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janeiro 2020

  • Brasil tem menos casos de ferrugem asiática

    Até o dia 28 de janeiro, o país registra 69 casos da doença, contra 242 do ano passado e 1.673 do recorde no mesmo período da safra 2009/2010. Confira a explicação da Embrapa!

    Por si só, a notícia já seria razão para comemorar, mas existem explicações para tal acontecimento e a flexibilização do monitoramento e controle poderia trazer grandes estragos. Até 28 de janeiro, o Brasil registrou 69 casos de ferrugem asiática em lavouras de soja comerciais. Isso significa o menor número de casos da história até esse período.

    No ano passado, no mesmo período, o país já havia registrado 242 ocorrências da doença, 70% mais que este ano. O maior número de casos até 28 de janeiro aconteceu na safra 2009/2010, com 1.673 casos.

    Segundo a pesquisadora da Embrapa Soja, Claudine Seixas, uma das responsáveis pela coordenação do Consórcio Antiferrugem, que levantou os dados acima, o atraso nas chuvas e o clima seco em alguns estados pode ter ajudado nessa redução.

    “Tivemos um inverno (2019) menos favorável à permanência de soja guaxa com ferrugem, pois foi mais seco e com geadas. Terminou o vazio sanitário, mas a chuva não veio. Tudo isso pode ter contribuído para reduzir a presença do inóculo do fungo no ambiente”, explica.

    O estado que mais casos registrou até agora foi o Paraná, com 31 casos, contra 58 de toda a safra passada. Normalmente quem mais registrar a doença é o Rio Grande do Sul, mas neste início o Paraná sempre larga na frente, devido a janela de plantio que abre antes.

    “Agora estamos vendo o Rio Grande do Sul, que costuma ter muitos focos de ferrugem, com seca. Condição totalmente desfavorável para a doença. Há algumas regiões no Paraná com pouca chuva também. Tudo isso ajuda”, diz Claudine.

    Com o atraso nas chuvas e, consequentemente, retardo no plantio em quase todos os estados, a doença demorou a se espalhar, tanto que os primeiros casos foram reportados somente no início de dezembro. Normalmente os esporos começam a se espalhar no final de outubro, início de novembro.

    “Claro que vale ressaltar que o consórcio depende dos relatos em campo, que podem não acontecer e os números estarem um pouco abaixo da realidade. Tem gente que já viu um relato na cidade e acha que não precisa fazer outro. Enfim, há várias razões para não relatarem”, afirma.

  • Novo milho tem melhor desempenho no frio

    Um grupo de pesquisadores liderado por David Stern, presidente do Instituto Boyce Thompson, nos Estados Unidos, desenvolveu um novo tipo de milho que se recupera muito mais rapidamente após um período frio. Stern também é professor adjunto de biologia vegetal na Faculdade de Agricultura e Ciências da Vida da Universidade de Cornell, também nos EUA.

    “No campo, o estresse no frio acontece com mais frequência na primavera, quando as temperaturas frias se combinam com a forte luz solar, causando o alvejamento das plantas”, disse Stern. “Portanto, um milho mais tolerante ao resfriamento pode ajudar os agricultores a plantar no início do ano com a confiança de que sua colheita sobreviverá a um período frio e se recuperará rapidamente assim que o tempo esquentar novamente”, completou.

    Este trabalho foi desenvolvido com base em pesquisa publicada em 2018, que mostrou níveis crescentes de uma enzima chamada Rubisco levaram a plantas maiores e de maturação mais rápida. Rubisco é essencial para as plantas transformarem dióxido de carbono atmosférico em açúcar, e seus níveis nas folhas de milho diminuem drasticamente no tempo frio.

    No estudo mais recente, Stern e colegas cultivaram plantas de milho por três semanas a 25 ° C, baixaram a temperatura para 14 ° C por duas semanas e depois aumentaram de volta para 25 ° C. “O milho com mais Rubisco teve um desempenho melhor que o normal antes, durante e após o resfriamento”, disse Coralie Salesse-Smith, primeira autora do artigo.

    De fato, comparado ao milho comum, o milho produzido teve maiores taxas de fotossíntese ao longo do experimento e se recuperou mais rapidamente do estresse de resfriamento, com menos danos às moléculas que realizam as reações dependentes da luz da fotossíntese.

  • Mercado tem 5ª feira de novas baixas e sessões consecutivas de perdas em Chicago com foco no Coronavírus

    O mercado da soja permanece operando em campo negativo nesta quinta-feira (30) na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, por volta de 8h10 (horário de Brasília), perdiam entre 1,75 e 2,50 pontos, na quarta sessão consecutiva de perdas somente nesta semana.

    Assim, o março tinha US$ 8,90 por bushel, o maio US$ 9,04 e o julho, US$ 9,19.

    “Incertezas sobre acordos comerciais, eleições nos EUA, temores de recessão global e agora até um Coronavírus, tem sido os fatores principais exercendo pressão sobre as commodities agricolas”, explica o consultor Steve Cachia, da AgroCulte e Cerealpar.

    E mais pressão vem ainda da chegada da nova safra do Brasil, onde a colheita caminha sem grandes adversidades até este momento.

    “Para hoje, só uma supresa positiva na exportaçoes semanais americanas, com compras de soja americana em bom volume pela China para reverter esta tendência”, completa Cachia.

    As expectativas do mercado para as vendas semanais de soja dos EUA variam de 400 mil a 1,1 milhão de toneladas.

    Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
    Fonte: Notícias Agrícolas
  • Mais de 84 milhões de animais foram vacinados contra febre aftosa no país

    A maioria dos pecuaristas do país fez, mais uma vez, o dever de casa em relação à prevenção da febre aftosa no rebanho. No segundo semestre de 2019, 98,35% do rebanho bovino e bubalino com até 24 meses de idade foram imunizados, o equivalente a 84,13 milhões de animais.

    Os dados finais dessa etapa (segundo semestre de 2019) podem ter alterações, pois ainda não foram considerados os dados da Bahia. O sistema do estado apresentou problemas técnicos e os dados consolidados serão enviados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) até o próximo dia 31.

    Em 24 estados e no Distrito Federal, todos os animais jovens (até 24 meses de idade) devem ser vacinados no segundo semestre de cada ano. No primeiro semestre, são vacinados os animais de todas as idades.  Atualmente, o rebanho bovino e bubalino brasileiro é de 215,57 milhões de cabeças.

    “Foi mantida, como em semestres anteriores, a alta cobertura vacinal contra a doença, mostrando que mesmo nesse momento de transição, onde alguns estados estão suspendendo a vacinação conforme previsto no plano estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), os criadores sabem de seu papel e executam a vacinação nos seus animais nos estados que permanecem com a vacinação obrigatória e sistemática”, afirmou o chefe da Divisão de Febre Aftosa (Difa), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Diego Viali dos Santos.

    O sucesso do programa brasileiro de vacinação e erradicação da febre aftosa despertou o interesse da Índia, que tem o maior rebanho bovino e bubalino do mundo (mais de 400 milhões de animais).

    Na última semana, técnicos brasileiros estiveram na Índia, que integraram a missão da ministra Tereza Cristina ao país asiático, iniciaram a elaboração de um acordo de cooperação técnica na área de febre aftosa, como forma de troca de experiências e conhecimento técnico entre dois países. Como primeiro passo desse trabalho, ficou agendado para maio deste ano, a vinda de autoridades da área sanitária indiana ao Brasil para conhecerem o PNEFA, o parque industrial brasileiro de produção de vacina, laboratórios federais de controle de vacina e diagnóstico de febre aftosa, além de atividades de vigilância.

  • Ministro confirma primeiro caso suspeito de coronavírus no Brasil

    O Ministério da Saúde confirmou hoje (28) o primeiro caso suspeito de coronavírus no país e elevou o nível de atenção para alerta de perigo iminente para a presença do vírus no país. De acordo com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, uma estudante de 22 anos que esteve na China está internada, em Belo Horizonte, em observação. 

    “O que muda é o grau de vigilância nessa fase. Aumenta a nossa vigilância de portos e aeroportos, triagem de pacientes, o uso de determinado equipamentos de proteção, mas o nosso foco principal nesta fase é a vigilância”, disse Mandetta, em entrevista coletiva para falar sobre as medidas tomadas pelo governo para evitar a entrada do vírus no país.

    “Nessa fase a gente tem um olhar com muito mais atenção para dentro do país, para identificar se o vírus está circulando em território nacional, e outro [olhar] muito presente em informações técnicas e científicas a respeito do comportamento do vírus”, disse Mandetta..

    Suspeita de coronavírus

    A estudante brasileira esteve em viagem para a cidade de Wuhan no período de 29 de agosto de 2019 a 24 de janeiro deste ano. A paciente está em observação e, de acordo com o ministro, o estado dela é estável. Caso a infecção por coronavírus seja confirmada, o nível de alerta no país sobe para emergência de saúde pública nacional, quando há a possibilidade de o vírus já estar em circulação no país.

    “Ela está em isolamento, e os 14 contatos mais próximos estão sendo acompanhados. O nome, por motivos óbvios, não deve ser divulgado, por respeito à pessoa, a seus familiares e sua privacidade,” disse o ministro.

    Investigação

    De acordo com dados apresentados na coletiva do Comitê de Operações de Emergência do Ministério da Saúde, no período de 3 a 27 de janeiro foram analisados 7.063 rumores de pessoas com coronavírus, dos quais 127 exigiram a verificação mais detalhada. Dessa verificação, 10 casos se enquadraram inicialmente na definição de suspeitos. Desses, nove foram descartados, e o único caso tratado como suspeito é o da paciente internada em Belo Horizonte.

    O ministro informou ainda que, após a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter aumentado para alto o nível de alerta em relação ao cenário global do novo coronavírus, o governo vai passar a tratar como casos suspeitos os das pessoas que estiveram em toda a China, não apenas na província de Wuhan, nos últimos 14 dias e que apresentarem sintomas respiratórios suspeitos.

    Fonte or Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil  Foto  Marcelo Camargo/Agência Brasil

  • 1ª Caravana da RTC inicia com visita às áreas experimentais da UFSM

    Programação desta terça-feira (28) será em Eldorado do Sul, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

    Com  o objetivo de promover a agregação de conhecimento, interação entre cooperativas, partilha de ideias e discussão sobre tecnologias capazes de garantir a sustentabilidade e rentabilidade da agricultura gaúcha, iniciou nesta segunda-feira (27) a 1.ª Caravana da RTC.

    Sua abertura oficial ocorreu às 09 horas na Cooperativa Central Gaúcha Ltda. – CCGL, em Cruz Alta, com a participação de 24 cooperativas do Rio Grande do Sul vinculadas a Rede Técnica Cooperativa – RTC. No momento o vice-presidente da CCGL, Darci Hartmann citou a importância desta atividade para o desenvolvimento agrícola do estado. O gerente de pesquisa e tecnologia da CCGL e coordenador da Caravana Geomar Corassa agradeceu o comprometimento e envolvimento das cooperativas e espera que essa iniciativa, fruto do projeto da RTC, possa difundir o conhecimento e fomentar as pesquisas.

    No primeiro dia, os participantes puderam conhecer duas áreas experimentais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Na área didático-experimental da várzea, o foco foi o manejo de arroz irrigado e a rotação de culturas utilizando a soja em áreas de várzea. Na área didático-experimental da Coxilha, foi possível visitar experimentos sobre plantabilidade, inoculação e produtos biológicos nas culturas de soja e milho.

    Para o responsável pela área experimental da Coxilha, prof. Dr. Thomas Martin, é muito importante essa troca de conhecimento entre universidade e cooperativas para o processo de sustentabilidade econômica, social e ambiental da agricultura gaúcha.

    Nesta terça-feira (28), a Caravana se desloca até a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Eldorado do Sul.

    O projeto é uma iniciativa da RTC, contando com o apoio da CCGL, patrocínio do Terminal Marítimo Luiz Fogliato S/A – Termasa e percorrerá mais de 1000 km pelo Estado do RS até o dia 30 de janeiro.

  • Desafio de Máxima Produtividade tem inscrições prorrogadas

    Realizado pelo CESB, o principal ranking de produtividade no Brasil que em média conta com mais de 4000 produtores, terá as inscrições prorrogadas até 10 de fevereiro

    As inscrições para a 12ª edição do Desafio CESB de Máxima Produtividade de Soja foram prorrogadas. Os sojicultores que desejarem se auto desafiar para obter ganhos de produção em suas propriedades poderão se inscrever até o 10 de fevereiro no site do CESB (www.cesbrasil.org.br).

    A safra 2019/2020 foi marcada por atrasos nos plantios de soja em todo o Brasil por conta de chuvas irregulares. O fato de a chuva ter demorado para chegar em algumas regiões ou ter sido muito intensa em outras, não oferecendo intervalo para efetuar o plantio na janela indicada, gerou, em média, dez dias de atraso no plantio. “Fato esse comprovado pelos nossos números de auditorias realizadas até o presente momento, que representam 50% a menos do que na safra 2018/2019 no mesmo período. Diante disso, decidimos por prorrogar as inscrições, que seriam finalizadas em janeiro”, declara o coordenador técnico e de Pesquisa do CESB, João Pascoalino.

    Para poderem participar, os sojicultores devem inscrever suas respectivas áreas atentando-se em separar de 2,5 a 10 hectares para auditoria, podendo concorrer em uma das duas categorias do Desafio: plantio irrigado ou não irrigado (sequeiro). Nesta edição, foi adotado um novo sistema de inscrições, com uma interface mais moderna e intuitiva, para facilitar o acesso e o acompanhamento por parte dos participantes. A revelação dos campeões acontece em junho de 2020 durante o Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja.

    Os inscritos que tiverem suas áreas auditadas receberão, ao fim de sua participação no Desafio, um laudo/relatório de suas áreas contendo informações técnicas relevantes, tais como: georreferenciamento da área auditada; descritivo do campo de produção; informações técnicas de manejo; registros fotográficos; além de um certificado de classificação.

    Elevação de produtividade

    O presidente do CESB, o engenheiro agrônomo e Mestre em Economia Leonardo Sologuren, afirma que a importância do Desafio está em auxiliar os produtores a encontrar maneiras de obter crescimento da produção de forma vertical, ou seja, visando o aumento da produtividade, de forma sustentável e rentável. Segundo Sologuren, nos últimos dez anos, a área plantada com soja no País cresceu 52,8%, enquanto o salto na produtividade média foi de apenas 9,5%.

    “É fato que o potencial tecnológico da soja tem sido pouco explorado. Enquanto a média da produtividade brasileira foi de 55 sacas/hectare, o CESB já observa inúmeros casos de produtores produzindo acima de 80 sacas/hectare em escala comercial”, relata.

    Aumento em áreas

    O destaque da edição passada foi o aumento em termos de área plantada, em hectares. A 11ª edição conseguiu atingir 11,1% das plantações de soja do Brasil, o que representa 3,98 milhões de hectares. No total, o Brasil conta hoje com cerca de 36 milhões de hectares.

    Para a 12ª edição, o diretor-executivo do CESB, Luiz Antonio da Silva, espera que esse número de áreas participantes cresça ainda mais, por conta de a soja estar se consolidando em todas as regiões do Brasil, demonstrando alta adaptabilidade a todos os tipos de solo. “Isso mostra que o Desafio CESB tem atingido o seu objetivo, que é disseminar informações para que cada vez mais sojicultores possam atingir altos índices de produtividade”, ressalta.

    Auditorias

    O CESB já iniciou as auditorias nas áreas inscritas que estão em ponto de colheita. As auditorias são realizadas desde 2015 por técnicos e agrônomos da empresa Somar serviços agro, que atua na área de monitoria agrícola há mais de dez anos. Segundo o diretor da Somar, Juliano Nunes, todo auditor de campo passa por um treinamento exclusivo do CESB para poder acompanhar todos os trabalhos que determinarão os campeões do Desafio CESB de Máxima Produtividade de Soja. As aferições são realizadas desde a colheita até o romaneio da produção nos armazéns, para poder certificar o mais corretamente possível a pesagem.

    A quantidade de auditorias realizadas pelo CESB no Desafio de Máxima Produtividade de Soja aumentou 44% na edição 2018/2019, em relação ao volume da edição de 2017/2018. Os técnicos do CESB visitaram 863 propriedades de sojicultores em todo o Brasil na última edição do Desafio, contra 597, na anterior.

    Nunes salienta que a importância da auditoria se dá por gerar um documento que comprova as altas produtividades alcançadas pelos sojicultores, que são transformadas, posteriormente, em cases de sucesso. “Essas informações são difundidas no meio agrícola, de acordo com os princípios do CESB de produzir mais sem haver aumento de áreas cultivadas, pensando na sustentabilidade e garantindo a rentabilidade”, afirma.

    Campeão irrigado

    Na edição de 2018/2019, o produtor Maurício de Bortoli, de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, foi o campeão nacional, sendo o primeiro na história do Desafio em uma área irrigada. Ele alcançou a produtividade de 123,88 sacas de soja por hectare, o que representa mais do que o dobro da média nacional, que é de 53,4 sc/ha na safra 2018/2019, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    O recorde atual no Desafio CESB foi conquistado com o produtor Marcos Seitz, de Guarapuava (PR), que alcançou a marca de 149,08 sacas de soja por hectare. Ele foi o campeão da edição de 2016/2017.

