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dezembro 2019

  • ATENÇÃO: Último dia do ano terá calor histórico no RS

    A onda de calor que atinge o Rio Grande do Sul deve atingir seu ápice justamente nesta terça-feira, último dia de 2019. A expectativa é de previsão de máximas históricas no Estado. O calor extremo e a queda na pressão atmosférica poderão gerar temporais intensos, especialmente na metade Sul e no Oeste.

    De acordo com a MetSul Meteorologia, também há risco de chuva e temporais nas demais localidades do Estado, mas de forma isolada e passageira. Assim, a metade Norte do Estado tem mais chance de tempo seco na virada.

    Em Porto Alegre, sol aparece, mas há chance de chuva. Mínima deve ser de 23°C, e máxima chegará aos 40°C.

    Mínimas e máximas no RS

    Torres 22°C / 31°C
    Erechim 23°C / 34°C
    Alegrete 23°C / 39°C
    Pelotas 23°C / 33°C
    Santa Rosa 24°C / 34°C
    Santa Maria 23°C / 39°C

     via Correio do Povo
  • SPD, a tecnologia que mais impactou o agro brasileiro

    Muitos desenvolvimentos tecnológicos incorporados aos processos produtivos agrícolas do Brasil contribuíram para que o país evoluísse da condição de importador de alimentos para a atual posição de 2º exportador global, produzindo seis vezes o montante que consome. Mas nenhuma tecnologia impactou tanto quanto a introdução do Sistema Plantio Direto (SPD) na rotina dos processos produtivos, a partir da década de 1990.

    O principal benefício proporcionado pelo SPD ao agronegócio brasileiro foi a redução drástica da erosão da camada superficial do solo; a mais fértil. É nesta camada onde se concentra a matéria orgânica e os nutrientes de uma lavoura. Perdê-la, é retirar do campo de produção a capacidade de produzir. Mas a erosão não prejudica apenas a produção, por privar os cultivos dos nutrientes removidos por ela.

    Também prejudica o ambiente por assorear rios e reservatórios de hidrelétricas, que têm sua vida útil reduzida, causando prejuízos financeiros à sociedade. Da mesma forma, o tratamento da água potável que abastece as cidades, proveniente de rios carregados de detritos originados da erosão, encarece o preço do líquido servido à população.

    Imagine o que seria da barragem de Itaipu e de outras hidrelétricas se o preparo do solo pré-plantio fosse, atualmente, igual ao realizado nos anos 70, quando a cor da água dos rios que abasteciam essas barragens tinha a cor da terra, dada a quantidade de detritos que arrastava! Algumas barragens, situadas no entorno de áreas intensamente cultivadas, estariam assoreadas ou prestes a sê-lo. O plantio direto evitou essa tragédia, além de incrementar a matéria orgânica no solo pela incorporação da palhada das colheitas, melhorando suas propriedades físicas, químicas e biológicas.

    A matéria orgânica agregada ao solo pelo SPD funciona como uma esponja na retenção da água das chuvas, reduzindo o efeito de estiagens – quando não muito prolongadas. Os restos culturais deixados na superfície do solo servem de guarda-sol contra a perda de umidade da lavoura e servem de guarda-chuva na redução do impacto das gotas de chuva sobre os agregados do solo.

    Essa palhada também contribui para a redução da compactação do solo causada pelo trânsito do maquinário agrícola. Por causa da contínua incorporação de matéria orgânica, os solos cultivados no SPD tornam-se mais porosos com os anos de cultivo, razão pela qual compactam menos e absorvem quase integralmente a água das chuvas. Por outro lado, cerca de 50% da água de chuvas intensas que caem sobre solos cultivados no sistema convencional é perdida, causando dupla perda: de solo e de água.

    Além dos efeitos benéficos sobre a conservação e as propriedades físicas e biológicas do solo, o SPD foi fundamental no estabelecimento do milho e do algodão safrinha, viabilizando duas colheitas no período primavera – verão, o que proporcionou aumentos na produção agrícola brasileira e valorizou significativamente as terras tropicais do país.

    Adote o SPD, uma ferramenta de produção agrícola sustentável, que preserva e melhora a capacidade produtiva da sua lavoura, incrementa a produtividade e, consequentemente, a lucratividade do seu empreendimento.

    Por: Amélio Dall’Agnol

  • ALERTA: Falta de chuva afeta o milho e ameaça a soja

    Com precipitações muito abaixo da média esperada para dezembro em diferentes partes do Estado, a safra de milho começa a ficar comprometida no Rio Grande do Sul. E as perspectivas para os próximos dias não são as melhores para o campo. A falta de chuva deve seguir, pelo menos, até 31 de dezembro e, se o problema persistir, poderá afetar também a soja.

    De acordo com o Inmet, uma das cidades com menor incidência de chuva é Ibirubá, no Noroeste do Estado, onde choveu 86% a menos do que o esperado para dezembro. Na cidade não chove há três semanas, e a situação das lavouras é crítica, diz o secretário da Agricultura da cidade, Olindo de CampoS.

    Os índices do Inmet apontam para precipitações muito abaixo da média também nas regiões da Campanha e Central, e em cidades da Fronteira Oeste, como Alegrete, de acordo com a meteorologista Letícia dos Santos. Em tradicionais cidades produtoras, como Passo Fundo, eram esperados, para dezembro, 173,2 milímetros de chuva, mas o Inmet registrou apenas 46 milímetros até o momento.

    “Um dos poucos lugares onde a ocorrência foi acima da média é São Borja, e, ainda assim, apenas 15%. E a chuva prevista para o dia 31, véspera da virada do ano, não é muito significativa nem deve ser suficiente para suprir o déficit do mês”, alerta Letícia.

    Ainda segundo a meteorologista, entre janeiro e março, a situação deverá se regularizar, com chuva dentro da normalidade ou até um pouco acima da média. Até lá, porém, produtores estão em alerta. O vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Elmar Konrad, diz que a atual escassez de água afetou o cultivo do milho em uma das fases mais críticas.

    “No período da formação da espiga, o milho precisa de uma média de oito milímetros de água por dia. Em muitos lugares, o máximo ficou entre dois e três milímetros. Na soja, o problema, no momento, é o calor, que agrava a ferrugem asiática. E, se persistir a falta de chuva, teremos prejuízo no desenvolvimento das lavouras”, confirma Konrad.

    No Norte do Estado, produtores como Roberto Bergamini já calculam os prejuízos em boa parte da lavoura. O produtor do município de Quatro Irmãos, próximo de Erechim, calcula perda de 40% nos 380 hectares semeados com milho e que não contam com irrigação. Com isso, a produtividade deverá cair a ponto de Bergamini já estimar que o rendimento nesta área não deverá nem pagar os custos de produção.

    “Dos 500 hectares totais plantados com milho, a produtividade só será boa em 120 hectares que contam com pivô. Pelo menos desde 2011 não tinha uma perda assim”, relata Bergamini.

    Os danos no Norte do Estado, porém, são relativos, de acordo com Alexandre Doneda, coordenador técnico de difusão da Cotrijal. Ele considera que ainda é cedo para estimar as perdas. Isso porque, em parte das lavouras, o crescimento ainda pode ser revertido caso venha a chover nos próximos dias. “Mas há perda de potencial de produtividade em diferentes regiões que atendemos”, explica Doneda.

    No caso da soja, em regiões onde houve o plantio superprecoce, como Passo Fundo, Cruz Alta e Não-Me-Toque, nas quais a planta já está florescendo, há alguma quebra, de acordo com o presidente da Aprosoja-RS, Luiz Fernando Fucks. “Mas, dependendo do que ocorrer daqui para frente, pode comprometer a projeção de uma colheita de 119 milhões de toneladas. A irregularidade de chuvas começa a assustar. O mês de janeiro com pouca umidade no solo é perigoso”, alerta Fucks.

    Informativo da Emater aponta perdas na região do Vale do Rio Pardo

    Em Informativo Conjuntural divulgado pela Emater, a entidade mostra que a maior parte das lavouras semeadas com milho no Estado (40%) estão na fase de enchimento de grãos. Nas regiões de Santa Rosa e Frederico Westphalen, respectivamente, 3% e 2% das áreas já foram colhidas. A implantação da cultura do milho no Rio Grande do Sul chegou a 94% da área de 777.442 hectares da intenção de plantio no Estado.

