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30 de outubro de 2019

  • Milho: quarta-feira começa com cotações ainda estáveis na Bolsa de Chicago

    A quarta-feira (30) começa com estabilidade para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações máximas de 0,75 pontos negativos por volta das 09h14 (horário de Brasília).

    O vencimento dezembro/19 era cotado à US$ 3,86 com estabilidade, o março/20 valia US$ 3,95 com queda de 0,50 pontos, o maio/20 era negociado por US$ 4,02 com desvalorização de 0,75 pontos e o julho/20 tinha valor de US$ 4,08 com baixa de 0,75 pontos.

    Segundo informações do site internacional da Successful Farming, a estabilidade permanece no mercado com o avanço da colheita influênciando de um lado e as perspectivas de adversidades climáticas puxando para o outro.

    Cerca de 41% da safra de milho dos Estados Unidos foi colhida nesta semana, atrás da média anterior de cinco anos de 61%, informou o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu último boletim na segunda-feira. No Missouri, 64% já haviam sido colhiodos, atrás dos 84% ​​normais.

    “Uma tempestade que sopra das Montanhas Rochosas está se movendo para as planícies do sul, à medida que os alertas do clima de inverno entram em vigor hoje à noite em partes do Kansas e nos estados do Oklahoma e Texas. O clima frio também é esperado em partes do Missouri, o que provavelmente acabará com a maturidade de todas as plantas que continuarem crescendo no solo, embora a frente fria anterior já possa ter parado de crescer”, aponta o analista Tony Dreibus.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja recupera parte das últimas baixas e testa leves ganhos em Chicago nesta 4ª

    Ainda caminhando de lado, as cotações da soja negociadas na Bolsa de Chicago tem leves altas nesta manhã de quarta-feira (30), recuperando parte das ligeiras baixas do pregão anterior. O mercado da oleaginosa, porém, ainda segue sem direção.

    Por volta de 7h10 (horário de Brasília), os futuros da commodity subiam entre 2 e 2,50 pontos, levando o novembro/19 aos US$ 9,20 e o maio/20, importante referência para a safra brasileira, a US$ 9,60 por bushel.

    Os traders precisam de notícias. E informações sólidas e consistentes capazes de direcionar os preços da soja daqui em diante.

    “Sendo final de mês, seja na soja em Chicago ou no doólar, podemos ver ajustes técnicos de posições”, diz o consultor da AgroCulte e da Cerealpar, Steve Cachia.

    Do lado dos fundamentos, o mercado sente a pressão sazonal do avanço da colheita nos EUA e, ainda segundo Cachia, ” do sentimento de melhora nas condições climaticas na América do Sul”.

    Mais do que isso, a ansiedade maior se dá na espera por novas notícias referentes ao acordo entre China e Estados Unidos e sua fase um, que já teria sido alcançada, mas sem dar mais detalhes ao mercado. As especulações agora crescem em torno da possibilidade de que o texto dessa fase não seja assinado no Chile, em novembro, quando se encontram Donald Trump e Xi Jinping.

    “Se não for assinado no Chile não quer dizer que estará sendo desfeito. Só significa que não está pronto. Nosso objetivo é assinar no Chile, mas as vezes os textos não estão prontos. Ainda assim, bom progresso está sendo feitos e esperamos ainda poder assiná-lo no Chile”, disse um representante da Casa Branca.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Plantio do milho avança no RS

    O plantio de milho no Rio Grande do Sul atinge 72% da área de 771.578 hectares estimados para a safra 2019-2020, 1% superior à safra anterior. A produção estimada é de 5.948.712 toneladas, cuja produtividade deverá alcançar 7.710 quilos por hectare. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (24/10), o plantio do milho acontece entre o início de agosto e o final de janeiro, conforme zoneamento agroclimático para a cultura.

    Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, as lavouras de milho implantadas apresentam desenvolvimento inicial, pois as chuvas ocorridas na semana passada, aliadas às temperaturas mais amenas à noite, têm favorecido o desenvolvimento vegetativo. O retorno da umidade também assegurou condições técnicas necessárias às operações de controle de invasoras e de realização de adubação em cobertura. Assim, a cultura vem respondendo de forma positiva à alta evapotranspiração observada na semana. As primeiras lavouras implantadas já se encontram no início da fase de florescimento.

