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Exportação de farelo de soja do Brasil à China exige mais conversa

A exportação de farelo de soja do Brasil para a China exige mais negociação, mas as conversas estão em andamento, disse nesta quinta-feira a ministra da Agricultura brasileira, Tereza Cristina, que está em visita ao país asiático.

A China é o maior importador global de soja do mundo e o principal cliente do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa em grãos.

Mas os embarques de farelo de soja brasileiro ao gigante asiático são inexpressivos, uma vez que os chineses preferem importar a matéria-prima do produto para a produção de ração.

Em nota, o Ministério da Agricultura do Brasil afirmou nesta quinta-feira que estão sendo acertados protocolos para exportação de farelo de algodão e de farelo de soja aos chineses, “mas essa negociação exige mais conversas entre as equipes técnicas dos dois países”.

“Temos também, na área de produtos vegetais, um encaminhamento do protocolo de farelo de algodão, de farelo de soja —que está um pouco mais complicado, mas em andamento”, disse a ministra, sem elaborar, em vídeo publicado no Twitter.

Enquanto as exportações de soja do Brasil à China somaram 68,6 milhões de toneladas em 2018, os embarques de farelo de soja, um produto de maior valor agregado, somaram apenas 90 mil toneladas, aproximadamente, segundo dados do governo.

A indústria de soja do Brasil já negocia há um tempo um acordo para exportar mais farelo de soja aos chineses.

Enquanto isso não ocorre, a Argentina, maior exportadora global de farelo de soja e de óleo de soja, obteve em setembro a habilitação de sete processadoras para exportar farelo à China.

Procurada, a Abiove, associação da indústria de soja do Brasil, não comentou o assunto imediatamente.

A ministra também disse em sua publicação que o Brasil está confiante de que autoridades chinesas irão conceder autorizações para mais exportadores brasileiros de carne antes que o presidente do país asiático, Xi Jinping, visite o Brasil no próximo mês.

Ao final de sua segunda viagem à China, a ministra disse também que houve discussões com autoridades chinesas a respeito de açúcar, algodão e etanol do Brasil.