Monthly Archives

fevereiro 2020

  • Infestação de gafanhotos destrói plantações na África

    A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) classificou como uma infestação “extremamente alarmante” a onda de gafanhotos do deserto que assola plantações na África Oriental, especialmente em países como Quênia, Etiópia e Somália.

    Um relatório recente da FAO afirma que este é o “pior surto de gafanhotos do deserto já visto na região em décadas”. “Dezenas de milhares de hectares de terras cultivadas e pastagens foram danificados na Etiópia, Quênia e Somália, com consequências potencialmente graves em uma região onde 11,9 milhões de pessoas já estão com insegurança alimentar. O potencial de destruição é enorme”, diz o relatório da entidade.

    Apenas um enxame de um quilômetro quadrado de gafanhotos pode comer a mesma quantidade de comida em um dia que alimentaria 35 mil pessoas, detalha a FAO. A organização ainda emitiu um comunicado relatando que a infestação dos insetos está se alastrando e chegando ao Oriente Médio. Registros de enxames foram encontrados às margens do Golfo Pérsico, no Kuwait, Barein, Qatar e no sudoeste do Irã.

    No Quênia, país que mais deve estar sofrendo com a infestação, os gafanhotos do deserto causaram danos em uma área superior a 190 mil hectares de plantações e destruíram outros quase 300 mil hectares de vegetação em Wajir, segundo o governador da localidade, Mohamed Abdi.

    A preocupação é ainda maior porque mais enxames são aguardados conforme os ventos trazem os insetos do sul. “A criação de animais está em andamento nos dois lados do Mar Vermelho no Egito, Sudão, Arábia Saudita e Eritreia, onde grupos de funis, bandas e grupos adultos imaturos se formaram, o que provavelmente causarão enxames em breve”, diz a FAO.

    O governador da região de Mandera (também no Quênia), Ali Roba, disse que mais de 80% das terras da localidade estão sob ataque dos gafanhotos. Roba acrescenta que a estimativa é de uma perda diária de 220 a 350 toneladas de colheitas em virtude dos insetos. A FAO informou que a infestação iniciou na África Oriental em dezembro de 2019.

  • Pastagens, bovino e ovinocultura

    A distribuição irregular das chuvas ocasionou situações diferenciadas nas diversas regiões do Estado e em diferentes áreas de pastagens destinadas à criação de animais, dentro da mesma região.

    Na maior parte das regiões, os rebanhos bovinos de corte, de uma forma geral, apresentam estado corporal de satisfatório a bom. As regiões de Porto Alegre, Pelotas e Soledade são as que têm maior número de propriedades com relato de ocorrência de perda de peso nos animais.

    Em todo Estado, predomina uma boa condição corporal no gado leiteiro, mas registram-se alguns casos de perda de peso nas vacas, afetando a produção de leite, especialmente na região de Pelotas. No manejo sanitário, especial atenção é dedicada ao controle de verminoses e infestações por carrapato e mosca-do-chifre. Na maior parte do Estado, a produção leiteira se mantém estável, sendo que nas regiões de Porto Alegre, Pelotas e Santa Maria os níveis de produção estão abaixo das médias da estação registradas em anos anteriores.

    Os rebanhos ovinos do Estado apresentam bom estado físico e sanitário. A temporada de cobertura das matrizes está encerrando nas propriedades que iniciam esse manejo reprodutivo em janeiro.

  • Olerícolas e Hortigranjeiros

    A cultura da cebola está na entressafra. Na regional de Passo Fundo, produtores comercializam o estoque armazenado na propriedade; no entanto, há registro de perdas mais acentuadas em virtude de podridões de pós-colheita.

    Na regional de Passo Fundo, a cultura do alho também se encontra na entressafra. Produtores realizam a comercialização da produção nos mercados regionais.

    Na regional de Caxias do Sul, segue a colheita do tomate. De modo geral, a cultura foi favorecida pelas condições de tempo. A temperatura um pouco mais amena reduz o abortamento floral e a boa sanidade dos cultivos deve-se à baixa precipitação que, aliada ao manejo adequado da irrigação, produz pouco molhamento das folhas, principal foco de entrada de doenças bacterianas.

    HORTIGRANJEIROS

    Na regional de Lajeado, com 40 hectares de cultivo em Feliz, a cultura da batata doce ainda manifesta reflexos da estiagem, que dificultou o transplantio das mudas entre dezembro e janeiro. Nas áreas prontas para a colheita, o tamanho dos tubérculos é satisfatório, adequado ao padrão de comercialização.

    No Litoral Norte, que integra o regional de Porto Alegre, o tamanho das espigas de milho verde foi prejudicado em algumas áreas em decorrência da seca. Em Torres, as lavouras foram atingidas severamente pela estiagem. Porém, a produção das regiões próximas das encostas vem suprindo a demanda de abastecimento dos pontos de venda na praia, supermercados e fruteiras. A colheita é intensa.

