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março 2020

  • Soja mantém leves altas em Chicago nesta 4ª feira, mas mantém foco no coronavírus

    O mercado da soja trabalha com leves altas na manhã desta quarta-feira (11) na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, por volta de 8h30 (horário de Brasília), subiam entre 2,50 e 3,25 pontos nos principais contratos, com o maio valendo US$ 8,78 e o julho, US$ 8,86 por bushel.

    Os traders seguem muito focados em todas as notícias que partem do coronavírus, ao mesmo tempo em que esperam por medidas que possam conter os efeitos do surto sobre a economia mundial. Se não conter, ao menos amenizar.

    “Não interessam as teorias de conspiração, de que o coronavírus é menos perigoso que gripe comum, de que há pânico exagerado e/ou outros argumentos. Interessa como o mercado e os traders estão reagindo às notícias, e para os mercados internacionais tem sido obviamente de modo negativo para os preços”, explica Steve Cachia, consultor de mercado da AgroCulte e da Cerealpar.

    Mais do que isso, Cachia explica ainda que a tensão agravada nos EUA preocupa ainda mais os mercados de forma generalizada e mais intensa, já que outros países tiveram o mesmo comportamento e agora colhem resultados preocupantes.

    “A impressão que os traders têm é que os EUA estavam subestimando o problema, como fez a Itália e que agora se surpreenderam como o surto se alastrou tão rápido. As medidas drásticas sendo tomadas implica uma retração no ritmo de crescimento na economia americana e, portanto, crescem expectativas de que uma grave recessão global é iminente”, diz o consultor.

    Assim, o que pode mudar o comportamento dos mercados são notícias de uma vacina ou tratamentos que possam ao menos conter o rápido contágio do vírus. “Por enquanto, os mercados devem continuar voláteis e trabalhando de modo errático”, complementa.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Safra de soja e de algodão deve ser recorde em 2020

    O Brasil deve colher novos recordes de soja e de algodão em 2020, segundo os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de fevereiro, divulgado ontem (10/3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A produção da soja deve crescer 10,4% ante 2019, totalizando 125,2 milhões de toneladas. O cultivo de algodão herbáceo deve crescer 1,8%, para um total de 7,0 milhões de toneladas.

    Já a safra de arroz será 1,0% maior, somando 10,4 milhões de toneladas.

    Quanto ao milho, a expectativa é de um recuo de 4,0% na produção, em virtude de um crescimento de 4,2% no milho de primeira safra, mas decréscimo de 6,9% no milho de segunda safra. A produção total de milho será de 96,5 milhões de toneladas em 2020, sendo 27,1 milhões de toneladas de milho na primeira safra e outros 69,4 milhões de toneladas na segunda safra do grão.

    O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 93,2% da estimativa da produção e responderam por 87,3% da área a ser colhida.

    A área a ser colhida de milho aumentou 1,4% ante 2019, com alta de 3,9% no milho de primeira safra e elevação de 0,5% no milho de segunda safra. A área de soja cresceu 2,6%, enquanto a de algodão herbáceo subiu 5,8%. Em contrapartida, houve declínio de 2,3% na área a ser colhida de arroz.

    Fonte: Broadcast Agro

  • Embrapa identifica mais uma planta invasora resistente ao glifosato

    A Embrapa Soja e a Cooperativa Agropecuária e Industrial (Cocari) identificaram mais uma planta resistente ao glifosato, herbicida aplicado em larga escala nas lavouras de grãos transgênicos do país. Trata-se da planta conhecida como “leiteiro”, “amendoim-bravo” ou “café-do-diabo”, cujo nome científico é Euphorbia heterophylla.

    A primeira suspeita da resistência do leiteiro foi observada na safra 2018/2019, quando as plantas daninhas sobreviveram, mesmo após aplicações de glifosato, em uma propriedade na região do Vale do Ivaí, no Paraná, onde fica a Cocari.

