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março 2020

  • CNA pede apoio a ministra para produtor superar crise e manter produção

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou ontem (25/3), à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em caráter de urgência, um conjunto de propostas para que os produtores rurais brasileiros possam superar os transtornos e impactos causados pela pandemia do coronavírus. As medidas são voltadas especialmente para a prorrogação dos prazos dos financiamentos, sem que isso acarrete em dificuldades de acesso ao crédito rural para a safra 2020/2021, e diferimento da tributação, aponta a entidade.

    “É preciso amparar o produtor rural, que se mantém no campo produzindo e garantindo o abastecimento de alimentos no País e no mundo, mesmo diante da situação da calamidade pública instaurada a partir da pandemia do coronavírus”, ressalta o presidente da CNA, João Martins, em ofício encaminhado à ministra.

    A lista de medidas inclui a prorrogação dos vencimentos dos financiamentos de custeio e investimento para os produtores das cadeias mais atingidas pela crise, que estão com sérias dificuldades de comercialização dos seus produtos, em função das restrições de locomoção de distribuidores, clientes e dos próprios produtores, além do fechamento de diversos canais de distribuição. Essa situação tem impactos expressivos sobre a receita de curto prazo desses setores, o que impede que os compromissos assumidos sejam honrados no prazo acordado antes desse cenário de Covid-19, informa a CNA. Além disso, em função da perecibilidade de muitos produtos, o produtor não consegue armazená-los para venda futura, o que compromete também o seu fluxo futuro de receitas.

    Em razão disso, a entidade solicita a prorrogação das parcelas de custeio por seis meses, sem incidência de juros e correção monetária, alegando que a medida já foi adotada para outros setores econômicos, com o objetivo de manutenção dos negócios e dos empregos. No caso de parcelas de financiamentos de investimento vencidas ou com vencimento em 2020, a CNA solicita a prorrogação para depois da última parcela do contrato.

    No documento, também é defendida a flexibilização emergencial de alguns procedimentos necessários para a formalização das operações de crédito rural, sejam novas ou de alongamento e reprogramação. Entre essas medidas, destaca-se a dispensa temporária da necessidade de registro dos contratos e aditivos em cartório, tendo em vista que os cartórios estão fechados em vários municípios do país, o que inviabiliza a formalização completa das operações e a liberação de recursos tempestivamente.

    Outra medida sugerida é a retirada de tarifas que são cobradas pelas instituições financeiras para estudo dos pedidos de alongamento e repactuação das operações de crédito, que, especialmente nesse momento, oneram o produtor rural significativamente, e estão na contramão das medidas emergenciais que têm sido adotadas pelo governo recentemente para minimizar os impactos da crise econômica.

    A CNA também pleiteia que as operações repactuadas não sejam reclassificadas para operações com fonte de recursos não controlados, o que certamente onerará sobremaneira o pequeno e médio produtor, e que o produtor fique dispensado da entrega presencial de documentos comprobatórios da aplicação de crédito, como recibos de armazenagem dos produtos, Guia de Trânsito Animal (GTA), ficha sanitária do rebanho, entre outros documentos, em função do fechamento das agências ou de sua limitada capacidade de atendimento no momento.

    Nesse sentido, a CNA sugere que as instituições financeiras façam maior uso das tecnologias disponíveis para contratação do crédito rural, na época em que acontece a maior parte das contratações de pré-custeio para a safra 2020/2021.

    Segundo a CNA, também há a necessidade de celeridade na sanção presidencial da MP 897/2019, a MP do Agro, pois a MP traz inovações importantes relacionadas às garantias nas operações de crédito, segurança jurídica nas operações por meio de registradoras eletrônicas e fomento aos financiamentos privados.

    Duas medidas importantes contidas na MP e que darão fôlego aos produtores são o repasse de recursos de fundos constitucionais às cooperativas de crédito, independentemente de aprovação do cronograma de reembolso das operações pelos Conselhos Deliberativos Regionais, e novos prazos de adesão para renegociação de dívidas nas áreas de abrangência da Sudene e Sudam e da Dívida Ativa da União (Lei 13.340/2016).

