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27 de novembro de 2019

  • Soja: Chicago tem leves altas nesta 4ª antes de feriado nos EUA. BR mantém foco no câmbio

    Quarta-feira (27) de leves altas para os preços da soja na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, por volta de 8h (horário de Brasília), subiam entre 2 e 2,25 pontos nos principais contratos, levando o janeiro a US$ 8,86 e o março a US$ 9,01 por bushel.

    Às vésperas de um dos feriados mais importantes dos EUA, o do Dia de Ação de Graças a ser comemorado nesta quinta-feira 28 de novembro, os traders se posicionam, ajustam suas posições depois de cinco dias consecutivos de baixa.

    “Os traders continuam na defensiva e e talvez noticias de novas compras de soja americana pela China podem estancar as perdas”, diz o consultor de mercado Steve Cachia, da AgroCulte e da Cerealpar.

    MERCADO BRASILEIRO

    No Brasil, está mantido o foco sobre o andamento do dólar e dos prêmios, ambos em elevação. Ontem, a moeda americana chegou a testar patamares próximos a R$ 4,28 e ajudou, mais uma vez, a promover um suporte importante aos preços da soja brasileira.

    Nos portos, as referências para a safra velha permanecem acima dos R$ 90,00 por saca. Na safra nova, as referências também sobem e, segundo relata o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, a safra nova – nas posições mais distantes de entrega e pagamento – chegaram a marcar até mesmo os R$ 91,00 por saca, nos melhores momentos desta terça (26).

    “Os níveis chegaram ao maior patamar nominal da safra nova para julho e agosto nos R$ 91, mas somente alguns boatos de fechamentos de soja do Centro-Oeste, enquanto nas demais regiões o ritmo era um pouco mais lento”, explica Brandalizze. “E com o feriado americano de Ação de Graças na quinta-feira, muita gente antecipou o fechamento de câmbio para quitar dívidas e também para mandar a moeda para as matrizes e este fato também pesou. Tudo indica que, passando esta semana, a moeda deve perder fôlego”, completa.

    Ainda assim, como explica o consultor, a soja segue valorizada em reais e perdendo um pouco em dólares, mas com forte demanda nos portos e quase nada de ofertas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Chicago começa 4ª feira com ganhos para os futuros do milho

    A quarta-feira (27) começa com leves ganhos para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam altas entre 1,00 e 1,25 pontos por volta das 09h04 (horário de Brasília).

    O vencimento dezembro/19 era cotado à US$ 3,68 com elevação de 1 ponto, março/20 valia US$ 3,79 com ganho de 1,25 pontos, o maio/20 era negociado por US$ 3,85 com valorização de 1,25 pontos e o julho/20 tinha valor de US$ 3,90 com alta de 1,25 pontos.

    Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho ganharam terreno no início do comércio, recuperando parte das perdas de ontem neste último dia de movimentações na bolsa antes do feriado americano de Ação de Graças nesta quinta-feira (28).

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Primeiros laudos de análise química indicam presença de 2,4-D em amostras coletadas

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) recebeu 76 laudos do Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (Larp) sobre análises de amostras coletadas em áreas suspeitas de deriva de herbicida à base de 2,4-D. Os resultados indicaram a presença de 2,4-D em 100% das 76 amostras coletadas em 52 propriedades rurais. Até esta segunda-feira (25), a Seapdr contabilizava 116 denúncias de deriva, sendo que já foram coletadas 149 amostras para análise química.

    Conforme a Divisão de Serviços e Insumos Agropecuários da Seapdr, este ano já houve denúncias de suspeita de deriva em 41 municípios, atingindo culturas de tomate, ameixa, couve, videira, oliveira, noz-pecã, maçã, caqui, em pastagens e cinamomo.

    Os primeiros resultados químicos do Larp comprovaram deriva em apenas 10 dos 24 municípios contemplados pelas instruções normativas editadas este ano pela Seapdr estabelecendo cadastro de aplicadores de agrotóxicos hormonais, regulamentando a venda orientada dos produtos, criando termo de responsabilidade e risco e cadastro de cultivos sensíveis. As demais comprovações se deram em municípios onde não estavam sendo exigidos cadastro de aplicador e cursos, entre outras medidas.

