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outubro 2019

  • Brasil estabelece marca de produção de milho

    O Brasil produziu um recorde de 101 milhões de toneladas de milho em 2018/2019 e deve atingir esse total em 2019/2020, de acordo com um relatório da Rede Global de Informações Agrícolas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O USDA informou que a safra de milho 2018/2019, que foi 23% maior que no ano anterior, apresentou área e rendimentos recordes.

    Este ano, prevê-se que os rendimentos retornem ao normal, mas a área plantada deve se expandir, o que permitirá ao Brasil igualar a produção recorde de milho do ano passado. “Os altos preços do milho e a colheita precoce da soja motivaram os agricultores a plantar safrinha em um ritmo recorde, várias semanas antes do normal e dentro da janela ideal de plantio”, afirmou o USDA. “Isso ajudou a otimizar o desenvolvimento das culturas antes do início da estação seca, que veio depois do que o normal”, completa.

    O Brasil também estabeleceu um recorde de exportação de milho em 2018/2019, com uma estimativa de 37 milhões de toneladas embarcadas, um total quase 50% superior à temporada anterior, como resultado da colheita muito maior, informou o USDA. A previsão de exportação para 2019/2020 também foi aumentada em relação à previsão anterior, para 34 milhões de toneladas.

    “Embora isso represente um declínio de 8% em relação à temporada atual, o Brasil deverá aumentar o consumo doméstico na próxima campanha, à medida que a indústria pecuária se expande para atender à demanda chinesa e a crescente indústria de etanol de milho continua crescendo”, afirmou o USDA.

    O USDA observou que o consumo total de milho doméstico para 2018/2019 está previsto em 66,5 milhões de toneladas.

    Fonte: Agrolink

  • Uso de soja tolerante ao dicamba aumentou

    O uso de sementes de soja geneticamente modificadas e tolerantes ao dicamba aumentou rapidamente, beneficiando os adotantes, mas prejudicando as lavouras em alguns campos, informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se deixadas sem tratamento, as infestações severas de ervas daninhas podem reduzir o rendimento da soja em mais de 50%.

    À medida que o uso de sementes tolerantes ao glifosato se tornou mais comum, um número crescente de agricultores começou a usar glifosato, e apenas glifosato, para o controle de ervas daninhas na soja. Em alguns campos, um pequeno número de ervas daninhas naturalmente resistentes, de um pequeno número de espécies de plantas daninhas, sobreviveu (ou escapou) às aplicações de glifosato.

    Uma maneira de controlar as ervas daninhas tolerantes ao glifosato é tratá-las com herbicidas diferentes do glifosato, como dicamba ou colina 2,4-D. As empresas químicas e de sementes desenvolveram recentemente novas variedades de soja que são tolerantes a esses herbicidas. Por exemplo, a soja Xtend, que é tolerante ao dicamba, foi comercializada em 2016. A soja, que é tolerante à colina 2,4-D, foi comercializada antes da estação de crescimento de 2019.

    No entanto, o movimento fora do alvo do dicamba pode danificar outras plantas – particularmente a soja não tolerante ao dicamba, que é altamente suscetível ao dicamba, mesmo em doses muito baixas. Esse movimento geralmente ocorre quando gotículas de dicamba “flutuam” no nível do solo durante a aplicação, ou quando o dicamba se vaporiza após a aplicação, sobe na atmosfera e flutua centenas a milhares de pés na direção do vento.

  • Está oficialmente aberto o Plantio da Soja no Estado

    A abertura oficial do plantio da soja no Estado aconteceu, na manhã de sexta-feira (11), em nossa área experimental. O evento é promovido pela Administração Municipal e reuniu autoridades, produtores rurais e empresas do agronegócio que prestigiaram a programação.

    A palestra sobre os Cenários e perspectivas do Mercado de Soja foi ministrada pelo analista de mercado para South América, Vitor Verniz e pelo gerente comercial da Cargill no Estado, Heverton Gugelmin.

    As perspectivas para a cultura são positivas de acordo com a Emater.

    Conforme o gerente regional, José Renato Cadó, nos 35 municípios do centro do Estado que recebem assistência da Emater, a projeção é de aumento de 2,3% na área plantada com relação à safra do ano passado. Dos 950,6 mil hectares, a região passará para 972,3 mil cultivados com o grão.