  • Metade das lavouras de milho do Estado estão colhidas

    O milho segue na fase predominante de colheita no Rio Grande do Sul, atingindo 50% das áreas cultivadas já colhidas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado, nesta quinta-feira (27/02), pela Emater/RS-Ascar em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a cultura tem apresentado boa produtividade e boa qualidade do grão. As lavouras no Estado encontram-se 7% em germinação e desenvolvimento vegetativo, 8% em floração, 18% em enchimento de grãos e 17% maduro, pronto para colher.

    Teve início a colheita da soja que está com 2% das áreas plantadas já colhidas. A cultura está 4% em fase de desenvolvimento vegetativo, 19% em floração, 59% na fase de enchimento de grãos e 16% maduro, e 2%. As lavouras de arroz no Estado se beneficiando com as temperaturas quentes e a elevada taxa de radiação solar, associadas à disponibilidade de água para as plantas. Tais fatores indicam bom rendimento na ocasião da colheita. A fase é de germinação/desenvolvimento vegetativo em 4% da área com a cultura, em 28% é de floração, 37% em enchimento de grãos, 26% em maturação e 5% foram colhidos.

    Na região de Soledade, a colheita do feijão primeira safra foi concluída nos cerca de 4,1 mil hectares cultivados. A produtividade média alcançou 1,1 toneladas por hectare. Apesar do período com restrição hídrica em grande parte do ciclo da cultura, a produtividade média final e a qualidade do grão são consideradas satisfatórias. E o plantio do feijão segunda safra avança na regional de Frederico Westphalen, chegando a 90% da área semeada, prevista em sete mil hectares; 100% das lavouras estão em estágio de germinação e desenvolvimento vegetativo.

  • Emater define safra de soja 2019/20 no RS como irregular e já verifica perdas consolidadas

    Entidade está finalizando levantamento das condições das lavouras no estado e irá apontar tamanho da perda de produtividade na próxima semana. Desenvolvimento foi bastante irregular até mesmo dentro dos municípios.

    Alencar Paulo Rugeri – Engenheiro Agrônomo da Emater/RS

    Emater define safra de soja 2019/20 no RS como heterogênea e já verifica perdas consolidadas

    A safra de soja 2019/20 enfrenta dificuldades de desenvolvimento no Rio Grande do Sul e já tem perdas consolidadas em sua produtividade final. Enquanto os produtores iniciam seus trabalhos de colheita, que devem ganhar força em março e se estender até maio, o serviço de levantamento da qualidade e tamanho das perdas segue no estado.

    Segundo o engenheiro agrônomo da Emater/RS, Alencar Paulo Rugeri, a entidade está finalizando seu relatório sobre estas perdas e deve divulgar seus números na próxima terça-feira, mas já adianta que as perdas existem.

    Isso porque, de acordo com Rugeri, a safra gaúcha está bastante irregular, assim como foram os regimes de chuvas até o momento. Até mesmo dentro de um só município as condições das lavouras se diferem.  Alencar ainda aponta que a região norte do estado é a que menos sofreu com a estiagem para a safra de soja, mas também ela registra problemas pontuais.

  • VIII Tarde de Campo da CCGL debate temas atuais da produção do leite

    Para atualizar os produtores e técnicos das cooperativas associadas com informações e tecnologias atuais referentes à produção leiteira, a Cooperativa Central Gaúcha Ltda. – CCGL, através de setor de Difusão e Tecnologia, realizou a VIII Tarde de Campo. O evento ocorreu na última quinta-feira (20), às 14 h, no Tambo Experimental da cooperativa, em Cruz Alta.

    A programação, preparada com exclusividade para os produtores do sistema cooperativo da CCGL, contou com cinco estações de temas referentes à cadeia do leite: ordenha robótica, silagem de milho de baixa qualidade, projeto de sincronização de partos, safrinha de pastagens de verão e da patrocinadora Syngenta. A Tarde de Campo também foi realizada com o patrocínio da Biscayart Forrajeras, Genex, Kersia e Speedrite.

    Conforme a Coordenadora de Difusão e Tecnologia da CCGL, Letícia Signor, a tarde de campo superou as expectativas com a participação de mais de 20 cooperativas associadas e 650 participantes. – O evento contribuiu com novas tecnologias e conhecimento técnico aplicado e de simples compreensão aos produtores, que retornaram para casa com novas informações e manejos que poderão implementar nas suas propriedades com o objetivo de facilitar a rotina diária, além de melhorarem a rentabilidade do negócio – afirmou Letícia.

    Conforme os organizadores da VIII Tarde Campo, a CCGL promoverá ainda em 2020 outros eventos relacionados à produção do leite e agricultura.

  • Milho abre a quarta-feira estável em Chicago

    A quarta-feira (26) começa com leves quedas para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam perdas de 0,25 pontos por volta das 09h17 (horário de Brasília).

    O vencimento março/20 era cotado à US$ 3,72 com desvalorização de 0,25 pontos, o maio/20 valia US$ 3,76 com baixa de 0,25 pontos, o julho/20 era negociado por US$ 3,79 com queda de 0,25 pontos e o setembro/20 tinha valor de US$ 3,78 com estabilidade.

