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outubro 2019

  • Cruz Alta/RS finaliza plantio do milho e se prepara para semear a soja

    O plantio do milho já se encerrou em Cruz Alta no Rio Grande do Sul, com os produtores aproveitando as chuvas regulares durante a janela de semeadura entre o final de agosto e meados de setembro. Agora, as atenções se voltam para o cultivo da soja, que devem começar na semana que vem e se intensificar depois do dia 15 de outubro.

    De acordo com o produtor rural Maurício de Bortoli, as previsões de clima são boas e a região espera atingir média de produtividade de até 160 sacas por hectare para o milho sequeiro, 220 sacas para o milho irrigado e, na soja, média entre 55 e 70 sacas por hectare.

    Com os custos de produção bastante altos, principalmente para os fertilizantes e defensivos, os produtores precisam aproveitar as boas oportunidades de negociações. De Bortoli destaca que existem boas opções de vendas neste momento para o agricultor cobrir seus custos tanto na soja quanto no milho.

    Fonte: Noticias Agricolas

  • Novas vendas de soja e trigo para a China nesta 5ª feira

    O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou novas vendas de produtos agrícolas para a China nesta quinta-feira (3). O anúncio vem pelo segundo dia consecutivo esta semana e segue confirmando a presença da nação asiática no mercado norte-americano.

    Foram 252 mil toneladas de soja e 130 mil toneladas de trigo branco. Ambos os volumes são da safra 2019/20. E todas as vendas feitas no mesmo dia, para o mesmo dia e com volume igual ou maior de 100 mil toneladas.

    Nesta quarta, o anúncio de vendas foi de 464 mil toneladas de soja.

  • USDA: Com mais de 2 mi de t, vendas de soja dos EUA vêm bem acima do esperado

    O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu novo reporte semanal de vendas para exportação com números bem acima do esperado para a soja. Na semana encerrada em 26 de setembro, o país vendeu 2.076,1 milhões de toneladas da safra 2019/20, enquanto as expectativas do mercado variavam entre 900 mil e 1,4 milhão de toneladas. A principal compradora foi a China, com mais de 1,5 milhão de toneladas.

    Em toda a temporada comercial, as vendas norte-americanas da oleaginosa já somam 14.294,9 milhões de toneladas. E mesmo com o bom volume da última semana, o total ainda fica abaixo do mesmo período do ano comercial anterior, ness mesmo período, quando mais de 20 milhões de toneladas já estavam comprometidas.

    Já as vendas semanais de milho ficaram dentro do esperado e somaram 562,6 mil toneladas. Os traders apostavam em algo entre 400 mil e 800 mil toneladas. No caso do cereal, o principal destino foi o México. Os EUA venderam ainda 2,5 mil toneladas de milho da safra 2020/21 para o Canadá.

    No acumulado do ano comercial, as vendas de milho dos EUA são de 9.711,5 milhões de toneladas, contra mais de 16 milhões do ano passado, nesse mesmo período.

    Ainda de acordo com o USDA, as vendas norte-americanas foram de 328,5 mil toneladas, enquanto o mercado esperava algo entre 200 mil e 600 mil toneladas. As Filipinas foram o principal destino do grão.

  • 9ª Edição da Abertura Oficial do Plantio da Soja em Júlio de Castilhos

    A 9ª Edição da Abertura Oficial do Plantio da Soja no Rio Grande do Sul. ocorrerá no próximo dia 11 de Outubro, sexta-feira, à partir das 9 horas, tendo como local, a Área Experimental da COTRIJUC, localizada na BR 158, Km 269 na cidade de Júlio de Castilhos.

    O evento é uma promoção da Prefeitura Municipal, do Sindicato Rural, da Associação Comercial, Cultural e Industrial – ACCIJUC e da Cooperativa COTRIJUC. Confira a programação:

    9h – Palestra: “Cenários e perspectivas do Mercado de Soja”
    Vitor Verniz – Analista de mercado para South America
    Heverton Gugelmin – Gerente Comercial RS / Cargill
    10h30 – Abertura Oficial do Plantio da Soja no RS 
    (tratores e plantadeiras)
    10h45 – Ato Oficial com Governador do Estado (pré-confirmado) e autoridades
    O patrocínio do evento é das empresas: ITAIMBÉ Massey Ferguson / VERDES VALES John Deere / SUPER TRATORES New Holland / Agroboleadeira / Rádio 14 de Julho 107.7 FM e Rádio Itapuã 103.1 FM,  e tem o apoio de Getagri Assessoria Agrícola / Agro Nutritec / Rio Sul Centro Diesel e Multirural Ferigolo.
  • RS deve plantar 772 mil hectares de milho

    Os agricultores gaúchos já deram início ao plantio do milho da nova safra. Em todo o Rio Grande do Sul, a estimativa da Emater/RS-Ascar para a temporada 2019/20 aponta para área de 772 mil hectares, com produtividade prevista de 7.710 quilos por hectare. Na regional de Soledade, que compreende 39 municípios, a projeção é de 80.770 hectares de milho para grão e outros 24.200 hectares de milho silagem. O assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar, Josemar Parise, afirma que deve haver leve crescimento na área cultivada em nível de Estado, mas na região a cultura vem perdendo espaços para a soja.

    “As lavouras do cedo começaram a ser plantadas em setembro”, salientou Parise. Até outubro, aproximadamente 60% das áreas deverão estar semeadas na região, onde o restante do milho normalmente é semeado na resteva do tabaco, nos meses de dezembro e janeiro. Ele comenta que, de maneira geral, as lavouras implantadas apresentam boa germinação e emergência, com bom estande de plantas. “O clima, com chuvas regulares e períodos quentes, tem contribuído, mas breves períodos de baixas temperaturas acabam desacelerando o desenvolvimento da cultura”, ressaltou.

    Para o especialista, o grão é estratégico para a agricultura no Estado, ainda mais para as pequenas propriedades de perfil familiar. “Além do aspecto econômico e da necessidade de buscar a autossuficiência na produção de grãos no Estado, o milho é importante na rotação de culturas, pois quebra o ciclo de doenças, pragas e plantas invasoras”, explicou. “E também tem excelente produção de palhada e sistema radicular para melhorar as características biológicas e físicas do solo.” Apesar das vantagens, comenta que a necessidade de altas produtividades para compensar os elevados custos de produção acaba constituindo um entrave.

    “Nesse caso, o clima tem de ser favorável, com chuvas regulares, para evitar quebra de safra. Nas últimas sete safras, o milho, de uma maneira geral, teve ótimas produtividades e lucratividade”, enfatizou. Em setembro do ano passado, o produto esteve cotado a R$ 39,00 pela saca de 60 quilos. Neste ano, no mesmo mês, está sendo vendido a R$ 32,00. “A Emater/RS-Ascar tem trabalhado em nível de Estado a secagem e a armazenagem de grãos com ar natural nas propriedades rurais”, frisou. “Assim, o agricultor poderá vender o produto na época em que os preços estiverem mais favoráveis. Isso ajuda a fortalecer a produção de milho gaúcha.”

    Um aliado da diversificação produtiva
    O milho grão é considerado um negócio estratégico na propriedade da família Tatsch, em Rincão Del Rey, no interior de Rio Pardo. Na atual safra, o agricultor Edson José Tatsch e seus filhos Lafaieti e Lenon José Balparda Tatsch deram início ao plantio dos 20 hectares da cultura no começo de agosto. “As plantas estão se desenvolvendo bem, já estão com aproximadamente cinco folhas. Tem tudo para ser uma ótima safra”, projetou Lafaieti. A família desenvolve há gerações essa atividade e vende a produção para agropecuárias e outros agricultores.

    Na unidade familiar, todo o processo é mecanizado, do plantio à colheita. A expectativa dos Tatsch é começar a retirar a produção da lavoura no próximo mês de fevereiro. Em paralelo, eles ainda cultivam soja – principal atividade agrícola da propriedade – e pastagens (aveia e milheto) para a alimentação do gado de corte. “Tentamos diversificar o máximo possível para não depender de uma única fonte de renda”, justificpu. Com silos próprios, pai e filhos ainda têm a vantagem de armazenar as colheitas a fim de obter poder de barganha nos melhores momentos para a venda dos grãos.

    Milho em Rio Pardo
    Conforme o técnico em agropecuária Felipe Moro Barbieri, do escritório da Emater/RS-Ascar de Rio Pardo, a expectativa é de que o município cultive na safra 2019/20 aproximadamente 3 mil hectares de milho sequeiro, 350 hectares de milho irrigado e outros 500 hectares de milho para silagem – somando safra e safrinha. A estimativa foi projetada na semana passada, em reunião do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com entidades agrícolas do município. “É uma cultura importante para a economia agrícola de Rio Pardo”, ressaltou.

  • Produtores de grãos desconfiam do Dicamba enquanto Bayer promove nova semente

    Os produtores brasileiros estão cautelosos quanto à iminente introdução no mercado de uma nova tecnologia de sementes de soja geneticamente modificada, citando os riscos associados ao Dicamba, um herbicida tolerado pelo novo material.

    Amplamente utilizado nos Estados Unidos, o Dicamba foi descrito como um produto volátil e que pode facilmente ser espalhado pelo vento, comprometendo a soja não tolerante a ele, disseram produtores à Reuters.

    “O Dicamba fica suspenso no ar, qualquer brisa leva esse produto muito longe, e isso causa uma toxicidade em outras sojas”, disse Cayron Giacomelli, agricultor e agrônomo. “Por isso, eu tenho medo dessa tecnologia.”

    A Associação Brasileira dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) afirmou na sexta-feira que a Bayer, proprietária da tecnologia de sementes “Intacta 2 Xtend”, está convidando produtores a participarem dos testes nesta safra.

    A Aprosoja solicitou que eles busquem informações com a Bayer a respeito do impacto do uso do Dicamba, acrescentando que há herbicidas alternativos no Brasil.

    “Nos EUA, onde a tecnologia já foi lançada, as ervas daninhas são diferentes das existentes no Brasil. Lá o Dicamba se constitui em ferramenta essencial”, afirmou a Aprosoja.

    O produtor José Soares disse à Reuters que não vai participar dos testes da Bayer. “O Dicamba é muito perigoso, e não temos necessidade.”

    A Bayer afirmou que a semente combina biotecnologia com novas ferramentas de proteção ao cultivo para elevar “a produtividade do agricultor a um novo patamar”.

    A companhia alemã disse ainda que há especialistas e acadêmicos acompanhando os testes da nova semente e a aplicação do defensivo Dicamba, com o intuito de entender as especificidades das condições brasileiras.

    Segundo a Bayer, variedades de soja com a tecnologia Xtend foram lançadas em 2016 nos EUA. A Bayer informou que planeja lançar a tecnologia comercialmente no Brasil na safra 2021/2022.

    Os produtores brasileiros não se opõem ao uso da nova tecnologia, mas querem que a Bayer se responsabilize por eventuais problemas.

    Antonio Galvan, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), disse à Reuters que a contaminação decorrente da aplicação do Dicamba nos EUA é uma preocupação.

    “Se o produto for para o mercado, que a empresa seja totalmente responsabilizada por qualquer problema que venha a acontecer”, afirmou Galvan, acrescentando que a soja que não tem resistência ao Dicamba é um dos produtos mais suscetíveis à toxicidade do herbicida.

    A companhia disse que vai recomendar que agricultores no Brasil utilizem o Dicamba “com uma nova formulação, capaz de reduzir significativamente a volatilidade do produto em relação à primeira geração”.

    Paralelamente, a Aprosoja MT e outras associações regionais estão questionando na Justiça a validade da patente da soja Intacta RR2 PRO, uma semente tolerante ao herbicida glifosato e a insetos.

    Sobre o herbicida Dicamba, a Bayer disse que está preparada para responder a questões e treinar intensamente agricultores que optarem pelo uso da tecnologia.

    “A escolha sobre qual tecnologia usar é sempre do produtor”, apontou a empresa.

    A Aprosoja afirmou que mais de 2.700 reclamações foram abertas nos EUA por sojicultores que não utilizavam a tecnologia Xtend, mas foram afetados pelo Dicamba aplicado em fazendas vizinhas.

