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15 de janeiro de 2020

  • Estiagem leva Júlio de Castilhos a elaborar decreto

    O município somou-se as mais de 40 cidades do estado do Rio Grande do Sul que decretaram situação de emergência por causa da falta de chuva. O documento foi assinado pelo Prefeito João Vestena no final da tarde de ontem, dia 14.

    Já o prefeito de Tupanciretã, Carlos Augusto Brum de Souza, assinou na manhã desta quarta-feira.


    A iniciativa das prefeituras visa a facilitar o recebimento de recursos e, assim, amenizar os problemas dos agricultores, ajudando também na renegociação de dívidas.

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    A estiagem afetou a agricultura e também a pecuária dos municípios.

    Fonte informações: Prefeituras de Júlio de Castilhos e Tupanciretã

    ATUALIZAÇÃO!

    O Prefeito João Vestena assinou o Decreto nº 6.829 que decreta situação de emergência em virtude da estiagem prolongada. Além de Júlio de Castilhos, outros 14 municípios também decretaram a situação de emergência.

    Este Decreto tem validade local, e foi encaminhado nesta terça-feira(14) à Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul para que a mesma venha até o município fazer a vistoria em relação aos dados apresentados e aprove ou não a situação de emergência. Após o deferimento por parte do estado, a análise segue para o governo federal. Segundo um dos responsáveis pela Defesa Civil de Júlio de Castilhos, Luis Roberto Dutra, ‘ existe toda uma documentação e registros inclusive fotográficos que são solicitados pelo Estado a fim de subsidiar o pedido feito através do decreto ‘, informa.

    A EMATER, após reunião do Conselho Agropecuário, calcula as perdas estimadas em 28% (soja), 75% (milho) e 30% (leite). Em valores reais, os prejuízos ultrapassam os 100 milhões de reais.

    O Prefeito João Vestena concedeu entrevista à RBS TV Santa Maria nesta quarta-feira, onde destacou que ‘a assinatura do decreto foi imprescindível a fim de que os produtores tenham instrumentos legais e subsídios para amenizar as perdas. Toda a economia da cidade perde com os prejuízos, desde o comércio de maquinários, insumos e também o próprio comércio em geral, que tem movimentação intensa devido às safras. Assinamos o decreto e estamos monitorando a situação junto às autoridades competentes‘ conclui.

    Acesse AQUI o decreto.

    ASCOM/PREFEITURA

  • Seca agrava escassez do milho

    A estiagem que atinge o sul do Brasil afeta a produção e a produtividade das lavouras de milho e de soja. Para Santa Catarina, maior importador de milho do País, a seca pode agravar o abastecimento das cadeias de aves e suínos.

    Levantamento preliminar da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) aponta que a metade sul do território barriga-verde – considerando a BR-282 como linha divisória – foi a mais afetada.

    O vice-presidente Enori Barbieri acionou os Sindicatos Rurais filiados à FAESC para obter um quadro atualizado da situação. Uma faixa territorial do lado catarinense do Vale do Rio Uruguai, desde Itapiranga até os campos de Lages, está comprometida. O milho retido na propriedade para nutrição do gado leiteiro (milho-silagem) teve redução de 40%, o que certamente impactará a produção de lácteos.

    Grande produtora de grãos, a região do meio oeste foi muito prejudicada. Em Campos Novos, 18% dos 55.000 hectares de soja, 15% dos 12.000 hectares de milho e 12% dos 5.000 hectares de feijão foram perdidos. O município já contabiliza R$ 45 milhões em prejuízos econômicos. No oeste e extremo oeste as perdas situam-se em 30%

    Já havia uma previsão de insuficiência de milho em decorrência de fatores naturais (seca em outros Estados, queimadas, atraso no plantio e redução de área cultivada) e econômicos (aumento das exportações do grão em face da situação cambial favorável). Agora, com a extensão da estiagem, agrava-se o quadro de abastecimento.

    Barbieri assinala que é crucial encontrar novas fontes de abastecimento interno, observando que o preço da commodittie registra elevação consistente no mercado brasileiro.

    O presidente da FAESC José Zeferino Pedrozo – que também é vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) – avalia que a saída será ampliar as importações de milho da Argentina e do Paraguai. Além disso, deve prosperar a chamada Rota do Milho que ligará o oeste catarinense com a região produtora do Paraguai. Esse país-membro do Mercosul situa-se muito próximo do grande oeste de Santa Catarina,  produz 5,5 milhões de toneladas, mas pode chegar a 15 milhões com o estímulo das importações brasileiras.

    Em resumo: a Faesc prevê que deve faltar milho ainda neste primeiro semestre. “O cenário é preocupante porque, da demanda total, 96% destinam-se à nutrição animal, principalmente dos plantéis de aves e suínos”, expõe o dirigente.

    O mercado interno ficará dependente da segunda safra (a “safrinha”), a ser colhida em julho, que responde por 70% da produção total de milho. A safra dependerá totalmente do clima e, se as chuvas não forem suficientes, o quadro de oferta e demanda ficará extremamente desequilibrado. A agroindústria espera que a segunda safra de milho garanta o abastecimento no segundo semestre, regularizando o cenário de oferta.

  • Agricultura do futuro é a holandesa, diz FEM

    O Fórum Econômico Mundial (FEM) afirmou que a Holanda é um exemplo em agricultura eficiente e sustentável, sendo o segundo maior exportador agrícola do mundo. Deste modo o país, apesar de pequeno, se torna um exemplo da agricultura do futuro.

    Os holandeses exportam, anualmente, cerca de 101 bilhões de euros em itens do agronegócio, o que dá aproximadamente US$ 111 bilhões, sendo que US$ 10 bilhões são em materiais e tecnologia. Já no Brasil a exportação do agronegócio ficou em US$ 100 bilhões em 2018.

    “A Holanda está bem cheia. Nossa terra é bastante cara e a mão-de-obra também, por isso precisamos ser mais eficientes do que os outros para competir. E essa competição impulsiona inovação e tecnologia”, comentou Ad van Adrichem, gerente geral da fazenda de tomates Duijvestijn.

    A fazenda usa a energia geotermal é utilizada para aquecer as estufas e as plantas da fazenda crescem em um sistema hidropônico que usa menos água. “Nossas estufas cobrem uma área de 14 hectares e produzimos cerca de 100 milhões de tomates por ano”, diz o gerente.

    “Às vezes, soluções sustentáveis custam um pouco mais a curto prazo, mas a longo prazo elas devem ser mais eficazes e é isso que estamos vendo”, afirmou Ad van Adrichem, gerente geral da fazenda Duijvestijn.

    O recente Relatório de Recursos Mundiais, elaborado pelo próprio Fórum, adverte que, se o atual nível de eficiência de produção continuar, alimentar o planeta em 2050 exigiria “limpar a maior parte das florestas remanescentes do mundo, eliminar milhares de espécies e liberar emissões de gases de efeito estufa suficientes para exceder as metas de temperatura consagradas no Acordo de Paris”.