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novembro 2019

  • ALFACE: calor reduz oferta de produto de qualidade e preço sobe

    As cotações da alface crespa subiram na região de Mogi das Cruzes (SP) nos últimos dias, refletindo a menor oferta da folhosa de melhor qualidade. Produtores consultados pelo Hortifrúti/Cepea têm reportado queima das bordas das folhas, decorrente das altas temperaturas e dos dias mais nublados.

    Esse cenário elevou o preço da variedade, mesmo com a redução da demanda na última semana, devido ao feriado do dia 20 (Dia da Consciência Negra). Entre 18 e 22 de novembro, a crespa teve preço médio de R$ 10,61/cx com 20 unidades na praça paulista, valorização de 4,37% frente à média da semana anterior.

  • Petrobras encerra negociações para vender unidades de fertilizantes

    A Petrobras informou nesta terça-feira que encerrou negociações, sem a efetivação de acordo, para vender 100% de sua participação acionária na Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA) e na Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III).

    Apesar do encerramento das negociações com o Acron Group, a empresa disse que permanece com seu posicionamento estratégico de sair integralmente dos negócios de fertilizantes, enquanto busca focar na exploração de petróleo no pré-sal.

  • Colheita do trigo se aproxima do fim e menor qualidade se confirma no RS

    Com a colheita no Rio Grande do Sul na reta final, agentes de mercado confirmam a queda na produtividade e a baixa oferta de trigo de qualidade no estado. Esse cenário e a valorização do dólar têm elevado as cotações brasileiras do trigo.

    No entanto, segundo colaboradores do Cepea, compradores não mostram grande necessidade de adquirir o grão no momento – esses agentes afirmam estar abastecidos e boa parte deve interromper os trabalhos em dezembro.

    Dados da Emater apontam que, até a última quinta-feira, 21, 91% da área do RS havia sido colhida. As atividades se encerraram na região de Santa Rosa, com PH acima de 78 – no entanto, ressalta-se que o PH diminuiu nas últimas áreas colhidas, variando entre 72 e 76, consequência do alto volume de chuvas.

    Esse problema também foi verificado em Bagé, Santa Maria e Caxias do Sul; em Ijuí, Passo Fundo e Frederico Westphalen, a colheita está na reta final, com produtividade e qualidade comprometidas; já em Erechim e Soledade, a produtividade é boa, mas a qualidade diminuiu.

    No Paraná, o Deral/Seab indica que 98% da área havia sido colhida até o último dia 18, com 87% das lavouras em boas condições e 13% em condições médias. Em Santa Catarina, a colheita segue avançando e a qualidade do cereal é considerada muito boa, segundo colaboradores do Cepea.

  • Demanda está firme no mercado de reposição

    Mercado de reposição aquecido. Devido às fortes altas do boi gordo, as categorias mais eradas para giro rápido continuam puxando as cotações no mercado de reposição. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, a alta foi de 4,7% nos preços na última semana, frente à semana anterior, considerando a média das categorias de boi magro e garrote anelorado de todos os estados pesquisados.

    As categorias mais jovens (bezerro desmamado e bezerro de ano) valorizaram 4,3% no mesmo período.

    Para o curto e médios prazos, com a capacidade de suporte das pastagens ganhando ritmo, a oferta restrita de animais de reposição, o boi gordo em alta e os recriadores tendo que repor sua boiada, o mercado de reposição deve se manter firme e em alta.

  • Chuvas fortes retornam ao Rio Grande do Sul

    Após dez dias sem chuvas intensas no Estado, a previsão é que esta semana o tempo mude. Basta o Pacífico Leste aquecer para a chuva forte e frequente retornar ao Rio Grande do Sul. Desde a semana passada, a temperatura do Pacífico Leste está mais elevada que o normal, situação que deverá persistir até janeiro. Isto trará maior frequência de chuva ao Estado já a partir de agora.

    A previsão é que, nesta terça-feira uma frente fria trará chuva forte e abrangente com acumulado de pelo menos 20mm na maior parte das áreas produtoras. No Oeste do Estado, entre Santana do Livramento e Uruguaiana, a simulação COSMO-INMET indica aproximadamente 100mm em menos de 24 horas.

