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26 de março de 2020

  • Áreas de soja: confira a previsão do tempo para quinta e sexta-feira

    O tempo seco vai se espalhando pelo país ao longo da semana. Agora além do Sul e Sudeste, boa parte do Nordeste deve ter tempo mais firme nesta quinta-feira (26/3). No Centro-Oeste a tendência é de chuvas volumosas em Mato Grosso, mas tempo seco em Mato Grosso do Sul. Na sexta-feira pouco coisa muda, a não ser para o Maranhão e Piauí que terão o retomo das chuvas.

    SUL
    Mais uma previsão confirmada e a quinta-feira será novamente de tempo seco para os três estados da região. Na sexta a tendência ainda segue a mesma, tempo seco.

    SUDESTE
    Nesta quinta nada muda em relação ao dia anterior e o tempo seco prevalece tanto nas áreas de soja de São Paulo, quanto de Minas Gerais. Ao que tudo indica a sexta-feira também não promete ter chuvas para a região.

    CENTRO-OESTE
    Na quinta-feira pouca coisa muda e a chuva ainda se espalha pela maior parte do Centro-Oeste. Volumes significativos ainda podem ser registrados em Mato Grosso, especialmente em áreas de abrangência de Cuiabá onde não se descarta o risco de temporais. Em Goiás e no Distrito Federal, chuva isolada e sem grande intensidade. Falando de Mato Grosso do Sul, condição de chuva isolada no norte do estado, enquanto que nas demais áreas, o tempo firme ainda predomina.

    Amanhã a grande novidade será o retorno da chuva em Mato Grosso do Sul e de forma generalizada devido a formação de instabilidades no interior do continente. Pancadas ainda rápidas, sem grandes acumulados, mas que já trazem um alívio devido a estiagem. Por enquanto volumes mais expressivos somente no estado de Mato Grosso.

    NORDESTE
    As chuvas seguem estacionadas no extremo oeste da Bahia nesta quinta-feira, bem na divisa do estado. Por isso algumas áreas de soja do oeste não terão instabilidades. Em Barras o tempo será seco, já em Barreiras os acumulados passam dos 10 mm. Na sexta-feira o tempo seco se espalha por todo o estado.

    No Piauí deve garoar nesta quinta-feira, mas de maneira manchada. Ou seja, não deve atingir todas as áreas. Os acumulados não passam dos 2 mm para as áreas de soja. Na sexta-feira as chuvas retornam para todo o estado e os maiores acumulados passam dos 25 mm, em Uruçuí.

    No Maranhão a tendência é um dia mais seco, ou no máximo garoas. Em Balsas os acumulados não passam dos 1 mm. Na sexta-feira as chuvas retornam com força e várias áreas de soja podem enfrentar temporais, como Imperatriz, com acumulados de 20 mm.

    NORTE
    Na quinta-feira possibilidade de chuva em todo o Norte brasileiro devido as instabilidades tropicais. Pancadas rápidas, intercaladas com períodos de sol e calor. Volumes significativos podem ser registrados entre o sudeste do Pará e o Tocantins devido a formação de instabilidades em níveis médios da atmosfera, há mais ou menos, 5km de altura.

    Na sexta-feira, a expectativa é de chuva novamente em toda a região nortista, mesmo que sejam pancadas rápidas, intercaladas com períodos de sol e calor. Trovoadas até podem se espalhar pelos estados, mas volumes significativos serão registrados apenas entre o sudeste paraense e o norte do Tocantins.

    Fonte: Canal Rural

  • CNA pede apoio a ministra para produtor superar crise e manter produção

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou ontem (25/3), à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em caráter de urgência, um conjunto de propostas para que os produtores rurais brasileiros possam superar os transtornos e impactos causados pela pandemia do coronavírus. As medidas são voltadas especialmente para a prorrogação dos prazos dos financiamentos, sem que isso acarrete em dificuldades de acesso ao crédito rural para a safra 2020/2021, e diferimento da tributação, aponta a entidade.

    “É preciso amparar o produtor rural, que se mantém no campo produzindo e garantindo o abastecimento de alimentos no País e no mundo, mesmo diante da situação da calamidade pública instaurada a partir da pandemia do coronavírus”, ressalta o presidente da CNA, João Martins, em ofício encaminhado à ministra.

    A lista de medidas inclui a prorrogação dos vencimentos dos financiamentos de custeio e investimento para os produtores das cadeias mais atingidas pela crise, que estão com sérias dificuldades de comercialização dos seus produtos, em função das restrições de locomoção de distribuidores, clientes e dos próprios produtores, além do fechamento de diversos canais de distribuição. Essa situação tem impactos expressivos sobre a receita de curto prazo desses setores, o que impede que os compromissos assumidos sejam honrados no prazo acordado antes desse cenário de Covid-19, informa a CNA. Além disso, em função da perecibilidade de muitos produtos, o produtor não consegue armazená-los para venda futura, o que compromete também o seu fluxo futuro de receitas.

    Em razão disso, a entidade solicita a prorrogação das parcelas de custeio por seis meses, sem incidência de juros e correção monetária, alegando que a medida já foi adotada para outros setores econômicos, com o objetivo de manutenção dos negócios e dos empregos. No caso de parcelas de financiamentos de investimento vencidas ou com vencimento em 2020, a CNA solicita a prorrogação para depois da última parcela do contrato.