    Atualmente, 30% das lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo, 19% em floração, 40% em enchimento de grãos e 11% em maturação. No geral, a entidade avalia que as lavouras de milho apresentam bom desenvolvimento, mas em áreas nas quais as chuvas têm sido irregulares e com baixos volumes, já se contabilizam perdas de produtividade, principalmente em lavouras nas quais a fase atual é de enchimento de grãos.

    As perdas mais expressivas ocorrem nos municípios de Rio Pardo, Pantano Grande e Encruzilhada do Sul, onde não ocorreram chuvas ao longo das últimas semanas. A Emater também chama a atenção para a região de Caxias do Sul, com acentuado déficit hídrico afetando o rendimento das lavouras em fase de floração.

    Na região de Frederico Westphalen, a cultura segue com bom aspecto, apesar de algumas áreas apresentarem sintomas de estresse hídrico. Na Regional de Ijuí, 98% da área prevista para a safra está semeada, e a cultura tem apresentado variação no potencial produtivo em virtude da variabilidade do volume de chuvas que ocorreram na região. As áreas cultivadas com irrigação e aquelas em que houve chuvas com excelente volume de precipitação têm colaborado para minimizar os impactos da redução da produtividade na região.

  • Soja sobe em Chicago nesta 2ª com mercado ainda otimista sobre China x EUA

    Os preços da soja sobem na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (30). Os futuros da oleaginosa, por volta de 8h40 (horário de Brasília), as cotações registravam ganhos de 5,75 a 6,25 pontos nos principais contratos. Assim, o janeiro tinha US$ 9,34 e o março, US$ 9,47 por bushel.

    Segundo explicam analistas internacionais, os traders permanecem no aguardo de novas informações sobre as relações entre China e Estados Unidos, porém, exibindo baixo volume de operações diante da proximidade do final do ano.

    “Os investidores e hedgers seguem otimistas sobre a fase um do acordo entre China e EUA anunciada no começo deste mês”, dizem os especialistas do site Successfull Farming. “Geralmente, o volume de negócios é baoco entre o Natal e o Ano Novo e este ano e tendência está mantida”, completam.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho: veja o que pode mexer com os preços nesta semana

    Os preços do milho fecharam a última sexta-feira em alta na Bolsa de Chicago, acumulando valorização semanal de 0,58% na posição março de 2020 e chegando aos níveis mais altos desde 5 de novembro.

    Agora, de acordo com a consultoria Safras, a atenção dos investidores internacionais se volta ao relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado em 10 de janeiro.

    Acompanhe abaixo outros fatores que merecem atenção do mercado de milho na semana, pois têm potencial para mexer com os preços do grão. As dicas são do analista Paulo Molinari:

    Exportações dos EUA podem começar a se recuperar com saída do Brasil das vendas externas e entressafra na argentina;

    Demanda forte nos Estados Unidos;

    Recuperação dos preços do trigo podem ajudar preços no mercado interno;

    Mercado interno em situação de acomodação de negócios, mas sem qualquer sintoma de aumento de oferta ou baixa de preços;

    Retorno do feriado será importante para medir as necessidades de compra e a intenção de venda;

    Forte preocupação com a safra do Rio Grande do Sul e Argentina devido ao dezembro com chuvas abaixo do normal;

    Nas Missões (RS), a safra de milho esta salva. Porém, a região centro-sul gaúcha tem grandes chances de problemas se as chuvas não retornarem rapidamente;

    Este novo quadro de clima pode acelerar procura pelo milho nos próximos dias na região das Missões;

    Decisão de importar ainda parece distante devido a custos;

    Tarifas na Argentina em nada interferem no mercado global e no Brasil;

    Mercado brasileiro tem agora alguma colheita no Rio grande do Sul e Santa Catarina, depois São Paulo e Minas

    Gerais em março e o restante do país em abril/maio;

    Clima mais seco pode antecipar o ciclo da soja e viabilizar o plantio da segunda safra em período favorável ainda.

    Fonte: Canal Rural

  • “Agricultura inteligente” ganha espaço no campo

    O campo está muito longe das imagens rurais típicas associadas à agricultura e representa a aplicação de IoT, inteligência artificial (IA), big data, veículos aéreos não tripulados (drones) etc. para otimizar a produtividade das culturas de maneira ambientalmente correta, de maneira sustentável. Com isso, a chamada “agricultura inteligente” vem ganhando espaço.

