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novembro 2019

  • PR identifica primeiros poros de ferrugem asiática

    Conforme o relatório da Emater, do Paraná, um trabalho de monitoramento de esporos de ferrugem asiática da soja com mais de 240 coletores em todo o Estado em parceria com diversas instituições, foi confirmado o primeiro caso de esporos, no município de Vitorino-PR, no Sudoeste do Paraná. Porém, ainda não foi observado sintomas da doença nas plantas no talhão monitorado.

    A presença dos esporos é um indicativo do patógeno no ambiente, porém não necessariamente significa infecção da doença a campo, bem como eventual epidemia. Mas já é necessário a intensificação do monitoramento da doença na forma sintomática à campo, através da inspeção de folhas de soja.

    Através da rede de coletores, a partir desta primeira confirmação de esporos, é possível acompanhar o desenvolvimento da doença para os demais municípios e regiões do PR. Importante acessar semanalmente o site Alerta Ferrugem para acompanhar este comportamento.

    O Instituto ainda regorça que o coletor de esporos de ferrugem asiática da soja é mais uma ferramenta de apoio no manejo da doença, cuja informação não deve ser utilizada de forma isolada para tomada de decisão no manejo da doença, dada a sua agressividade e potencial de redução de produtividade.

  • Nematoides em Soja: Importância e manejo

    Autores: Caroline Wesp Guterres – Doutora em fitotecnia com ênfase em fitopatologia Pesquisadora da CCGL; Elaine Deuner – Bióloga e Engenheira Agrônoma Encarregada de Laboratório CCGL

    ESPÉCIES MAIS COMUNS E SINTOMATOLOGIA

    Nematoides são vermes fitoparasitas que afetam o fluxo de absorção e translocação de água e nutrientes na planta, podendo causar perdas na produtividade de soja que variam entre 15 e 20%. Em situações de ambiente favorável, uso de cultivares suscetíveis e altos níveis populacionais, as perdas podem ser ainda maiores. No Rio Grande do Sul os problemas com nematoides vêm crescendo em importância.

    Isto se deve ao sistema intensivo de cultivo de soja, sem rotação de culturas, mas principalmente, ao desconhecimento sobre a ocorrência do problema nas áreas. Por serem, de certa forma, desconhecidos dos produtores, os sintomas causados por nematoides geralmente são creditados a outras causas, como estresses hídricos, problemas nutricionais, compactação ou encharcamento de solo e, até mesmo, fungos de solo.

    As espécies mais importantes no Rio Grande do Sul são dos nematoides de galhas (Meloidogyne javanica e M. incognita), nematoide das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) e nematoide de cisto (Heterodera glycines) (Quadros et al., 2003).  De acordo com levantamento realizado por Ghissi-Mazzetti et al., (2016) em amostras de 116 municípios do RS, Meloidogyne spp. e Pratylenchus spp. são os gêneros mais frequentes. Dentre os nematoides de galha, a espécie mais frequente no RS é javanica, encontrada em 82% das amostras avaliadas por Kirsch et al. (2016) nas regiões Norte, Noroeste e Sul do RS.

    Os sintomas mais comuns do ataque de nematoides ocorrem em reboleiras e se caracterizam pela redução no crescimento de raízes e parte aérea, amarelecimento de plantas e abortamento de vagens. Porém, os sintomas podem variar de acordo com a espécie ocorrente. Por exemplo, o engrossamento do sistema radicular e a presença de folhas carijós é característico dos nematoides de galhas, gênero Meloidogyne spp.; a presença de cistos superficialmente nas raízes, é característica do nematoide de cisto, gênero Heterodera e a presença de lesões escuras nas raízes, do nematoide das lesões radiculares, gênero Pratylenchus spp. (Figura 1) Dias et al. (2010).


     

    ESTRATÉGIAS DE MANEJO

    O controle de nematoides é complexo e envolve diversas práticas integradas a fim de reduzir os níveis populacionais. Sendo assim, é fundamental evitar a introdução do patógeno em áreas não infestadas, já que após a infestação, é praticamente impossível erradicar os nematoides da área. Devido ao desconhecimento, não há um cuidado específico, como no trânsito de máquinas e implementos agrícolas de áreas infestadas, para áreas não infestadas, contribuindo para a disseminação do patógeno. Quando o problema com nematoides já existe, o primeiro passo é identificar qual espécie está presente na lavoura e quais seus níveis populacionais para, a partir daí, direcionar as melhores práticas de manejo.