    Quanto à questão tributária, as demandas são: prorrogação do prazo de entrega e pagamento do Imposto de Renda Pessoa Física para 30 de junho; prorrogação do prazo de entrega das obrigações acessórias para pessoas jurídicas por 90 dias e diferimento do pagamento, por seis meses, do Programa de Regularização Tributária Rural (PRR).

    A CNA também solicita a suspensão por seis meses das inscrições de operações na Dívida Ativa da União, e adiamento para julho dos pagamentos de tributos federais (PIS/Cofins e IPI) com vencimento em abril, maio e junho, sem incidência de juros e multa e parcelamento em três vezes.

    Fonte: Canal Rural

  • Embrapa alerta sobre elevado índice de sementes de soja esverdeada

    Os pesquisadores da Embrapa Soja têm recebido diversos relatos sobre o elevado índice de sementes de soja esverdeadas – superiores a 50% – na safra 2019/2020, em diversas regiões brasileiras. “As sementes com coloração intensa de verde ou mesmo esverdeadas, geralmente apresentam elevados índices de deterioração, que podem levar a redução da germinação, do vigor e da viabilidade de lotes de soja”, alerta o pesquisador José de Barros França Neto. “Ainda não temos um levantamento de quantos lotes serão descartados, mas podemos dizer que os produtores de semente terão prejuízo com o elevado índice de sementes esverdeadas”, ressalta França Neto.

    Pré-colheita – Dados da Embrapa Soja, em conjunto com a Universidade Federal de Lavras (UFLA), sugerem que em pré-colheita, níveis de até 9,0% de sementes esverdeadas poderão ser tolerados. Acima deste valor, é preciso retirar as sementes esverdeadas dos lotes, o que acarretará elevação nos custos. “A remoção de sementes esverdeadas pode ser realizada por equipamentos selecionadores de cores, que, apesar de caros, removem grande parte dessas sementes esverdeadas”, diz França.

    Classificação – Além disso, como as sementes esverdeadas são menores, a classificação por tamanho das sementes pode resultar em melhoria da qualidade fisiológica do lote de semente. “Desta forma, a maior concentração de sementes esverdeadas ocorrerá nas menores classes de tamanho, que poderão ser descartadas; as sementes das classes maiores, por terem um menor porcentual dessas sementes, tenderão a apresentar melhores germinação e vigor”, diz França Neto. Segundo ele, para preservar a qualidade das sementes durante o armazenamento, as sementes devem estar em condições climatizadas de 10 a 15ºC e 60% UR.

    Causas do problema – Segundo a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), o Brasil produziu aproximadamente 3 milhões de toneladas de sementes de soja, na safra 2018/19. Para França Neto, o problema das sementes esverdeadas está relacionado à ocorrência de seca, na última safra, associado a elevadas temperaturas nas fases de enchimento de grãos e em pré-colheita. “Isso resultou em morte prematura das plantas e na maturação forçada das sementes. Com isso, as duas principais enzimas associadas à degradação da clorofila (magnésio quelatase e clorofilase) foram desativadas, culminando na produção de altos níveis de sementes esverdeadas”, relata França Neto.

    Vídeo: http://tempuri.org/tempuri.html

    Por Embrapa Soja
    Fonte: Paraná Cooperativo

  • Alerta sobre vacinas veterinárias

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informa que as vacinas registradas na pasta contra coronaviroses são exclusivamente para uso em animais. Jamais devem ser utilizadas em humanos. Ressaltamos ainda que os agentes responsáveis pelas doenças nos animais são muito diferentes do coronavírus responsável pela Covid-19.

    As avaliações feitas pelo Mapa são voltadas às espécies-alvo dessas vacinas, como cães, bovinos e aves. Não existe segurança clínica muito menos qualquer indicação de utilização de vacinas de uso veterinário por humanos, sob risco de reações graves e efeitos colaterais severos.