    “De acordo com o Quinto Relatório do Comitê de Reitores, Conselho Indiano de Pesquisa Agrícola (ICAR), estima-se que a Índia atenderá apenas 59% de sua demanda total de alimentos até 2030. Em uma escala global, a demanda mundial por alimentos deverá dobrar em 2050. Portanto, as práticas agrícolas devem passar por uma mudança abrangente para enfrentar esses desafios de suprimento de alimentos “, afirma Deependra Kumar Jha, vice-chanceler da Universidade de Estudos sobre Petróleo e Energia (UPES).

    Ele diz isso baseado na informação de que, nos Estados Unidos, até 80% dos agricultores usam tecnologia agrícola inteligente. “A educação agrícola tem um papel fundamental a desempenhar na transformação, mas, no formato tradicional, será incapaz de suprir as lacunas existentes. Portanto, há a necessidade de programas formais que ensinem maneiras inteligentes de fazer agricultura e atividades correlatas”, acrescenta Jha.

    Na UPES School, os alunos matriculados na BSc Agricultura, BTech Food Technology e MSc Agricultura (Agronomia) aprenderão a usar a Inteligência Artificial para detectar doenças nas plantas ao estudo das aplicações da IoT na agricultura e como ela ajuda na otimização da água e do solo. Eles também estudarão o uso de drones em imagens de saúde das culturas, previsão de rendimento e pulverização de culturas.

    Por: AGROLINK

  • Milho: safra grande e demanda aquecida trarão oportunidades para 2020

    Antes mesmo de a safra brasileira começar a ser pensada, os percalços climáticos sofridos no cinturão agrícola dos Estados Unidos pareciam trazer perspectivas extremamente positivas para os preços internacionais do milho. Com a colheita finalizada por lá, viu-se que o tamanho do problema não era tão grande e as atenções se voltam para as safras da América do Sul.

    Estados Unidos
    A safra 2019/2020 norte-americana foi marcada pelos volumes recordes de chuvas. Entre abril e outubro deste ano, o cinturão agrícola registrou chuvas muito acima da média, fato que atrasou significativamente o progresso da cultura e prejudicou a produção e a qualidade do grão.

    “Com os atrasos no início do ciclo, a colheita do cereal também aconteceu mais tarde, inclusive após a ocorrência de neve em algumas áreas, o que resultou em milho com umidade muito alta”, afirma a consultoria INTL FCStone.

    A preocupação dos maiores produtores mundiais do grão, responsáveis por Diante dessa um terço de todo o milho do mundo, fizeram as cotações do cereal dispararem 16% em Chicago, no segundo trimestre deste ano, fazendo os produtores do Brasil e Argentina sonharem com grandes expansões de área, de olho na alta rentabilidade que se mostrava viável.

    “Além de a quebra da safra nos EUA não ter sido tão grande quanto se esperava, as exportações mais fracas dos EUA, iniciou um movimento de queda das cotações, que voltaram para níveis mais próximos aos registrados antes dos problemas no plantio da safra norte-americana”, diz a consultoria.

    Para piorar, a recuperação das safras da América do Sul e da Ucrânia resultou em uma grande competição no mercado exportador do cereal, favorecida também pelas moedas mais desvalorizadas desses países e um dólar fortalecido.

    Demanda fraca
    Com uma boa oferta do grão, o mercado passou a olhar mais atentamente para a demanda do cereal. Em novembro, o Departamento de Agricultura do Estados Unidos (USDA) cortou, mais uma vez, a estimativa de exportação de milho dos EUA, ficando em 46,7 milhões.

    “Caso concretizada, será o menor volume desde a safra 2012/2013. Além disso, a demanda mundial do cereal, como um todo, também passa por um momento de estagnação, diante dos casos de peste suína africana da China e em países do sudeste asiático”, conta a INTL FCStone.

    Safras grandes na América do Sul
    Se os norte-americanos estavam apreensivos em relação as suas safras, os sul-americanos devem colher grandes produções, indica a consultoria INTL FCStone. Novos recordes podem até não serem batidos, mas tudo indica que as produções de milho serão bastante grandes no Brasil e na Argentina, principalmente.

    “Após um recorde de produção na Argentina no ciclo 2018/2019, em 50,6 milhões de toneladas, de acordo com a Bolsa de Buenos Aires, o plantio da safra 2019/2020 do país está mais adiantado que no ano anterior, com estimativas indicando uma área plantada em 6,3 milhões de hectares, o que pode resultar em mais uma grande safra, ao redor de 50 milhões de toneladas”, diz.

