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Luz polarizada pode controlar insetos sem defensivos

Em um novo estudo, publicado recentemente no Proceedings da Royal Society B, os pesquisadores de ciências biológicas da Universidade Simon Fraser (SFU), no Canadá, revelam como os insetos usam a luz polarizada para diferenciar em quais plantas comer ou pôr ovos, observando como a luz reflete de suas folhas.  Sua descoberta é uma grande promessa para o desenvolvimento de sistemas de controle de pragas sem produtos químicos.

Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, dois pesticidas amplamente utilizados, malatião e clorpirifós, causam danos a muitos mamíferos, aves, peixes, répteis e plantas da lista de espécies ameaçadas de extinção. “Para gerenciar efetivamente as pragas das culturas de insetos, precisamos entender como eles veem o mundo e o que cria sua atração por certas plantas”, diz Adam Blake, um candidato a doutorado da universidade. “Com um melhor entendimento, podemos tornar as plantas menos atrativas para pragas e reduzir a necessidade de pesticidas”, completa.

O pesquisador diz que eles descobriram que as borboletas de uma espécie conhecida como borboleta branca de repolho são atraídas por imagens que mostram o mesmo grau de polarização linear que as plantas reais de repolho. Suas descobertas sugerem que a polarização pode ser mais importante que o brilho, a cor ou a forma das plantas quando os insetos estão selecionando plantas para comer ou pôr ovos.

“O trabalho demonstrou que a polarização das folhas é uma sugestão importante para os insetos reconhecerem as plantas”, diz Gerhard Gries, professor de ciências biológicas da SFU e presidente da NSERC-Industrial Research Chair.