    REAFIRMAMOS: ESSAS VACINAS SÃO DE USO VETERINÁRIO EXCLUSIVO! JAMAIS DEVEM SER UTILIZADAS EM HUMANOS!

    Fonte: MAPA

  • Soja volta a subir na Bolsa de Chicago nesta 4ª com atenção à demanda e economia global

    Nesta quarta-feira (25), o mercado da soja volta a subir na Bolsa de Chicago, depois de terminar o pregão anterior com estabilidade. As cotações subiam entre 2,75 e 6,25 pontos nos principais contratos, por volta de 7h10 (horário de Brasília), com o maio sendo cotado a US$ 8,89 e o julho, US$ 8,91 por bushel.

    O mercado internacional passa por esse momento de recuperação, após perdas consecutivas na CBOT, agora olhando com um pouco mais de otimismo para o combate à pandemia do coronavírus e com perspectivas melhores à demanda pela oleaginosa norte-americana. Entretanto, como explica Steve Cachia, consultor da Cerealpar e da AgroCulte, as notícias ligadas ao vírus são frágeis, tem rápida validade e a mudança de comportamento dos traders só viria com uma vacina.

    “A única carta que de curtíssimo prazo que pode alterar este cenário de incerteza e a confirmação de uma vacina e/ou cura. Para tanto, as cotações das commodities agricolas tendem a seguir sob pressão. Claro que haverá tentativas de reação como está tendo no momento na soja, milho e trigo, mas precisamos de mais dados sobre como o Covid-19 está afetando a demanda antes de comemorar que as mínimas já foram feitas”, explica Cachia.

    Mundo a fora, o mercado vai recebendo as informações e processando-as, especialmente aquelas ligadas aos estímulos e medidas que vêm sendo propostas por países e nas principais economias globais. Nesta quarta, os índices asiáticos registraram suas máximas em uma semana, bem como nos EUA foi acordado entre Congresso e negociadores um pacote de US$ 2 trilhões para ajuda no combate ao coronavírus. A votação pelo Senado e Câmara deve acontecer na tarde desta quarta.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • ILPF e manejo de carrapatos elevam potencial produtivo

    Pesquisas já comprovaram a eficiência do sistema de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF). A técnica permite plantar grãos, criar gado e cultivar florestas em uma única área, com ganhos para todas elas, além de ser benéfica para a conservação do solo com pastagens e redução do efeito estufa.

    A Fazenda Cachoeira, em Itaberá (320 km de São Paulo), usa o sistema em uma área não muito grande, cerca de 2800 hectares, sendo que destes 800 são de reserva natural. Nos dois mil hectares restantes é plantada soja, milho grão e sorgo silagem (além de feijão para rotacionar) no sistema de plantio direto, é feita cria e recria de gado nelore, são 150 hectares com eucalipto e metade da propriedade tem pastagem. Cerca de 110 hectares da área agrícola e 70 hectares do pasto são irrigados com pivô central.

    A propriedade também adota sistema de meteorologia e monitoramento com aplicativos para manter o padrão produtivo. “Usamos do bom senso. Com tecnologia, investimos na correção e adubação do pasto, cuidamos do bezerro, fazemos melhoramento e optamos pela prevenção de parasitas como o carrapato, que traz enormes prejuízos sanitários e econômicos”, aponta o proprietário Bernhard Kiep.

    Assista a reportagem da série “Pecuária 4.0: o caminho do boi brasileiro”: http://tempuri.org/tempuri.html

    Fonte: Agrolink

  • Mais atenção ao controle da ferrugem da soja

    A atual safra brasileira de soja deve passar de 122,2 milhões de toneladas, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), volume 6,3% superior à temporada 2018/19, o que mantém o país como líder mundial na produção do grão. As estatísticas sobre a soja do Brasil são sempre assim, grandiosas.

    Inclusive quando se trata dos problemas da cultura. É o caso do custo médio por safra para o controle da ferrugem-asiática, que chega a US$ 2,8 bilhões por safra, de acordo com o Consórcio Antiferrugem, projeto coordenado pela Embrapa Soja.

