes tratadas, dado seu baixo custo ante os benefícios econômicos.

    Não vale a pena economizar no tratamento da semente, assim como não vale a pena economizar na qualidade da semente. O ganhos de produtividade resultantes do tratamento de uma boa semente, compensa o investimento realizado.

    Fonte: Canal Rural

  • Soja se ajusta antes dos novos números do USDA e trabalha com estabilidade nesta 4ª

    Às vésperas do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e depois das altas de mais de 14 pontos no pregão anterior, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago atuam com estabilidade nesta quarta-feira (11).

    O mercado vem se reajustando antes da chegada dos novos números e assim, por volta de 9h (horário de Brasília), perdiam entre 2,25 e 2,75 pontos nos principais contratos, com o novembro sendo cotado a US$ 8,69 e o março, US$ 8,96 por bushel.

    “As estimativas de rendimento serão muito observadas neste reporte, já que este será o primeiora do ano com informações colhidas pelo USDA em campo, e que serão comparadas às pesquisas realizadas pelos crop tours” explicam os analistas de mercado da consultoria internacional Allendale, Inc.

    Paralelamente, as atenções se voltam também, com mais força, para a guerra comercial China x EUA. Ontem, foi sinalizada uma intenção dos chineses de comprarem alguns produtos chineses mesmo durante o conflito, indicando alguma boa intenção para o acordo. E nesta quarta, a notícia é de que a nação asiática já insentou 16 produtos dos EUA de tarifas retaliatórias.

    De acordo com um comunicado do Ministério das Finanças, estão entre os produtos ingredientes de ração animal, soro de leite e farinha de peixe.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Mercado futuro do milho inicia o pregão desta 4ª feira em campo misto na Bolsa de Chicago

    Nesta quarta-feira (11), as referências futuras do cereal iniciaram o pregão com em campo misto. O principal contrato operava com valorização de 1,25 pontos e o restante dos vencimentos registravam quedas de 1,25 a 1,50 pontos, por volta das 09h02 ( Horário de Brasília). O vencimento setembro/19 trabalhava a US$ 3,49 por bushel e o dezembro/19 estava cotado a US$ 3,60 por bushel.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os futuros de grãos estão um pouco mais baixos nesta manhã, consolidando a alta desta terça-feira. “A cautela dos agentes podem entrar em jogo, já que os traders se preparam para outro grande relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na próxima quinta-feira”, afirma Knorr.

    Ainda segundo as informações da Farm Futures, os preços do milho estão um pouco mais baixos, tentando evitar uma reversão de baixa depois que uma tentativa inicial de altas. Os analistas esperam cortes significativos na produção do USDA na quinta-feira, embora possa ser muito cedo para a agência fazer grandes ajustes, especialmente na área cultivada.

    Fonte: Notícias Agrícolas