    Desde 5 de julho, quando foi publicada a IN que criou o cadastro de aplicador e declaração de aplicação, a Seapdr recebeu 454 declarações de aplicação do produto, mas registrou que 1.050 produtores rurais adquiriram agrotóxico a base de 2,4D nos 24 municípios prioritários.

    “A Secretaria da Agricultura tomou todas as medidas e vem desenvolvendo atividades de fiscalização constantes, com objetivo de penalizar o mau produtor, que tenha provocado a deriva”, afirma o chefe da Divisão de Serviços e Insumos Agropecuários, Rafael Friedrich de Lima. “Muitos produtores não declararam o uso do agrotóxico hormonal no sistema da Seapdr, mas a Secretaria tem como identificar quem comprou e tomar ações mais enérgicas.”

    Conforme Lima, além das autuações da Seapdr, que variam de R$ 2 mil a R$ 19 mil, os produtores rurais podem sofrer sanções nas esferas civil e criminal.

    A Seapdr já identificou produtores que realizaram aplicação sem assinatura da receita e aplicador cadastrado. Identificou também revendas comercializando agrotóxicos sem exigir a declaração do produtor e a certidão do aplicador, além do profissional não ter colocado na receita agronômica o termo de responsabilidade e de risco.

    “Com as Instruções Normativas já está sendo possível autuar estes infratores. No ano passado, era mais difícil pela falta de um regramento específico. Hoje isso é possível e desencadeará a apuração criminal e civil, pelos órgãos competentes”, descreve Lima.

    Municípios com laudos positivos

    Bom Jesus, Cacequi, Cachoeira do Sul, Candiota, Dilermando de Aguiar, Dom Pedrito, Ibiaçá, Jaguari, Jari, Maçambara, Mata, Minas do Leão, Pinhal da Serra, Piratini, Protásio Alves, Ronda Alta, Santana do Livramento, Santiago, Santo Ângelo, São João do Polêsine, Silveira Martins, Toropi, Viadutos.

    Municípios onde vigoram INs de cadastro e venda orientada 

    Alpestre, Bagé, Cacique Doble, Candiota, Dom Pedrito, Encruzilhada do Sul, Hulha Negra, Ipê, Jaguari, Jari, Lavras do Sul, Maçambara, Mata, Monte Alegre dos Campos, Piratini, Rosário do Sul, Santiago, São Borja, São João do Polêsine, São Lourenço do Sul, Santana do Livramento, Silveira Martins, Sobradinho, Vacaria.

  • Estudo mostra que produção de tomate tem alto custo no país

    O cultivo de tomate no Brasil ocorre na maioria dos estados mas apresenta altos custos de produção, mesmo em regiões produtoras como Santa Catarina, que ocupa em nível nacional a 6ª posição em área cultivada e 7ª posição em produção e produtividade, chegando a 80 toneladas/ha. A constatação é do estudo Tomate: Análise dos Indicadores da Produção e Comercialização no Mercado Mundial, Brasileiro e Catarinense, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta terça-feira (26).

    De acordo com a pesquisa, em alguns casos, os custos ultrapassam a marca de R$ 90 mil por hectare devido à grande quantidade de insumos e mão de obra utilizados. A publicação ressalta também a alta perecibilidade do produto frente aos problemas climáticos ocorridos na colheita, principalmente as altas temperaturas, que aceleram a maturação do fruto. O aumento da oferta do produto maduro causa redução de preço e da rentabilidade para o produtor.

    Nestas situações, o produtor de tomate optante pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), cuja cultura faz parte da lista de produtos amparadas pelo Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF), tem direito ao bônus de desconto para quitar suas dívidas de financiamento quando o valor de mercado estiver abaixo do preço de referência estipulado pelo programa.

    No caso de Santa Catarina, segundo o compêndio, a maior parte da área comercial destinada ao produto está concentrada nas microrregiões de Joaçaba, Florianópolis e Serrana, que representam em torno de 88% da área e 92% da produção.

    Clique aqui para acessar o Compêndio de Estudos da Conab – V.21, com as análises completas do tomate.