    A janela de plantio mais ampla no Brasil apresenta riscos que os agricultores norte-americanos não enfrentam, acrescentou a Aprosoja.

    Fonte: Reuters

  • China compra soja dos EUA antes de negociações comerciais, dizem operadores

    Empresas chinesas compraram até 600 mil toneladas de soja dos Estados Unidos nesta segunda-feira para embarques de novembro a janeiro, como parte de uma cota livre de tarifas atribuída nesta semana aos importadores para compra de até 2 milhões de toneladas, disseram duas fontes com conhecimento das negociações mencionadas.

    As aquisições de ontem (30/9) aconteceram antes das negociações comerciais de alto nível entre EUA e China, que têm início agendado para a próxima semana e visam encerrar uma guerra comercial que já dura 15 meses e afetou as exportações agrícolas norte-americanas e os mercados globais.

    Uma quantidade entre duas e dez cargas de cerca de 60 mil toneladas de soja cada já foram vendidas, disseram as fontes. Uma fonte disse que os compradores incluem empresas privadas e estatais.

    A China fez frequentes compras de produtos agrícolas dos EUA como gesto de boa vontade antes das negociações comerciais.

    As compras contribuíram para um rali nos contratos futuros da soja em Chicago, valor de referência da oleaginosa, nesta segunda-feira. O vencimento mais ativo encerrou a sessão em alta de 2,41%.

    Importadores chineses realizaram compras de mais de 1 milhão de toneladas de soja dos EUA na semana passada, após as negociações de segundo escalão realizadas em Washington, na maior onda de aquisições ao menos desde junho.

    A China, que tem obtido a maior parte de sua soja na América do Sul desde que a guerra comercial com os EUA explodiu no ano passado, concedeu isenções a diversos importadores para que comprem soja dos EUA sem as tarifas retaliatórias, como um gesto de boa vontade antes das negociações.

    Uma solução para a guerra comercial, porém, está longe de esclarecida, após fontes afirmarem que o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, está considerando deslistar empresas chinesas das bolsas de valores norte-americanas. A China alertou nesta segunda-feira que o movimento, que representaria uma escalada radical nas tensões comerciais entre os países, desestabilizaria os mercados internacionais.

    Fonte: Reuters

  • Soja: Mercado começa a sessão desta 3ª feira com ligeiras valorizações na Bolsa de Chicago

    Após fechar a sessão de ontem com fortes valorizações, as cotações futuras da soja iniciaram o pregão desta terça-feira (01) com ligeiras valorizações na Bolsa de Chicago (CBOT). Os principais contratos da commodity exibiam altas de 2,25 a 1,75 pontos, por volta das 09h23 (Horário de Brasília). O contrato novembro/19 era negociado a US$ 9,08 por bushel, enquanto, o vencimento janeiro/2020 trabalhava US$ 9,21/bushel.

    De acordo com as informações do Analista da Farm Futures, Bryce Knorr, os futuros de grãos estão operando com volatilidade nesta manhã, digerindo os ganhos acentuados nesta segunda-feira a partir de relatórios de alta das ações do USDA. “Com as próximas estimativas de produção, oferta e demanda devidas pelo governo em 10 de outubro, a atenção voltou-se para as previsões meteorológicas de sinais de geada que poderiam encerrar a estação de crescimento”, afirmou Knorr.

    Embora algumas áreas do oeste do Corn Belt possam ser danificadas no final desta semana, ainda não há sinal de frio generalizado. Os modelos climáticos americanos continuam oscilando nas previsões no final da próxima semana, mas falta confirmação até o momento.

    Nesta segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) atualizou o seu boletim de semanal de acompanhamento de safras, informando o avanço da colheita do milho e da soja no Corn Belt. Nesse início de colheita para a soja, até 29 de setembro 7% das lavouras foram colhidas, sendo que o mercado apostava em um avanço de 6%.

    Em igual período do ano passado, a colheita era de 22% e a média dos últimos cinco anos é de 20%. As lavouras em condições boas e excelentes ficaram em 55%, uma melhora de 1% com relação à semana anterior.

    Fonte: Notícias Agrícolas