    Segundo nota da Embrapa Soja divulgada ontem (10/3), esta é a décima planta infestante das lavouras de grãos no Brasil que adquiriu resistência ao herbicida. “Apesar de restrita a apenas uma área, está preocupando pesquisadores, técnicos e produtores, especialmente pelo impacto econômico que poderá acarretar se casos semelhantes forem encontrados em outras regiões”, diz a nota da Embrapa.

    Custo de produção
    Entre outras plantas que já criaram resistência ao glifosato e são encontradas sobretudo nas lavouras de soja estão a buva, o azevém e o capim-amargoso. Conforme a Embrapa, os custos de produção de soja podem subir de 42% a 222%, em função dos gastos com outros herbicidas que não o glifosato e também por causa da perda de produtividade da oleaginosa. Segundo o pesquisador Fernando Adegas, os valores aumentam, em média, entre 42% e 48%, para as infestações isoladas de buva e de azevém, respectivamente, e até 165%, se houver capim-amargoso resistente.

    O cientista calcula que o custo médio, em reais, no Brasil, para o controle de plantas daninhas é de R$ 120 por hectare. Em infestações mistas de espécies daninhas resistentes ao glifosato, o aumento nos custos de controle é maior. Em áreas com infestação de buva e de capim-amargoso, por exemplo, o custo de controle pode chegar a R$ 386 por hectare, ou seja, aumento de 222% no custo de produção.

    Fonte: Canal Rural

  • Empresa lança semente de soja que promete ser 30% mais resistente à seca

    No mesmo ano em que a estiagem quebrou cerca de 16% da produção de soja no Rio Grande do Sul, agricultores que foram à Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, conheceram uma nova ferramenta de combate à seca: a soja transgênica que promete ser 30% mais resistente ao estresse hídrico do que as demais cultivares disponíveis no mercado.

    “A seca deste ano foi um dos principais motivos da gente trazer essa semente para a Expodireto, porque seria uma tecnologia que ajudaria num ano como esse”, afirma Francisco Soares, presidente da TMG.

    A empresa é a responsável por conduzir os testes da semente no Brasil e deve iniciar a comercialização da tecnologia em 2021, a depender da velocidade de liberação na China.

    “É um processo que está bem avançado, mas, com o coronavírus, não se sabe em qual ritmo está andando. De qualquer forma, a expectativa inicial é de que a aprovação ocorra entre o final deste ano e meados do ano que vem”, prevê Carlos Camargo de Colon, diretor da Bioceres.

    A empresa argentina é detentora da patente da tecnologia e já testa sua aplicação também em sementes de trigo. “No Brasil, estamos no processo de obter a aprovação para o consumo [do trigo resistente ao estresse hídrico], mas mais atrasado do que
    a soja, que foi o carro chefe nas pesquisas”, explica Colon.

    Pesquisa
    As pesquisas para o desenvolvimento da nova cultivar começaram ainda na década de 1990, na Argentina. Colon afirma que o investimento da Bioceres no desenvolvimento da soja resistente ao estresse hídrico foi de menos de US$ 30 milhões, valor considerado baixo
    quando comparado a outros produtos já lançados no mercado.

    Segundo ele, a economia no processo de desenvolvimento da nova tecnologia foi possível graças ao modelo adotado pela companhia, que privilegia parceria com universidades e institutos de pesquisa locais.

    Transgenia com girassol
    O segredo para a maior resistência à seca está na transferência de um gene do girassol para a soja e outras culturas. A transgenia confere à soja insensibilidade à síntese e à ação do etileno – substância responsável pela maturação e senescência da planta.

    Ainda em fase de testes, as primeiras lavouras com aplicação da nova tecnologia já apresentam sinais visuais de um melhor desempenho nesta estação mais seca no Rio Grande do Sul. “Visualmente já é possível dizer que tem diferença [em relação a outras cultivares], mas em peso de grãos não temos resultado porque não colhemos ainda”, pontua a pesquisadora.

    Mais testes
    Para os próximos meses, o objetivo da TMG é ampliar as áreas de teste no Brasil, com plantio no Paraná, Mato Grosso e Goiás (Rio Verde), além do próprio Rio Grande do Sul. A empresa avalia que cerca de 70% das área produtiva de soja no país necessite, em alguma
    medida, da nova tecnologia.

    “Mesmo no MT, que é mais úmido do que no RS, há algumas áreas marginais com textura de solo mais leve, onde a umidade não segura tanto. Nesses locais, a acredito que essa nova tecnologia traga vantagem também”, ressalta o presidente da TMG.

    Fonte: Globo Rural

  • Saiba o que pode mexer com o mercado da soja na semana

    A semana deverá ter um mercado da soja influenciado por questões internacionais, como o avanço do coronavírus, o aumento das retenciones na Argentina, escalada do dólar e o relatório do USDA, que será divulgado amanhã.

    Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana. As dicas são do analista de Safras & Mercado, Luiz Fernando Roque:

    O mercado de soja acompanha os demais mercados mundiais e mantém suas atenções centralizadas na questão envolvendo a epidemia de coronavírus ao redor do mundo. Paralelamente, os players avaliam a evolução da colheita e a situação da safra brasileira, além da questão envolvendo o aumento das “retenciones” na Argentina. O relatório do USDA de março, que será divulgado no próximo dia 10, completa o quadro de fatores;

    Os mercados continuam bastante voláteis diante das informações que indicam aumento de casos de coronavírus em grandes economias mundiais. O aumento do risco de impactos econômicos em todo o mundo leva o mercado financeiro a um momento de correções negativas, contaminando os demais mercados. Bolsas, petróleo e commodities sentem os efeitos e operam no “vermelho”, com investidores migrando para opções mais seguras. Tal fato impede a retomada do patamar de US$ 9 nas primeiras posições da soja em Chicago;

    Em contrapartida, o dólar rompe diariamente máximas históricas frente à moeda brasileira. Este fator, aliado a prêmios de exportação sustentados por uma demanda aquecida pela soja brasileira elevam o patamar de preços pagos no mercado interno brasileiro em um momento de entrada de safra, onde as cotações costumam sentir os efeitos negativos da sazonalidade. O momento é de oportunidades para a ponta vendedora, tanto para volumes da safra atual quanto da nova. O fator dólar torna-se, mais uma vez, fundamental para as negociações, e deve ser aproveitado. É possível que o dólar continue subindo, mas cada vez menos ele tem espaço para isso;

    No lado fundamental, o mercado avalia a safra brasileira, que apesar de registrar alguns problemas no RS, está se consolidando como uma nova produção recorde. Na Argentina, a falta de umidade começa a trazer alguns problemas, mas ainda é cedo para se falar em perdas relevantes. No país vizinho, a questão central agora é o recente aumento das retenciones para o complexo soja argentino. Tal fato, além de tirar competitividade dos produtos argentinos no mercado internacional, deve levar a uma diminuição da área a ser plantada com soja na próxima temporada, o que é fator positivo para Chicago no segundo semestre;

    O USDA de março não deve trazer surpresas para o quadro americano, mas pode trazer um pequeno corte na expectativa de produção do Brasil. Mesmo assim, o relatório deverá trazer apenas impactos momentâneos para Chicago.

    Fonte: Canal Rural

  • Soja: como produtor gaúcho se tornou bicampeão de produtividade

    Os irmãos Maurício e Eduardo De Bortoli, de Cruz Alta (RS), colheram 123,88 sacas por hectare e venceram o Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja do Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb) na safra 2018/2019. Eles conseguiram mais do que o dobro da média nacional na temporada passada, estimada em 53,4 sacas por hectare, e ganharam tanto na categoria irrigada (pela segunda vez) quanto geral, feito inédito na prova.

    “Foi-se o tempo em que o produtor poderia aceitar de 50 a 55 sacas por hectares. Precisamos de técnicas que possamos nos ter resultados”, afirma Maurício De Bortoli. Ele destaca que grandes produtividades não estão ligadas diretamente ao investimento feito, mas a forma como se utiliza as ferramentas.

    O trabalho focado em alta produtividade, segundo Maurício De Bortoli, começou em 2006, quando ele foi trabalhar na empresa da família e se deparou com os vários desafios enfrentados pela agricultura gaúcha. “Temos um solo pobre, ácido, com teor de fósforo e potássio baixos e bastante responsivo a tecnologias, mas elas têm um valor elevado. Se você não tem produtividade, é inviável”, conta.

    Outro problema são os veranicos, bastante comuns na região dele, que podem chegar a até um mês sem chuva. “Buscamos na agronomia simples estratégias que visassem a manutenção da produtividade mesmo ante a falta de chuva. Intestinos no solo, em melhoria mineral, correção, calagem e perfil de solo. Levamos cálcio em profundidade e buscamos aumentar a matéria orgânica e a atividade biológica”, comenta.

    De acordo com Maurício, em um momento de seca como o vivido na safra 2019/2020, isso não contribui apenas para aumentar a produtividade como também traz segurança. “Minhas lavouras estão no meio de várias outras, mas tenho uma grande vantagem devido ao histórico de manejo para vencer os desafios impostos pelo clima”, afirma.

    O produtor destaca que o solo precisa funcionar como uma caixa d’água, armazenando a chuva e distribuindo durante a safra. “A nossa região recebe cerca de 850 milímetros por verão, o que é suficiente para produzir muita soja. Mesmo lavouras que receberam em 120 dias de ciclo apenas 240 milímetros ainda estão se desenvolvendo bem”, diz.

    Exemplos a serem seguidos
    Os irmãos De Bortoli começaram a participar do desafio do Cesb seis anos atrás e observaram quais eram as limitações para atingir a produtividade desejada. Lá, eles traçaram um caminho através de boas práticas e conhecimento. “Uma melhor contínuo dos processos promoveria a lavoura à altamente produtiva. Há vários cases fáceis de serem seguidos. Muitas vezes, o agricultor tem que buscar soluções que não estão tão perto, mas também não tão longe da propriedade”, diz.

    Maurício lembra que no Cesb estão disponíveis todas as informações sobre a safra dele, desde a semente utilizada até a fertilidade do solo e manejo empregado. “Toda a técnica do campo disponível para que o produtor tire informações e use em seu ambiente”, afirma.

    O comitê registrou 5.204 inscrições para a 12ª edição do Desafio de Máxima Produtividade de Soja, que corresponde ao ano safra 2019/2020. Esse número é 18,3% maior do que o realizado no ano passado, quando participaram 4.400 sojicultores.

    A região Sul anotou o maior número produtores e consultores rurais inscritos, com 57% do total, seguida das regiões Centro-Oeste com 19%, Sudeste com 14%, Nordeste com 7% e Norte com 3%.

    Fonte: Canal Rural

  • Soja: tecnologia promete controlar 6 lagartas incluindo helicoverpa

    A Bayer apresentou pela primeira vez, na 21ª Expodireto Cotrijal, a terceira geração da tecnologia de sementes transgênicas, batizada de Intacta 2 Xtend. De acordo com a companhia, um dos grandes diferenciais do produto é o espectro maior de cobertura para lagartas — agora, apresenta resistência também à helicoverpa armigera e à spodopteras cosmioides.

    A gerente de Lançamento de Intacta 2 Xtend, Bárbara Tagliari, lembra que essas pragas estão presentes em todo o ciclo da soja. “Na fase de emergência, podem ser extremamente prejudiciais e matar a planta. Posteriormente, essas pragas causam a desfolha, que reduz a capacidade de fotossíntese e afeta o enchimento de grãos, interferindo diretamente na produtividade das lavouras”, comenta.

    Segundo Bárbara, a safra 2019/2020 foi mais quente, aumentando a incidências desses insetos, principalmente na soja. Produtores que trabalham com a segunda geração, a Intacta RR2 PRO, já contavam com tecnologia contra quatro espécies: falsa-medideira (chrysodeixis includens), lagarta-da-soja (anticarsia gemmatalis), lagarta-da-maçã (chloridea virescens) e broca-das-axilas (crocidosema aporema).

    Mas produtores viram as spodopteras aparecem com uma frequência maior nesta temporada — sobre as quais o espectro da tecnologia ainda não se estendia. A partir da safra 2021/2022, no entanto, a tecnologia da Bayer contará com duas novas proteínas, que além de ampliar o controle para as spodopteras também abrangem a helicoverpa. começar a venda.

    “Sabemos também que insetos sofrem processos de mutação e criam resistência. Então a gente traz outras proteínas que ajudam também na longevidade da tecnologia. Agora serão três modos de ação funcionando na mesma planta”, diz Bárbara.

    Segundo a Bayer, 96% dos casos de aplicação de inseticida no passado foram para combate a lagartas que a Intacta 2 Xtend controla. “Então acreditamos que haverá uma redução do uso de inseticida; mas ainda é muito importante o agricultor fazer o manejo integrado de pragas, monitoramento e aplicação, se necessário. É um trabalho conjunto”, diz.

    A companhia aguarda a autorização da China, maior compradora mundial da soja brasileira, para começar a comercializar o produto, prevista para acontecer em 2021.

    Trabalho de anos
    De acordo com a gerente da Bayer, o desenvolvimento da tecnologia começou 15 anos atrás, com a identificação dos desafios que seriam críticos para a agricultura brasileira no futuro, além das pragas. “Por exemplo, entendemos que o número de plantas daninhas de folhas largas resistentes ao glifosato aumentaria, e seriam de difícil controle na pós-emergência, então precisaríamos de uma outra forma de controle”, diz.

    A nova solução da Bayer permitirá um controle mais amplo pois será tolerante ao dicamba, herbicida eficiente no controle de plantas daninhas de folhas largas como a buva, caruru, corda-de-viola e picão-preto.

    Fonte: Canal Rural

  • Milho: Bolsa de Chicago tem realização de lucros e leve baixa nesta 5ª feira

    A quinta-feira (5) parece ser de realização de lucros para o mercado do milho na Bolsa de Chicago. Os futuros do cereal perdiam entre 2 e 4 pontos nas posições mais negociadas, por volta de 8h30 (horário de Brasília), com o maio cotado a US$ 3,81 e o julho, US$ 3,83 por bushel.

    Os preços subiram significativamente nos últimos dias na CBOT, motivados por notícias de demanda da China nos EUA pelo cereal e pelos fundos de volta ao mercado de commodities agrícolas após as baixas recentes. Aos poucos, o mercado internacional se volta aos seus próprios fundamentos.

    No paralelo, porém, os traders ainda monitoram as notícias sobre o coronavírus e seus efeitos sobre a demanda chinesa.

    “Os mercados continuam monitorando a situação do coronavírus, já que algumas esperanças de demanda começam a voltar ao mercado. Os traders estão ansiosos para ver se outra venda para a China será divulgada nesta quinta-feira”, dizem os especialistas da Allendale, Inc.

    Hoje, o mercado espera pelos números das vendas semanais para exportação a serem divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e as expectativas para o milho variam de 700 mil a 1,3 milhão de toneladas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja trabalha com estabilidade na Bolsa de Chicago nesta 5ª feira após altas consecutivas

    Nesta quinta-feira (5), os futuros da soja caminham com estabilidade na Bolsa de Chicago, depois de três sessões consecutivas de altas durante a semana. As cotações, por volta de 7h55 (horário de Brasília), perdiam entre 0,25 e 0,75 ponto nos principais contratos, com o maio sendo cotado a US$ 9,06 e o julho a US$ 9,14 por bushel.