    As principais estratégias incluem a utilização de cultivares de soja resistentes ou com baixo fator de reprodução e a rotação bem planejada com espécies não hospedeiras (Quadro 1) (Matsuo et al., 2012, Dias et al, 2010).

    Outras ações importantes são a eliminação de plantas daninhas (que podem multiplicar nematoides); a manutenção de bons níveis de potássio; a melhoria do pH em todo o perfil do solo; o aumento nos teores de matéria orgânica;


    Quadro 1. Diferentes espécies de plantas e suas respectivas reações ás principais espécies de nematoides da soja encontradas no Rio Grande do Sul. Adaptado de Inomoto & Asmus (2014) e Santos (2019).A adoção de práticas que desfavoreçam a compactação de solos; a utilização de tratamento químico nas sementes ou no sulco de plantio (abamectina, cadusafós, fluensulfona, fluazinam + tiofanato-metílico, imidacloprido + tiodicarbe e tiodicarbe); o controle biológico (Bacillus spp., Pasteuria spp., Paecilomyces lilacinus e Trichoderma spp.) e a limpeza de máquinas e implementos agrícolas utilizados em áreas infestadas, que devem sempre ser manejadas por último (Quadros et al., 2003).

    CONSIDERAÇÕES FINAIS

    Para a correta identificação de qual espécie de nematoides predomina em uma área afetada, deve-se realizar amostragem de solo e raízes e enviar a laboratório capacitado na realização destas análises. A partir do início de 2020 o Laboratório de Fitopatologia da CCGL irá realizar análises nematológicas. Com esta informação, os produtores terão mais subsídios para determinar as melhores estratégias de manejo a serem utilizadas em suas áreas, reduzindo os prejuízos com nematoides e maximizando a produtividade da soja.

    Fonte: CCGL

    Texto originalmente publicado em:
    Boletim Técnico nº 76
    Autor: CCGL
  • Demanda brasileira de milho saltará em 2020

    A demanda por milho no Brasil crescerá em 2020 impulsionada pelo maior consumo do cereal por produtores de etanol e de carnes, segundo previsão do Rabobank divulgada nesta quinta-feira.

    O analista de grãos do Rabobank, Victor Ikeda, disse que os agricultores estão aumentando as vendas antecipdas de milho a níveis acima da média nos últimos anos.

    Ele espera que a área plantada para a segunda safra de milho, a principal do cereal do Brasil, cresça para 13,4 milhões de hectares em 2020, contra 12,5 milhões de hectares em 2019, uma vez que os agricultores reagem às perspectivas positivas.

  • Com Chicago e Nova York fechadas nesta 5ª por Dia de Ação de Graças, BR mantém foco no dólar

    Os Estados Unidos comemoram o feriado do Dia de Ação de Graças nesta quinta-feira, 28 de novembro, e assim as bolsas de Chicago e Nova York não operam. Os negócios serão retomados amanhã, mas só por meio período. O feriado é um dos mais importantes para os americanos e mobiliza todo o país.

    Dessa forma, o ritmo de formação dos preços pode ficar um pouco mais lento para a soja no Brasil, já que o mercado se referencia na CBOT. O apelo maior virá, mais uma vez, do dólar, como tem acontecido nos últimos dias.

    Para o milho, atenções ainda mais voltadas para o andamentos dos negócios na B3, onde os futuros do cereal vêm registrando ganhos consecutivos, e claro, no mercado cambial. O dólar forte também tem motivado intensas exportações de milho pelo Brasil e 2019 pode ser ano de volumes recorde.

    O cenário foi, inclusive, destaque no quadro internacional nesta quarta. A consultoria Allendale, Inc. trouxe em seu boletim diário a informação de que as fortes exportações da América do Sul têm pressionado os preços dos grãos nos EUA. Afinal, não só a soja registra um bom momento de vendas para exportação, como o milho também. De acordo com a última estimativa da Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais), serão 41 milhões de toneladas exportadas do grão brasileiro, número que também foi destacado pela Allendale.

