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7 de outubro de 2019

  • Soja opera estável em Chicago nesta 2ª frente à semana cheia de informações

    A semana começa com estabilidade para os preços da soja na Bolsa de Chicago. Nesta segunda-feira (7), as cotações recuavam pouco mais de 1 ponto nos principais contratos, com o novembro/19 US$ 9,15 e o março/20 a US$ 9,39 por bushel.

    Os próximos dias serão importantes para este mercado com focos entre as notícias de geopolítica – principalmente às ligadas à guerra comercial – e as questões de clima tanto para o Brasil, quanto para os Estados Unidos.

    “Nos EUA, as temperaturas caíram bem e continua o risco de geadas enquanto no Brasil chuvas e períodos de seca, dependendo da região, os quais podem influenciar nesta fase inicial da temporada”, explica o consultor da Cerealpar e da AgroCulte, Steve Cachia.

    Mais do que isso, o mercado se atenta ainda às especulações sobre a divulgação do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira, 10 de outubro.

    E é nesse dia também que começa a nova rodada de negociações entre China e Estados Unidos, pessoalmente, na capital americana.

    “Qualquer pressão sazonal maior esta semana tende a ser limitada devido à especulação positiva em relação a estes 2 fatores e o vies é para uma reação nas cotações futuras, especialmente se tiver confirmações de compras novas de soja americana pela China”, completa Cachia.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Colheita gaúcha do trigo deve iniciar com perspectiva de produtividade

    A colheita das culturas de inverno no Rio Grande do Sul deve iniciar com a perspectiva de bom potencial produtivo. A avaliação é da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS). Mesmo as chuvas que chegaram ao Estado nesta semana não devem comprometer a produção.

    Para o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, o potencial para a cultura do trigo é positivo para esta safra. Em regiões mais quentes das Missões, o trigo já está em formação e apresenta um ótimo desenvolvimento. “Devemos iniciar a colheita semana que vem, depois dessas chuvas. O trigo, até o momento, apresenta um bom potencial produtivo e mesmo os dias com as precipitações não vão prejudicar este potencial produtivo. Estamos confiando muito nisso”, observa.

    A preocupação, segundo Pires, está na comercialização. Mesmo com a frustração de safra no Paraná, as vendas não estão fluindo. “No ano passado nós tivemos 600 mil toneladas de trigo exportação. Esse ano praticamente não se tem negócios ainda, então é uma notícia até certo ponto preocupante. A colheita vai ser muito boa, apresenta um grande potencial. Claro que enquanto não colher isto não está definido ainda, mas a questão da comercialização é que preocupa um pouco”, destaca.

    Outras culturas de inverno como aveia e canola já estão sendo colhidas. Nas Missões, por exemplo, a cultura da canola está em plena colheita com potencial de 1,8 mil quilos por hectare de produtividade, o que é considerado um resultado relativamente bom para o produtor.

  • Novo estudo acelerará a melhoria do trigo

    Alguns cientistas argentinos identificaram novas regiões cromossômicas significativas para produção de trigo e resistência a doenças, o que acelerará os esforços de melhoria global. O trigo fornece 20% do total de calorias e proteínas da população mundial e é o alimento base para mais de 2,5 bilhões de pessoas no mundo.

    No entanto, atualmente o sistema de produção de cereais enfrenta desafios que exigem soluções imediatas. Como a produtividade do trigo pode ser aumentada para alimentar uma população que chegará a 9.000 milhões em 2050 e, ao mesmo tempo, enfrenta uma limitação de terras para cultivo e os duros efeitos das mudanças climáticas? Tudo isso sem contar a ameaça de pragas para as quais é necessário encontrar medidas sustentáveis que evitem o uso de produtos poluentes.

    Em uma pesquisa publicada recentemente na revista Nature Genetics, uma equipe científica internacional na qual o pesquisador da Universidade de Córdoba Carlos Guzmán participa estudou a validade da seleção genômica para melhorar o trigo e solucionar esses problemas. “Trata-se de testar se é possível usar as informações disponíveis no genoma para prever quão produtiva será uma variedade de trigo, se será resistente à seca ou ao calor ou qual será o nível de qualidade de seus grãos” explica Guzmán.

    Segundo o pesquisador, “graças a este estudo, será possível acelerar programas de melhoria para o desenvolvimento de novas variedades de trigo, pois será possível economizar trabalho de campo e laboratório”. O primeiro objetivo do estudo foi verificar a precisão das previsões feitas com a seleção genômica para cada característica do trigo.

  • Cruz Alta/RS finaliza plantio do milho e se prepara para semear a soja

    O plantio do milho já se encerrou em Cruz Alta no Rio Grande do Sul, com os produtores aproveitando as chuvas regulares durante a janela de semeadura entre o final de agosto e meados de setembro. Agora, as atenções se voltam para o cultivo da soja, que devem começar na semana que vem e se intensificar depois do dia 15 de outubro.

    De acordo com o produtor rural Maurício de Bortoli, as previsões de clima são boas e a região espera atingir média de produtividade de até 160 sacas por hectare para o milho sequeiro, 220 sacas para o milho irrigado e, na soja, média entre 55 e 70 sacas por hectare.

    Com os custos de produção bastante altos, principalmente para os fertilizantes e defensivos, os produtores precisam aproveitar as boas oportunidades de negociações. De Bortoli destaca que existem boas opções de vendas neste momento para o agricultor cobrir seus custos tanto na soja quanto no milho.

    Fonte: Noticias Agricolas