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24 de março de 2020

  • ILPF e manejo de carrapatos elevam potencial produtivo

    Pesquisas já comprovaram a eficiência do sistema de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF). A técnica permite plantar grãos, criar gado e cultivar florestas em uma única área, com ganhos para todas elas, além de ser benéfica para a conservação do solo com pastagens e redução do efeito estufa.

    A Fazenda Cachoeira, em Itaberá (320 km de São Paulo), usa o sistema em uma área não muito grande, cerca de 2800 hectares, sendo que destes 800 são de reserva natural. Nos dois mil hectares restantes é plantada soja, milho grão e sorgo silagem (além de feijão para rotacionar) no sistema de plantio direto, é feita cria e recria de gado nelore, são 150 hectares com eucalipto e metade da propriedade tem pastagem. Cerca de 110 hectares da área agrícola e 70 hectares do pasto são irrigados com pivô central.

    A propriedade também adota sistema de meteorologia e monitoramento com aplicativos para manter o padrão produtivo. “Usamos do bom senso. Com tecnologia, investimos na correção e adubação do pasto, cuidamos do bezerro, fazemos melhoramento e optamos pela prevenção de parasitas como o carrapato, que traz enormes prejuízos sanitários e econômicos”, aponta o proprietário Bernhard Kiep.

    Assista a reportagem da série “Pecuária 4.0: o caminho do boi brasileiro”: http://tempuri.org/tempuri.html

    Fonte: Agrolink

  • Mais atenção ao controle da ferrugem da soja

    A atual safra brasileira de soja deve passar de 122,2 milhões de toneladas, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), volume 6,3% superior à temporada 2018/19, o que mantém o país como líder mundial na produção do grão. As estatísticas sobre a soja do Brasil são sempre assim, grandiosas.

    Inclusive quando se trata dos problemas da cultura. É o caso do custo médio por safra para o controle da ferrugem-asiática, que chega a US$ 2,8 bilhões por safra, de acordo com o Consórcio Antiferrugem, projeto coordenado pela Embrapa Soja.

    A doença, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é considerada a mais severa para a cultura da soja. Sua primeira ocorrência aqui no Brasil foi identificada em 2001, no Estado do Paraná, e desde então tem se espalhado pelas principais regiões produtoras. Agora em 2020, até a primeira semana de fevereiro, já haviam sido registradas quase 100 ocorrências, conforme monitoramento do Consórcio Antiferrugem. O nome de “ferrugem” é uma referência às lesões que a doença provoca nas folhas das plantas de soja, pontos de coloração escura que dão mesmo o aspecto de algo enferrujado.

    Conforme o problema avança, lesões maiores surgem nos dois lados das folhas, provocando, inclusive, sua queda prematura. A consequência não poderia ser outra: danos ao desenvolvimento da planta, ao enchimento dos grãos, à qualidade da lavoura de maneira geral, à redução no rendimento de grãos e, claro, ao bolso do produtor. A melhor maneira de interromper esse ciclo de prejuízos é adotando uma eficiente estratégia de manejo da ferrugem, o que envolve respeitar o vazio sanitário, escolher cultivares mais tolerantes, fazer o plantio no início da época de acordo com as recomendações técnicas e aplicar corretamente os fungicidas, seguindo à risca as orientações dos fabricantes.

    Esse quarto item exige um cuidado especial do sojicultor, pois com o aumento da incidência da doença passou a aplicar fungicidas com maior intensidade. Dessa forma, o fungo acabou desenvolvendo resistência para alguns princípios ativos. Por isso é imprescindível que o agricultor estabeleça uma estratégia de controle da ferrugem com pelo menos dois princípios ativos efetivos e diferentes.

    Quando o produtor de soja investe de forma segura e estratégica em suas lavouras, utilizando corretamente as soluções tecnológicas à sua disposição, contribui para que as estatísticas do setor continuem crescendo de maneira positiva. O conhecimento é a melhor proteção, resultando em maiores produtividades e contribuindo para o desenvolvimento de seu negócio.

    Fonte: Agrolink

  • Trigo: dólar alto e baixa oferta interna mantêm preços em elevação

    Os preços domésticos do trigo estão em alta. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é resultado da combinação do alto patamar do dólar – que fechou a R$ 5,139 nessa segunda-feira, com valorização de 2,17% em uma semana – e da baixa disponibilidade interna do cereal. Alguns moinhos, especialmente do Paraná e de São Paulo, estão com necessidade de adquirir novos lotes no curto prazo, mas as ofertas estão escassas. Há vendedor, inclusive, indicando não ter mais lotes para ofertar. Quanto ao cenário externo, compradores brasileiros que têm contratos com fornecedores argentinos estão receosos quanto ao período de recebimento do produto já contratado, uma vez que o país vizinho deve restringir algumas atividades portuárias nos próximos dias, devido ao avanço nos casos de covid-19.

    Fonte: Cepea

  • Soja caminha de lado nesta 3ª feira em Chicago depois de sessões consecutivas de bom avanço

    Nesta terça-feira (24), o mercado da soja caminha de lado na Bolsa de Chicago, depois de cinco sessões consecutivas de altas fortes. Por volta de 7h20 (horário de Brasília), as cotações no maio e julho perdiam 4,75 e 3,75 pontos, valendo US$ 8,79 e US$ 8,81 por bushel, respectivamente. Já o agosto cedia 2,50 pontos, para valer US$ 8,82 e o setembro subia 2,50 pontos para chegar a US$ 8,77.

    Os futuros da oleaginosa negociados na CBOT vieram encontrando terreno para os ganhos diante da melhor demanda pelo produto norte-americano, mas também pela volta dos fundos investidores de volta à ponta compradora do mercado.

    “Há um certo ‘pânico’ nas compras entre as commodities agrícolas e uma volatilidade ao redor dos mercados globais”, explica Phin Ziebell, economista especializado em agronegócio do Banco Nacional da Austrália, à Reuters Internacional.

    Ainda de acordo com analistas internacionais, as preocupações no mercado mundial de soja com a pandemia do coronavírus na América do Sul também favoreceu as altas nos últimos dias. A Argentina já fechou alguns terminais portuários no sul de Santa Fé e, no Brasil, embora os portos continuem operando normalmente, o cenário é monitorado.

    MERCADO BRASILEIRO

    “O dólar voltou a fugir do controle apesar da atuação do BC brasileiro. É fator de suporte às cotações de soja, mas uma grande preocupação ao quadro macroeconômico do país, que está sendo agravado pela recessão global que o Covid-19 está desencadeando”, explica Steve Cachia, consultor de mercado da AgroCulte e da Cerealpar.

     

    Fonte: Notícias Agrícolas