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setembro 2019

  • Cotrijuc participa de missão no exterior

    Pensando sempre em buscar conhecimento e novas tecnologias para o seu cooperado, colaboradores da cooperativa foram para os EUA.

    O Gerente de Tecnologia, Controle e Varejo, Maicon Buzatti, junto de uma comitiva de representantes de cooperativas agropecuárias gaúchas fez uma imersão ao Vale do Silício, nos Estados Unidos. A viagem organizada e apoiada pelo Sistema Ocergs-Sescoop/RS, por meio da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo (Escoop).

    Foram 40 pessoas no total, 35 delas das principais cooperativas do setor, além de integrantes da Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS (FecoAgro-RS), da Escoop e da Ocergs-Sescoop. Maicon pode conhecer a Plug and Play, maior aceleradora de startups do mundo, bem como as empresas Netflix e Amazon, além de universidades como a Singularity e a Stanford.

    Através dessa experiência o gerente voltou ao Brasil carregado de conhecimento e novas ideias em prol de melhorias para os sistemas da cooperativa visando o bem-estar e a rentabilidade dos associados Cotrijuc.

    Também, o coordenador do campo tecnológico, Felipe Michelon e o integrante da Getagri Assessoria Agrícolas, Felipe Mello, viajaram para os Estados Unidos em outro roteiro para aquisição de conhecimento técnico, além de conhecimento junto a Fábrica de Bioestimulantes da FMC, empresa que proporcionou. Os participantes passaram por áreas de testes e laboratórios.

    As viagens serviram para aprimoramento da equipe com o propósito de cumprir, cada vez mais, a missão de Cotrijuc: Atuar no agronegócio para promover renda e desenvolvimento aos cooperados.

  • Vem aí o Fórum Regional de Máxima Produtividade – CESB em Cruz Alta

    Para apresentar as melhores práticas e compartilhar informações adquiridas no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, o CESB e a Revista Agrocampo, com o apoio da Sementes Aurora trazem para Cruz Alta o Fórum Regional de Máxima Produtividade.

    Dia 02 de outubro, Cruz Alta sediará esse grande evento regional no Clube Arranca. As inscrições vão até 30 de setembro, então clique aqui e garanta a sua presença, pois as vagas são limitadas.

    O valor da inscrição é a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis que serão doados ao Banco de Alimentos de Cruz Alta.

    O Fórum reúne produtores, técnicos e formadores de opinião da região, a fim de dividir conhecimentos e experiências tecnológicas entre os participantes.

    A programação conta com palestrantes renomados do agro como Mauricio De Bortoli – Campeão do CESB 2019, que vai abordar sobre o tema: “Utilizando o conhecimento como principal insumo agrícola”.

    Outro nome confirmado é João Pascoalino – coordenador técnico do CESB que vai falar sobre o case do Campeão Sul da categoria sequeiro. E por fim, Mônica Debortoli – diretora técnica sul do Instituto Phytus e pesquisadora em fitopatologia, com o tema: “Manejo de doenças na cultura da soja”.

    Participe e cultive o conhecimento com os maiores nomes da produtividade de soja do país.

    Conheça o Desafio do CESB

    O Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja nasceu como uma fonte de inspiração para todos os sojicultores do Brasil e tem como propulsor a demanda crescente por alimentos no planeta.

    A Missão do Desafio é produzir mais e no mesmo espaço, utilizando pesquisas, tecnologias e a sustentabilidade como pilares para alcance dos maiores índices de produtividade de soja.

    Ao longo dos anos, o CESB tem compartilhado junto à produtores, consultores, institutos de pesquisa, cooperativas, entre outros, histórias de sucesso, buscando alavancar a média da produção nacional, a qual se apresenta, atualmente, entre 50 sacas por hectare.

  • Fertilizantes: excesso de oferta gera oportunidade para agricultor

    O excesso de oferta no mercado global de fosfatados e de potássio pode gerar “boas oportunidades de compra de fertilizantes” para o agricultor brasileiro até o fim de ano, prevê o banco de investimentos Rabobank, em relatório trimestral de perspectiva para commodities agrícolas.