    “Essas estimativas foram reforçadas pela moeda brasileira mais fraca e preços um pouco mais altos nos EUA (de milho) depois das perdas causadas pelos problemas climáticos”, diz a consultoria internacional.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja: Chicago tem leves altas nesta 4ª antes de feriado nos EUA. BR mantém foco no câmbio

    Quarta-feira (27) de leves altas para os preços da soja na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, por volta de 8h (horário de Brasília), subiam entre 2 e 2,25 pontos nos principais contratos, levando o janeiro a US$ 8,86 e o março a US$ 9,01 por bushel.

    Às vésperas de um dos feriados mais importantes dos EUA, o do Dia de Ação de Graças a ser comemorado nesta quinta-feira 28 de novembro, os traders se posicionam, ajustam suas posições depois de cinco dias consecutivos de baixa.

    “Os traders continuam na defensiva e e talvez noticias de novas compras de soja americana pela China podem estancar as perdas”, diz o consultor de mercado Steve Cachia, da AgroCulte e da Cerealpar.

    MERCADO BRASILEIRO

    No Brasil, está mantido o foco sobre o andamento do dólar e dos prêmios, ambos em elevação. Ontem, a moeda americana chegou a testar patamares próximos a R$ 4,28 e ajudou, mais uma vez, a promover um suporte importante aos preços da soja brasileira.

    Nos portos, as referências para a safra velha permanecem acima dos R$ 90,00 por saca. Na safra nova, as referências também sobem e, segundo relata o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, a safra nova – nas posições mais distantes de entrega e pagamento – chegaram a marcar até mesmo os R$ 91,00 por saca, nos melhores momentos desta terça (26).

    “Os níveis chegaram ao maior patamar nominal da safra nova para julho e agosto nos R$ 91, mas somente alguns boatos de fechamentos de soja do Centro-Oeste, enquanto nas demais regiões o ritmo era um pouco mais lento”, explica Brandalizze. “E com o feriado americano de Ação de Graças na quinta-feira, muita gente antecipou o fechamento de câmbio para quitar dívidas e também para mandar a moeda para as matrizes e este fato também pesou. Tudo indica que, passando esta semana, a moeda deve perder fôlego”, completa.

    Ainda assim, como explica o consultor, a soja segue valorizada em reais e perdendo um pouco em dólares, mas com forte demanda nos portos e quase nada de ofertas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Chicago começa 4ª feira com ganhos para os futuros do milho

    A quarta-feira (27) começa com leves ganhos para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam altas entre 1,00 e 1,25 pontos por volta das 09h04 (horário de Brasília).

    O vencimento dezembro/19 era cotado à US$ 3,68 com elevação de 1 ponto, março/20 valia US$ 3,79 com ganho de 1,25 pontos, o maio/20 era negociado por US$ 3,85 com valorização de 1,25 pontos e o julho/20 tinha valor de US$ 3,90 com alta de 1,25 pontos.

    Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho ganharam terreno no início do comércio, recuperando parte das perdas de ontem neste último dia de movimentações na bolsa antes do feriado americano de Ação de Graças nesta quinta-feira (28).

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Primeiros laudos de análise química indicam presença de 2,4-D em amostras coletadas

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) recebeu 76 laudos do Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (Larp) sobre análises de amostras coletadas em áreas suspeitas de deriva de herbicida à base de 2,4-D. Os resultados indicaram a presença de 2,4-D em 100% das 76 amostras coletadas em 52 propriedades rurais. Até esta segunda-feira (25), a Seapdr contabilizava 116 denúncias de deriva, sendo que já foram coletadas 149 amostras para análise química.

    Conforme a Divisão de Serviços e Insumos Agropecuários da Seapdr, este ano já houve denúncias de suspeita de deriva em 41 municípios, atingindo culturas de tomate, ameixa, couve, videira, oliveira, noz-pecã, maçã, caqui, em pastagens e cinamomo.

    Os primeiros resultados químicos do Larp comprovaram deriva em apenas 10 dos 24 municípios contemplados pelas instruções normativas editadas este ano pela Seapdr estabelecendo cadastro de aplicadores de agrotóxicos hormonais, regulamentando a venda orientada dos produtos, criando termo de responsabilidade e risco e cadastro de cultivos sensíveis. As demais comprovações se deram em municípios onde não estavam sendo exigidos cadastro de aplicador e cursos, entre outras medidas.

