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27 de março de 2020

  • Safra 2019/20 de soja tem uma das maiores margens brutas dos últimos 10 anos

    O mercado da soja na Bolsa de Chicago voltou a operar com estabilidade e assim encerrou ontem (26/3) os negócios e fechou com oscilações bastante tímidas. “Temos muitas limitações para o mercado ainda”, diz o Diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo. “Foi um dia de ajuste dos preços hoje”, completou.

    Os traders continuam acompanhando as questões ligadas aos desdobramentos da pandemia do coronavírus – como uma baixa de 7% no petróleo, por exemplo – as expectativas sobre a economia mundial e suas possibilidades de recuperação, ao mesmo tempo em que começa a se alinhar diante das expectativas para a nova safra de grãos dos EUA, e a possibilidade de uma menor área destinada à soja em detrimento do milho.

    Na contramão, uma demanda melhor e um pouco mais presente nos EUA, por parte da China, ajuda a equilibrar o mercado e a trazer alguma sustentação á cotações no mercado internacional, ainda como explica Cogo.

    “A demanda da China é consistente, por grãos e carnes, e deve comprar cerca de 10% a mais, em tonelagem, de soja do que comprou no ano passado”, diz o analista.

     

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Produtores rurais apostam em “feira digital” com entregas delivery para driblar prejuízos durante pandemia

    Em meio à pandemia do novo coronavírus e à suspensão de diversas atividades, como as feiras livres, produtores rurais de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, se uniram em uma central de delivery para entregar produtos do campo na casa de consumidores e evitar prejuízos.

    O sistema começou a funcionar nesta quinta-feira (26) e saiu do papel após uma parceria dos feirantes com a prefeitura da cidade e uma startup.

    Por meio de uma plataforma chamada “Feira Fácil Genial”, os consumidores conseguem escolher produtos hortifrutigranjeiros. A entrega é feita em casa em 24 horas.

    Após o pedido cair no sistema, os produtores embalam toda a produção em um espaço que foi cedido pela prefeitura na Estação Arte, no Parque Ambiental.

    O produtor rural Romualdo Siuta é um dos agricultores que está vendendo produtos na plataforma, como abobrinha, alface e milho. Ele conta que o novo coronavírus gerou um baque na rotina

    “Já não fizemos a feira na semana passada, ficamos sem chão. É coisa nova, mas eu acho que é o caminho. Uma maneira da gente não ficar no prejuízo, vai nos ajudar muito”, disse.

    Ideia
    O secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Bruno Costa, disse que a ideia já estava sendo desenvolvida antes dos casos da Covid-19. Com a pandemia, a criação da plataforma foi acelerada.

    “Nós estávamos idealizando o projeto para o ano que vem, era um projeto piloto. Depois que tudo se acalmar esse vai ser um novo conceito de compra das feiras. Nós queremos manter”, afirmou.

    Segundo o secretário, os preços são tabelados e até 20% menores do que os praticados nas feiras. As entregas serão feitas por empresas terceirizadas, ou pelos próprios produtores.

    A prefeitura informou que a plataforma estreou com 18 produtores cadastrados.

    Logística
    As entregas são feitas de segunda-feira a sábado, das 9h às 17h. O preço do frete é de R$ 5. Os consumidores podem fazer o pagamento em dinheiro, cartão de crédito, boleto ou transferência bancária.

    Na central de distribuição, os produtores possuem regras de aglomeração e higienização para evitar o contágio do novo coronavírus.

    Podem entrar no programa agricultores que já participam de feiras, ou até mesmo que vendem os próprios produtos para estabelecimentos comerciais.

    Para entrar na plataforma, os produtores precisam entrar em contato pelo telefone (42) 3220-1000, informando o ramal 1246.

    Fonte: G1 PR

  • Transporte de soja segue forte apesar de desafios por vírus, diz Sotran Logística

    O transporte de grãos por caminhões se mantém forte, com o país escoando uma safra recorde de soja, apesar de alguns desafios impostos pelo coronavírus, como o fechamento de restaurantes e borracharias nas estradas, o que atrapalha a vida dos caminhoneiros, disse ontem (26/3) o co-presidente-executivo da Sotran Logística, Charlie Conner.

    A companhia, líder na contratação de transporte rodoviário de cargas de grãos no Brasil, com expectativa de transportar mais de 16 milhões de toneladas em 2020, disse que neste momento em que o câmbio está perto de máximas históricas, favorecendo os preços em reais da soja, os “clientes querem limpar os silos”.