    Segundo o banco, produtores podem aproveitar para adquirir o volume que falta para a próxima safra ou para travar os custos da safra 2020/21. O banco pondera, no entanto, que a previsão não considera a volatilidade cambial, porque o dólar ainda mantém os custos com esses insumos elevados. A valorização da moeda ante o real sustentaram os preços internos de adubos ainda que no mercado internacional as cotações tenham cedido nos últimos meses.

    Conforme o banco, os preços dos fosfatados em dólar estão hoje nos patamares mais baixos dos últimos 12 meses e devem atingir o menor valor em 10 anos nas próximas semanas. “O excesso de oferta nesse mercado contribuiu para que o preço do fosfato diamônico (DAP) recuasse 23% ao longo deste ano e a desvalorização do yuan tem criado um espaço para que os preços caiam um pouco mais”, diz o Rabobank lembrando que a China é um importante fornecedor do insumo.

    Para o quatro trimestre, a instituição financeira espera restrição de oferta temporária em algumas plantas, o que pode equilibrar o mercado e fornecer suporte para a recuperação dos preços. O excesso de oferta também pressionou os preços do potássio. De acordo com o banco, o preço do KCl (cloreto de potássio) recuou 8% nos portos brasileiros no acumulado deste ano.

    “Essa queda é resultado do excesso de oferta no mundo, dos altos estoques acumulados na China e na Índia e do atraso no fechamento de novos contratos desses países. Tal cenário deve manter a influência negativa nos preços pelo menos até que um dos países se mova”, observa o banco.

    A ureia (matéria-prima de fertilizantes nitrogenados) também voltou a recuar neste segundo semestre, mesmo com o leilão de compra da Índia de julho atingindo 1,7 milhão de toneladas, segundo o banco.

    A demanda do país, na análise do Rabobank, deve ser decisiva para os rumos dos preços dos nitrogenados no quarto trimestre deste ano. “Uma demanda próxima de 1 milhão de toneladas deve dar suporte aos preços até o final do ano, já que a demanda no Hemisfério Norte deve reaquecer a partir de outubro.” No início deste mês, o país abriu uma licitação para compra do produto e recebeu cerca de 2 milhões de toneladas de oferta.

    Fonte: Portal DBO

  • Soja trabalha estável em Chicago nesta 4ª feira e espera notícias para definir direção

    Nesta quarta-feira (18), a estabilidade volta aos preços da soja e os futuros da oleaginosa negociados na Bolsa de Chicago operam com leves altas. Perto de 8h20 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 0,50 e 1,25 ponto nos principais vencimentos, com o novembro a US$ 8,94 e o março, US$ 9,20 por bushel.

    O mercado segue bastante cauteloso e em compasso de espera, principalmente, sobre as notícias que devem chegar sobre as relações entre China e Estados Unidos. Nos últimos três dias foram anunciadas compras chinesas de soja no mercado americano, porém, sem força para provocar uma reação mais expressiva das cotações.

    Do lado dos fundamentos, o mercado se atenta ao clima no Corn Belt, já que a colheita do milho já está em andamento e a da soja deve começar em mais algumas semanas. O atraso é considerável, porém, nesse momento, sem ameaças severas de geadas que pudessem comprometer ainda mais a safra norte-americana.

    A volatilidade também pode se acentuar ao longo do dia com as declarações que podem vir da reunião do Federal Reserve, iniciada ontem, e que podem impactar diretamente o andamento do mercado financeiro e do mercado de câmbio. Atenção dos traders a esse fator também, portanto.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Alimento não é apenas uma questão de ideologia

    Acredita-se que faz necessário uma reflexão acerca, do que realmente compreende a produção de alimentos alimento, a pós a divulgação em certo programa midiático de que o alimento deveria ser tratado como uma ideologia ou até mesmo como se trata a política.

    Pois bem, o conceito de ideologia, parte do senso comum de algo que é idealizado, a partir de crenças, valores, pensamentos, doutrinas ou visões de mundo de um indivíduo ou de determinado grupo, orientado para suas ações sociais e políticas.

    Porem, tratar o alimento simplesmente como uma ideologia, é ignorar o todo que compreende a produção de alimentos, que vai desde informação, pesquisa, tecnologia, capital, recursos humanos, recursos naturais e muito conhecimento.

    Logo, é de vital importância e de bom senso, antes de expressar qualquer opinião com relação ao setor do agronegócio, o qual não só é o responsável por movimentar e aquecer o PIB brasileiro, mas também por alimentar, vestir, calçar e conduzir boa parte da população mundial, buscar conhecimento e informação do setor. Pois informações vazias e rasas, podem até se dissiparem, mas elas não agregam só causam mal-estar e retrocesso.

    Enfim, senão és capaz de ser grato a tudo que o setor do agronegócio, faz pelo nossa país, apenas silencie e respeite o mesmo.

    Ana Paula Alf Lima Ferreira
    Graduada em Administração pela UNICRUZ, Mestre em Administração pela UFSM, Doutoranda em Agronegócio pela UFRGS e Professora do Instituto Federal Farroupilha Campus Júlio de Castilhos.

  • Bioinseticida tem controle superior da lagarta-do-cartucho

    Em sua primeira safra comercial, o bioinseticida Cartugen apresentou resultados 72% superiores no controle da lagarta Spodoptera frugiperda no algodão em relação ao tratamento químico. É o que comprovaram pesquisadores referenciados no Brasil, de acordo com relatórios de eficácia do produto aplicado em 34 áreas da pluma – uma área equivalente a 250 mil hectares – comparado ao tratamento padrão.

    A entomologista Dr. Lucia Vivan, há 16 anos na Fundação Mato Grosso (FMT), integrou a equipe de consultores que avaliou os efeitos de baculovírus sobre Spodopteras no algodoeiro, coordenando os estudos na região de Alto Garças (MT). De acordo ela, o Cartugen “se encaixa adequadamente ao manejo de S. frugiperda”.

    “Na área com emprego de baculovírus houve melhor controle de S. frugiperda do que naquela tratada somente com químicos, além de proteção da estrutura das maçãs do algodão. Baculovírus são uma opção. O produtor deve aplicá-los com nova mentalidade, enxergando uma boa alternativa de longo prazo para ter melhor resultado de controle”, afirma Lucia.

    O professor/Doutor da Unesp de Ilha Solteira (SP), Geraldo Papa, relata que as pesquisas que acompanhou no Mato Grosso (região da paulista Votuporanga) mostraram que o controle biológico com baculovírus funcionou como “segurador de populações de pragas”: “A entrada dos baculovírus ajudou muito na proteção das maças do algodão. Quando se associa baculovírus ao inseticida químico, há bom controle da Spodoptera frugiperda”.

    Marco Tamai, professor e pesquisador da Universidade do Estado da Bahia, campus de Barreiras, salienta igualmente o bom resultado da inserção de vírus ao manejo químico da Spodoptera frugiperda. “A safra 2018-2019 teve uma das maiores infestações de Spodopteras que vi. Houve áreas quase cem por cento infestadas. O vírus potencializou o resultado dos químicos e isso não foi coincidência, porque já acontece há três safras consecutivas”, resume Tamai.

    Segundo Adriano Vilas Boas, diretor da fabricante do Cartugen (AgBiTech), os estudos da safra 2018-19 compreenderam a média de 4,5 aplicações do bioinseticida, em áreas comerciais da Bahia, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Já o tratamento padrão do produtor de algodão contra a Spodoptera frugiperda se baseia somente nos inseticidas químicos.

    “A inserção dos baculovírus ao manejo da Spodoptera frugiperda preservou o potencial produtivo de lavouras de algodão. Os campos auditados registraram média de 13 estruturas reprodutivas a mais por metro linear ante o manejo do produtor, um ganho equivalente a 25 arrobas (375 kg) de algodão em caroço por hectare”, afirma Vilas Boas.

    Ele destaca ainda que os indicadores de desempenho do bioinseticida Cartugen medidos na safra 2018-19 receberam a aprovação da consultoria global SGS. A lagarta-do-cartucho provoca danos a até 60% de uma lavoura de algodão, transferindo prejuízos anuais da ordem de US$ 500 milhões a produtores brasileiros da pluma.

    Vilas-Boas afirma que em 71% das áreas monitoradas o produto Cartugen trouxe resultados superiores aos do tratamento padrão na retenção de maçãs e plumas, na 1ª e na 2ª posição dos ramos. “Em relação às estruturas reprodutivas totais, o produto entregou resultados superiores em 74% dos casos.”

    O diretor da AgBiTech estima que na safra de verão 2019-20 a empresa chegará à marca de 2 milhões de hectares tratados com seus baculovírus, em soja, algodão, feijão, tomate e demais ‘culturas de cobertura’: “O planejamento prevê lançamentos de produtos e a ampliação da capacidade da fábrica no Texas (EUA), para suprir à demanda crescente do Brasil.”

    De acordo com os especialistas, a adoção dos baculovírus no controle de lagartas do gênero Spodoptera no algodão, sobretudo da lagarta-do-cartucho, deve ser intensificada nas próximas safras. A tendência de crescimento do mercado de defensivos biológicos no Brasil foi detectada no último estudo BIP – Business Inteligence Panel, da consultoria Spark Inteligência Estratégica. O levantamento apontou que somente na sojicultura esses produtos movimentaram US$ 100 milhões na safra 2018-19, com alta de 45%. A área tratada com biológicos na soja também cresceu para 7,8 milhões de hectares, uma elevação de 152%.

  • Computadores podem identificar estresse da soja

    Cientistas da Iowa State University, dos Estados Unidos, estão trabalhando para um futuro em que os agricultores possam usar aeronaves não tripuladas para detectar e até prever doenças e estresse em suas lavouras. Sua visão se baseia no aprendizado de máquina, um processo automatizado no qual a tecnologia pode ajudar os agricultores a responder ao estresse da planta com mais eficiência.

    Arti Singh, professor adjunto de agronomia, lidera uma equipe de pesquisa multidisciplinar que recentemente recebeu uma bolsa de três anos e US$ 499.845 do Instituto Nacional de Alimentos e Agricultura do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para desenvolver tecnologia de aprendizado de máquina que pudesse automatizar a capacidade dos agricultores para diagnosticar uma série de grandes estresses na soja. A tecnologia em desenvolvimento usaria câmeras acopladas a veículos aéreos não tripulados, ou UAVs, para coletar imagens panorâmicas dos campos de soja. Um aplicativo de computador analisaria automaticamente as imagens e alertaria o agricultor sobre pontos problemáticos.

    “No mais básico, o aprendizado de máquina é simplesmente treinar uma máquina para fazer algo que fazemos”, disse Singh. “Quando você quer ensinar a uma criança o que é um carro, você mostra os carros. É isso que estamos fazendo para treinar algoritmos de computador, mostrando um grande número de imagens de vários estresses de soja para identificar, classificar, quantificar e prever estresses em campo”, completa.

    A equipe de pesquisa reuniu um enorme conjunto de dados de imagens de soja, algumas saudáveis e outras em estresse e doenças, que elas rotularam. Um programa de computador percorre as imagens rotuladas e monta algoritmos que podem reconhecer o estresse em novas imagens.

    Fonte: Agrolink

  • Governo libera registro de fungicida para combater nematoides

    O governo liberou hoje o registro de produtos à base do ingrediente ativo Fluopiram, que pode ser usado para combater fungos e nematoides nas culturas de batata, café, arroz e soja. O produto é uma molécula com atividades fungicida e nematicida altamente eficaz, menos tóxico e estava há 10 anos na fila esperando a análise do pleito de registro. As informações são do Ministério da Agricultura.

    Os registros serão liberados para produtos técnicos, que são aqueles usados pela indústria, e para produtos formulados, que são os já disponíveis para o uso nas lavouras. O produto é atualmente aprovado pelas autoridades reguladoras de países da Europa, Estados Unidos e Austrália, onde está disponível para uso.

    O coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Carlos Venâncio, informa em comunicado que trata-se de “uma nova opção para o controle de nematoides, que são pragas muitas vezes invisíveis, mas que podem causar grandes danos à agricultura, além de ser um produto menos tóxico do que os já existentes no mercado”.

    Os produtos formulados à base do Fluopiram oferecem um novo modo de ação para o controle de nematoides, sendo uma importante ferramenta para auxiliar o agricultor no manejo desta praga, cujo crescimento populacional é favorecido por causa das condições de solo e clima do Brasil. Os nematoides são vermes microscópios presentes no solo, na água doce e salgada e muitas vezes são parasitas de animais, insetos e também de plantas. São invisíveis a olho nu e vivem no solo se alimentando dos nutrientes nas raízes das plantas.

    Segundo o ministério, do ponto de vista toxicológico e ambiental, todos os estudos e informações apresentadas, bem como suas recomendações de bula, foram avaliadas e aprovadas pelos respectivos órgãos competentes (Anvisa e Ibama) e, portanto, considerados seguros à saúde humana e ao meio ambiente.

    Fonte: Globo Rural

  • Estudo do Cesb mostra potencial de crescimento da cultura de soja no Brasil

    Produtores de soja participantes de Rede de Pesquisa do Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb) tiveram nos últimos cinco anos produtividade média 30% maior do que a mostrada pelos levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A Rede de Pesquisa, composta por 18 instituições, entre elas fundações, universidades, consultores e centros de estudos, constatou que algumas práticas levaram as lavouras a responder de forma positiva em termos de aumento de produtividade por unidade de área.

    Os estudos e observações do Cesb revelam que a média produtiva de soja chega a ser de 6% a 8% maior, associando semente de qualidade (vigor maior que 85%), velocidade de plantio entre 5 km/h a 6 km/h e distribuição pneumática das sementes.

    De acordo com o Cesb, a forma de distribuição dos fertilizantes também influencia no sucesso da lavoura. “Nesse contexto, cabe ressaltar que os mesmos estudos apontaram uma correlação positiva entre profundidade de fertilizante aplicado e produtividade”, informa em comunicado o coordenador Técnico e de Pesquisa do Cesb, João Pascoalino.

    Os resultados da Rede de Pesquisa do Cesb sugerem que o arranjo espacial das plantas é primordial para garantir uma boa safra. Em ambientes com média produtiva superior a 75 sacas/hectare, a utilização de cultivares engalhadas e população reduzida apresentou médias produtivas iguais ou maiores quando comparadas com o manejo utilizando população recomendada para o cultivar em questão.

    A correção química do solo com calcário se mostrou como uma aliada no ganho de produtividade da cultura. “A relação foi direta. Ou seja, quanto mais profunda a correção no perfil de solo, maior foi a produtividade”, destaca Pascoalino. O coordenador afirma que esses resultados revelam tendências que servem como um indicativo de como a cultura de soja pode responder às condições específicas de manejo.

    Segundo ele, a partir desses resultados uma nova era de agricultura vai se delineando, surgindo várias modalidades de agricultura: de posicionamento estratégico de material genético, de formação de raiz em profundidade, etc. “Embora possam ser modalidades de agricultura distintas, elas se mostram conectadas entre si com um objetivo comum: o aumento da produtividade com sustentabilidade e rentabilidade”, complementa.

    Os estudos ocorreram nos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Bahia, São Paulo e Minas Gerais, que são os principais produtores da oleaginosa no Brasil.

    Fonte: Globo Rural

  • Syngenta enfrenta rivais com parceria e loja própria

    A Syngenta estreia no varejo para fazer frente a fundos e empresas que têm assumido o controle de grandes distribuidoras de insumos agrícolas no País. Está abrindo lojas próprias e se une à cooperativa Cocamar, de Maringá (PR), para não perder espaço no setor – um risco após grande número de revendas trocarem de comando. Até então, o modelo era recorrer exclusivamente a uma quantidade enxuta de distribuidores, que garantiam prioridade aos produtos da marca. A estratégia também ajudará a expandir a atuação. Com a Cocamar, a Syngenta abrirá três lojas, todas em São Paulo: em Buri, Itapeva e Itaberá. “Primeiro tentamos levar um distribuidor nosso para uma nova região. Quando isso não é possível, buscamos uma revenda na área ou alguém interessado em atuar como tal. Foi o caso da Cocamar”, conta André Savino, diretor de marketing da Syngenta. “Outra alternativa é abrir loja própria.”

    Bandeira própria. No início de setembro, a Syngenta abriu em Ijuí, no noroeste gaúcho, sua primeira loja própria de insumos, com a bandeira Atua Agro. Lá, oferece defensivos e sementes, fertilizantes e serviços. No mês que vem, vai inaugurar uma segunda loja, em Santa Maria (RS). Outras unidades próprias não necessariamente virão. “Se os distribuidores ficarem conosco, não há por que abrir mais”, diz. O foco é a “reciprocidade”: a revenda garante mais espaço a produtos Syngenta e, em troca, a companhia se limita a poucas revendas na região, restringindo assim a concorrência.

    Novo paradigma. Um consultor reforça que pela primeira vez em 25 anos a mudança no mercado de insumos não é direcionada apenas pela indústria. Outros atores surgiram. Grandes fundos adquiriram distribuidoras e já comercializam mais de R$ 1 bilhão em produtos por ano. A indústria os vê como concorrentes e reage, com a abertura de redes próprias ou sociedades, como no caso da Syngenta. Há ainda as financeiras de tecnologia, as fintechs, que oferecem custos de crédito mais baixos para os canais de distribuição independentes e substituem os aportes feitos até agora pelas indústrias.

    Aposta certa. O desenvolvimento de sementes de milho híbrido para a segunda safra do cereal, hoje a principal colheita do grão no País, alçou a marca Morgan, do grupo chinês LongPing High-Tech, à segunda posição no ranking nacional na safra 2018/19. Ela desbancou a Dekalb, da Bayer, mas segue atrás da Pioneer, da Corteva (ex-divisão agrícola da DowDuPont). Apenas em 2019, a Morgan está lançando quatro tipos de sementes de milho safrinha, resultado de pesquisas nos últimos seis anos. “Há grande demanda por soluções para novas pragas e doenças”, conta Diogênes Panchioni, líder da marca Morgan.

    Digital. Lançada há quatro meses, a plataforma de corretagem digital de insumos agrícolas AGD já atende clientes que somam 250 mil hectares, grande parte deles sojicultores, e espera alcançar 500 mil hectares até o fim do ano. Marcos Botelho, diretor de Operações e sócio da empresa, explica que AGD facilita a realização de orçamentos e a chegar a preços mais baratos. Nela, o produtor escolhe para qual produto quer cotação, de qual empresa e o sistema aponta a melhor opção. O produtor pode pagar à vista, na época da colheita, ou parcelado.

    Na granja. É graças à pecuária que o Valor Bruto de Produção (VBP) agropecuária do País deve ficar estável em 2019. Conforme a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) antecipa à coluna, o VBP deve ser de R$ 605,46 bilhões, leve alta de 0,1% ante 2018. Com base nos preços recebidos pelo setor até agosto, o VBP da pecuária sobe 7,6%, de R$ 213,94 bilhões para R$ 230,18 bilhões. Já o valor da produção agrícola deve recuar 4%, de R$ 391,10 bilhões para R$ 371,28 bilhões.

    Menos… A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) está sugerindo uma série de emendas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Tributária, que tramita na Câmara dos Deputados. Entre as demandas dos ruralistas estão a simplificação na apuração e recolhimento de tributos, principalmente ao produtor pessoa física, a desoneração total das exportações e menos carga tributária incidente sobre a cadeia produtiva.

    …tributos. A FPA defende também que o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), previsto na PEC para substituir outros cinco tributos, tenha aplicação limitada e seletiva sobre o produtor rural e não incida, por exemplo, em arrendamentos de terras. Nas emendas, os ruralistas pedem também a manutenção da carga tributária e um tratamento diferenciado e favorecido ao setor, como já ocorre para microempresas e cooperativas.

    Acelera. Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano, vai ganhar, no dia 21, sua primeira aceleradora de startups, dedicada exclusivamente ao agronegócio: a Cyklo Aceleradora Agritech. Por trás da iniciativa estão 20 produtores e empresários que aportaram um total de R$ 5 milhões, além do CEO e sócio Pompeo Scola. A partir de outubro, conta ele, serão escolhidas dez startups com tecnologias para as demandas regionais. Cada uma receberá R$ 200 mil, além de orientação de empresas e treinamento por nove meses.

    Fonte: O Estado de S. Paulo