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Soja: Chicago tem leves altas nesta 4ª antes de feriado nos EUA. BR mantém foco no câmbio

Quarta-feira (27) de leves altas para os preços da soja na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, por volta de 8h (horário de Brasília), subiam entre 2 e 2,25 pontos nos principais contratos, levando o janeiro a US$ 8,86 e o março a US$ 9,01 por bushel.

Às vésperas de um dos feriados mais importantes dos EUA, o do Dia de Ação de Graças a ser comemorado nesta quinta-feira 28 de novembro, os traders se posicionam, ajustam suas posições depois de cinco dias consecutivos de baixa.

“Os traders continuam na defensiva e e talvez noticias de novas compras de soja americana pela China podem estancar as perdas”, diz o consultor de mercado Steve Cachia, da AgroCulte e da Cerealpar.

MERCADO BRASILEIRO

No Brasil, está mantido o foco sobre o andamento do dólar e dos prêmios, ambos em elevação. Ontem, a moeda americana chegou a testar patamares próximos a R$ 4,28 e ajudou, mais uma vez, a promover um suporte importante aos preços da soja brasileira.

Nos portos, as referências para a safra velha permanecem acima dos R$ 90,00 por saca. Na safra nova, as referências também sobem e, segundo relata o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, a safra nova – nas posições mais distantes de entrega e pagamento – chegaram a marcar até mesmo os R$ 91,00 por saca, nos melhores momentos desta terça (26).

“Os níveis chegaram ao maior patamar nominal da safra nova para julho e agosto nos R$ 91, mas somente alguns boatos de fechamentos de soja do Centro-Oeste, enquanto nas demais regiões o ritmo era um pouco mais lento”, explica Brandalizze. “E com o feriado americano de Ação de Graças na quinta-feira, muita gente antecipou o fechamento de câmbio para quitar dívidas e também para mandar a moeda para as matrizes e este fato também pesou. Tudo indica que, passando esta semana, a moeda deve perder fôlego”, completa.

Ainda assim, como explica o consultor, a soja segue valorizada em reais e perdendo um pouco em dólares, mas com forte demanda nos portos e quase nada de ofertas.

Fonte: Notícias Agrícolas