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14 de outubro de 2019

  • Brasil estabelece marca de produção de milho

    O Brasil produziu um recorde de 101 milhões de toneladas de milho em 2018/2019 e deve atingir esse total em 2019/2020, de acordo com um relatório da Rede Global de Informações Agrícolas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O USDA informou que a safra de milho 2018/2019, que foi 23% maior que no ano anterior, apresentou área e rendimentos recordes.

    Este ano, prevê-se que os rendimentos retornem ao normal, mas a área plantada deve se expandir, o que permitirá ao Brasil igualar a produção recorde de milho do ano passado. “Os altos preços do milho e a colheita precoce da soja motivaram os agricultores a plantar safrinha em um ritmo recorde, várias semanas antes do normal e dentro da janela ideal de plantio”, afirmou o USDA. “Isso ajudou a otimizar o desenvolvimento das culturas antes do início da estação seca, que veio depois do que o normal”, completa.

    O Brasil também estabeleceu um recorde de exportação de milho em 2018/2019, com uma estimativa de 37 milhões de toneladas embarcadas, um total quase 50% superior à temporada anterior, como resultado da colheita muito maior, informou o USDA. A previsão de exportação para 2019/2020 também foi aumentada em relação à previsão anterior, para 34 milhões de toneladas.

    “Embora isso represente um declínio de 8% em relação à temporada atual, o Brasil deverá aumentar o consumo doméstico na próxima campanha, à medida que a indústria pecuária se expande para atender à demanda chinesa e a crescente indústria de etanol de milho continua crescendo”, afirmou o USDA.

    O USDA observou que o consumo total de milho doméstico para 2018/2019 está previsto em 66,5 milhões de toneladas.

    Fonte: Agrolink

  • Uso de soja tolerante ao dicamba aumentou

    O uso de sementes de soja geneticamente modificadas e tolerantes ao dicamba aumentou rapidamente, beneficiando os adotantes, mas prejudicando as lavouras em alguns campos, informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se deixadas sem tratamento, as infestações severas de ervas daninhas podem reduzir o rendimento da soja em mais de 50%.

    À medida que o uso de sementes tolerantes ao glifosato se tornou mais comum, um número crescente de agricultores começou a usar glifosato, e apenas glifosato, para o controle de ervas daninhas na soja. Em alguns campos, um pequeno número de ervas daninhas naturalmente resistentes, de um pequeno número de espécies de plantas daninhas, sobreviveu (ou escapou) às aplicações de glifosato.

    Uma maneira de controlar as ervas daninhas tolerantes ao glifosato é tratá-las com herbicidas diferentes do glifosato, como dicamba ou colina 2,4-D. As empresas químicas e de sementes desenvolveram recentemente novas variedades de soja que são tolerantes a esses herbicidas. Por exemplo, a soja Xtend, que é tolerante ao dicamba, foi comercializada em 2016. A soja, que é tolerante à colina 2,4-D, foi comercializada antes da estação de crescimento de 2019.

    No entanto, o movimento fora do alvo do dicamba pode danificar outras plantas – particularmente a soja não tolerante ao dicamba, que é altamente suscetível ao dicamba, mesmo em doses muito baixas. Esse movimento geralmente ocorre quando gotículas de dicamba “flutuam” no nível do solo durante a aplicação, ou quando o dicamba se vaporiza após a aplicação, sobe na atmosfera e flutua centenas a milhares de pés na direção do vento.

  • Está oficialmente aberto o Plantio da Soja no Estado

    A abertura oficial do plantio da soja no Estado aconteceu, na manhã de sexta-feira (11), em nossa área experimental. O evento é promovido pela Administração Municipal e reuniu autoridades, produtores rurais e empresas do agronegócio que prestigiaram a programação.

    A palestra sobre os Cenários e perspectivas do Mercado de Soja foi ministrada pelo analista de mercado para South América, Vitor Verniz e pelo gerente comercial da Cargill no Estado, Heverton Gugelmin.

    As perspectivas para a cultura são positivas de acordo com a Emater.

