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17 de outubro de 2019

  • Plantio da soja chega a 167,6 mil hectares na safra 19/20

    Os agricultores de Mato Grosso do Sul plantaram 167,6 mil hectares da safra de soja 2019/2020, segundo dados do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (Siga/MS). Essa semeadura representa atraso de 19,5% em relação a safra 218/2019, resultado influenciado pela estiagem que atingiu todo o Estado no mês de setembro e nos primeiros dias de outubro.

    O percentual de plantio chegou a 5,3% no dia 11 de outubro, enquanto na mesma data do ano passado, alcançava 24,8%. O presidente da Associação de Produtores de Soja e Milho de MS (Aprosoja/MS), André Dobashi, destaca que apesar do atraso o Estado continua na melhor época para o plantio e ainda não há expectativas de que o atraso prejudique o andamento da safra.

    Conforme o boletim técnico publicado nesta terça-feira (15), a região Sul está com o plantio mais avançado, em média 6%, do total previsto, enquanto a região Centro está com 4,2% e a região Norte com 4% de média.

    A previsão para a safra 2019/2020 é de aumento de área plantada em aproximadamente 6,18%, chegando a 3,163 milhões de hectares. Além disso há expectativa de crescimento de 12,57% em relação ao volume de produção de grãos (de 8,800 milhões de toneladas na safra 2018/2019 para 9,906 milhões de toneladas na safra 2019/2020). A produtividade para a próxima safra está estimada em 52,19 sc/ha.

  • Identificada proteína que desencadeia defesa ao estresse

    Uma proteína recém-descoberta transforma a defesa celular das plantas em excesso de luz e outros fatores de estresse causados pelas mudanças climáticas, de acordo com um novo estudo publicado no eLife. As plantas desempenham um papel crucial no apoio à vida na Terra, usando a energia da luz solar para converter dióxido de carbono e água em açúcares e oxigênio.

    Pequenos compartimentos nas células vegetais, chamados cloroplastos, abrigam a maquinaria molecular da fotossíntese. Este maquinário é constituído por proteínas que devem ser montadas e mantidas. Condições severas, como luz excessiva, podem empurrar esse mecanismo para o excesso e danificar as proteínas. Quando isso acontece, uma resposta protetora é chamada de resposta proteica desdobrada em cloroplasto (cpUPR).

    “Até agora, não se sabia como as células avaliam o equilíbrio de proteínas saudáveis e danificadas no cloroplasto e desencadeiam essa resposta protetora”, diz a coautora sênior Silvia Ramundo, pesquisadora de pós-doutorado no Walter Lab da Universidade da Califórnia, em São Francisco. (UCSF), EUA.

    Para saber mais, a equipe da UCSF projetou geneticamente uma alga chamada Chlamydomonas reinhardtii para produzir células fluorescentes em resposta a proteínas de cloroplasto danificadas. Eles então procuraram por mutantes nas células que não fluorescem mais, o que significa que eles não foram capazes de ativar o cpUPR.

    Essas experiências levaram a equipe a identificar um gene chamado mutante afetado na sinalização retrógrada (MARS1), essencial para ativar o cpUPR. “É importante ressaltar que descobrimos que as células mutantes no MARS1 são mais sensíveis à luz excessiva, são incapazes de ligar o cpUPR e morrem como resultado”, explica a principal autora Karina Perlaza, uma estudante de pós-graduação no laboratório de Walter. A restauração do MARS1, ou a ativação artificial do cpUPR, protegeu as células das algas dos efeitos nocivos do excesso de luz nas proteínas dos cloroplastos.