    Segundo informações do site internacional Successful Farming, os grãos foram pouco alterados nas negociações da noite para o dia, com o peso dos investidores informando que o coronavírus, ou COVID-19, está se espalhando para fora da China contra o otimismo em relação à demanda por produtos agrícolas dos EUA.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja tem estabilidade e leve recuo em Chicago nesta 4ª feira ainda pressionada pelo coronavírus

    O mercado da soja opera com leves baixas na manhã desta quarta-feira (26) na Bolsa de Chicago. Depois de subir mais de 5 pontos na sessão anterior, os futuros da oleaginosa recuavam entre 0,50 e 1,75 ponto nos principais contratos, corrigindo os últimos ganhos e ainda sofrendo com os temores ligados ao coronavírus.

    Assim, perto de 7h20 (horário de Brasília), o março tinha US$ 8,77, o maio US$ 8,87 e o julho, US$ 8,98 por bushel. As cotações testam suas mínimas em algumas semanas na CBOT e continuam sentindo a pressão da aversão ao risco que está alocada no mercado financeiro global.

    “O mercado acionário americano já perdeu quase 2 trilhões de dólares nos últimos dias, as commodities agrícolas cederam mais um pouco e o preço do petróleo continua caindo. O COVID-19 que se alastrou principalmente na Itália, Coreia do Sul e Irã provocou certo pânico e caos nos mercados”, explicou o consultor da Cerealpar e da AgroCulte, Steve Cachia.

    Além dos impactos da saúde, as perdas econômicas com o coronavírus também são esperadas com bastante severidade e alimentam com ainda mais força e intensidade as preocupações de uma recessão global.

    Somente na China, o o vírus já matou quase 3 mil pessoas e infectou mais de 80 mil. O Brasil já tem seu primeiro caso confirmado – um homem de 61 anos, residente de São Paulo, que esteve a trabalho na Itália, outro país onde o número de casos se prolifera rapidamente.

    Para a soja, o mercado observa ainda as movimentações da China em torno das possíveis compras de soja que pode fazer nos EUA. O movimento faz parte, em teoria, da fase um do acordo comercial, que entrou em vigor no último dia 15, e os traders seguem atentos sobre quando as aquisições serão, de fato, efetivadas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • RS pode antecipar vacinação

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou o Rio Grande do Sul a antecipar a vacinação contra a febre aftosa de maio para março. A decisão do Ministério foi tomada nesta sexta-feira (21), atendendo a uma solicitação encaminhada pela Secretaria da Agricultura do Estado na última segunda-feira (17). Com isso, a campanha de vacinação será feita de 16 de março até 14 de abril de 2020.

    Essa ação visa manter a possibilidade de o estado, caso cumpra todos os requisitos e ações previstas do Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), pleitear o reconhecimento de zona livre de febre aftosa sem vacinação perante à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em maio de 2021.

    Atualmente, o RS tem aproximadamente 13 milhões de bovinos e teve o último registro da doença em 2001.

    Mais informações relacionadas ao Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa podem ser visualizadas no portal do PNEFA.

  • Setor lácteo brasileiro fechou 2019 com bons rendimentos

    Apesar de não ter sido uma elevação exponencial, o setor lácteo brasileiro fechou o ano de 2019 de forma positiva. A estimativa é de que no ano passado o segmento tenha crescido entre 2% a 2,5%. O preço médio do litro de leite pago ao produtor foi R$ 1,36, o que representa US$ 0,33 considerando o câmbio de R$ 4,06 por dólar.

    Os números são muito melhores do que 2018 quando o setor ficou praticamente estagnado, registrando alta de apenas 0,5%. Para o analista da Embrapa Gado de Leite, Lorildo Stock, os números são razoáveis e não colocam a importação como atrativa, fato que gerou muita reclamação dos produtores de leite brasileiros em 2018.

    Conforme Stock, a tonelada de leite está sendo vendida fora do Brasil a valores que variam entre US$ 3,1 mil a US$ 3,3 mil, abaixo do preço histórico de US$ 3,7 mil, o que representa uma estabilidade entre oferta e demanda do produto no mercado mundial.

    Para 2020, analistas não preveem um ano de muito otimismo, mas a perspectiva de crescimento da economia brasileira de 2,3% (maior percentual dos últimos seis anos) é vista como um sinal do fim da crise. Diante disso, espera-se uma recuperação um pouco maior do consumo, o que também deve impactar no preço pago ao produtor.

    Por outro lado, algumas incertezas no cenário nacional e internacional deixam os analistas do setor em atenção. Internamente, a forma como o governo conduzirá sua agenda de reformas é ponto crucial para o desempenho da economia.

    Já a nível internacional, a peste suína africana que reduziu em 40% a quantidade de suínos na China no ano passado deverá continuar afetando o mercado, pois a doença se espalhou por outros países asiáticos. Com isso, a demanda de carne importada de países como o Brasil cresceu, o que fez a produção nacional também disparar, exigindo mais alimentos para os animais.

    Nesse cenário, a perspectiva é de aumento no custo de produção do rebanho leiteiro, já que há uma pressão no uso dos grãos, o que encarecerá a alimentação animal. “Pode haver muita volatilidade nos preços do concentrado para as vacas de leite até que seja definida a safrinha de milho no meio do ano”, afirma o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho.