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13 de novembro de 2019

  • RS já colheu 67% do trigo

    O estado do Rio Grande do Sul já colheu 67% do seu trigo plantado e, além disso, tem 30% em maturação e 3% em enchimento de grãos, segundo informações divulgadas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). A umidade alta dificultou o desenvolvimento da colheita.

    “Relatório semanal da EMATER apontou que, no Rio Grande do Sul, 3% das lavouras de trigo estão em enchimento do grão, 30% em fase de maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita) e 67% foram colhidas. O período de alta umidade dificultou o avanço rápido da colheita. As condições climáticas possibilitaram apenas dois dias para colher, mesmo com a umidade do solo muito elevada para a execução da operação”, indica.

    Nesse cenário, as lavouras colhidas ainda apresentaram boa produtividade, mas com grande perda de qualidade do produto final colhido. “Várias lavouras com peso hectolitro (PH) abaixo de 75, considerado trigo tipo 3, com menor remuneração”, completa a informação a T&F Consultoria Agroeconômica.

    “A média Cepea dos preços do trigo no Rio Grande do Sul ficou praticamente estável, caindo apenas 2 centavos, nesta quinta-feira. A média do dia ficou em R$ 694,01/tonelada, contra R$ 694,03 do dia útil anterior. No acumulado do mês os preços já recuaram 0,28% no estado. No mercado físico do Rio Grande do Sul, os negócios continuam travados, com poucos negócios. Fontes do mercado indicam que os negócios fechados tiveram preços entre R$ 700,00 e R$ 730,00, estável em relação ao dia anterior”, conclui a empresa de consultoria, especializada em agricultura.

  • Os egípcios já modificaram o trigo há 3.000 anos

    Uma equipe internacional sequenciou o genoma de uma amostra de trigo egípcio de 3.000 anos de idade. A análise de DNA deste cereal antigo mostra que os seres humanos já o haviam submetido a um processo de domesticação no ano 1.000 aC Segundo os cientistas, o trabalho serve para encontrar variantes genéticas que podem se adaptar melhor às mudanças climáticas.

    O farro ( Triticum turgidum  subsp.  Dicoccon ) era o cereal mais popular no Egito antigo. Quando os romanos invadiram o país africano, adotaram o uso desse cereal, que eles chamavam de “trigo dos faraós” ou farro (daí a palavra farinha). Atualmente, a maioria das variedades de trigo cultivadas é o resultado de uma hibridação entre o farro e a grama selvagem.

    A pesquisadora do Centro de Pesquisa em Agrigenômica (CRAG), Laura R. Botigué, e a arqueobotanista da University College London (UCL) no Reino Unido, Dorian Fuller, encontraram uma amostra desse trigo antigo, proveniente de uma escavação realizada pela a arqueóloga Gertrude Caton-Thomson, em 1924, em uma coleção do Museu Petrie de Arqueologia Egípcia da UCL, e eles convenceram os conservadores a deixá-los extrair DNA de alguns grãos de farro.

    Graças à colaboração do laboratório de Mark Thomas, do Instituto de Genética da UCL, eles conseguiram extrair um DNA de qualidade suficiente para sequenciá-lo e fazer as análises subsequentes. A revista  Nature Plants  agora detalha os resultados do sequenciamento do genoma dessa variedade de trigo que foi colhida há mais de 3.000 anos no Egito.

    Os pesquisadores mostram que essa variedade já havia sido profundamente domesticada há 3.000 anos e que, na realidade, seu genoma é muito semelhante ao das variedades modernas de farro cultivadas na Índia, Omã e Turquia.

  • Resistência dos percevejos deixa produtores de soja em alerta e à espera de novidades

    A tecnologia é uma importante aliada do agronegócio, inclusive no combate às pragas da soja. Por meio do cultivo de plantas bT e outras soluções, já é possível controlar as principais espécies que ameaçam a produtividade dos plantios. Mas os percevejos ainda são exceções à regra, tornando-se hoje a principal praga da soja brasileira.

    O pesquisador Geraldo Papa, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), explica que o principal prejuízo do inseto à lavoura é atribuído quando ele suga o grão ainda pequeno, no início na formação da vagem. “Com isso, o grão não se desenvolve, fica chocho e cai. Nas picadas em grãos um pouco mais desenvolvidos, e que o produtor ainda consiga colher, ele vai ter uma perda de qualidade enorme em função da injeção de toxina do percevejo”, explica Papa.

    Segundo Papa, hoje a espécie de percevejo-marrom-da-soja, Euschistus heros, é mais frequente e abundante na cultura do país. “Em algumas regiões, temos também o percevejo-verde-pequeno, o Piezodorus guildinii, que produz danos maiores que o marrom, entretanto é menos frequente”. A presença destas “visitas indesejadas” causam danos enorme à rentabilidade e à produtividade da soja. Os grãos danificados, mas que conseguem ficar na planta após o ataque – não caem ou chocham – têm baixíssima qualidade. “Isso será verificado na venda do grão, com a queda de preço, com a classificação ruim daquela soja. No caso de produção de semente de soja atacada pelo percevejo, o ataque inviabiliza aquele grão como semente, uma vez que o percevejo afeta a germinação, além do vigor das plantas originadas desses grãos. Ou seja, é um desastre para a produção. O produtor perde muito, perde em produtividade e perde muito na qualidade desses grãos”, ressalta o pesquisador.

    Hoje, de acordo com Papa, o mercado brasileiro utiliza três inseticidas para controle das pragas da soja: as misturas de um inseticida do grupo dos neonicotinoides, com um inseticida do grupo dos piretroides, e rotacionando com aplicações de acefato. “Fora isso, não há outros inseticidas sendo utilizados. São poucos, inclusive, o acefato acaba sendo um parceiro das misturas. É um leque pequeno de opções. Basicamente, podemos dizer que há dois produtos pra se utilizar, porque as misturas normalmente são compradas prontas e associadas ao acefato”.

    Ter apenas dois inseticidas para serem rotacionados no mercado resulta não só em preços mais altos para os agricultores, como também à resistência, devido a pressão de seleção exercida por apenas estes inseticidas explicados por Papa. “A evolução da resistência quase sempre vem e depende de uma série de fatores, desde a natureza química dos inseticidas que são utilizados, mas, principalmente, da falta de manejo da resistência”, ressalta o pesquisador.

    Ou seja, o aumento da pressão de seleção, ou o uso constante da mesma molécula, faz com que a evolução de resistência da praga seja rápida. E, no caso do controle do percevejo, Papa já nota algumas falhas no campo e perda de efetividade dos inseticidas que são utilizados. Por isso, o mercado já está prestando atenção neste cenário. “São necessários estudos específicos de baseline, de dose diagnóstica, para se ter uma comprovação de como está a real situação de desenvolvimento de resistência desses inseticidas utilizados para controle de percevejo. Mas já há uma ‘luz amarela’, o que já era esperado devido ao uso intenso”.

    Hoje, de acordo com o pesquisador, a soja brasileira recebe em média entre 2,5 e 3 aplicações por ciclo da cultura. “Se levarmos em conta 35 milhões de hectares, são mais de 100 milhões de hectares por ano que recebem uma aplicação desses inseticidas, e, por enquanto, eles estão resolvendo, mas notamos claramente em campo que já há um aumento da dose por conta do próprio agricultor para poder chegar em um controle satisfatório”.

    Por isso, Papa concorda que o mercado brasileiro precisa urgente de novas tecnologias para controle das pragas, principalmente de novas moléculas que retardem a evolução de resistência. “Pois pode ocorrer de o produtor ‘ficar na mão’, já que as opções são poucas, a pressão de seleção é alta e a resistência está batendo nas portas”, conclui.

    IHARA lança no Brasil molécula inédita e exclusiva no combate às pragas 

    Há mais de 50 anos no mercado, a IHARA desenvolve soluções para proteção da agricultura brasileira, sendo hoje uma das principais plataformas do mercado nacional à inovação e qualidade das empresas internacionais de proteção de cultivos. Acompanhando as demandas do campo, a IHARA traz ao Brasil a molécula inseticida Dinotefuran, inédita e exclusiva no combate às principais pragas da agricultura.

    As pesquisas sobre a efetividade da molécula no controle de pragas foram iniciadas no Brasil na década de 1990. Desde então, sua alta e rápida eficiência no controle de sugadores, tanto de percevejos quanto de mosca-branca, já foi comprovada. Além disso, Dinotefuran possui solubilidade e sistemicidade superior aos demais grupos de moléculas semelhantes. Esta molécula exclusiva e inédita no Brasil já é utilizada nos Estados Unidos, Austrália, China, Indonésia, Japão, além de vários países da Europa.

    Para combater percevejos, a força de Dinotefuran estará presente em Zeus. O inseticida chega ao mercado para elevar o poder de combate às pragas e o patamar de produtividade das lavouras. Além de Zeus, o portfólio dos produtos movidos a Dino completa-se com os lançamentos Maxsan, focado no combate de todas as fases da mosca-branca e cigarrinha; e Spirit SC, que tem como alvo as principais pragas do café, o bicho-mineiro, ferrugem e a cigarra do café. Para saber mais, acesse: www.protejaseucultivo.com.br/zeus.

  • Milho: área plantada no verão deve crescer de 2% a 4%

    A área plantada de milho primeira safra deve crescer de 2% a 4% no Brasil em 2019/20, projetou o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Milho (Abramilho), Sérgio Luís Bortolozzo, em entrevista ao Broadcast Agro. “Tem previsão de aumento de consumo interno, e as exportações foram boas este ano. Produtor está tendo um estímulo para poder plantar mais”, disse. Segundo ele, a perspectiva de rentabilidade é atrativa no verão em relação à soja e o custo, embora tenha aumentado, é inferior ao do algodão.

    Quanto ao milho safrinha, segundo Bortolozzo, há incerteza sobre o tamanho da área por causa do atraso no plantio da soja, que tende a protelar a semeadura da segunda safra do cereal. “Acho que o plantio de milho vai sair um pouquinho da janela, e a janela de segunda safra é curta. Tem que começar logo”, disse. Em alguns casos produtores têm semeado a soja mesmo com umidade insuficiente para não perder o período ideal de implantação da lavoura de milho em fevereiro. “Tem muita gente até forçando um pouco o plantio da soja, mesmo com tempo seco, para conseguir plantar o milho depois. Isso tem levado um pouco a replantio”, disse Bortolozzo.

    Ainda assim, a possibilidade de calendário apertado para a semeadura do milho de inverno e a demanda aquecida têm dado suporte às cotações do cereal. “O produtor está recebendo um preço bom; estamos com uma expectativa boa”, disse o presidente da associação.