    “Diferente do resto da economia, o que está acontecendo no agronegócio é que está bombando, o coronavírus pegou em momento de pico de safra, de safra recorde, volumes muito altos… e o câmbio continuou subindo”, disse Conner, observando que o transporte de soja para os portos não parou.

    “A demanda da companhia para março está 30% acima da do ano passado, e abril deve ser 40% acima do ano passado… está rodando ao máximo”, disse ele, lembrando que esses percentuais da empresa se devem muito mais aos investimentos para ampliar sua plataforma digital de contratação de fretes, por meio do aplicativo TMOV.

    Ele admitiu, contudo, que “o campo está rodando, porém a situação de logística está um pouco vulnerável”, em meio ao avanço do coronavírus, uma vez que muitos estabelecimentos, como restaurantes nas cidades por onde passam os motoristas estão fechados, em função das medidas para combater a doença.

    “É uma preocupação importante… esses serviços são necessários, isso impacta muito a vida do cidadão, é ruim ter uma longa jornada e não poder sentar e comer…”, disse ele, ressaltando que a Sotran está conversando com parceiros para ofertar álcool gel e lanches aos motoristas.

    Entre outros efeitos do coronavírus, ele disse que alguns motoristas mais idosos, que estão no grupo de risco para doença, deixaram de trabalhar.

    Ele afirmou também que algumas empresas de transportes menores, com menos capital de giro, estão enfrentando problemas, uma vez que alguns clientes estão demorando mais tempo para pagar, impactados pelas medidas contra a doença.

    Esses e outros fatores, aliás, estão por trás de uma queda expressiva no volume transportado de cargas gerais no Brasil, apontou nesta quinta-feira uma pesquisa da associação de empresas de transporte NTC&Logística. O indicador da entidade apontou queda de 26%, ainda que o transporte de soja esteja registrando bem menos problemas que outros setores.

    Ontem, a indústria do trigo reportou problemas para a entrega de farinha aos clientes, devido à descoordenação entre ações federais, estaduais e municipais de combate ao coronavírus, o que tem criado gargalos para o transporte de mercadorias.

    Uma reunião do setor com o governo prevista para sexta-feira em Brasília deverá discutir o assunto. Enquanto isso, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar normas editadas por Estados e municípios que determinaram o fechamento de fronteiras locais como forma de contenção da pandemia do novo coronavírus.

    A Sotran, que conecta em tempo real caminhoneiros e grandes tradings de grãos, avalia ainda que o serviço digital da empresa oferece uma vantagem neste momento em que as pessoas têm evitado o contato social, como medida preventiva à doença.

    Fonte: Reuters

  • Mercado da soja volta a subir em Chicago nesta 6ª e busca fôlego na demanda nos EUA

    A demanda mais presente no mercado norte-americano de soja continua sendo um dos principais combustíveis para a tentativa da recuperação da oleaginosa na Bolsa de Chicago. Nas últimas duas semanas, o mercado já acumula uma retomada importante e volta a subir nesta sexta-feira (27).

    As cotações, por volta das 7h10 (horário de Brasília), subiam entre 6,25 e 7 pontos nos principais contratos, com o maio sendo cotado a US$ 8,87 e o julho, US$ 8,91 por bushel. Ontem, os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) das vendas semanais para exportação trouxeram um volume ligeiramente acima das expectativas do mercado e superaram as 900 mil toneladas, reforçando esse otimismo em relação à demanda.

    “Com a China presente no mercado americano e compras de outros países aumentando, cresce o sentimento de que está havendo uma processo de formação de estoques de matéri- prima e alimentos por parte de alguns governos e população em geral”, explica Steve Cachia, consultor de mercado da Cerealpar e da AgroCulte.

    E embora a China esteja mais presente no mercado dos EUA, segue ainda concentrando um grande volume de compras no Brasil, que se mantém como protagonista já que continua desempenhando um papel importante de fornecedor, com sua logística, inclusive, acontecendo normalmente, sofrendo apenas com pequenos e pontuais problemas municipais.

    “Portanto, enquanto duram as incertezas, o mercado segue volátil, mas, ao mesmo tempo, apresentado boas oportunidades de negócios em níveis historicamente altos neste curto prazo”, complementa Cachia.

    Fonte: Notícias Agrícolas