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26 de novembro de 2019

  • Mercado comercial

    Preços para hoje: 26/11/2019
    Soja: R$ 79,50
    Milho: R$ 35,00
    Trigo PH 78 ou + : R$ 38,00

    Mercado (25/11/19): Janeiro -4,5 ponto a US$ 8,92 por bushel / Março -4,25 ponto a US$ 9,07 por bushel.

    Dólar (25/11/19): +0,53% à R$ 4,215.

    O dólar disparava em relação ao real nesta terça-feira e bateu nova máxima recorde acima de 4,26 reais, com os investidores pessimistas após o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmar que o câmbio de equilíbrio “tende a ir para um lugar mais alto”.

    Às 10:31, o dólar avançava 1,15%, a 4,2636 reais na venda, tendo atingido a máxima recorde intradia de 4,2682 reais. Já na sequência, por volta de 11h20, a moeda americana já reduzia o ganho para ser cotada a R$ 4,244.

    O desempenho do real acompanhava o movimento da principais moedas emergentes, em meio à força generalizada do dólar nos mercados diante da falta de avanços na guerra comercial entre Estados Unidos e China.

    Na segunda-feira, o dólar à vista encerrou a sessão regular em uma máxima histórica, com alta de 0,53%, a 4,2150, superando o recorde anterior para um fechamento de 4,2061 reais.

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    O contrato mais negociado de dólar futuro registrava alta de 0,86% na B3, a 4,265 reais.

    Os temores sobre a permanência das altas acentuadas da divisa norte-americana foram acentuados após o ministro da Economia, Paulo Guedes, dizer que, diante da redução da taxa básica de juros no país, o câmbio de equilíbrio “tende a ir para um lugar mais alto”. “Os comentários do Guedes mostram que não tem uma preocupação com a taxa de câmbio no atual patamar”, explicou Camila Abdelmalack, economista da CM Capital Markets. “O mercado acaba achando que isso é uma indicação de que o BC não vai atuar.”

    O ministro afirmou ainda na segunda-feira, nos Estados Unidos, que o Brasil tem uma moeda forte e que flutuações no câmbio não são motivo de preocupação. “Temos um câmbio flutuante… Às vezes ele está um pouco acima, por exemplo, quando o juro desce, ele sobe um pouco.” Em nota, economistas do UBS refletiram a fala de Guedes ao dizer que a forte queda na taxa Selic desde 2017 tem sido um importante fator para a depreciação do real. “A perspectiva de que os juros permanecerão baixos está levando a um ajuste na alocação dos investidores locais e no mix de passivos das empresas, com esses fatores levando à demanda por dólar”, afirmou o banco. Segundo o UBS, “uma liquidação adicional pelo BC poderia pressionar o real, já que as restrições de balanços afetam a capacidade dos bancos de vender dólares de volta ao BC”.

    “O Banco Central pode aliviar esses problemas vendendo reservas sem comprar dólares ao liquidar swaps cambiais e adicionar reservas temporárias de câmbio ao mercado para atender às pressões sazonais”, acrescentou o UBS. No entanto ainda não há uma perspectiva clara de atuação da instituição. Nesta terça-feira, o Banco Central vendeu 3.500 contratos de swap cambial reverso e 175 milhões de dólares em moeda spot, de oferta de até 15.700 e 785 milhões, respectivamente.
    Adicionalmente, a autarquia leiloará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento janeiro de 2020.”

    Mercado agora: Janeiro -8,25 ponto a US$ 8,84 por bushel / Março -8 ponto a US$ 8,98 por bushel.

    Dólar agora: +1,07% à R$ 4,259.

  • Carne bovina: maior alta da história no atacado

    Na última semana, o preço dos cortes de carne bovina vendidos no atacado pelos frigoríficos subiu 11,5%, em média. Desde que a Scot Consultoria acompanha o mercado da carne bovina (início de 2005), uma alta desta magnitude nunca havia sido registrada.

    O mercado tem subido incessantemente desde meados de setembro e neste período acumulou alta de 30%, na média de todos os cortes.

    A falta de matéria-prima tem enxugado os estoques das indústrias e alguns agentes do setor atacadista sinalizam que pode haver falta de alguns cortes no mercado se este ritmo se manter.

     

  • ALFACE: calor reduz oferta de produto de qualidade e preço sobe

    As cotações da alface crespa subiram na região de Mogi das Cruzes (SP) nos últimos dias, refletindo a menor oferta da folhosa de melhor qualidade. Produtores consultados pelo Hortifrúti/Cepea têm reportado queima das bordas das folhas, decorrente das altas temperaturas e dos dias mais nublados.

    Esse cenário elevou o preço da variedade, mesmo com a redução da demanda na última semana, devido ao feriado do dia 20 (Dia da Consciência Negra). Entre 18 e 22 de novembro, a crespa teve preço médio de R$ 10,61/cx com 20 unidades na praça paulista, valorização de 4,37% frente à média da semana anterior.

  • Petrobras encerra negociações para vender unidades de fertilizantes

    A Petrobras informou nesta terça-feira que encerrou negociações, sem a efetivação de acordo, para vender 100% de sua participação acionária na Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA) e na Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III).

    Apesar do encerramento das negociações com o Acron Group, a empresa disse que permanece com seu posicionamento estratégico de sair integralmente dos negócios de fertilizantes, enquanto busca focar na exploração de petróleo no pré-sal.

  • Colheita do trigo se aproxima do fim e menor qualidade se confirma no RS

    Com a colheita no Rio Grande do Sul na reta final, agentes de mercado confirmam a queda na produtividade e a baixa oferta de trigo de qualidade no estado. Esse cenário e a valorização do dólar têm elevado as cotações brasileiras do trigo.

    No entanto, segundo colaboradores do Cepea, compradores não mostram grande necessidade de adquirir o grão no momento – esses agentes afirmam estar abastecidos e boa parte deve interromper os trabalhos em dezembro.

    Dados da Emater apontam que, até a última quinta-feira, 21, 91% da área do RS havia sido colhida. As atividades se encerraram na região de Santa Rosa, com PH acima de 78 – no entanto, ressalta-se que o PH diminuiu nas últimas áreas colhidas, variando entre 72 e 76, consequência do alto volume de chuvas.

    Esse problema também foi verificado em Bagé, Santa Maria e Caxias do Sul; em Ijuí, Passo Fundo e Frederico Westphalen, a colheita está na reta final, com produtividade e qualidade comprometidas; já em Erechim e Soledade, a produtividade é boa, mas a qualidade diminuiu.

    No Paraná, o Deral/Seab indica que 98% da área havia sido colhida até o último dia 18, com 87% das lavouras em boas condições e 13% em condições médias. Em Santa Catarina, a colheita segue avançando e a qualidade do cereal é considerada muito boa, segundo colaboradores do Cepea.