    Na soja, o plantio está previsto para até 31 de dezembro. A área estimada para esta safra é de 5.956.504 hectares, 1,93% superior à anterior. A expectativa de produção é de 19.746.793 toneladas, e a de produtividade é de 3.315 quilos por hectare. O plantio no Estado continua pelas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Santa Rosa e Soledade, e está em início de implantação nas de Erechim, Pelotas e Bagé.

    As primeiras áreas cultivadas com soja na região de Ijuí estão na fase de germinação e em início do desenvolvimento vegetativo. As demais áreas da região estão sendo preparadas para o plantio, e os produtores aguardam melhores condições de umidade do solo. Nas áreas onde há cultura de trigo, os produtores aguardam a colheita para introduzir a soja. Já na região de Soledade, os produtores intensificam o preparo das áreas e preveem o início da semeadura ainda em outubro. Com o período chuvoso da semana, os produtores aproveitam para regulagem de semeadoras e ajustes de máquinas; o plantio deverá se concentrar nas próximas semanas.

    No arroz, levantamento realizado pela Emater/RS-Ascar indica que serão plantados 961.377 hectares no Estado, com redução de área de 2,03% em relação à safra anterior. A produção estimada é de 7.510.872 toneladas, um acréscimo de 4,71%. A produtividade média inicial estimada é de 7.813 quilos por hectare. A maior parte (83%) das lavouras de arroz no Estado localiza-se em áreas das regiões de Bagé, Porto Alegre e Pelotas.

    Para safra 2019-2020, a área de produção de feijão no RS foi estimada em 36.027 hectares, reduzindo em 1,74% em relação à área da safra anterior. A produção estimada para o feijão de primeira safra é de 62.672 toneladas, acrescendo 8,3% em relação à safra 2018-2019. A produtividade média inicial está prevista em 1.740 quilos por hectare. Na regional de Frederico Westphalen, a cultura está 100% implantada e as lavouras estão em germinação e em início do desenvolvimento vegetativo. Os produtores vêm realizando os tratos culturais recomendados para esta fase, que consiste no controle das invasoras e adubação nitrogenada. De modo geral, as lavouras têm apresentado bom stand de plantas.

    Culturas de inverno

    Enquanto segue o plantio das culturas de verão, as de inverno são colhidas. Do trigo, por exemplo, já foram colhidas 16% das lavouras, estando 1% em floração, 25% em enchimento de grãos e 58% estão em maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita). Nesta safra, a área estimada pela Emater/RS-Ascar para o cultivo do trigo é de 739,4 mil hectares, que corresponde a 37% da área brasileira de plantio com o grão.

    Na canola, nos 32,7 mil hectares plantados segue a expectativa de rendimento médio de 1.258 quilos por hectare. No período, a cultura atingiu 23% na fase de enchimento de grãos, 35% em fase de maturação e 42% das lavouras já foram colhidas.

    A área cultivada com cevada no RS avança no ciclo de desenvolvimento. As fases predominantes são enchimento de grãos e maturação.

    No RS, a área estimada com plantio de aveia branca para grão é de 299,9 mil hectares, correspondendo a 78,8% da área estimada pela Conab para o Brasil. No Estado, predomina as fases de enchimento do grão e maturação. As áreas colhidas estão sendo preparadas para sucessão com a soja.

    Olerícolas e frutícolas

    Cebola – Na região Nordeste, as lavouras estão em formação de bulbos. Seguem atividades de adubação de cobertura e tratamentos fitossanitários. A previsão é que a colheita inicie na primeira quinzena de novembro. Já na região Serrana, iniciou a colheita das áreas implantadas com variedades superprecoces. Em breve, a produção será direcionada ao mercado, tendo em vista que o abastecimento do varejo é feito por bulbos vindos do centro do país. Iniciou a bulbificação da Crioula, principal variedade, que é de ciclo tardio. A cultura se mantém com bom aspecto geral, bom desenvolvimento e boa sanidade.

    Citros ? A safra da bergamota encerrou no Alto Uruguai e no Vale do Caí, principal região produtora de citros do Estado, está praticamente encerrada. Entre as bergamotas, ainda resta colher 2% da Montenegrina, cultivar com a maior área de pomares no RS e que também é comercializada para outros estados do Brasil. Entre as laranjas, ainda resta colher 10% da cultivar Valência, 10% da Céu tardia e 5% da umbigo Monte Parnaso. Também está em colheita a lima ácida Taiti, o limãozinho verde, que não tem um período definido de colheita, já que floresce e produz em diversos períodos do ano.