    A doença, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é considerada a mais severa para a cultura da soja. Sua primeira ocorrência aqui no Brasil foi identificada em 2001, no Estado do Paraná, e desde então tem se espalhado pelas principais regiões produtoras. Agora em 2020, até a primeira semana de fevereiro, já haviam sido registradas quase 100 ocorrências, conforme monitoramento do Consórcio Antiferrugem. O nome de “ferrugem” é uma referência às lesões que a doença provoca nas folhas das plantas de soja, pontos de coloração escura que dão mesmo o aspecto de algo enferrujado.

    Conforme o problema avança, lesões maiores surgem nos dois lados das folhas, provocando, inclusive, sua queda prematura. A consequência não poderia ser outra: danos ao desenvolvimento da planta, ao enchimento dos grãos, à qualidade da lavoura de maneira geral, à redução no rendimento de grãos e, claro, ao bolso do produtor. A melhor maneira de interromper esse ciclo de prejuízos é adotando uma eficiente estratégia de manejo da ferrugem, o que envolve respeitar o vazio sanitário, escolher cultivares mais tolerantes, fazer o plantio no início da época de acordo com as recomendações técnicas e aplicar corretamente os fungicidas, seguindo à risca as orientações dos fabricantes.

    Esse quarto item exige um cuidado especial do sojicultor, pois com o aumento da incidência da doença passou a aplicar fungicidas com maior intensidade. Dessa forma, o fungo acabou desenvolvendo resistência para alguns princípios ativos. Por isso é imprescindível que o agricultor estabeleça uma estratégia de controle da ferrugem com pelo menos dois princípios ativos efetivos e diferentes.

    Quando o produtor de soja investe de forma segura e estratégica em suas lavouras, utilizando corretamente as soluções tecnológicas à sua disposição, contribui para que as estatísticas do setor continuem crescendo de maneira positiva. O conhecimento é a melhor proteção, resultando em maiores produtividades e contribuindo para o desenvolvimento de seu negócio.

    Fonte: Agrolink

  • Trigo: dólar alto e baixa oferta interna mantêm preços em elevação

    Os preços domésticos do trigo estão em alta. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é resultado da combinação do alto patamar do dólar – que fechou a R$ 5,139 nessa segunda-feira, com valorização de 2,17% em uma semana – e da baixa disponibilidade interna do cereal. Alguns moinhos, especialmente do Paraná e de São Paulo, estão com necessidade de adquirir novos lotes no curto prazo, mas as ofertas estão escassas. Há vendedor, inclusive, indicando não ter mais lotes para ofertar. Quanto ao cenário externo, compradores brasileiros que têm contratos com fornecedores argentinos estão receosos quanto ao período de recebimento do produto já contratado, uma vez que o país vizinho deve restringir algumas atividades portuárias nos próximos dias, devido ao avanço nos casos de covid-19.

    Fonte: Cepea

  • Soja caminha de lado nesta 3ª feira em Chicago depois de sessões consecutivas de bom avanço

    Nesta terça-feira (24), o mercado da soja caminha de lado na Bolsa de Chicago, depois de cinco sessões consecutivas de altas fortes. Por volta de 7h20 (horário de Brasília), as cotações no maio e julho perdiam 4,75 e 3,75 pontos, valendo US$ 8,79 e US$ 8,81 por bushel, respectivamente. Já o agosto cedia 2,50 pontos, para valer US$ 8,82 e o setembro subia 2,50 pontos para chegar a US$ 8,77.

    Os futuros da oleaginosa negociados na CBOT vieram encontrando terreno para os ganhos diante da melhor demanda pelo produto norte-americano, mas também pela volta dos fundos investidores de volta à ponta compradora do mercado.

    “Há um certo ‘pânico’ nas compras entre as commodities agrícolas e uma volatilidade ao redor dos mercados globais”, explica Phin Ziebell, economista especializado em agronegócio do Banco Nacional da Austrália, à Reuters Internacional.