    Desde 5 de julho, quando foi publicada a IN que criou o cadastro de aplicador e declaração de aplicação, a Seapdr recebeu 454 declarações de aplicação do produto, mas registrou que 1.050 produtores rurais adquiriram agrotóxico a base de 2,4D nos 24 municípios prioritários.

    “A Secretaria da Agricultura tomou todas as medidas e vem desenvolvendo atividades de fiscalização constantes, com objetivo de penalizar o mau produtor, que tenha provocado a deriva”, afirma o chefe da Divisão de Serviços e Insumos Agropecuários, Rafael Friedrich de Lima. “Muitos produtores não declararam o uso do agrotóxico hormonal no sistema da Seapdr, mas a Secretaria tem como identificar quem comprou e tomar ações mais enérgicas.”

    Conforme Lima, além das autuações da Seapdr, que variam de R$ 2 mil a R$ 19 mil, os produtores rurais podem sofrer sanções nas esferas civil e criminal.

    A Seapdr já identificou produtores que realizaram aplicação sem assinatura da receita e aplicador cadastrado. Identificou também revendas comercializando agrotóxicos sem exigir a declaração do produtor e a certidão do aplicador, além do profissional não ter colocado na receita agronômica o termo de responsabilidade e de risco.

    “Com as Instruções Normativas já está sendo possível autuar estes infratores. No ano passado, era mais difícil pela falta de um regramento específico. Hoje isso é possível e desencadeará a apuração criminal e civil, pelos órgãos competentes”, descreve Lima.

    Municípios com laudos positivos

    Bom Jesus, Cacequi, Cachoeira do Sul, Candiota, Dilermando de Aguiar, Dom Pedrito, Ibiaçá, Jaguari, Jari, Maçambara, Mata, Minas do Leão, Pinhal da Serra, Piratini, Protásio Alves, Ronda Alta, Santana do Livramento, Santiago, Santo Ângelo, São João do Polêsine, Silveira Martins, Toropi, Viadutos.

    Municípios onde vigoram INs de cadastro e venda orientada 

    Alpestre, Bagé, Cacique Doble, Candiota, Dom Pedrito, Encruzilhada do Sul, Hulha Negra, Ipê, Jaguari, Jari, Lavras do Sul, Maçambara, Mata, Monte Alegre dos Campos, Piratini, Rosário do Sul, Santiago, São Borja, São João do Polêsine, São Lourenço do Sul, Santana do Livramento, Silveira Martins, Sobradinho, Vacaria.

  • Estudo mostra que produção de tomate tem alto custo no país

    O cultivo de tomate no Brasil ocorre na maioria dos estados mas apresenta altos custos de produção, mesmo em regiões produtoras como Santa Catarina, que ocupa em nível nacional a 6ª posição em área cultivada e 7ª posição em produção e produtividade, chegando a 80 toneladas/ha. A constatação é do estudo Tomate: Análise dos Indicadores da Produção e Comercialização no Mercado Mundial, Brasileiro e Catarinense, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta terça-feira (26).

    De acordo com a pesquisa, em alguns casos, os custos ultrapassam a marca de R$ 90 mil por hectare devido à grande quantidade de insumos e mão de obra utilizados. A publicação ressalta também a alta perecibilidade do produto frente aos problemas climáticos ocorridos na colheita, principalmente as altas temperaturas, que aceleram a maturação do fruto. O aumento da oferta do produto maduro causa redução de preço e da rentabilidade para o produtor.

    Nestas situações, o produtor de tomate optante pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), cuja cultura faz parte da lista de produtos amparadas pelo Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF), tem direito ao bônus de desconto para quitar suas dívidas de financiamento quando o valor de mercado estiver abaixo do preço de referência estipulado pelo programa.

    No caso de Santa Catarina, segundo o compêndio, a maior parte da área comercial destinada ao produto está concentrada nas microrregiões de Joaçaba, Florianópolis e Serrana, que representam em torno de 88% da área e 92% da produção.

    Clique aqui para acessar o Compêndio de Estudos da Conab – V.21, com as análises completas do tomate.