    Criações

    Nas diversas regiões do Estado, os bovinos de corte apresentam um bom estado físico e sanitário. Continua o período de nascimento dos terneiros, durante o qual se destacam os cuidados pré e pós-parto com as matrizes e os cuidados com os terneiros recém-nascidos. No manejo pós-parto, a manutenção de boas condições nutricionais para as matrizes é essencial para garantir uma boa taxa de repetição de crias. A aquisição, o melhoramento e o preparo de touros também são estratégicos para a boa produção de terneiros. Neste mês, intensificou-se a realização de remates e expofeiras de bovinos das diversas categorias que compõem os rebanhos. Intensifica-se também o abate de animais que ocupavam as áreas com pastagens cultivadas de inverno, sucedidas por lavouras com culturas anuais de verão, como soja e arroz.

    Os rebanhos leiteiros no RS apresentam bom estado físico e sanitário e boa produção leiteira. O rebrote e o crescimento das pastagens nativas e pastagens cultivadas de verão, especialmente as perenes, têm suprido as necessidades alimentares e nutricionais das vacas, compensando a defasagem das pastagens de inverno, já em final de ciclo. Onde as pastagens de verão e o campo nativo não apresentam produção suficiente de massa verde, os criadores recorrem à suplementação alimentar à base de silagem e concentrados proteicos, para evitar a queda de produção leiteira.

    A adequação às instruções normativas (INs) 76 e 77 segue sendo motivo de preocupação dos produtores de leite, que devem manter o produto dentro dos parâmetros exigidos de Contagem Bacteriana Total (CBT) e Contagem de Células Somáticas (CCS). Em função dos parâmetros das normativas, pequenos produtores sinalizam a possibilidade de abandonar a atividade, em diversas localidades do Estado. Na regional da Emater/RS-Ascar de Pelotas, em Pedras Altas, uma associação de produtores de leite local adquiriu novos resfriadores para viabilizar a adequação dos produtores às normativas.

    A partir do início de novembro, os produtores que excederem os limites de CBT nas três últimas médias geométricas trimestrais terão coleta de leite suspensa pela indústria. Em não havendo nova orientação pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a determinação implicará que cerca de 10% dos produtores de leite sejam impedidos de comercializar o leite na indústria.

  • Teste cria culturas resistentes de forma rápida e econômica

    Cientistas da Universidade Nacional da Austrália (ANU), do Centro de Excelência ARC em Biologia das Energias Vegetais e da seção “Agricultura e Alimentação” da CSIRO, desenvolveram um novo método para identificar rapidamente o trigo resistente à seca de forma econômica e precisa. A tolerância à seca é de vital importância diante das mudanças climáticas, crescimento populacional e pressão do uso da terra.

    Um teste simples que mede a abundância de quatro aminoácidos nas plantas de trigo pode prever sua capacidade de manter o rendimento sob seca com muito mais precisão e a um custo menor do que os métodos de ponta atuais. Os pesquisadores principais, Arun Yadav e Adam Carroll, disseram que a seleção de trigo que poderia crescer melhor durante a seca a curto e médio prazo é vital para ajudar a combater a insegurança alimentar em todo o mundo.

    “Nosso trabalho pode ser fundamental para que os agricultores maximizem a produção de alimentos diante de uma seca cada vez mais severa. Plantas resistentes que podem manter altos rendimentos sob a seca ajudarão os agricultores a produzir mais alimentos de maneira confiável e manterão os mercados nacionais e de exportação para a Austrália “, disse o Dr. Yadav, da Escola de Pesquisa em Biologia da ARC e do Centro de Excelência em Biologia de Energia Vegetal da ANU.

    O teste simples mediu a abundância relativa de quatro aminoácidos nas plantas de trigo para prever sua capacidade de manter o rendimento sob seca com muito mais precisão do que os métodos de ponta atuais. “Esse teste pode ser feito com precisão em estufas ao longo do ano, a uma fração do custo dos métodos tradicionais de campo. Além disso, oferece previsões mais precisas”, afirmou.