    Ainda de acordo com analistas internacionais, as preocupações no mercado mundial de soja com a pandemia do coronavírus na América do Sul também favoreceu as altas nos últimos dias. A Argentina já fechou alguns terminais portuários no sul de Santa Fé e, no Brasil, embora os portos continuem operando normalmente, o cenário é monitorado.

    MERCADO BRASILEIRO

    “O dólar voltou a fugir do controle apesar da atuação do BC brasileiro. É fator de suporte às cotações de soja, mas uma grande preocupação ao quadro macroeconômico do país, que está sendo agravado pela recessão global que o Covid-19 está desencadeando”, explica Steve Cachia, consultor de mercado da AgroCulte e da Cerealpar.

     

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja: região Sul segue com tempo seco no começo desta semana

    A região Sul do país não deve registrar chuvas nestes dois dias iniciais da semana. Chuvas mesmo só no Nordeste e Centro-Oeste, sendo que neste último a previsão é de grandes acumulados e temporais.

    SUL
    As chuvas se afastaram de vez do sul do país. E nenhum dos três estados devem ter instabilidades nesta segunda e na terça-feira.

    SUDESTE
    As áreas de soja de São Paulo também devem ter dois dias mais secos. Em Minas Gerais a tendência é de uma segunda-feira com algumas instabilidades na parte norte do estado e uma terça-feira mais seca.

    CENTRO-OESTE
    Hoje, chuva generalizada e com declínio da temperatura entre Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. Isso acontece por causa da intensificação de uma área de baixa pressão atmosférica sobre Mato Grosso. Há potencial para transtornos localizados, inclusive no Distrito Federal, por conta da chuva forte e com trovoadas. Atenção aos acumulados elevados e riscos de alagamentos no noroeste de Mato Grosso e no leste de Goiás. Por outro lado, o tempo abre na metade sul de Mato Grosso do Sul, devido ao avanço de uma massa de ar seco que avança na região.

    NORDESTE
    Se a parte baixa do mapa está seco, na parte de cima, no Nordeste, as chuvas seguem trazendo alívio aos produtores de soja.

    Na Bahia, a segunda-feira promete algumas garoas espalhadas por todo o estado. Enquanto Luís Eduardo Magalhães os acumulados chegam a 10 mm, em Barreiras nem chove. Na terça, as duas localidades receberão temporais. Em Barreiras os acumulados passam dos 90 mm.

    No Piauí a tendência é um dia de trégua das chuvas. Não deve chover nas principais áreas produtoras de soja nesta segunda-feira. Na terça, no entanto, elas retornam para quase todo o estado. Em Bom Jesus os acumulados passam dos 50 mm.

    No Maranhão são esperadas apenas garoas nos dois dias. Os acumulados não passam dos 2 mm nas áreas de soja do estado.

    NORTE
    Hoje, ainda segue a condição para chuva generalizada entre sul do Pará e Tocantins. A combinação do calor e umidade da Amazônia, com instabilidades tropicais, forma chuvas com trovoadas entre o Acre, Rondônia, Amazonas e Pará. Aliás, entre os três primeiros estados citados, os acumulados são elevados e com riscos de transtornos, como alagamentos. O Amapá também é destaque, pois as pancadas de chuva são fortes também, por conta da zona de convergência intertropical, que é uma banda de nebulosidade formada pelo encontro dos ventos nos dois hemisférios. Apenas o extremo norte da região é que fica com tempo mais firme.

    Fonte: Canal Rural

  • CNA aponta impactos da Covid-19 para o agro

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou no sábado (21/3), uma análise sobre o atual cenário impactado pela pandemia da Covid-19 para o agro. As informações sobre as principais commodities produzidas no País, mais mercado interno e externo, de acordo com a entidade, tem por objetivo garantir o abastecimento de alimentos para a população. Elas servem, também, para garantir que os produtores continuem produzindo.

    No dia 11 de março a Organização Mundial da Saúde decretou Pandemia do novo coronavírus. Desde estão os estados e o governo federal têm adotado medidas emergenciais para conter a disseminação da doença no País.

    Para monitorar a crise que vem sendo provocada pelo coronavírus, a CNA criou um grupo de monitoramento de cenários. Confira:

    Produtos
    Para as principais commodities agrícolas, como soja, milho e café, houve queda nos preços internacionais. No entanto, em função da alta do dólar, os preços reais não foram impactados. Para o setor sucroenergético e o algodão, o maior problema foi a guerra do petróleo entre Rússia e Arábia Saudita, que derrubou os preços nestes setores.

    Boi gordo
    O mercado do boi gordo iniciou a semana com pressão dos frigoríficos, reduzindo os valores ofertados em relação à semana anterior. Mas por falta de negócios na segunda, o indicador Cepea se manteve estável.

    Ao longo da semana , poucas negociações ocorreram, derrubando a cotação. Com isso, a escala dos frigoríficos foi reduzida, forçando a elevação dos preços na quinta e na sexta.

    Os três maiores frigoríficos anunciaram férias coletivas em alguma das suas unidades, fator que deverá pressionar a cotação na semana que vem, data que as plantas efetivamente irão interromper suas atividades.

    Aves e suínos
    Ao contrário dos frigoríficos de bovinos, as plantas de aves e suínos garantiram que não vão interromper sua produção. Mas a queda no food service preocupa. As empresas já sentiram queda de 10 a 15% nos pedidos. Por outro lado, os pedidos das redes de atacado e varejo aumentaram. Na parte da exportação, a falta de contêineres tem dificultado as vendas de proteínas animais.

    Aquicultura
    A queda no consumo do food service preocupa a cadeia da aquicultura. A comercialização de camarão, por exemplo, teve queda de 80%, mas aumentou 20% nas vendas no varejo.

    Frutas
    A demanda por frutas e hortaliças nos supermercados cresceu de 20% a 30% nos primeiros dias de intensificação da pandemia. A comercialização no varejo representa em torno de 53% das movimentações desses produtos. Por outro lado, a procura em redes de fast food, bares e restaurante caiu drasticamente. Com a ordem de fechamento em grandes cidades, espera-se que demanda recue a níveis nunca vivenciados pelo setor.

    Flores
    A intensificação da crise poderá colocar em xeque o desempenho do setor. No caso das flores de vaso, comercializadas principalmente nos supermercados, houve redução de 50% na demanda. No caso das flores de corte, a redução já supera 70% devido à proibição massiva de grandes eventos, redução da circulação e mesmo pela alteração momentânea do padrão de consumo das famílias, que passam a priorizar bens básicos em momentos de crise.

    Mercados
    China
    O escritório da CNA em Xangai não identificou interrupção de importações de bens agropecuários devido à pandemia da Covid-19. Mas o cancelamento de rotas marítimas já resulta em atrasos no transporte internacional.

    O escritório também apurou que comércio de grãos, óleos e alimentos registrou aumento de 9,7% entre os meses de janeiro e fevereiro de 2020 – apesar da queda das vendas totais do varejo em 20,5% nos dois primeiros meses do ano.

    A “corrida” dos consumidores aos supermercados é a provável causa do aumento das vendas de itens básicos para a dieta chinesa. As vendas de alimentos online também cresceram 3% no mesmo período.

    União Europeia
    Ainda sem impactos expressivos no comércio com o Brasil. Hoje as medidas restritivas estão muito mais focadas na redução da movimentação de pessoas do que na circulação de mercadorias.

    Estados Unidos
    Assim como na UE, ainda não se percebeu nenhum impacto no comércio. O governo norte-americano tem tomado medidas mais focadas na saúde das pessoas e garantiu que a produção de alimentos não para.

    Arábia Saudita
    Houve aumento de demanda por fornecedores brasileiros para suprir o mercado interno.

    Exportadores brasileiros e importadores relatam atraso na liberação de cargas no porto de Gidá. Aparentemente, o controle portuário está mais rígido.

    Fonte: Portal DBO