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18 de setembro de 2019

  • Vem aí o Fórum Regional de Máxima Produtividade – CESB em Cruz Alta

    Para apresentar as melhores práticas e compartilhar informações adquiridas no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, o CESB e a Revista Agrocampo, com o apoio da Sementes Aurora trazem para Cruz Alta o Fórum Regional de Máxima Produtividade.

    Dia 02 de outubro, Cruz Alta sediará esse grande evento regional no Clube Arranca. As inscrições vão até 30 de setembro, então clique aqui e garanta a sua presença, pois as vagas são limitadas.

    O valor da inscrição é a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis que serão doados ao Banco de Alimentos de Cruz Alta.

    O Fórum reúne produtores, técnicos e formadores de opinião da região, a fim de dividir conhecimentos e experiências tecnológicas entre os participantes.

    A programação conta com palestrantes renomados do agro como Mauricio De Bortoli – Campeão do CESB 2019, que vai abordar sobre o tema: “Utilizando o conhecimento como principal insumo agrícola”.

    Outro nome confirmado é João Pascoalino – coordenador técnico do CESB que vai falar sobre o case do Campeão Sul da categoria sequeiro. E por fim, Mônica Debortoli – diretora técnica sul do Instituto Phytus e pesquisadora em fitopatologia, com o tema: “Manejo de doenças na cultura da soja”.

    Participe e cultive o conhecimento com os maiores nomes da produtividade de soja do país.

    Conheça o Desafio do CESB

    O Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja nasceu como uma fonte de inspiração para todos os sojicultores do Brasil e tem como propulsor a demanda crescente por alimentos no planeta.

    A Missão do Desafio é produzir mais e no mesmo espaço, utilizando pesquisas, tecnologias e a sustentabilidade como pilares para alcance dos maiores índices de produtividade de soja.

    Ao longo dos anos, o CESB tem compartilhado junto à produtores, consultores, institutos de pesquisa, cooperativas, entre outros, histórias de sucesso, buscando alavancar a média da produção nacional, a qual se apresenta, atualmente, entre 50 sacas por hectare.

  • Fertilizantes: excesso de oferta gera oportunidade para agricultor

    O excesso de oferta no mercado global de fosfatados e de potássio pode gerar “boas oportunidades de compra de fertilizantes” para o agricultor brasileiro até o fim de ano, prevê o banco de investimentos Rabobank, em relatório trimestral de perspectiva para commodities agrícolas.

    Segundo o banco, produtores podem aproveitar para adquirir o volume que falta para a próxima safra ou para travar os custos da safra 2020/21. O banco pondera, no entanto, que a previsão não considera a volatilidade cambial, porque o dólar ainda mantém os custos com esses insumos elevados. A valorização da moeda ante o real sustentaram os preços internos de adubos ainda que no mercado internacional as cotações tenham cedido nos últimos meses.

    Conforme o banco, os preços dos fosfatados em dólar estão hoje nos patamares mais baixos dos últimos 12 meses e devem atingir o menor valor em 10 anos nas próximas semanas. “O excesso de oferta nesse mercado contribuiu para que o preço do fosfato diamônico (DAP) recuasse 23% ao longo deste ano e a desvalorização do yuan tem criado um espaço para que os preços caiam um pouco mais”, diz o Rabobank lembrando que a China é um importante fornecedor do insumo.

    Para o quatro trimestre, a instituição financeira espera restrição de oferta temporária em algumas plantas, o que pode equilibrar o mercado e fornecer suporte para a recuperação dos preços. O excesso de oferta também pressionou os preços do potássio. De acordo com o banco, o preço do KCl (cloreto de potássio) recuou 8% nos portos brasileiros no acumulado deste ano.

    “Essa queda é resultado do excesso de oferta no mundo, dos altos estoques acumulados na China e na Índia e do atraso no fechamento de novos contratos desses países. Tal cenário deve manter a influência negativa nos preços pelo menos até que um dos países se mova”, observa o banco.

    A ureia (matéria-prima de fertilizantes nitrogenados) também voltou a recuar neste segundo semestre, mesmo com o leilão de compra da Índia de julho atingindo 1,7 milhão de toneladas, segundo o banco.

    A demanda do país, na análise do Rabobank, deve ser decisiva para os rumos dos preços dos nitrogenados no quarto trimestre deste ano. “Uma demanda próxima de 1 milhão de toneladas deve dar suporte aos preços até o final do ano, já que a demanda no Hemisfério Norte deve reaquecer a partir de outubro.” No início deste mês, o país abriu uma licitação para compra do produto e recebeu cerca de 2 milhões de toneladas de oferta.

    Fonte: Portal DBO

  • Soja trabalha estável em Chicago nesta 4ª feira e espera notícias para definir direção

    Nesta quarta-feira (18), a estabilidade volta aos preços da soja e os futuros da oleaginosa negociados na Bolsa de Chicago operam com leves altas. Perto de 8h20 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 0,50 e 1,25 ponto nos principais vencimentos, com o novembro a US$ 8,94 e o março, US$ 9,20 por bushel.

    O mercado segue bastante cauteloso e em compasso de espera, principalmente, sobre as notícias que devem chegar sobre as relações entre China e Estados Unidos. Nos últimos três dias foram anunciadas compras chinesas de soja no mercado americano, porém, sem força para provocar uma reação mais expressiva das cotações.

    Do lado dos fundamentos, o mercado se atenta ao clima no Corn Belt, já que a colheita do milho já está em andamento e a da soja deve começar em mais algumas semanas. O atraso é considerável, porém, nesse momento, sem ameaças severas de geadas que pudessem comprometer ainda mais a safra norte-americana.

    A volatilidade também pode se acentuar ao longo do dia com as declarações que podem vir da reunião do Federal Reserve, iniciada ontem, e que podem impactar diretamente o andamento do mercado financeiro e do mercado de câmbio. Atenção dos traders a esse fator também, portanto.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Alimento não é apenas uma questão de ideologia

    Acredita-se que faz necessário uma reflexão acerca, do que realmente compreende a produção de alimentos alimento, a pós a divulgação em certo programa midiático de que o alimento deveria ser tratado como uma ideologia ou até mesmo como se trata a política.

    Pois bem, o conceito de ideologia, parte do senso comum de algo que é idealizado, a partir de crenças, valores, pensamentos, doutrinas ou visões de mundo de um indivíduo ou de determinado grupo, orientado para suas ações sociais e políticas.

    Porem, tratar o alimento simplesmente como uma ideologia, é ignorar o todo que compreende a produção de alimentos, que vai desde informação, pesquisa, tecnologia, capital, recursos humanos, recursos naturais e muito conhecimento.

    Logo, é de vital importância e de bom senso, antes de expressar qualquer opinião com relação ao setor do agronegócio, o qual não só é o responsável por movimentar e aquecer o PIB brasileiro, mas também por alimentar, vestir, calçar e conduzir boa parte da população mundial, buscar conhecimento e informação do setor. Pois informações vazias e rasas, podem até se dissiparem, mas elas não agregam só causam mal-estar e retrocesso.

    Enfim, senão és capaz de ser grato a tudo que o setor do agronegócio, faz pelo nossa país, apenas silencie e respeite o mesmo.

    Ana Paula Alf Lima Ferreira
    Graduada em Administração pela UNICRUZ, Mestre em Administração pela UFSM, Doutoranda em Agronegócio pela UFRGS e Professora do Instituto Federal Farroupilha Campus Júlio de Castilhos.

  • Bioinseticida tem controle superior da lagarta-do-cartucho

    Em sua primeira safra comercial, o bioinseticida Cartugen apresentou resultados 72% superiores no controle da lagarta Spodoptera frugiperda no algodão em relação ao tratamento químico. É o que comprovaram pesquisadores referenciados no Brasil, de acordo com relatórios de eficácia do produto aplicado em 34 áreas da pluma – uma área equivalente a 250 mil hectares – comparado ao tratamento padrão.

    A entomologista Dr. Lucia Vivan, há 16 anos na Fundação Mato Grosso (FMT), integrou a equipe de consultores que avaliou os efeitos de baculovírus sobre Spodopteras no algodoeiro, coordenando os estudos na região de Alto Garças (MT). De acordo ela, o Cartugen “se encaixa adequadamente ao manejo de S. frugiperda”.

    “Na área com emprego de baculovírus houve melhor controle de S. frugiperda do que naquela tratada somente com químicos, além de proteção da estrutura das maçãs do algodão. Baculovírus são uma opção. O produtor deve aplicá-los com nova mentalidade, enxergando uma boa alternativa de longo prazo para ter melhor resultado de controle”, afirma Lucia.

    O professor/Doutor da Unesp de Ilha Solteira (SP), Geraldo Papa, relata que as pesquisas que acompanhou no Mato Grosso (região da paulista Votuporanga) mostraram que o controle biológico com baculovírus funcionou como “segurador de populações de pragas”: “A entrada dos baculovírus ajudou muito na proteção das maças do algodão. Quando se associa baculovírus ao inseticida químico, há bom controle da Spodoptera frugiperda”.

    Marco Tamai, professor e pesquisador da Universidade do Estado da Bahia, campus de Barreiras, salienta igualmente o bom resultado da inserção de vírus ao manejo químico da Spodoptera frugiperda. “A safra 2018-2019 teve uma das maiores infestações de Spodopteras que vi. Houve áreas quase cem por cento infestadas. O vírus potencializou o resultado dos químicos e isso não foi coincidência, porque já acontece há três safras consecutivas”, resume Tamai.

    Segundo Adriano Vilas Boas, diretor da fabricante do Cartugen (AgBiTech), os estudos da safra 2018-19 compreenderam a média de 4,5 aplicações do bioinseticida, em áreas comerciais da Bahia, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Já o tratamento padrão do produtor de algodão contra a Spodoptera frugiperda se baseia somente nos inseticidas químicos.

    “A inserção dos baculovírus ao manejo da Spodoptera frugiperda preservou o potencial produtivo de lavouras de algodão. Os campos auditados registraram média de 13 estruturas reprodutivas a mais por metro linear ante o manejo do produtor, um ganho equivalente a 25 arrobas (375 kg) de algodão em caroço por hectare”, afirma Vilas Boas.

    Ele destaca ainda que os indicadores de desempenho do bioinseticida Cartugen medidos na safra 2018-19 receberam a aprovação da consultoria global SGS. A lagarta-do-cartucho provoca danos a até 60% de uma lavoura de algodão, transferindo prejuízos anuais da ordem de US$ 500 milhões a produtores brasileiros da pluma.

    Vilas-Boas afirma que em 71% das áreas monitoradas o produto Cartugen trouxe resultados superiores aos do tratamento padrão na retenção de maçãs e plumas, na 1ª e na 2ª posição dos ramos. “Em relação às estruturas reprodutivas totais, o produto entregou resultados superiores em 74% dos casos.”

    O diretor da AgBiTech estima que na safra de verão 2019-20 a empresa chegará à marca de 2 milhões de hectares tratados com seus baculovírus, em soja, algodão, feijão, tomate e demais ‘culturas de cobertura’: “O planejamento prevê lançamentos de produtos e a ampliação da capacidade da fábrica no Texas (EUA), para suprir à demanda crescente do Brasil.”

    De acordo com os especialistas, a adoção dos baculovírus no controle de lagartas do gênero Spodoptera no algodão, sobretudo da lagarta-do-cartucho, deve ser intensificada nas próximas safras. A tendência de crescimento do mercado de defensivos biológicos no Brasil foi detectada no último estudo BIP – Business Inteligence Panel, da consultoria Spark Inteligência Estratégica. O levantamento apontou que somente na sojicultura esses produtos movimentaram US$ 100 milhões na safra 2018-19, com alta de 45%. A área tratada com biológicos na soja também cresceu para 7,8 milhões de hectares, uma elevação de 152%.