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Colômbia aprova primeiro milho transgênico “sem patente”

A Colômbia aprovou a sua primeira variedade de milho transgênico livre de patente e fabricado em um laboratório nacional. O Instituto Agrícola da Colômbia (ICA) autorizou esse cultivo nos vales dos rios Cauca, Magdalena, Orinoquia e Zona Café, com o objetivo de ter maior produtividade e menor exposição a pragas.

A autorização foi concedida à Federação de Cultivadores de Cereais, Leguminosas e Soja (Fenalce), que desde 2014 pesquisa e desenvolve híbridos de milho, por meio do Centro de Pesquisa da Cadeia Agroalimentar de Cereais e Leguminosas (Cenicel), Grupo de Engenharia Genética Vegetal da Universidade Nacional da Colômbia e do Fundo Nacional de Cereais (FNC). A autorização é para a semeadura de sementes de milho geneticamente modificadas contendo o evento TC-1507. Estes foram desenvolvidos com tecnologias de melhoramento genético de plantas cujas patentes expiraram, também conhecidas como ‘código aberto’ (fora da patente).

As regiões onde esse milho transgênico pode ser semeado são o Caribe úmido, os vales de Cauca, Magdalena, Orinoquia e Zona do Café, com altitudes entre 1.200 e 1.800 metros acima do nível do mar. Segundo Fenalce, os resultados bem-sucedidos obtidos nos processos de pesquisa, desenvolvimento e testes de campo permitiram à entidade de vigilância e controle dar lugar livre à semeadura comercial através da resolução 13025 emitida pela ICA em 26 de agosto.

A tecnologia usada para desenvolver essas novas sementes híbridas de milho inclui introgressão, ou seja, o movimento de genes de uma espécie para outra, por métodos convencionais de melhoramento de plantas, assistidos molecularmente, com base em patentes que já expiraram.