    No Brasil, a safrinha 2018/2019 alcançou uma também produção recorde de 73,2 milhões de toneladas, segundo a Conab, levando a uma produção total histórica de 100 milhões de toneladas.

    “Em relação à safra 2019/2020, o plantio de milho verão registrou atrasos frente à safra anterior, mas as estimativas apontam para uma produção em linha com a safra passada, com o número da em torno de 26,6 milhões de toneladas”, conta a INTL FCStone.

    Agora a grande dúvida fica para o plantio da segunda safra no começo de 2020. Com os atrasos iniciais no ciclo da soja, há preocupações com a janela ideal de plantio do milho de inverno. Em várias regiões, o ideal é se plantar até 20 de fevereiro ou até, no máximo, no final do mês.

    “Um ciclo mais tardio poderia acabar limitando a continuidade do crescimento de área da safrinha, devido a preocupações com maiores riscos climáticos. Por outro lado, a demanda muito aquecida pelo milho brasileiro, tanto interna, para ração e etanol, quanto para exportações, tem sustentado os preços, o que pode ser um incentivo para o plantio da safrinha, mesmo se o período já não for o melhor”, pontua a consultoria.

    Exportações
    Caso as exportações sejam tão positivas quanto se espera, um recorde ao redor de 40 milhões de toneladas, o primeiro semestre deve enfrentar uma oferta mais restrita de milho no mercado doméstico, o que é um incentivo para uma maior área de safrinha.

    Safra 2020/2021
    Além disso, nos próximos meses, as expectativas para a safra norte-americana 2020/2021 começam a ganhar força. Perspectivas iniciais do USDA apontam para um crescimento importante da área de milho. Esse aumento ocorreria mesmocom as dúvidas pelo lado da demanda principalmente em relação às exportações norte-americanas.

    “É bom ressaltar que a demanda mundial por milho tende a crescer, superando essa estagnação atual, acompanhando o maior consumo para ração e para biocombustíveis, mesmo que mais no médio prazo. Ademais, o resultado da safra da América do Sul e as expectativas para a safrinha brasileira também podem ter alguma influência sobre a decisão do produtor norte-americano”, finaliza.

    Fonte: Canal Rural

  • Do campo para o digital: plataformas apostam no agronegócio online

    Bancos, lojas, alimentos, educação…enfim. Uma infinidade de produtos e serviços está disponibilizado na internet a poucos cliques dos consumidores, mas o agronegócio, setor bastante significativo da economia brasileira, ainda patina no mercado online. Para mudar essa realidade, duas iniciativas que conectam compradores e vendedores está em expansão.

    “No mundo dos commodities, é tudo muito rápido. Então, esse mundo digital nos proporciona eficiência e agilidade. Daí nasceu da minha cabeça a ideia de modernizar a comercialização do agronegócio”, explica Francisco Lavor, fundador da CBC Agronegócios, empresa de marketplace voltada para o agronegócio.

    Segundo Lavor, há consultores de negócios na empresa para auxiliarem os usuários, mas toda a responsabilidade do negócio fica entre vendedores e compradores.

     

    Café online
    Outra iniciativa do setor é a Grão Direto, plataforma de comercialização entre produtores de grãos e compradores. “Nós surgimos como uma oportunidade para que profissionais da área possam encontrar informações para tomarem as melhores decisões nos negócios”, explica Alexandre Borges, CEO da empresa.

    De acordo com Borges, a empresa tomou a decisão de trabalhar com os principais grãos da agricultura brasileira, que são milho, soja e sorgo — cereal utilizado sobretudo na alimentação animal. A ideia é que, com o tempo, a gama de grãos comercializados aumente dentro da plataforma.

    “Hoje a plataforma é aberta para produtores, compradores de grãos, corretores. Qualquer pessoa pode fazer download por mobile ou acessar via web. Nós é que fazemos essa curadoria para entender quem pode negociar na plataforma”, segundo Borges.

    “A plataforma também oferece páginas com informações, como índices de preços por região. Isso ajuda todo o mercado. O site também facilita os negócios com contratos digitais. O produtos está muito aberto a inovação”, afirma Borges.

