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28 de outubro de 2019

  • Confira os fatores que podem mexer com o preço do milho na semana

    Depois de uma semana ruim para os preços negociados na Bolsa de Chicago, que fechou com queda acumulada superior a 1%, até 25 de outubro, mercado seguirá com as atenções voltadas a colheita do milho nos Estados Unidos e alguns outros fatos. Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na semana. As dicas são do analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.
    O foco do mercado permanece no clima no Meio-Oeste norte-americano. Os modelos ainda apontam para frio intenso em diversos estados que compõem a região, com previsão de geada e até mesmo neve;
    Com isso, a tendência é que haja perda de qualidade das lavouras, ainda mais em um cenário de atraso da colheita, como o observado nesta safra
    Nesse contexto o acompanhamento dos relatórios de evolução da colheita e condição das lavouras divulgados semanalmente pelo USDA seguem imprescindíveis para a formação de tendência de curto prazo
    O mercado brasileiro de milho segue centralizado na decisão de venda do produtor. A retenção ainda é a estratégia recorrente. Por sua vez, os consumidores ainda se deparam com estoques encurtados;
    Essa combinação de fatores justifica a recente alta dos preços. Por sua vez, a movimentação do câmbio e o comportamento da CBOT na semana resultaram em queda nas indicações nos portos, com isso os preços domésticos seguem experimentando descolamento em relação à paridade de exportação
    A paridade de exportação foi um capítulo à parte nesta semana, avaliando o processo de valorização do real com a recente aprovação da Reforma da Previdência
    Além disso, a CBOT apresentou queda, reforçando a tendência de baixa nos preços dos portos. A indicação em Santos e Paranaguá recuou ao nível de R$ 40, inviabilizando novas negociações destinadas à exportação.

    Fonte: Cana Rural

  • Soja testa leves ganhos em Chicago nesta 2ª com recuperação depois das últimas baixas

    O mercado da soja trabalha com leve alta nesta manhã de segunda-feira (28) na Bolsa de Chicago, buscando recuperar parte das últimas perdas intensas da sexta-feira (25). Perto de 8h50 (horário de Brasília), os principais contratos subiam entre 2 e 2,50 pontos.

    Com isso, o novembro/19 tinha US$ 9,22 e o maio/20, US$ 9,60 por bushel. Segundo analistas e consultores, o mercado mantém sua movimentação ainda bastante tímida e limitada à espera de novas notícias.

    “Clima irregular nas Américas atrapalhando a colheita nos EUA e o plantio no Brasil, compras novas de soja americana pela China e sinais de acordo mais duradouro na guerra comercial EUA/China são entre os fatores capazes de oferecer suporte”, diz Steve Cachia, consultor da AgroCulte e da Cerealpar.

    No entanto, reafirma, que tudo isso necessita de confirmação para que possa trazer alguma influência ao andamento das cotações.

    No final do dia, após o fechamento do pregão na CBOT, o USDA (Departamento de Agricultura doa Estados Unidos) traz seu novo reporte semanal de acompanhamento de safra. E as expectativas do mercado indicam que a colheita da soja possa estar concluída nos EUA em 65%, contra 46% da semana passada e se aproximando do índice de 69% de 2018. A média dos últimos cinco anos é de 78%.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Segunda etapa da vacinação contra aftosa começa em novembro

    A segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa terá início em 1º de novembro, indo até o dia 30 do mesmo mês. Nesta fase, devem ser imunizados bovinos e bubalinos na faixa etária de zero a 24 meses, o que contabiliza cerca de 4,3 milhões de animais em 240 mil propriedades. “Os pecuaristas gaúchos já deram forte demonstração de responsabilidade e preocupação com a sanidade de seus rebanhos na primeira etapa da vacinação, e agora precisamos manter a mobilização”, afirma o secretário da da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Covatti Filho.

    De acordo com o coordenador do Programa de Controle e Erradicação da Febre Aftosa da Seapdr, Fernando Groff, a meta nesta etapa de novembro é ultrapassar os 90% de animais imunizados e de 90% de propriedades cobertas. A primeira etapa, em maio, envolveu 288.875 propriedades rurais com 12,6 milhões de bovinos e búfalos. Foram imunizados 12,5 milhões de animais, correspondendo a 99% do rebanho, em 279.879 estabelecimentos, que representam 96,89% das propriedades no Estado.

    Este ano, a vacina teve alterações na formulação, com redução na dosagem de aplicação, de 5 para 2 ml – a vacina passou a ser bivalente, permanecendo a proteção contra os vírus tipo A e O (removido tipo C) e as apresentações comercializadas agora serão de 15 e 50 doses. A composição do produto também foi modificada com o intuito de diminuir os nódulos.

    As vacinas podem ser adquiridas em uma das 600 casas agropecuárias credenciadas na Secretaria para a comercialização deste produto. Após imunizar seu rebanho, o produtor terá até 6 de dezembro para comprovar a vacinação junto à Inspetoria de Defesa Agropecuária local, apresentando a classificação do rebanho, por sexo e idade, e a nota fiscal de compra das doses aplicadas.

    Status sanitário

    Atualmente, o Rio Grande do Sul, que é considerado zona livre de aftosa com vacinação, busca evoluir seu status sanitário. Em setembro, o Estado passou por auditoria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para a retirada da vacinação. A Seapdr ainda aguarda a divulgação do relatório do ministério – enquanto a retirada não é confirmada, as etapas de vacinação ocorrem normalmente.

  • Chuva intensa com risco de temporais

    Na segunda-feira (28), a nebulosidade ainda seguirá predominando, com pancadas isoladas de chuva. propagação de uma nova frente fria provocará chuva em todo Estado, com possibilidade de temporais, rajadas de vento e queda de granizo em áreas isoladas. A partir da terça-feira (29), o deslocamento de uma área de baixa pressão manterá a nebulosidade e a chuva em todas as regiões, com risco de temporais isolados.

    Os volumes de chuva esperados deverão variar entre 50 e 75 mm na maioria dos municípios do RS. Nas Missões, Alto Vale do Uruguai e no Planalto os totais previstos oscilarão entre 90 e 110 mm, e poderão exceder 140 mm em diversas localidades.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/

  • Preço do glifosato sobe 37,5% na Argentina

    Segundo a Bolsa de Cereais de Córdoba o preço do herbicida glifosato na Argentina subiu cerca de 37,5% neste ano, quando comparado com o ano anterior de US $ 240 por 100 litros em setembro de 2018 para US $ 330 no mês passado. A entidade publicou um relatório econômico no qual alertava para uma perda no poder de compra de soja e milho.

    A partir disso, o índice de insumo-produto deteriorou-se 7% para a oleaginosa e 1,6% para o cereal, em um ano. O principal fator que contribuiu para isso foi a queda nos preços internacionais de ambas as culturas e, apesar da desvalorização, os valores internos dos grãos não acompanharam totalmente a evolução do dólar, devido à excelente oferta que continuou após a colheita recorde.

    Em relação ao glifosato, 43,6% a mais de toneladas de soja e 45,7% a mais de milho são necessárias para a produção desse herbicida. As sementes também surgiram mais caras, para comprar soja, 4,4% a mais de grãos devem estar disponíveis, enquanto 5,9% a mais para o milho.

    Por outro lado, em termos relativos, diesel e fertilizantes são mais baratos do que há um ano. Na soja, são necessárias 8,6% a menos de toneladas de combustível e 7,7% a menos de fosfato de monoamônio. No milho, “o fosfato monoamônico, o diesel e a ureia melhoraram sua proporção e são necessários 9,5% a 5,8% menos grãos para a aquisição”, afirmou a Bolsa de Valores.

    “A taxa de insumos do produto (para trigo) está em um nível relativamente baixo em comparação aos anos anteriores, o que cria um incentivo para fornecer tecnologia à safra, a fim de melhorar sua qualidade comercial e contribuir para a sustentabilidade de nossos solos”, disse o Bolsa de Valores de Córdoba.