    Conforme o gerente regional, José Renato Cadó, nos 35 municípios do centro do Estado que recebem assistência da Emater, a projeção é de aumento de 2,3% na área plantada com relação à safra do ano passado. Dos 950,6 mil hectares, a região passará para 972,3 mil cultivados com o grão.

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    Cadó ainda destaca que a produtividade esperada também deve ser satisfatória e inclusive pode ter crescimento. A expectativa é colher mais de 3,2 mil quilos do grão por hectare:

     — Tivemos uma safra bastante expressiva no ano passado. Quase batemos o recorde e temos a mesma expectativa. Ano passado, fechamos a produtividade em 3,2 mil quilos de soja por hectare a nível de região.  Com as tecnologias que vem sendo aplicadas e com os cuidados que o produtor vem tendo achamos que essa produtividade pode aumentar neste ano. Se as condições climáticas se mantiverem como no ano passado, em função das melhores condições tecnológicas, poderemos colher mais de 3,2 mil quilos por hectare.

    A expectativa é terminar o plantio da cultura até 10 de dezembro. A Região Central é responsável por mais de 16% da produção de soja do Rio Grande do Sul. Tupanciretã é o maior produtor do grão do Estado com área plantada de 149,1 mil hectares. Na região, segundo levantamento da Emater, depois de Tupanciretã, os municípios de Cachoeira do Sul e Júlio de Castilhos concentram a maior área de produção da cultura.

  • Chuva volumosa no Rio Grande do Sul nesta semana

    A semana começou com muitos temporais no Rio Grande do Sul por causa da chegada de uma frente fria. Na região de Chuí, conforme previsto, os volumes ultrapassaram os 80 milímetros em apenas 24 horas.

    Já as áreas produtoras do Paraná, só receberam chuva muito pontual. A cidade com volume mais significativo foi Guarapuava com quase 40 milímetros, segundo o SIMEPAR.  Já Cascavel não registrou chuva significativa até agora.

    “Teremos várias frentes frias que vão manter a chuva mais concentrada no Rio Grande do Sul nos próximos 5 dias. Os sistemas até avançam e provocam chuva na costa do Sudeste, ou pontualmente no Paraná, mas nada tão significativo como será no Rio Grande do Sul”, explica Celso Oliveira.

    No Rio Grande do Sul, a chuva é volumosa, persistente e sem períodos de melhoria principalmente na metade sul do estado, onde o volume de chuva passa de 70 milímetros e é capaz de provocar elevados transtornos como alagamentos, transbordamentos de rios e eventual deslizamento de encostas.

    Tem queda significativa da temperatura no Rio Grande do Sul, registrando as maiores temperaturas nas madrugada, ou seja, máxima invertida.

    Alerta hidrológico no RS

    De acordo com o SEMA-RS, Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, há alerta para risco hidrológico no Rio Grande do Sul nos próximos dias. A previsão é que haja a combinação de dois fatores: chuvas persistentes, que deverão ser registradas ao longo de toda a próxima semana, aliados
    a volumes que poderão ser expressivos em alguns pontos, podendo superar os 100 milímetros acumulados já que a chuva deve vir em forma de temporais.

    O risco é maior para as bacias de rápida resposta e em rios de menor ordem. Portanto, a atenção deve ficar voltada para todas as bacias gaúchas, com destaque para: Ibicuí, Quaraí, Camaquã, Mirim-São Gonçalo, Litoral Médio, Lago Guaíba, Caí, Sinos, Pardo e Gravataí.

    Ao longo da semana  a chuva também se espalha por Santa Catarina e Paraná em forma de pancadas com trovoadas e rajadas de vento que
    ganham intensidade. Aliás, áreas do leste paranaense e todo o estado de Santa Catarina tem céu nublado, poucos períodos de melhoria e chuva intermitente. As instabilidades persistem no Sul até o fim da semana, com risco de temporais entre a quinta (17) e sexta-feira (18) especialmente do norte do Rio Grande do Sul  ao sul do Paraná. Mais uma vez, áreas do norte do Paraná vão passar desapercebidas pelas frentes frias o que agrava a situação dos agricultores desta faixa do estado.