    Na Grão Direto, o produtores não pagam nada para usar ou negociar. Já os compradores pagam uma taxa, caso fechem o negócio por meio da plataforma. Para os compradores de maior porte há oportunidade de planos de assinatura, completa o executivo.

    Fonte: E-Commerce Brasil

  • Em Chicago, mercado futuro do milho opera com leves ganhos nesta 6ª feira

    Nesta sexta-feira (27), as cotações futuras para o milho estão operando com leves altas nesta manhã na Bolsa de Chicago (CBOT). Por volta das 11h35 (Horário de Brasília), os principais contratos trabalham com valorização de 1,00 pontos. O contrato Março/20 trabalhava a US$ 3,89 por bushel e o Maio/20 estava cotado a US$ 3,96 por bushel.

    De acordo com a análise de Tony Dreibus, da Successful Farming, os contratos futuros dos grãos foram mais altos nas negociações do dia para a noite, com otimismo sobre o acordo comercial da primeira fase entre os EUA e a China. “O Ministério do Comércio Chinês disse ontem que está em estreito contato com autoridades americanas, enquanto o Presidente Donald Trump disse que um acordo está sendo feito”, destacou Dreibus.

    O presidente também disse que realizaria, em algum momento, uma cerimônia de assinatura com o presidente chinês Xi Jinping, embora não tenham sido dados detalhes, conforme foi informado na Successful Farming.

    Segundo das informações da Bloomberg, o milho também pode se beneficiar se a China preencher sua cota de 7,2 milhões de toneladas. “O aumento na demanda seria menor, já que Pequim já faz um bom trabalho no preenchimento de sua cota, segundo o relatório de vendas de exportação do USDA.

    Por conta do feriado natalino, o relatório das vendas semanais será divulgado nesta sexta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Do plantio à colheita, milho segue em desenvolvimento no RS

    O milho segue em desenvolvimento em todo o Estado, com a maior parte das lavouras (40%) na fase de enchimento de grãos. Nas regiões de Santa Rosa e Frederico Westphalen, respectivamente, 3% e 2% das áreas já foram colhidas. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar, em convênio com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a implantação da cultura do milho no RS chegou a 94% da área de 777.442 hectares da intenção de plantio no Estado. Atualmente, 30% das lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo, 19% em floração, 40% em enchimento de grãos e 11% em maturação. Já as áreas que estão sendo implantadas se localizam nas regiões de Bagé e Pelotas.

    No geral, as lavouras de milho apresentam bom desenvolvimento, boa aparência e baixo índice de ataque de pragas e de incidência de doenças. Na região de Caxias do Sul, o acentuado déficit hídrico ocorrido na primeira quinzena de dezembro afetou o rendimento das lavouras em fase de floração. Na de Frederico Westphalen, a cultura segue com bom aspecto, apesar de algumas áreas apresentarem sintomas de estresse hídrico. Na Regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, 98% da área prevista para a safra está semeada e a cultura tem apresentado variação no potencial produtivo em virtude da variabilidade do volume de chuvas que ocorreram na região. As áreas cultivadas com irrigação e aquelas em que houve chuvas com excelente volume de precipitação têm colaborado para minimizar os impactos da redução da produtividade na região.

    Na regional da Emater/RS-Ascar de Soledade, estão semeados 83% da área de milho, sendo que 30% destas lavouras encontram-se em desenvolvimento vegetativo, 10% em floração e 60% em enchimento de grãos. Em geral, em áreas onde as chuvas têm sido irregulares e com baixos volumes, já se contabilizam perdas de produtividade, principalmente em lavouras nas quais a fase atual é de enchimento de grãos. As perdas mais expressivas ocorrem nos municípios de Rio Pardo, Pantano Grande e Encruzilhada do Sul, onde não ocorreram chuvas ao longo das últimas semanas.

    Soja – O plantio da soja no RS alcançou 97% da área prevista para a safra de 5.978.967 hectares. Das lavouras com a cultura, 91% estão na fase de desenvolvimento vegetativo e 9% em floração. Na Regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, as áreas de lavouras situadas ao Norte, que correspondem a um terço da área cultivada na região, mantêm-se com bom desenvolvimento em decorrência das precipitações favoráveis à cultura. Nas demais áreas da Regional, formada pelos Coredes Noroeste Colonial e Alto Jacuí, as lavouras enfrentam menor aporte de chuvas, situação que tem comprometido o bom desenvolvimento da cultura.