  • Brexit tornará a agricultura britânica a “inveja do mundo”

    O Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou que a política do Brexit fará com que a agricultura britânica se torne “inveja do mundo”. Uma corte de 60 grupos agrícolas e ambientais escreveu uma carta conjunta ao primeiro-ministro para destacar a importância de garantir que os padrões de produção de alimentos do Reino Unido não sejam prejudicados quando o Reino Unido deixar a União Europeia.

    Com o dia do Brexit (31 de janeiro) se aproximando, a NFU e outras organizações, incluindo a National Sheep Association e a Scottish Land and Estates, juntamente com grupos de lobby verde como RSPB, Greenpeace e The Wildlife Trusts, pediram o compromisso de manter o bem-estar animal e normas alimentares durante as negociações comerciais a serem consagradas na lei do Reino Unido.

    “Estamos todos de acordo em que o Brexit oferece uma oportunidade para promover um modelo de agricultura sustentável e neutro em carbono no Reino Unido, com base em nossa reputação de alimentos de alta qualidade, seguros e acessíveis. Pode haver diferenças de opinião quanto à melhor forma de alcançar esse resultado, mas estamos todos de acordo que sem a política interna direita, apoiado por uma política comercial progressiva e ambicioso, nenhum de nós vai perceber esta visão compartilhada”, disse a carta.

    O governo garante que as medidas tomadas a partir do Brexit irão beneficiar os agricultores britânicos e também toda a cadeia de alimentos. Com isso, o primeiro-ministro garantiu que esse pedido das entidades será cumprido pelo Reino Unido, sem prejudicar nenhuma das partes.

  • RS: semana será quente e com pancadas de chuva

    No início da semana passada, a passagem de um sistema de baixa pressão atmosférica trouxe chuva irregular ao Rio Grande do Sul. Áreas do Centro, Sul e Oeste do Estado receberam até 50 milímetros. Mesmo assim, a umidade do solo permaneceu baixa no período exigindo irrigação complementar. No mês, o acumulado varia entre 100 e 200mm e a temperatura está próxima da média na maior parte das áreas produtoras.

    De acordo com o boletim metereológico do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), a semana será caracterizada pelo calor e pelas pancadas de chuva. O acumulado total será baixo, inferior aos 10mm na maior parte das áreas produtoras.

    Somente no Leste, região da Planície Costeira Externa, espera-se chuva mais intensa, entre 40 e 60mm. Boa parte dessa precipitação acontecerá na quinta-feira (30). O próximo período com chuva significativa acontecerá entre 9 e 16 de fevereiro.

  • Milho começa a semana caindo em Chicago com preocupações sobre o coronavírus

    A segunda-feira (27) começa com desvalorização para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam quedas entre 4,75 e 6,25 pontos por volta das 08h49 (horário de Brasília).

    O vencimento março/20 era cotado à US$ 3,81 com perda de 6,25 pontos, o maio/20 valia US$ 3,86 com desvalorização de 6,00 pontos, o julho/20 era negociado por US$ 3,92 com baixa de 5,75 pontos e o setembro/20 tinha valor de US$ 3,91 com queda de 4,75 pontos.

    Segundo informações da Agência Reuters, os mercado do milho futuro, assim como da soja e do trigo, perdem força com as preocupações crescentes com o surto de vírus na China desencadeando vendas amplas.

    O número de mortos pelo novo coronavírus da China aumentou para 80 na segunda-feira, quando os residentes da província de Hubei, onde a doença se originou, foram proibidos de entrar em Hong Kong em meio a esforços globais para impedir a rápida disseminação do surto.

    “O vírus deve prejudicar o crescimento na China, o maior importador mundial de soja e outros produtos agrícolas, depois de meses de preocupações econômicas com as tensões comerciais com os Estados Unidos”, diz Naveen Thukral da Reuters Singapura.

    A publicação aponta ainda que, “os comerciantes e agricultores continuaram aguardando sinais de aumento da compra chinesa de produtos agrícolas dos EUA depois que Pequim prometeu aumentar significativamente as importações em um acordo comercial inicial assinado pelos países na semana passada”.