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5 de novembro de 2019

  • Argentina deve aumentar impostos sobre exportação

    A Argentina, que terá um novo presidente no final do ano de 2019, já que Alberto Fernandez foi eleito ao lado de Cristina Kirchner em primeiro turno, deve aumentar os impostos sobre exportação de commodities. Foi isso que informou o consultor Michael Cordonnier, em um texto publicado no portal agropages.com.

    “Não se sabe muito sobre as políticas econômicas futuras em potencial da presidente eleita Fernandez, mas sabemos muito sobre as políticas econômicas da vice-presidente Kirchner no passado, quando ela foi presidente por dois mandatos e é por isso que o setor agrícola está muito preocupado”, diz ele.

    O presidente eleito Fernandez não nomeou nenhum ministro nem detalhou como ele pretende retirar a Argentina do “abismo econômico”, mas uma mudança que muitos observadores esperam é um aumento nos impostos de exportação de commodities. Atualmente, o imposto sobre a soja é de 25% e pode aumentar para 30%. O imposto atual sobre milho e trigo é de 7% e pode aumentar para 12%.

    “O presidente terá que controlar as despesas e aumentar a receita do governo, e a maioria das pessoas sente que ele aumentará as receitas instituindo impostos de exportação mais altos, provavelmente a partir de 1º de janeiro de 2020. Enquanto isso, espera-se que os agricultores sejam vendedores agressivos de seus grãos, a fim de para se antecipar aos potenciais aumentos de impostos. Um aumento nos impostos de exportação provavelmente ajudaria a estabilizar o peso argentino, o que é absolutamente necessário se eles tiverem alguma esperança de pagar suas dívidas e evitar outro incumprimento”, indica.

  • IITA divulga ferramenta digital para transformação agrícola

    O Instituto Internacional de Agricultura Tropical (IITA) divulgou na sexta-feira um conjunto de ferramentas digitais que estão ajudando a transformar a agricultura, melhorando o rendimento e a subsistência dos agricultores. As ferramentas digitais incluem rastreadores de sementes de mandioca, Goseed e inhame; Akilimo, IITA Herbicide Calculator, site de comércio eletrônico e IITA News App.

    Nteranya Sanginga, diretor geral do IITA que completa oito anos no cargo na sexta-feira, descreveu o desenvolvimento das ferramentas digitais como um feito notável, acrescentando que elas ajudariam a criar impacto em escala. “Isso está alinhado com a nossa visão que nos levou a criar a Diretoria de Parceria e Entrega, cuja responsabilidade é garantir que não apenas estamos realizando pesquisas e escrevendo artigos científicos, mas também entregando e causando impacto no nível da fazenda”, acrescentou.

    Os rastreadores de sementes são plataformas móveis projetadas para ajudar no planejamento da produção de sementes, rastreabilidade, inventário de sementes, rastreamento em tempo real do status da produção, certificação de sementes, marketing, recursos de informação, entre outros, disse o Dr. Lava Kumar, Chefe de Unidade de Saúde de Germoplasma do IITA e Virologista. A Calculadora de Herbicidas IITA é um aplicativo móvel desenvolvido pelo Projeto de Gerenciamento de Ervas de Mandioca e implantado na Nigéria e em outros países africanos e está sendo usado no controle de ervas daninhas na mandioca, explicou Godwin Atser, especialista em extensão digital e serviços de consultoria do IITA.

    “O aplicativo ajuda os produtores a estimar a quantidade correta de herbicidas a serem adicionados aos pulverizadores de mochila, ajudando os agricultores a evitar subdosagem ou superdosagem, o que leva à poluição ambiental e à resistência das ervas daninhas”, acrescentou.

  • Áreas de soja têm surtos de Helicoverpa armígera já no início do plantio da safra 2019-20

    Ataques da lagarta Helicoverpa armígera observados logo após a semeadura da soja, nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, puseram em alerta produtores e pesquisadores. Segundo fontes do setor, a principal preocupação é com a eventual proliferação da praga, que já trouxe prejuízos bilionários à oleaginosa, bem no ciclo inicial da cultura. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, conforme especialistas, populações de Helicoverpa armígera surgiram em áreas do Chapadão, e no Mato Grosso no entorno de Primavera do Leste.

    A recomendação-chave feita por agrônomos ao produtor, neste momento, é realizar corretamente o monitoramento de lavouras e identificar a necessidade de controle da praga pela aplicação de produtos específicos.

    Para a pesquisadora da Fundação MT, Lucia Vivan, no estágio em que se encontram as lavouras neste momento, é possível controlar à Helicoverpa com base na aplicação de baculovírus ou defensivos biológicos. “Temos um tempo ainda porque a soja está no início. Mas é importante ao produtor monitorar suas áreas e concluir, adiante, se haverá necessidade de incorporar inseticidas químicos ao manejo com baculovírus”, reforça a entomologista.

    O pesquisador da Ceres Consultoria em Primavera do Leste, Guilherme Almeida Ohl, entende que os baculovírus constituem nos dias de hoje “os melhores inseticidas que temos, porque depois de eliminar às lagartas eles espalham vírus na lavoura e assim controlam outras gerações de pragas”. Ohl é outro pesquisador a crer que no atual estágio vegetativo da soja, o controle da Helicoverpa pode ser feito somente pela aplicação de baculovírus.

    Ele observa, entretanto, que os baculovírus só não cresceram mais entre as opções de manejo do produtor, até hoje, pela deficiência na logística de distribuição e acesso do mercado aos produtos. Para a australo-americana AgBiTech, maior fabricante de baculovírus do mundo, há quatro anos no Brasil, a solução a esses entraves está bem encaminhada por meio de investimentos na ampliação da oferta e na entrega contínua de alta tecnologia na área.

    “Na safra passada nossos baculovírus trataram 500 mil hectares, marca relevante para esses insumos no Brasil”, ressalta Marcelo Giuliano, diretor comercial da AgBiTech. Conforme Giuliano, a expectativa é que na safra

    2019-20 os baculovírus da empresa – hoje um total de seis produtos – atinjam à histórica marca de 2 milhões de hectares tratados. “Investimos fortemente para ser o principal player do setor no Brasil”, enfatiza Adriano Vilas Boas, gerente geral da AgBiTech na América Latina.

    O pesquisador Germison Tomquelski, da Fundação Chapadão, informa que tem sido comum a presença da Helicoverpa na fase inicial de plantio. Mesmo assim, assinala ele, o controle da praga é uma medida necessária em face dos prejuízos que ela pode trazer ao produtor.

    “Os baculovírus têm funcionado muito bem, eliminando inicialmente às lagartas. Foi uma quebra de paradigma a chegada e o posicionamento desses produtos. Eles já se encaixam entre as ferramentas de manejo do produtor brasileiro”, assinala Tomquelski. O pesquisador destaca ainda que diante das atuais condições climáticas em parte das áreas de plantio, com alguns dias com chuva e outros não, os surtos de lagartas tendem a ser mais intensos.