    O mercado se ajusta após as altas dos últimas dias – que já se mostravam frágeis, segundo explicavam analistas e consultores – e espera por mais notícias, principalmente ligadas à demanda pelo produto norte-americano.

    Enquanto isso, a atenção também permanece sobre as questões ligadas ao coronavírus e ao combate da epidemia pelo mundo. Assim, o movimento é de cautela não só entre as commodities agrícolas, mas entre todos os ativos, de uma forma geral.

    “Até mesmo os analistas catastróficos, que já apostavam em crise mundial, recessão do planeta, começam a rever suas previsões. Certamente teremos impacto na economia, mas quando a crise passar, rapidamente veremos acelerar o ritmo da economia mundial e o impacto tende a ser bem menor do que muita gente esperava, principalmente nos alimentos”, explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

    Mais do que isso, o analista lembra ainda da recomendação da “Organização Mundial da Saúde de que para não correr riscos com o coronavírus é estar bem alimentado. Desta forma a única vacina que temos no momento é comer bem, e aí entra a soja”, completa.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Inovações tecnológicas reduzem custos e aumentam produtividade no campo

    Inteligência artificial, drones, softwares, são algumas das tendências que são utilizadas atualmente para a transformação da agricultura.

    Pesquisas e protótipos de tecnologias vêm sendo desenvolvidos por empresas e instituições na tentativa de automatizar as atividades no campo e ampliar a competitividade do setor, com a redução de custos e de tempo.

    O G1 conversou com o Otávio Celidônio, coordenador do AgriHub, espaço destinado a inovação e tecnologia de MT, e ele explicou as vantagens de utilizar a tecnologia no agronegócio.

    Conheça algumas das vantagens:

    Redução do tempo gasto com as atividades
    O coordenador explica que, antigamente, caso o produtor quisesse fazer agricultura de precisão, precisaria coletar solos, mapa, cruzar os mapas de vegetação com solos e outras séries informações e, a partir disso, fazer análises de forma manual.

    “Atualmente, existem plataformas que fazem isso de forma automatizadas e em questão de minutos.” destaca Otávio. Ele explica que isso impacta também no aumento da produtividade.

    Maior precisão nas operações agrícolas
    De acordo com Otávio Celidônio, coordenador do AgriHub, espaço destinado a inovação e tecnologia de MT, o uso dos aparatos tecnológicos no agronegócio diminuiu o tempo de tomada de decisão no campo.

    Ele explica que para cada processo – manejo, plantação, controle de pragas, venda – o produtor tem novas ferramentas que o auxiliam a conseguir o melhor resultado de forma mais precisa.

    Reduz custos e aumenta o lucro
    Atualmente, plataformas auxiliam o produtor em todos os processos de forma automatizadas. “Hoje é possível saber, através de algoritmos, a previsão climática, os melhores sensores, o momento ideal para fazer a pulverização ou até se é necessário antecipar colheita, tudo por plataformas digitais.”, explica Otávio.

    “Um exemplo é a decisão sobre pulverização. Uma plataforma pode informar que o procedimento agendado para uma hora específica deve ser feito mais tarde por causa das condições climáticas previstas. Se fosse feito antes, o processo seria perdido pela chuva e o gasto iria ser desperdiçado, já que o processo teria que ser refeito.” aponta.

    Ele conclui que, dessa forma, o trabalho vai ser feito na hora certa e os custos serão reduzidos, aumentando assim a lucratividade.

    Melhor gestão agrícola da propriedade
    Além disso, a tecnologia auxilia os produtores a fazerem negócio de forma mais precisa. Hoje, há a gestão de comércio e gestão das próprias fazendas sendo auxiliadas por plataformas e aplicativos digitais, que ajudam o produtor a cuidar das finanças de acordo com o mercado local.

    Fonte: G1 MT