    No documento, também é defendida a flexibilização emergencial de alguns procedimentos necessários para a formalização das operações de crédito rural, sejam novas ou de alongamento e reprogramação. Entre essas medidas, destaca-se a dispensa temporária da necessidade de registro dos contratos e aditivos em cartório, tendo em vista que os cartórios estão fechados em vários municípios do país, o que inviabiliza a formalização completa das operações e a liberação de recursos tempestivamente.

    Outra medida sugerida é a retirada de tarifas que são cobradas pelas instituições financeiras para estudo dos pedidos de alongamento e repactuação das operações de crédito, que, especialmente nesse momento, oneram o produtor rural significativamente, e estão na contramão das medidas emergenciais que têm sido adotadas pelo governo recentemente para minimizar os impactos da crise econômica.

    A CNA também pleiteia que as operações repactuadas não sejam reclassificadas para operações com fonte de recursos não controlados, o que certamente onerará sobremaneira o pequeno e médio produtor, e que o produtor fique dispensado da entrega presencial de documentos comprobatórios da aplicação de crédito, como recibos de armazenagem dos produtos, Guia de Trânsito Animal (GTA), ficha sanitária do rebanho, entre outros documentos, em função do fechamento das agências ou de sua limitada capacidade de atendimento no momento.

    Nesse sentido, a CNA sugere que as instituições financeiras façam maior uso das tecnologias disponíveis para contratação do crédito rural, na época em que acontece a maior parte das contratações de pré-custeio para a safra 2020/2021.

    Segundo a CNA, também há a necessidade de celeridade na sanção presidencial da MP 897/2019, a MP do Agro, pois a MP traz inovações importantes relacionadas às garantias nas operações de crédito, segurança jurídica nas operações por meio de registradoras eletrônicas e fomento aos financiamentos privados.

    Duas medidas importantes contidas na MP e que darão fôlego aos produtores são o repasse de recursos de fundos constitucionais às cooperativas de crédito, independentemente de aprovação do cronograma de reembolso das operações pelos Conselhos Deliberativos Regionais, e novos prazos de adesão para renegociação de dívidas nas áreas de abrangência da Sudene e Sudam e da Dívida Ativa da União (Lei 13.340/2016).

    Quanto à questão tributária, as demandas são: prorrogação do prazo de entrega e pagamento do Imposto de Renda Pessoa Física para 30 de junho; prorrogação do prazo de entrega das obrigações acessórias para pessoas jurídicas por 90 dias e diferimento do pagamento, por seis meses, do Programa de Regularização Tributária Rural (PRR).

    A CNA também solicita a suspensão por seis meses das inscrições de operações na Dívida Ativa da União, e adiamento para julho dos pagamentos de tributos federais (PIS/Cofins e IPI) com vencimento em abril, maio e junho, sem incidência de juros e multa e parcelamento em três vezes.

    Fonte: Canal Rural

  • Embrapa alerta sobre elevado índice de sementes de soja esverdeada

    Os pesquisadores da Embrapa Soja têm recebido diversos relatos sobre o elevado índice de sementes de soja esverdeadas – superiores a 50% – na safra 2019/2020, em diversas regiões brasileiras. “As sementes com coloração intensa de verde ou mesmo esverdeadas, geralmente apresentam elevados índices de deterioração, que podem levar a redução da germinação, do vigor e da viabilidade de lotes de soja”, alerta o pesquisador José de Barros França Neto. “Ainda não temos um levantamento de quantos lotes serão descartados, mas podemos dizer que os produtores de semente terão prejuízo com o elevado índice de sementes esverdeadas”, ressalta França Neto.

    Pré-colheita – Dados da Embrapa Soja, em conjunto com a Universidade Federal de Lavras (UFLA), sugerem que em pré-colheita, níveis de até 9,0% de sementes esverdeadas poderão ser tolerados. Acima deste valor, é preciso retirar as sementes esverdeadas dos lotes, o que acarretará elevação nos custos. “A remoção de sementes esverdeadas pode ser realizada por equipamentos selecionadores de cores, que, apesar de caros, removem grande parte dessas sementes esverdeadas”, diz França.

    Classificação – Além disso, como as sementes esverdeadas são menores, a classificação por tamanho das sementes pode resultar em melhoria da qualidade fisiológica do lote de semente. “Desta forma, a maior concentração de sementes esverdeadas ocorrerá nas menores classes de tamanho, que poderão ser descartadas; as sementes das classes maiores, por terem um menor porcentual dessas sementes, tenderão a apresentar melhores germinação e vigor”, diz França Neto. Segundo ele, para preservar a qualidade das sementes durante o armazenamento, as sementes devem estar em condições climatizadas de 10 a 15ºC e 60% UR.

    Causas do problema – Segundo a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), o Brasil produziu aproximadamente 3 milhões de toneladas de sementes de soja, na safra 2018/19. Para França Neto, o problema das sementes esverdeadas está relacionado à ocorrência de seca, na última safra, associado a elevadas temperaturas nas fases de enchimento de grãos e em pré-colheita. “Isso resultou em morte prematura das plantas e na maturação forçada das sementes. Com isso, as duas principais enzimas associadas à degradação da clorofila (magnésio quelatase e clorofilase) foram desativadas, culminando na produção de altos níveis de sementes esverdeadas”, relata França Neto.

    Vídeo: http://tempuri.org/tempuri.html

    Por Embrapa Soja
    Fonte: Paraná Cooperativo