  • Mercado comercial

    Preços para hoje: 26/11/2019
    Soja: R$ 79,50
    Milho: R$ 35,00
    Trigo PH 78 ou + : R$ 38,00

    Mercado (25/11/19): Janeiro -4,5 ponto a US$ 8,92 por bushel / Março -4,25 ponto a US$ 9,07 por bushel.

    Dólar (25/11/19): +0,53% à R$ 4,215.

    O dólar disparava em relação ao real nesta terça-feira e bateu nova máxima recorde acima de 4,26 reais, com os investidores pessimistas após o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmar que o câmbio de equilíbrio “tende a ir para um lugar mais alto”.

    Às 10:31, o dólar avançava 1,15%, a 4,2636 reais na venda, tendo atingido a máxima recorde intradia de 4,2682 reais. Já na sequência, por volta de 11h20, a moeda americana já reduzia o ganho para ser cotada a R$ 4,244.

    O desempenho do real acompanhava o movimento da principais moedas emergentes, em meio à força generalizada do dólar nos mercados diante da falta de avanços na guerra comercial entre Estados Unidos e China.

    Na segunda-feira, o dólar à vista encerrou a sessão regular em uma máxima histórica, com alta de 0,53%, a 4,2150, superando o recorde anterior para um fechamento de 4,2061 reais.

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    O contrato mais negociado de dólar futuro registrava alta de 0,86% na B3, a 4,265 reais.

    Os temores sobre a permanência das altas acentuadas da divisa norte-americana foram acentuados após o ministro da Economia, Paulo Guedes, dizer que, diante da redução da taxa básica de juros no país, o câmbio de equilíbrio “tende a ir para um lugar mais alto”. “Os comentários do Guedes mostram que não tem uma preocupação com a taxa de câmbio no atual patamar”, explicou Camila Abdelmalack, economista da CM Capital Markets. “O mercado acaba achando que isso é uma indicação de que o BC não vai atuar.”

    O ministro afirmou ainda na segunda-feira, nos Estados Unidos, que o Brasil tem uma moeda forte e que flutuações no câmbio não são motivo de preocupação. “Temos um câmbio flutuante… Às vezes ele está um pouco acima, por exemplo, quando o juro desce, ele sobe um pouco.” Em nota, economistas do UBS refletiram a fala de Guedes ao dizer que a forte queda na taxa Selic desde 2017 tem sido um importante fator para a depreciação do real. “A perspectiva de que os juros permanecerão baixos está levando a um ajuste na alocação dos investidores locais e no mix de passivos das empresas, com esses fatores levando à demanda por dólar”, afirmou o banco. Segundo o UBS, “uma liquidação adicional pelo BC poderia pressionar o real, já que as restrições de balanços afetam a capacidade dos bancos de vender dólares de volta ao BC”.

    “O Banco Central pode aliviar esses problemas vendendo reservas sem comprar dólares ao liquidar swaps cambiais e adicionar reservas temporárias de câmbio ao mercado para atender às pressões sazonais”, acrescentou o UBS. No entanto ainda não há uma perspectiva clara de atuação da instituição. Nesta terça-feira, o Banco Central vendeu 3.500 contratos de swap cambial reverso e 175 milhões de dólares em moeda spot, de oferta de até 15.700 e 785 milhões, respectivamente.
    Adicionalmente, a autarquia leiloará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento janeiro de 2020.”

    Mercado agora: Janeiro -8,25 ponto a US$ 8,84 por bushel / Março -8 ponto a US$ 8,98 por bushel.

    Dólar agora: +1,07% à R$ 4,259.

  • Carne bovina: maior alta da história no atacado

    Na última semana, o preço dos cortes de carne bovina vendidos no atacado pelos frigoríficos subiu 11,5%, em média. Desde que a Scot Consultoria acompanha o mercado da carne bovina (início de 2005), uma alta desta magnitude nunca havia sido registrada.

    O mercado tem subido incessantemente desde meados de setembro e neste período acumulou alta de 30%, na média de todos os cortes.

    A falta de matéria-prima tem enxugado os estoques das indústrias e alguns agentes do setor atacadista sinalizam que pode haver falta de alguns cortes no mercado se este ritmo se manter.