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17 de setembro de 2019

  • Computadores podem identificar estresse da soja

    Cientistas da Iowa State University, dos Estados Unidos, estão trabalhando para um futuro em que os agricultores possam usar aeronaves não tripuladas para detectar e até prever doenças e estresse em suas lavouras. Sua visão se baseia no aprendizado de máquina, um processo automatizado no qual a tecnologia pode ajudar os agricultores a responder ao estresse da planta com mais eficiência.

    Arti Singh, professor adjunto de agronomia, lidera uma equipe de pesquisa multidisciplinar que recentemente recebeu uma bolsa de três anos e US$ 499.845 do Instituto Nacional de Alimentos e Agricultura do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para desenvolver tecnologia de aprendizado de máquina que pudesse automatizar a capacidade dos agricultores para diagnosticar uma série de grandes estresses na soja. A tecnologia em desenvolvimento usaria câmeras acopladas a veículos aéreos não tripulados, ou UAVs, para coletar imagens panorâmicas dos campos de soja. Um aplicativo de computador analisaria automaticamente as imagens e alertaria o agricultor sobre pontos problemáticos.

    “No mais básico, o aprendizado de máquina é simplesmente treinar uma máquina para fazer algo que fazemos”, disse Singh. “Quando você quer ensinar a uma criança o que é um carro, você mostra os carros. É isso que estamos fazendo para treinar algoritmos de computador, mostrando um grande número de imagens de vários estresses de soja para identificar, classificar, quantificar e prever estresses em campo”, completa.

    A equipe de pesquisa reuniu um enorme conjunto de dados de imagens de soja, algumas saudáveis e outras em estresse e doenças, que elas rotularam. Um programa de computador percorre as imagens rotuladas e monta algoritmos que podem reconhecer o estresse em novas imagens.

    Fonte: Agrolink

  • Governo libera registro de fungicida para combater nematoides

    O governo liberou hoje o registro de produtos à base do ingrediente ativo Fluopiram, que pode ser usado para combater fungos e nematoides nas culturas de batata, café, arroz e soja. O produto é uma molécula com atividades fungicida e nematicida altamente eficaz, menos tóxico e estava há 10 anos na fila esperando a análise do pleito de registro. As informações são do Ministério da Agricultura.

    Os registros serão liberados para produtos técnicos, que são aqueles usados pela indústria, e para produtos formulados, que são os já disponíveis para o uso nas lavouras. O produto é atualmente aprovado pelas autoridades reguladoras de países da Europa, Estados Unidos e Austrália, onde está disponível para uso.

    O coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Carlos Venâncio, informa em comunicado que trata-se de “uma nova opção para o controle de nematoides, que são pragas muitas vezes invisíveis, mas que podem causar grandes danos à agricultura, além de ser um produto menos tóxico do que os já existentes no mercado”.

    Os produtos formulados à base do Fluopiram oferecem um novo modo de ação para o controle de nematoides, sendo uma importante ferramenta para auxiliar o agricultor no manejo desta praga, cujo crescimento populacional é favorecido por causa das condições de solo e clima do Brasil. Os nematoides são vermes microscópios presentes no solo, na água doce e salgada e muitas vezes são parasitas de animais, insetos e também de plantas. São invisíveis a olho nu e vivem no solo se alimentando dos nutrientes nas raízes das plantas.

    Segundo o ministério, do ponto de vista toxicológico e ambiental, todos os estudos e informações apresentadas, bem como suas recomendações de bula, foram avaliadas e aprovadas pelos respectivos órgãos competentes (Anvisa e Ibama) e, portanto, considerados seguros à saúde humana e ao meio ambiente.

    Fonte: Globo Rural