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    Cadó ainda destaca que a produtividade esperada também deve ser satisfatória e inclusive pode ter crescimento. A expectativa é colher mais de 3,2 mil quilos do grão por hectare:

     — Tivemos uma safra bastante expressiva no ano passado. Quase batemos o recorde e temos a mesma expectativa. Ano passado, fechamos a produtividade em 3,2 mil quilos de soja por hectare a nível de região.  Com as tecnologias que vem sendo aplicadas e com os cuidados que o produtor vem tendo achamos que essa produtividade pode aumentar neste ano. Se as condições climáticas se mantiverem como no ano passado, em função das melhores condições tecnológicas, poderemos colher mais de 3,2 mil quilos por hectare.

    A expectativa é terminar o plantio da cultura até 10 de dezembro. A Região Central é responsável por mais de 16% da produção de soja do Rio Grande do Sul. Tupanciretã é o maior produtor do grão do Estado com área plantada de 149,1 mil hectares. Na região, segundo levantamento da Emater, depois de Tupanciretã, os municípios de Cachoeira do Sul e Júlio de Castilhos concentram a maior área de produção da cultura.

  • Chuva volumosa no Rio Grande do Sul nesta semana

    A semana começou com muitos temporais no Rio Grande do Sul por causa da chegada de uma frente fria. Na região de Chuí, conforme previsto, os volumes ultrapassaram os 80 milímetros em apenas 24 horas.

    Já as áreas produtoras do Paraná, só receberam chuva muito pontual. A cidade com volume mais significativo foi Guarapuava com quase 40 milímetros, segundo o SIMEPAR.  Já Cascavel não registrou chuva significativa até agora.

    “Teremos várias frentes frias que vão manter a chuva mais concentrada no Rio Grande do Sul nos próximos 5 dias. Os sistemas até avançam e provocam chuva na costa do Sudeste, ou pontualmente no Paraná, mas nada tão significativo como será no Rio Grande do Sul”, explica Celso Oliveira.

    No Rio Grande do Sul, a chuva é volumosa, persistente e sem períodos de melhoria principalmente na metade sul do estado, onde o volume de chuva passa de 70 milímetros e é capaz de provocar elevados transtornos como alagamentos, transbordamentos de rios e eventual deslizamento de encostas.

    Tem queda significativa da temperatura no Rio Grande do Sul, registrando as maiores temperaturas nas madrugada, ou seja, máxima invertida.

    Alerta hidrológico no RS

    De acordo com o SEMA-RS, Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, há alerta para risco hidrológico no Rio Grande do Sul nos próximos dias. A previsão é que haja a combinação de dois fatores: chuvas persistentes, que deverão ser registradas ao longo de toda a próxima semana, aliados
    a volumes que poderão ser expressivos em alguns pontos, podendo superar os 100 milímetros acumulados já que a chuva deve vir em forma de temporais.

    O risco é maior para as bacias de rápida resposta e em rios de menor ordem. Portanto, a atenção deve ficar voltada para todas as bacias gaúchas, com destaque para: Ibicuí, Quaraí, Camaquã, Mirim-São Gonçalo, Litoral Médio, Lago Guaíba, Caí, Sinos, Pardo e Gravataí.

    Ao longo da semana  a chuva também se espalha por Santa Catarina e Paraná em forma de pancadas com trovoadas e rajadas de vento que
    ganham intensidade. Aliás, áreas do leste paranaense e todo o estado de Santa Catarina tem céu nublado, poucos períodos de melhoria e chuva intermitente. As instabilidades persistem no Sul até o fim da semana, com risco de temporais entre a quinta (17) e sexta-feira (18) especialmente do norte do Rio Grande do Sul  ao sul do Paraná. Mais uma vez, áreas do norte do Paraná vão passar desapercebidas pelas frentes frias o que agrava a situação dos agricultores desta faixa do estado.

  • Plantio de soja do Brasil tem início mais lento em 6 anos, diz AgRural

    SÃO PAULO (Reuters) – O plantio de soja havia atingido até a última quinta-feira 3,1% da área estimada para o Brasil na safra 2019/20, contra 0,9% uma semana antes, o que configura o início mais lento desde a safra 2013/14, quando 2,7% da área brasileira estava plantada no início de outubro, informou nesta segunda-feira a consultoria AgRural.

    O tempo mais seco neste ano e a irregularidade de chuvas deixam produtores mais cautelosos em realizar o plantio, que nesta mesma época em 2018 havia alcançado 9,5% da área plantada, segundo a AgRural.

    “Algumas pancadas de chuva registradas na semana passada deram mais ritmo ao plantio da safra 2019/20 de soja no Paraná e em Mato Grosso. Mesmo assim, o atraso em relação ao ano passado e à média de cinco anos continua, pois as precipitações seguem irregulares…”, disse a AgRural em relatório.

    Segundo a consultoria, muitas áreas nos principais produtores do Brasil ainda não contam com umidade suficiente para garantir segurança ao plantio e à germinação.

    A AgRural ponderou que, embora o início lento do plantio de soja preocupe os produtores e alimente especulações sobre uma janela mais estreita para a segunda safra, a melhora das chuvas esperada para o decorrer de outubro, aliada à capacidade de plantio muito rápido de grande parte dos produtores, tende a minimizar o atraso observado neste início de temporada.

    “Para isso, porém, as chuvas precisam ficar mais regulares o quanto antes”, acrescentou.

    A maior parte da áreas produtoras deverá receber chuvas abaixo da média histórica para o período nesta semana, segundo dados metereológicos publicados no terminal Eikon, da Refinitiv. O norte de Mato Grosso, contudo, verá os maiores volumes.

    Até o final da semana passada, o plantio de soja da safra 2019/20 em Mato Grosso havia avançado para 6,65% da área projetada, cerca de cinco pontos percentuais acima do verificado na semana anterior, mas ainda com atraso ante o ano passado e frente à média histórica para o período, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O mesmo atraso ante o ano passado é visto no Paraná, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

    (Por Roberto Samora)

    Fonte: Reuters
  • Mercado Comercial

    SOJA
    A semana começou em passos lentos, com os especuladores evitando entrar no mercado mais fortemente devido ao relatório de Oferta e Demanda Mundial do USDA, que será publicado nesta quinta feira, dia 10.

    No geral, o mercado espera uma redução na oferta de grãos norte-americana, o que poderá gerar um movimento altista logo após a divulgação do relatório. Entretanto, qualquer ganho de mercado não deverá ser duradouro, já que a falta de demanda pela soja americana continua sendo um fator de peso para as cotações no longo prazo. A neve chega por regiões remotas dos Estados Unidos, principalmente nos estados vizinhos ao Canada.

    Alguns pequenos talhões de soja e milho são afetados com a intempérie, entretanto ainda não há escala suficiente para ameaçar a safra nacional como um todo. Fundos continuam empilhados no lado das vendas para as principais commodities agrícolas, entretanto o momento de reversão tem sido gradual.

    BOLETIM SEMANAL USDA
    O USDA atualizou seu boletim semanal de acompanhamento de safras, que apurou 14% das lavouras de soja nos EUA foram colhidas, contra 7% da semana anterior. As lavouras em condições boas e excelentes tiveram recuo de 2 pontos percentuais em relação à semana passada ficando em 53%. Sobre o milho, o departamento informou que o índice de lavouras em bons e excelentes estados acabou recuando de 57% para 56%. Em condições ruins/péssimas estão 15% das lavouras, índice também pior que o da semana passada que era de 14%. A área colhida de milho avançou de 11% na semana anterior para os atuais 15%, portanto abaixo dos 19% estimados pelo mercado.

    CLIMA NO BRASIL 
    O fim de semana foi marcado por chuvas sobre algumas porções do sudoeste de Goiás, centro do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e toda a região Sul do Brasil. Os índices pluviométricos foram observados entre 5 e 30 mm para tais regiões. Entretanto, ainda há regiões de produção chave no Centro-Oeste brasileiro que ainda não receberam nenhum sinal de precipitações para a atual safra. Nos próximos dias, uma corrente de ar frio empurra chuvas em um “corredor” que vai desde o noroeste do Mato Grosso até o sul de Minas Gerais. Todo o lado sul de Goiás e o norte de São Paulo serão beneficiados por totais entre 10 e 40 mm até o dia 12 de outubro. Entretanto, as leituras para a segunda metade do mês são desanimadoras, com chuvas concentrando apenas no Paraná́, Santa Catarina e Rio Grande do Sul..”

     

  • Encontro de Mulheres Cotrijuc

    Vem aí o encontro de mulheres Cotrijuc, dia 29 de outubro às 13h30 no Clube União Esportivo.

    As atrações serão muitas, como dinâmicas, brindes e Palestra com Carmem Reis, o tema da palestra será Mulher, parceria que constrói.

    A entrada será gratuita e vamos ter ônibus com saída de: Pinhal Grande, Quevedos. São João dos Melos e Ivorá.