    Arroz – A cultura no RS está implantada em 99% da área de 944.549 hectares. O tempo favorável em todas as regiões permitiu avanço nos plantios previstos para a safra, além de favorecer o desenvolvimento da cultura. Das lavouras implantadas, 93% estão na fase de desenvolvimento vegetativo e 7% já em floração. Na Regional de Bagé, as lavouras estão 100% em germinação e desenvolvimento vegetativo. Os produtores seguem realizando tratos culturais para controle de ervas daninhas, adubação de cobertura e manejo da irrigação. Em geral, as lavouras se apresentam com bom aspecto.

    Feijão 1ª safra – A implantação da cultura no RS alcançou 95% da área prevista. Atualmente, 26% das lavouras estão desenvolvimento vegetativo, 18% em floração, 23% em enchimento de grãos, 20% delas em maturação e 13% já foram colhidas. Na regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, 30% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos, 20% em maturação e 50% já foram colhidas. No geral, a cultura apresenta bom estande e os produtores vêm realizando adubação de cobertura. Na região de Santa Rosa, as lavouras já colhidas apresentaram excelente qualidade de grão e produtividade média de 1.200 quilos por hectare.

    FRUTÍCOLAS
    Ameixa – Na região da Serra, as variedades do cedo já se encontram colhidas. Está em andamento a colheita da Fortune, segunda variedade em área cultivada e volume produzido. Os frutos estão com calibre razoável e boa coloração. A cultura apresenta escassa produção na presente safra, consequência das condições climáticas ocorridas de setembro a novembro, período com muitos dias chuvosos e falta de radiação solar, o que afetou o florescimento, a fecundação e o pegamento das frutas. O preço médio recebido pelo produto na propriedade é de R$ 3,50/kg.

    Pêssego – Em Paim Filho, na região Nordeste do Estado, os produtores continuam com os trabalhos de colheita e comercialização das frutas. As variedades precoces encaminham-se para o final da colheita, prevista para se encerrar na primeira quinzena de janeiro próximo. Para as variedades tardias, a previsão é de que a colheita inicie depois da primeira quinzena de janeiro. Os produtores seguem realizando monitoramentos de pragas e doenças e aplicações de iscas para mosca-das-frutas, tendo em vista a maturação das frutas e a realização da colheita.

    Viticultura – Seguem em fase de maturação as variedades precoces da Niágara em alguns municípios da Regional da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo. A colheita está se iniciando em pequenas quantidades e deverá aumentar de forma gradativa a partir da próxima semana. Os produtores realizam monitoramento de pragas e doenças, bem como tratamentos fitossanitários e tratos culturais.

    PASTAGENS E CRIAÇÕES – O clima tem sido favorável para todas as espécies forrageiras, marcado pela alta disponibilidade de radiação solar, por temperaturas elevadas e pela redução da umidade no solo, com alta taxa de produção de forragem com excelente qualidade. No entanto, em algumas regiões, produtores relatam que a redução dos níveis de umidade no solo está afetando as pastagens com trevos e cornichão, paralisando inclusive o crescimento do campo nativo em alguns locais. Produtores aguardam as chuvas para retomar os trabalhos de implantação de pastagens de verão (capim sudão, milheto e sorgo forrageiro).

    BOVINOCULTURA DE LEITE – As forrageiras perenes e anuais de verão (aries, jiggs, tífton, milheto, capim sudão) estão em pleno desenvolvimento e ofertam boa qualidade de forragem nas áreas manejadas adequadamente. A diminuição das chuvas em dezembro reduziu o crescimento das pastagens; no entanto, ainda não afeta a disponibilidade de forragem para os animais.

    As lavouras de milho silagem semeadas em final de agosto e início de setembro estão sendo colhidas. Muitas destas ainda não estariam no ponto de colheita, mas devido ao calor precisam ser colhidas para não queimarem ao sol. De modo geral, essas lavouras do cedo ficaram com porte baixo, devido ao estresse hídrico sofrido no início do ciclo, e aos dias de baixas temperaturas durante o desenvolvimento vegetativo. As lavouras semeadas em outubro e novembro estão em desenvolvimento vegetativo e início de florescimento, muito dependentes de ocorrência de chuvas. O período é de nascimento de terneiros.

    Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar