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10 de dezembro de 2019

  • Brasil e Alemanha firmam acordo para inovação na produção de soja, madeira e carne com proteção da Amazônia

    O Ministério da Agricultura e a embaixada da Alemanha assinaram ontem (9/12) um convênio de cooperação, com prazo de quatro anos, que cria o projeto Inovação das Cadeias Produtivas da Agropecuária para Conservação Florestal na Amazônia, de acordo com informações do jornal “Valor Econômico”. Também foi firmado o contrato de contribuição financeira para o projeto, com participação do Instituto Interamericano para Cooperação para a Agricultura (IICA).

    Serão investidos 25,5 milhões de euros em melhorias de técnicas empregadas e para a agregação de valor aos produtos nas cadeias da soja, madeira e carne. Os recursos são do banco alemão KfW.

    Por meio de bases de dados como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a Guia de Trânsito Animal (GTA), o Ministério da Agricultura vai acompanhar diretamente propriedades dessas cadeias nos estados de Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins.

    Será criado um índice de adequação socioambiental, para medir a implementação de técnicas sustentáveis nessas propriedades. Quanto melhor colocados no índice, mais os produtores terão incentivos de agregação de valor aos produtos e promoção da imagem dos mesmos no exterior. Quem tiver colocações piores receberá assistência técnica para melhorar o nível e se igualar aos demais. Um dos objetivos é aumentar a rastreabilidade dos produtos, principalmente das carnes.

    A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, batizou o projeto de “Nova Carne” e afirmou que ele ajudará a incluir pessoas no processo produtivo e de geração de renda com conservação. “Precisamos fazer a inclusão, não temos que excluir ninguém, temos que trazer para dentro e fazer com que entendam que a tecnologia vai dar renda e que a renda vai permitir que conservem e tenham outro padrão de vida. A exclusão só leva as pessoas à ilegalidade. Este é o primeiro projeto para trabalhar com inclusão dos pequenos produtores dessa região”.

    Ela ainda comentou a forma de “pontuação” do índice de adequação ambiental. “Quem estiver bem vai ganhar impulso para ter mais qualidade e renda; quem estiver abaixo dos indicadores, terá que ter a mão do Estado e assistência técnica para que também ultrapasse essa linha e seja produtivo, cumprindo a lei brasileira, o Código Florestal”, concluiu.

    O representante do IICA, Hernán Chiriboga, disse que o projeto é um “trabalho para mostrar que o Brasil está produzindo de forma sustentável e que vai se tornar o maior produtor de alimentos de forma sustentável”.

    O embaixador da Alemanha no Brasil, Gerog Witschel, avaliou que o projeto vai melhorar a imagem do Brasil no exterior. “Nós apoiamos esforços do Mapa para desenvolver ações para melhorar a sustentabilidade na produção agrícola. Estamos convencidos de que isso melhorará o posicionamento e oportunidades de mercado para produtos agrícolas do Brasil e vai contribuir para harmonização dos objetivos de conservação dos recursos naturais e da floresta amazônica.”

    Fonte: G1

  • Contra doenças da soja, informação e ciência

    A safra brasileira de soja no período 2019/20 deve chegar bem perto de 120,4 milhões de toneladas, segundo estimativa publicada pela Conab em outubro último. Esse volume significa aumento de 4,7% sobre o resultado da temporada passada e representa todos os avanços tecnológicos que mantêm o Brasil na linha de frente da produção agrícola mundial. Da seleção genética ao monitoramento de lavouras por satélite, há um universo de pesquisas científicas e trabalho de campo para garantir o melhor desempenho em cada hectare e proteger as plantas dos inúmeros desafios que as cercam. A exemplo das diversas doenças fúngicas que atacam a soja em seus diversos estágios de desenvolvimento, derrubam a produtividade e a qualidade dos grãos e prejudicam toda a cadeia, começando pelo agricultor.

    Os mesmos cuidados que se teve com a escolha de cultivares mais resistentes a esses e outros problemas e o uso de sementes já protegidas contra os fungos devem ser expandidos para além do momento do plantio, abrangendo cada etapa de evolução das lavouras. Seguindo a lógica de que conhecer bem o inimigo é uma boa estratégia de combate, é melhor saber quais são as doenças mais relevantes, suas causas, seus sintomas e pontos fracos e, principalmente, como evitá-las.

    Uma das maiores ameaças para as lavouras de soja continua a ser a ferrugem asiática, que é causada pelo fungo Phakopsorapachyrhizi e se espalha com muita facilidade pelo vento. A doença marca as folhas das plantas com pontos escuros que vão crescendo até provocar a desfolha. Em condições favoráveis à sua propagação, pode causar prejuízos de até 70% da produtividade em lavouras não tratadas com fungicidas.

    A antracnose, causada pelo fungo Colletotrichumtruncatum, é outro problema sério, pois pode tanto matar plântulas como causar manchas negras nas nervuras de folhas, hastes e vagens. O mofo branco, que tem origem no fungo Sclerotiniasclerotiorum, também deixa manchas, mas nesse casosão mais aquosas e logo evoluem para um micélio branco e denso. É entre a floração e a formação das vagens que as plantas ficam mais suscetíveis à doença, o que coloca em risco a produtividade. Há ainda uma série de outras doenças, chamadas de manchas ou podridões, que impactam diretamente no desenvolvimento das plantas, ou seja, em muitos casos nem chegam à fase de produção propriamente dita.

    Com tantos e tão diversos desafios, ter à disposição uma ampla bateria de defesas pode fazer toda a diferença. A combinação adequada de fungicidas, com diferentes princípios ativos, garante maior proteção contra uma grande gama de doenças, inclusive por mais tempo, e evita o surgimento de resistência.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho: Chicago inicia a terça-feira com estabilidade após leve avanço na colheita

    A terça-feira (10) começa com estabilidade para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações máximas de 0,25 pontos por volta das 08h50 (horário de Brasília).

    O vencimento dezembro/19 era cotado à US$ 3,65 com estabilidade, o março/20 valia US$ 3,76 com alta de 0,25 pontos, o maio/20 era negociado por US$ 3,81 com ganho de 0,25 pontos e o julho/20 tinha valor de US$ 3,86 com estabilidade.

    Na segunda-feira (09), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou novos relatórios sobre estoques e colheita americana. De acordo com o dados reportados, 92% do milho americano foi colhido até o domingo (08), contra a média dos últimos cinco anos de 100%.

    Entre os estados, Dakota do Norte está mais atrasada com apenas 43% do milho colhido. Wisconsin estava apenas 74% completo em comparação com uma média de 95% em cinco anos. Outros estados incluem Illinois com 96% versus uma média de 100% em cinco anos, e Iowa com 95% quando a colheita normalmente seria concluída.

    Agora, o USDA deve divulgar seu último boletim mensal de oferta e demanda de 2019 nesta terça-feira (10). O mercado espera a média das projeções em 47,73 milhões de toneladas. No reporte do último mês, os estoques finais do cereal foram estimados em 48,54 milhões de toneladas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Em dia de USDA, mercado da soja opera com estabilidade na Bolsa de Chicago nesta 3ª feira

    O mercado da soja opera com estabilidade na Bolsa de Chicago na manhã desta segunda-feira (10). Os traders mantêm-se na defensiva e atuando com cautela à espera dos novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os quais serão reportados hoje.

    O novo boletim mensal de oferta e demanda será divulgado às 14h (horário de Brasília), porém, não são esperadas grandes mudanças. As expectativas do mercado são para um relatório neutro e com impacto limitado sobre as cotações.

    Ainda assim, o mercado, como explica Todd Hultman, analista do portal DTN The Progressive Farmer, se questiona “quando o USDA irá contabilizar os problemas que têm sido visto nos campos, principalmente de milho?”. E completa dizendo que não acredita que as mudanças cheguem nesta terça.

     

    Dessa forma, por volta de 7h30 (horário de Brasília), a soja subia de 0,25 a 0,50 ponto nos principais contratos, levando o janeiro a US$ 8,97 e o maio a US$ 9,26 por bushel.

    “Apesar da recente tendência altista de curto prazo, o mercado deve ficar mais lento hoje, pelo menos até a divulgação do tradicional relatório do USDA de Oferta e Demanda Mundial. É provavel que o comportamento predominante do dia seja determinado pelos números a serem publicados daqui a pouco”, diz o consultor da AgroCulte e da Cerealpar, Steve Cachia.

    Fonte: Notícias Agrícolas