  • Soja opera estável em Chicago nesta 2ª frente à semana cheia de informações

    A semana começa com estabilidade para os preços da soja na Bolsa de Chicago. Nesta segunda-feira (7), as cotações recuavam pouco mais de 1 ponto nos principais contratos, com o novembro/19 US$ 9,15 e o março/20 a US$ 9,39 por bushel.

    Os próximos dias serão importantes para este mercado com focos entre as notícias de geopolítica – principalmente às ligadas à guerra comercial – e as questões de clima tanto para o Brasil, quanto para os Estados Unidos.

    “Nos EUA, as temperaturas caíram bem e continua o risco de geadas enquanto no Brasil chuvas e períodos de seca, dependendo da região, os quais podem influenciar nesta fase inicial da temporada”, explica o consultor da Cerealpar e da AgroCulte, Steve Cachia.

    Mais do que isso, o mercado se atenta ainda às especulações sobre a divulgação do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira, 10 de outubro.

    E é nesse dia também que começa a nova rodada de negociações entre China e Estados Unidos, pessoalmente, na capital americana.

    “Qualquer pressão sazonal maior esta semana tende a ser limitada devido à especulação positiva em relação a estes 2 fatores e o vies é para uma reação nas cotações futuras, especialmente se tiver confirmações de compras novas de soja americana pela China”, completa Cachia.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Colheita gaúcha do trigo deve iniciar com perspectiva de produtividade

    A colheita das culturas de inverno no Rio Grande do Sul deve iniciar com a perspectiva de bom potencial produtivo. A avaliação é da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS). Mesmo as chuvas que chegaram ao Estado nesta semana não devem comprometer a produção.

    Para o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, o potencial para a cultura do trigo é positivo para esta safra. Em regiões mais quentes das Missões, o trigo já está em formação e apresenta um ótimo desenvolvimento. “Devemos iniciar a colheita semana que vem, depois dessas chuvas. O trigo, até o momento, apresenta um bom potencial produtivo e mesmo os dias com as precipitações não vão prejudicar este potencial produtivo. Estamos confiando muito nisso”, observa.

    A preocupação, segundo Pires, está na comercialização. Mesmo com a frustração de safra no Paraná, as vendas não estão fluindo. “No ano passado nós tivemos 600 mil toneladas de trigo exportação. Esse ano praticamente não se tem negócios ainda, então é uma notícia até certo ponto preocupante. A colheita vai ser muito boa, apresenta um grande potencial. Claro que enquanto não colher isto não está definido ainda, mas a questão da comercialização é que preocupa um pouco”, destaca.

    Outras culturas de inverno como aveia e canola já estão sendo colhidas. Nas Missões, por exemplo, a cultura da canola está em plena colheita com potencial de 1,8 mil quilos por hectare de produtividade, o que é considerado um resultado relativamente bom para o produtor.

  • Novo estudo acelerará a melhoria do trigo

    Alguns cientistas argentinos identificaram novas regiões cromossômicas significativas para produção de trigo e resistência a doenças, o que acelerará os esforços de melhoria global. O trigo fornece 20% do total de calorias e proteínas da população mundial e é o alimento base para mais de 2,5 bilhões de pessoas no mundo.

    No entanto, atualmente o sistema de produção de cereais enfrenta desafios que exigem soluções imediatas. Como a produtividade do trigo pode ser aumentada para alimentar uma população que chegará a 9.000 milhões em 2050 e, ao mesmo tempo, enfrenta uma limitação de terras para cultivo e os duros efeitos das mudanças climáticas? Tudo isso sem contar a ameaça de pragas para as quais é necessário encontrar medidas sustentáveis que evitem o uso de produtos poluentes.

    Em uma pesquisa publicada recentemente na revista Nature Genetics, uma equipe científica internacional na qual o pesquisador da Universidade de Córdoba Carlos Guzmán participa estudou a validade da seleção genômica para melhorar o trigo e solucionar esses problemas. “Trata-se de testar se é possível usar as informações disponíveis no genoma para prever quão produtiva será uma variedade de trigo, se será resistente à seca ou ao calor ou qual será o nível de qualidade de seus grãos” explica Guzmán.

    Segundo o pesquisador, “graças a este estudo, será possível acelerar programas de melhoria para o desenvolvimento de novas variedades de trigo, pois será possível economizar trabalho de campo e laboratório”. O primeiro objetivo do estudo foi verificar a precisão das previsões feitas com a seleção genômica para cada característica do trigo.