Daily Archives

3 de dezembro de 2019

  • RS suspende aplicação do agrotóxico 2,4-D até o fim do ano

    A aplicação do agroquímico 2,4-D será suspensa no Rio Grande do Sul até o dia 31 de dezembro, podendo ser revogada se os fiscais estaduais agropecuários encerrarem a greve antes do fim do mês. A decisão foi tomada nesta terça-feira (3) em reunião na Secretaria Estadual da Agricultura com grupo de trabalho formado por representantes de governo, Ministério Público (MP), produtores de grãos, indústrias químicas e fruticultores atingidos pela deriva do produto.

    No mesmo dia, foi divulgado o restante das análises laboratoriais feitas em 103 propriedades: das 143 amostras coletadas, 132 deram resultado positivo para presença do herbicida – 92% dos casos – em 41 municípios (veja lista abaixo).

  • Soja: Após 8 baixas consecutivas, mercado em Chicago sobe nesta 3ª feira

    O mercado da soja sobe na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (3). As cotações, por volta de 8h30 (horário de Brasília), subiam entre 4 e 5,50 pontos nos principais contratos, levando o janeiro a US$ 8,74 e o maio a US$ 9,05 por busel.

    Segundo explicam analistas da consultoria internacional Allendale, Inc., o mercado passa por uma correção técnica depois das baixas de ontem, com alguma recompra de posições por parte dos fundos. Apesar disso, a política ainda domina as conversas na CBOT.

    “O mercado da soja observa o clima na América do Sul e os conflitos políticos dos EUA com a China, o Brasil e a Argentina”, diz a Allendale.

    Além disso, como explica o consultor Steve Cachia, da AgroCulte e Cerealpar, “depois de oito dias consecutivos de baixa, traders entendem que o mercado está sobrevendido e, portanto, vulnerável a uma recuperação técnica. No entanto, o pessimismo em relação a possibilidade de um acordo comercial EUA/China predomina”.

    Ademais, Cachia acredita que com a nação asiática relativamente bem abastecida até a entrada da nova safra brasileira, “o país também não vai ceder tão facillmente às exigências de Trump. Sem acordo, as cotações futuras de soja seguem sob pressão”.

    E ao mesmo tempo em que não há demanda intensa no mercado norte-americano, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informa que, até o último domingo (1), a colheita da soja já chega a 96% da área, alinhada com os números do ano passado, com as expectativas e ligeiramente menor do que os 99% da média dos últimos cinco anos.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho abre a terça-feira com leves ganhos em Chicago mesmo após relatórios do USDA

    A terça-feira (03) começa com leves valorizações para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam altas entre 1,50 e 1,75 pontos por volta das 08h50 (horário de Brasília).

    O vencimento dezembro/19 era cotado à US$ 3,75 com valorização de 1,75 pontos, o março/20 valia US$ 3,83 com elevação de 1,75 pontos, o maio/20 era negociado por US$ 3,88 com alta de 1,50 pontos e o julho/20 tinha valor de US$ 3,92 com ganho de 1,75 pontos.

    Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho lutam por ganhos modestos em meio a algumas manobras técnicas agitadas, embora o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) tenha apresentado outra rodada de mornos dados de inspeção de exportação na segunda-feira.

    Os embarques semanais de milho totalizaram, na semana que acabou em 28 de novembro, 428.856 mil toneladas, enquanto as expectativas oscilavam entre 500 mil e 700 mil toneladas.

    No final da tarde de segunda-feira, o USDA também atualizou seus números sobre a colheita da safra americana. De acordo com o relatório, restam apenas 3% das áreas para serem colhidas com o cereal até o último domingo (01). Isso representou um avanço de 13 pontos percentuais com relação à semana que acabou em 24 de novembro.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja terá a menor expansão de 4 safras, diz Rabobank

    O Rabobank divulgou nesta segunda-feira (02) as perspectivas para o negócio brasileiro. Entre os destaques está a soja.  A  previsão é de que a área de soja semeada no Brasil atinja 36,5 milhões de hectares na safra 2019/20, aumento de 1,7% em relação à temporada anterior. Este é o menor percentual de expansão do que a média das últimas 4 safras (2,8%).

    Mesmo assim o estudo aponta que ainda há espaço para conversão de pastagens subutilizadas para áreas agrícolas no país. Com a perspectiva de expansão de área e retomada da produtividade o Rabobank estima que a produção brasileira de soja alcance 121 milhões de toneladas na safra 2019/20.

    ACESSO O COTRIFACIL, O MERCADO ONLINE DA COTRIJUC

    Um cenário que chama a atenção é a guerra comercial entre Estados Unidos e China. Este ano foi marcado por oscilações nas cotações da oleaginosa no mercado internacional justamente pela tensão entre os dois países.

    Em meio a isso os prêmios de exportação no Brasil também se mostraram pressionados, o que resultou em um cenário mais desafiador de preços, principalmente no que se refere às cotações em dólar no Brasil. A relação comercial entre as duas potências econômicas segue no foco em 2020. Em caso de trégua a China compraria cerca de 8 milhões de toneladas de soja norte-americana por trimestre.

    A China, que atualmente atravessa um surto de Peste Suína Africana, também está no foco da soja brasileira. Caso o país consiga superar o problema sanitário poderia retomar as importações da oleaginosa, com projeção de 90 milhões de toneladas em 2020, 8,5% superior ao esperado em 2019.

    Por: AGROLINK –Eliza Maliszewski