    No próximo fim de semana, há previsão de nova precipitação, embora de forma mais pontual. A simulação indica manutenção de um clima úmido com chuva de baixo acumulado, porém frequente, até aproximadamente sexta-feira (6) da semana que vem.

  • Mercado comercial

    Preços para hoje: 22/11/2019
    Soja: R$ 79,50
    Milho: R$ 35,00
    Trigo PH 78 ou + : R$ 38,00

    Mercado (21/11/19): Janeiro -4 ponto a US$ 9,01 por bushel / Março -3,75 ponto a US$ 9,15 por bushel.

    Dólar (21/11/19): -0,26% à R$ 4,193.

    “…Falta de direcionamento nas cotações deverá perdurar até o feriado prolongado da próxima semana, o Thanksgiving dia (28). Nenhuma resolução comercial entre EUA e China deverá ser concretizada no curto-prazo. Muito pelo contrário, continua na crença de que enquanto Trump estiver na liderança estadunidense, nenhum tipo de acordo total deverá ser alcançado. A disponibilidade crescente de grãos frente à finalização da colheita norte-americana tem reduzido os preços de oferta para exportação da soja e milho. Nesta semana, um total de 1,5 milhões de toneladas de soja- EUA foi vendida para embarque até agosto de 2020. Este é o maior volume para esta semana do ano, desde 2015. Importadores europeus estão usufruindo dos preços interessantes para adicionar cobertura de necessidade futura.

    CLIMA – AMÉRICAS
    Ao longo dos próximos 5 dias, acumulados entre 20-45 milímetros são projetados sobre a maior parte do Centro-Oeste brasileiro, chegando também a toda região produtora de Minas Gerais e do norte de São Paulo. Como afirmamos anteriormente, um padrão mais seco segue projetado sobre toda a região sul brasileira, mesmo cenário previsto para o sul do Mato Grosso do Sul e todo o Paraguai. Na Argentina, chuvas generalizadas e com bons volumes devem regar as lavouras do Centro-Norte do país nos próximos dias, trazendo boas condições para as lavouras já cultivadas e uma melhoria no padrão de umidade para o avanço da semeadura de soja.”

    Mercado agora: Janeiro +0,5 ponto a US$ 9,01 por bushel / Março +0,25 ponto a US$ 9,15 por bushel.

    Dólar agora: -0,36% à R$ 4,177.

  • Novo Boletim Agroclimatológico Mensal

    O Instituto Nacional Meteorológico (Inmet), ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, lançou novo Boletim Agroclimatológico Mensal, que traz mais informações para auxiliar o produtor rural. O novo informativo faz parte das comemorações aos 110 anos do Instituto, completados no último dia 18 de novembro. A cerimônia de comemoração e lançamento do boletim ocorreu no dia 13 deste mês, na sede do Inmet, em Brasília.

    Além da análise das condições climáticas no Brasil, o boletim, existente desde 1967, oferecerá um panorama dos fenômenos de grande escala que interferem no clima do país e do mundo e também informações climáticas, previsões exclusivas que podem ser usadas na elaboração de ações na agropecuária.

    Outras novidades são: condições oceânicas (importantes para as previsões de chuvas e temperaturas) no mês e tendências, variáveis  (exemplo, excesso e déficit de chuvas) que auxiliam o produtor na hora do plantio e colheita e dados relativos a chuvas e temperaturas do mês corrente, do próximo mês e do trimestre.

    As mudanças são resultado de uma reavaliação técnica feita pelo Instituto e de sugestões de usuários técnicos ligados ao meio rural, como as coletadas, em agosto,  no Primeiro Encontro de Usuários de Produtos Agroclimatológico, que reuniu representantes dos setores público e privado ligados à agropecuária.

  • China registra lagarta do cartucho com alta resistência

    As Spodoptera frugiperdas, também chamadas de lagartas do cartucho, que atingem a China têm alta resistência ao pesticida organofosforado, segundo informações colhidas por uma grande equipe de pesquisa. O estudo foi feito pelo Centro de Genômica Ecológica do Instituto de Genômica Agrícola de Shenzhen, Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, juntamente com a equipe do acadêmico Wu Kongming, Instituto de Proteção de Plantas, Academia Chinesa de Ciências Agrícolas e outros institutos.

    A equipe de pesquisa realizou o sequenciamento de 105 amostras de lagartas do cartucho que atingem 16 províncias (cidades ou regiões autônomas) na China e expuseram que as spodoptera frugiperdas que atingem o país são híbridos com antecedentes genéticos de lagartas do milho.

    Verificou-se através da detecção por varredura de genes relacionados à resistência que os grupos que atacam a China têm uma frequência relativamente alta de variação genética de resistência a pesticidas organofosforados tradicionais, pesticidas organoclorados e pesticidas piretróides, enquanto a equipe não encontrou nenhum local de mutação do gene de resistência para novos pesticida amida e toxina Bt, mostrando que eles têm alta resistência ao pesticida tradicional.

    A pesquisa mostra que não é adequado usar pesticidas tradicionais como pesticida organofosforado, pesticida organoclorado e piretróide para controlar a invasão de lagarta do cartucho na China, enquanto pesticida amida, toxina Bt e cultura Bt podem prevenir eficazmente esse tipo de praga que está causando problemas de bastante gravidade no país asiático nos últimos tempos.

    Fonte: Agrolink

  • Futuros do milho abrem a quinta-feira estáveis em Chicago

    A quinta-feira (21) começa com os preços internacionais do milho futuro praticamente estáveis na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações máximas de 0,75 pontos por volta das 09h01 (horário de Brasília).

    O vencimento dezembro/19 era cotado à US$ 3,67 com valorização de 0,75 pontos, o março/20 valia US$ 3,77 com alta de 0,50 pontos, o maio/20 era negociado por US$ 3,83 com ganho de 0,50 e o julho/20 tinha valor de US$ 3,89 com elevação de 0,50 pontos.

    Segundo informações do site internacional Successful Farming, os contratos futuros de grãos foram pouco alterados nas negociações da noite para o dia em meio à incerteza sobre a guerra comercial em andamento entre os Estados Unidos e a China.

    O tão esperado acordo comercial da “fase um” entre os países – as duas maiores economias do mundo – pode ser adiado até o próximo ano, informou a Reuters ontem.

    Os EUA devem impor tarifas a bilhões de dólares a mais em produtos chineses em 15 de dezembro, e o presidente Donald Trump disse nesta semana que aumentaria os impostos sobre as importações do país asiático se um acordo não for feito em breve.

    O estrategista do Morgan Stanley, Andrew Sheets, disse à CNBC hoje que o chamado acordo da primeira fase “pode ​​ser o melhor possível” e que outros acordos “permanecem distantes no próximo ano”. Pequim não aceitará um acordo sem reduções de tarifas e está supostamente relutante em concordar com uma quantidade definida de importações agrícolas.

    Já o porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng, disse a repórteres que seu país está disposto a trabalhar em direção a esse acordo e que os dois lados estão se comunicando.

     

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja mantém estabilidade em Chicago nesta 5ª sem desviar atenção do cenário China x EUA

    Os preços da soja continuam recuando na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (21). Ainda assim, o mercado mantém sua cautela e as variações são bem limitadas. Perto de 8h (horário de Brasília), as baixas variavam de 1 a 1,25 ponto nos principais contratos, com o janeiro valendo US$ 9,03 e o maio, US$ 9,31 por bushel.

    Os traders se mantém na defensiva à espera de notícias consistentes. A informação de que a primeira fase do acordo entre China e Estados Unidos pode não se efetivar ainda este ano pesou sobre as cotações, porém, hoje a notícia já é de que Pequim teria convidado negociadores comerciais americanos para uma nova rodada de discussões, segundo o Wall Street Journal.

    Com tudo isso, os traders ficam ainda mais atentos aos passos dados ou anunciados pelos dois países e as atenções e voltam ainda para a possibilidade crescente de que a disputa se estenda para o ano que vem.

    “Tudo ficaria para 2020 e com eleições presidenciais nos EUA, a questão pode passar a ser mais política do que economica/comercial”, diz o consultor da AgroCulte e da Cerealpar, Steve Cachia.

    Ainda nesta quinta-feira, o mercado espera também pelas vendas semanais para exportação a serem reportadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). As expectativas para a soja variam de 800 mil a 1,4 milhão de toneladas.

    Fonte: Notícias Agrícolas