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abril 2020

  • Datagro eleva projeção para produção de milho 2019/20 no Brasil, a 102,18 mi t; soja recua

    A consultoria Datagro elevou nesta quinta-feira a estimativa para a produção total de milho 2019/20 no Brasil, em relação à avaliação divulgada no mês passado, impulsionada por um avanço no cereal cultivado na segunda safra, enquanto a perspectiva para a soja teve uma leve redução.

    Somadas as duas safras de milho, a produção total deve atingir 102,18 milhões de toneladas em todo o país, ante 101,93 milhões de toneladas no último levantamento, e pouco acima do recorde da safra passada de 102,08 milhões de toneladas.

    A área cultivada com o cereal deve alcançar 18,39 milhões de hectares, 4% acima dos 17,66 milhões de hectares registrados na temporada passada.

    A produção de milho segunda safra, a safrinha, deve atingir 76,58 milhões de toneladas, ante projeção anterior de 76,21 milhões de toneladas, disse a Datagro.

    O coordenador de grãos da Datagro, Flávio Roberto França Júnior, alertou em nota para os riscos climáticos que podem prejudicar o desempenho do milho safrinha.

    “Aqui (na segunda safra) temos ainda grandes incertezas em função da estiagem que atinge o Paraná, a região Sudeste e parte da região Centro-Oeste, já com perdas de potencial produtivo. E onde chuvas urgentes são necessárias para evitar o agravamento dos prejuízos.”

    Na soja, com a colheita virtualmente concluída, a produção potencial é de 121,26 milhões de toneladas da safra de soja, o que representa uma leve redução ante as 121,92 milhões de toneladas projetadas na última estimativa.

    França Júnior disse que as condições climáticas para o desenvolvimento da safra foram um pouco piores do que as registradas na temporada passada, com perda na produtividade média em 5 dos 15 principais Estados produtores.

    “Destaque para a perda expressiva por conta da escassez de chuvas no terceiro maior Estado produtor, que normalmente é o Rio Grande do Sul, além de Santa Catarina”, lembrou.

    Ainda assim, a consultoria destaca que a produção de soja deve representar uma alta de 2% ante a safra do ano passado, de 119,19 milhões de toneladas.

    A área plantada avançou para 36,92 milhões de hectares, com aumento de 3% ante área de 35,92 milhões de hectares de 2018/19, mas o rendimento médio caiu de 3.306 quilos por hectare desde a estimativa anterior para 3.289 quilos por hectare.

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    Fonte:

    Reuters

  • China compra de 17 a 18 navios de soja dos EUA e Chicago fecha com mais de 2% de alta

    A China comprou entre 17 e 18 barcos de soja dos EUA nestes últimos dias, segundo informação apurada pela Agrinvest Commodities nesta quinta-feira (30) e a notícia foi mais um combustível para as altas de mais de 2% dos futuros da commodity negociados na Bolsa de Chicago.

    “Estatais compraram a metade do volume, totalizando entre 800 mil e 1 milhão de toneladas, para embarques entre agosto e setembro”, detalha a Agrinvest. Ainda segundo os analistas da corretora, o encarecimento da soja brasileira estimulou a procura da nação asiática pela soja norte-americana.

    Assim, o dia se encerra com altas de 13,50 a 18,50 pontos para os principais contratos da oleaginosa negociados na Bolsa de Chicago. O vencimento maio terminou os negócios com US$ 8,50 e o agosto, US$ 8,55 por bushel.

    O mercado já vinha registrando uma movimentação positiva desde o início da quinta-feira, quando o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe as vendas semanais de soja dos EUA acima de 1 milhão de toneladas. Apesar do total estar dentro das expectativas do mercado, a China se mostrou mais presente e o volume foi expressivamente maior do que o registrado nas últimas semanas.

    Na semana encerrada em 23 de abril, os EUA venderam 1.078,3 milhão de toneladas, contra expectativas de 700 mil a 1,2 milhão de toneladas e o destino principal da oleaginosa americana foi a China. O volume superou a semana anterior e a média das últimas quatro. Em todo o ano comercial, porém, o volume acumulado de 39,05 milhões ainda fica abaixo das mais de 45 milhões de toneladas do anterior, nesse mesmo período.

    Da safra nova, as vendas foram de 105 mil toneladas, e o mercado apostava em um intervalo de 100 mil a 400 mil toneladas. O México foi o destino principal.

    Além das informações do front da demanda, a alta do petróleo ajudou a catalisar os ganhos da soja no mercado internacional nesta quinta. Os futuros da commodity subiram mais de 20% na Bolsa de Nova York, com o barrindo sendo cotado a US$ 18,80 e o avanço respingou na oleaginosa.
    A semana tem sido de importante recuperação para o petróleo, mas o mercado ainda analista a consistência do movimento.

    “Os mercados firmes do petróleo e do diesel também trouxeram estímulos à soja. E se adiciona a isso uma recuperação também do real frente ao dólar e o resultado foi um rally da soja”, disse o analista internacional Mike North, da Commodity Risk Management Group ao portal norte-americano Agriculture.com.

    Fatores que ainda limitam os preços da soja na Bolsa de Chicago continuam sendo os relacionados aos impactos do coronavírus para a economia mundial e as perspectivas de uma severa recessão. Na outra ponta, o início da nova safra norte-americana.

    A safra 2020/21 começa com condições de clima bastante favoráveis e o plantio caminha muito bem. Em seu último reporte semanal, o USDA indicou o plantio da nova temporada em 8% da área, bem acima do registrado no mesmo período do ano passado, quando o cenário era bastante adverso.

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    Por:

    Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja

    Fonte:

    Notícias Agrícolas

  • Fungicida tem bom desempenho em ferrugem

    O fungicida multissítio Reconil, desenvolvido pela Albaugh, ultrapassou a marca de 1 milhão de hectares tratados no país. Estudos realizados na fronteira agrícola de soja mostram o desempenho do produto à base de cobre integrado no manejo de ferrugem asiática e doenças de final de ciclo.

    Parte dessa avaliação ocorreu recentemente na região da gaúcha Passo Fundo. Os resultados mostraram eficácia no manejo de resistência da soja aplicado em conjunto com fungicidas específicos. Entre os benefícios ganhos de produtividade resultantes de melhor controle de doenças, do aumento do vigor das plantas e do Efeito Ciano, exclusivo da marca.

    “O efeito Ciano faz com que o produto atue na plastocianina da planta (proteína que contém cobre) e aumente a eficiência do processo de fotossíntese. A soja se torna mais resistente a estresse e expressa seu melhor potencial produtivo”, explica Martins dos Santos. “A atenção ao manejo correto de fungicidas preventivos na sojicultura é uma medida recomendada ao produtor. Apesar da baixa pressão da ferrugem neste momento, a cultura permanece vulnerável às doenças de final de ciclo como oídio e manchas foliares.”

    O presidente da Albaugh Brasil e Argentina, Cesar Rojas, destaca que a empresa seguirá investindo no desenvolvimento do fungicida Reconil. “Trata-se de um insumo de alta eficiência, resultante da vocação da Albaugh para pesquisar, produzir e comercializar tecnologias pós-patentes de alta qualidade.”

  • Soja brasileira segue “imune” aos EUA

    Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a terça-feira (28.04) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas para exportação caindo 1,05% nos portos, para R$ 105,49/saca (contra R$ 106,61/saca do dia anterior). Com isto o ganho acumulado nos portos neste mês ficou em 4,23%.

    De acordo com os analistas da ARC Mercosul, a soja no Brasil continua “imune” a queda dos preços em Chicago, uma vez que as exportações continuam extremamente aceleradas. Um total de 43,5 milhões de toneladas já foram vendidas, o que representa um resultado 36% superior ao mesmo período de 2019.

    Segundo a T&F Consultoria Agroeconômica, com Dólar em queda e ausência da China, as tradings não puderam oferecer preços mais altos aos produtores no Rio Grande do Sul, que se mantiveram fora de mercado nesta terça-feira. Os preços “quando houve negócios”, segundo um corretor local, ficaram ao redor de R$ 107,00 para maio no porto, inalterados em relação ao dia anterior.

    No interior do estado os preços de lotes no disponível subiram um real/saca em Cruz Alta, Ijuí e Passo Fundo para R$ 102,00/saca, mas houve poucos fechamentos. Os preços de balcão, pagos aos agricultores continuam entre R$ 92,00 (Erechim) e R$ 94,00/saca (Panambi).

    Os preços para os agricultores permaneceram em R$ 92,00/saca, com o preço do mercado de lotes no disponível em Ponta Grossa também recuando para R$ 98,00. No porto, não há mais interesse de compra para maio e o preço de junho caiu um real para R$ 104,00, pagamento no final do mês. Para julho houve preços a R$ 107,00/saca no porto. Para entrega durante e pagamento no fim de abril de 2021 o preço permaneceu em R$ 97,00 em Ponta Grossa.

  • Quebra da resistência de ervas daninhas pode estar próxima

    Cientistas da Rothamsted Research, na Grã-Bretanha, adaptaram técnicas genéticas desenvolvidas para o aprimoramento das culturas a serem usadas nas ervas daninhas, permitindo que, pela primeira vez, estudem diretamente a genética responsável pela resistência a herbicidas. Eles relataram que usaram vírus para desativar genes de ervas daninhas ou, alternativamente, aumentar a produção de proteínas específicas por plantas invasoras em laboratório.

    Isso significa que esses pesquisadores agora podem mostrar diretamente que um gene específico é necessário para a resistência a herbicidas, ou então é suficiente para conferi-lo. A pesquisadora principal, Dana MacGregor, disse que a pesquisa foi um ‘divisor de águas’ para a genética de plantas daninhas.

    O estudo se concentrou no capim-preto, uma das principais ervas daninhas de cereais, e um estudo conjunto anterior envolvendo a mesma equipe mostrou que o capim-preto resistente a herbicidas poderia custar £ 1 bilhão por ano apenas no Reino Unido.  “As ervas daninhas são indiscutivelmente um dos grupos economicamente mais importantes de espécies vegetais. Elas têm grandes impactos agronômicos e ambientais e afetam a segurança alimentar, e é preciso primeiro entender quais genes permitem que o capim-preto evite as práticas atuais de controle”, indica ela.

    Dois métodos foram desenvolvidos para o estudo de plantas cultivadas, aproveitando os caminhos que as plantas e seus vírus usam para combater uns aos outros. Estes são chamados silenciamento gênico induzido por vírus (Vigs) e superexpressão mediada por vírus (Vox). A equipe primeiro inseriu seu gene de interesse em um vírus e depois infectou a erva daninha com ele.

    Durante a Vigs, a planta tenta se defender e, no processo, interrompe a produção de todos os genes provenientes do vírus, incluindo as próprias cópias da erva do gene inserido, enquanto, durante a Vox, as cópias do vírus e do gene inserido fabricam proteínas para a planta.

     Por: AGROLINK –Leonardo Gottems
  • Cartilha orienta sobre como produzir ovos de qualidade

    Os criadores de galinhas caipiras têm, a partir de agora, mais uma alternativa para tirar as dúvidas sobre como produzir ovos de qualidade. A Embrapa Meio-Norte acaba de publicar a cartilha “Ovos limpos nos galinheiros caipiras”.

    A publicação está disponível na página da Embrapa na internet e tem como objetivo estimular os pequenos produtores na melhoria do sistema de produção dos ovos caipiras, considerando ser esse um processo contínuo e gradativo para a produção de um alimento seguro e saudável ao consumidor, com boa geração de renda para o produtor.

    A pesquisadora Teresa Viola, uma das autoras da cartilha, explica que a manutenção da condição natural de limpeza dos ovos desde o momento da postura até a comercialização é um desafio para produtores e técnicos, uma indicação simples e robusta de qualidade. “Fezes, penas, terra e outras sujeiras aderidas à casca do ovo indicam descuido ou alguma falha no sistema de produção. Essas sujidades podem-se transformar em uma preocupante fonte de microrganismos que contaminam o interior do ovo e o ambiente externo”, esclarece.

    Para produzir ovos seguros, é necessário que o criador adote uma série de medidas preventivas que se iniciam na criação das aves, mantendo-as saudáveis, bem-nutridas e em ambiente adequado ao bem-estar animal.

    De acordo com a publicação, a maneira mais eficaz de prevenir doenças relacionadas com ovos é saber como comprar, armazenar, manusear e, especialmente, preparar os ovos ou os alimentos que os contêm.

    A cartilha apresenta informações relacionadas aos cuidados com o galinheiro, o uso de comedouros com alimentação de qualidade, bebedouros com água fresca e potável e cuidados com a higiene e saúde das aves.

    A publicação tem como autores a pesquisadora Teresa Viola e os analistas Robério Sobreira e Anísio Lima, da Embrapa Meio-Norte (Teresina, PI); o pesquisador Eduardo Miranda Walter, da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RJ) e a pesquisadora Sabrina Castilho Duarte, da Embrapa Suínos e Aves (Concórdia, SC).

    Por: EMBRAPA

  • CNA debate propostas para o Plano Agrícola e Pecuário 2020/2021

    A Comissão Nacional de Política Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu na quinta (23), por videoconferência, para debater propostas do setor para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2020/2021.

    O principal tema levantado na discussão foi a redução da taxa de juros. O vice-presidente da CNA e presidente da Comissão, deputado José Mário Schreiner, afirmou que as taxas praticadas atualmente no crédito rural são muito elevadas e não acompanharam a tendência de queda da Selic e do crédito em outros setores.

    “A redução da taxa de juros e dos custos acessórios na contratação do crédito será a bandeira do setor agropecuário na discussão do Plano Safra”.

    No encontro, o vice-presidente da Comissão e economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, apresentou um estudo da CNA que traz os principais números do crédito rural, a variação das taxas de juros de custeio e comercialização e alguns possíveis cenários para 2021.

    “O que observamos é que cada vez menos produtores conseguem acessar o crédito rural. De 2007/2008 até 2019/2020, houve uma redução de 560 mil contratos. Porém, enquanto o número de contratos cai, o valor médio do ticket sobe”.

    Um dos destaques do estudo é a análise dos custos administrativos e tributários das instituições financeiras. Esses custos são acrescidos à taxa de juros paga pelo produtor rural para remunerar as instituições financeiras. Antônio explicou que a soma da taxa de juros paga pelo produtor e pelo Tesouro Nacional a essas instituições aumentou consideravelmente nos últimos anos.

    “Quando comparamos os números percebemos que eles não condizem com a realidade do produtor rural brasileiro. Esses dados servem de alerta para mostrar que há um exagero na cobrança dos juros do crédito rural”, destacou.

    Outro assunto debatido na reunião foi o combate à venda casada na contratação de crédito e outros serviços financeiros. O superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, reforçou a importância da campanha da entidade “Nada além do que preciso” para proteger os produtores rurais de práticas abusivas de instituições financeiras.

    “Precisamos orientar cada vez mais os produtores para que eles tenham acesso a todas as informações necessárias sobre seus direitos na contratação de serviços e continuem denunciando essas práticas abusivas”, disse Bruno. A denúncia pode ser feita pelo endereço www.consumidor.gov.br ou pelo telefone 151 (Procon). Para reclamação anônima, a CNA criou uma plataforma de denúncia.

    Durante o encontro virtual, a assessora técnica da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, Fernanda Schwantes, falou sobre a Lei 13.986/202 (MP do Agro).

    Ela destacou que “a Lei não revoga os instrumentos e modelos de financiamento rural tradicionais, previstos em leis anteriores e que produtor rural já está acostumado. A nova legislação foi elaborada e aprovada para ampliar o elenco dos mecanismos, ferramentas e alternativas de financiamentos e de garantias à disposição do produtor com objetivo final de obter crédito a um custo cada vez menor”.

    A assessora técnica também apresentou as ações da CNA para viabilizar a adesão das instituições financeiras às condições de composição de dívidas previstas pela Resolução 4.755 do Conselho Monetário Nacional (CMN).

  • Especialista aponta glifosato como ferramenta mais eficiente no manejo

    A dessecação pré-plantio, que elimina toda a vegetação existente em uma área, incluindo plantas daninhas e restos de culturas antecessoras, é uma prática indispensável no campo para otimizar o processo de produção no sistema de plantio direto, principalmente quando se trata das culturas de soja, milho e algodão.

    A Ourofino  Agrociência ressalta que, a técnica permite que o produtor plante a próxima cultura no limpo, evitando a competição por nutrientes, luz e recursos hídricos entre as plantações e as plantas daninhas, proporcionando um ambiente com melhores condições de crescimento e desenvolvimento inicial para a cultura desejada.

    Segundo Diego Alonso, especialista de desenvolvimento de produto e mercado da Ourofino Agrociência no Paraná, uma das características mais importantes para a dessecação é a velocidade. “No Brasil, há extensas áreas agrícolas e o produtor precisa de ferramentas que o ajude a realizar essa limpeza do solo antecipada, de maneira ágil e eficiente, garantindo uma maior janela de plantio. Nesse cenário, os herbicidas são as principais ferramentas para otimizar o tempo e, por isso, precisam ser escolhidos e aplicados de maneira mais assertiva possível para auxiliar na produtividade no campo”, explica.

    No Brasil, embora o sistema de plantio direto seja unanimidade, a cobertura que antecede o plantio de verão é diversificada devido às características de clima e a variedade de cultivos diversos. Em regiões mais frias, como do sul do Paraná ao Rio Grande do Sul, é comum o plantio de culturas de inverno, como trigo, aveia, cevada e azevem. Por isso, nesses locais a cultura de verão será plantada sobre a resteva da cultura de inverno. Nas demais áreas, é comum o plantio de safrinha, na qual pode-se optar pelo plantio consorciado com alguma cobertura ou não. Há, ainda, as regiões sem cobertura, onde existe um longo intervalo entre cultivos (entressafra), fator que favorece o desenvolvimento de plantas daninhas e dificulta o manejo pré-plantio.

    “Independente da cobertura, é fundamental para o êxito da cultura escolher corretamente o momento ideal para a dessecação de manejo. Até mesmo porque neste período, geralmente, as temperaturas baixas são frequentes e a chuva é mais escassa, condições inadequadas para o uso de herbicidas dessecantes. Portanto, o que fará diferença é a escolha de produtos com alta tecnologia”, pontua Diego.

    Diante dessa necessidade do campo, a Ourofino Agrociência desenvolveu o Templo®, um o herbicida glifosato premium, com exclusivo sistema tensoativo e tecnologia Duo Sal que oferece segurança e economia no controle de plantas daninhas, além de a solução entregar maior velocidade de penetração, absorção e translocação do ativo. “Isso resulta em melhor performance de controle, maior tolerância às chuvas, sem comprometer a eficácia desde que haja um espaçamento mínimo de 2 horas da pulverização, e maior tolerância à qualidade da água para aplicação”, comenta Roberto Toledo, Gerente de Produtos Herbicidas da Ourofino Agrociência.

    “O Templo® foi formulado para proporcionar alta estabilidade de controle, com efeito rápido sobre as plantas daninhas, fator que oferece maior segurança de intervalo para o próximo plantio. Quando aplicado nas grandes áreas rurais, apresenta resultados de dessecação visíveis a partir de três dias, deixando o solo pronto para o plantio da nova cultura sem interferência. A maioria dos produtos só consegue essa performance entre sete e dez dias. Como o produto da Ourofino penetra mais rapidamente e é absorvido em maior quantidade, ele propicia um período de controle maior e, consequentemente, um maior período para o produtor fazer as aplicações sequenciais para plantas daninhas resistentes ou de difícil controle”, conta o especialista de desenvolvimento de produto e mercado.

    Para realização da dessecação de uma área, outro fator importante que deve ser observado é a condição climática. O ideal é que o manejo seja feito após o período chuvoso, quando há umidade suficiente para que a planta esteja vigorosa. Assim, o herbicida terá efeito mais rápido. “Apesar de essa ser a recomendação geral para uso dos herbicidas nesse processo, observações realizadas pela equipe técnica da Ourofino apontam que o produto desenvolvido pela empresa possui uma estabilidade e velocidade que se destaca por ter efeito mesmo em condições inadequadas, como em época de seca, mostrando resultados eficientes proporcionado pelo produto”, diz o especialista de desenvolvimento de produto e mercado da companhia.

    Ainda de acordo com o especialista, é de conhecimento do produtor rural que também há plantas daninhas resistentes ao manejo com glifosato e, nesse caso, devido à boa sistemicidade e estabilidade do Templo®, o herbicida também acaba auxiliando na eficiência dos demais produtos em misturas para aplicação, por exemplo, na interação com graminicidas e 2,4-D.

    “O trabalho ainda precisa do acompanhamento de um profissional, que poderá identificar os desafios específicos da propriedade, além de poder estabelecer um planejamento para melhor produtividade”, reforça Diego.

  • Seca no Sul do Brasil pode estar relacionada aos EUA

    A redução considerável da produção de soja na Região Sul do Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul, pode estar relacionada de algum jeito com o estresse na produção da oleaginosa dos Estados Unidos, segundo afirmou a World Weather, Inc. A empresa iniciou estudos em 2005 para relacionar os problemas nos dois países.

    A seca deste ano no Rio Grande do Sul será a oitava vez que ocorrerá uma queda significativa no rendimento da soja desde 1970. Os outros sete anos foram 1979, 1986, 1988, 1991, 2004, 2005 e 2012. Ao mesmo tempo, nos EUA, 1988 e 2012 foram anos secos significativos nas principais áreas de cultivo e a seca foi observada em 1991 no Centro-Oeste dos EUA e no sudeste dos Estados Unidos em 1986.

    As perdas de rendimento do Rio Grande do Sul também ocorreram em 1978 e 1979, mas o maior afastamento do rendimento da tendência ocorreu em 1979. Foi difícil encontrar seca nos Estados Unidos durante 1979, tornando esse ano a maior falha na relação proposta entre menores produtividades da soja no Rio Grande do Sul e seca em uma parte da principal região da safra de verão dos EUA.

    O desvio de 1978 dos rendimentos no Rio Grande do Sul não foi tão significativo quanto o de 1979, mas se enquadra nos critérios deste estudo. O tempo em 1978 nos Estados Unidos era apenas polarizado a seco nas planícies do sul, e esse ressecamento já estava em vigor no início de 1978, o que pode desqualificar esse ano para verificação no relacionamento.

    Em 71,4% das vezes, essa relação parece existir de verdade. O tamanho da amostra é muito pequeno para um bom estudo, mas este último oferece um pouco mais de apoio a um viés mais seco em pelo menos uma parte das áreas de cultivo dos EUA.

    Por: AGROLINK –Leonardo Gottems

  • Queda no petróleo afeta preço dos fertilizantes

    A queda nos preços do petróleo afeta diretamente os valores dos fertilizantes, segundo afirmou a equipe do grupo de consultoria Az Group, que analisou o preço dos fertilizantes (MAP-UREA) em meio à queda do petróleo. As informações foram divulgadas pelo portal agrícola argentino AgroFy.

    No caso do MAP, o FOB do Golfo atingiu um preço de US$ 277 em 2019 e mostra uma recuperação desde janeiro, agora atingindo US$ 280 em abril, “permanecendo relativamente estável devido à queda acentuada do petróleo”, destaca o Grupo Az. Há um volume significativo de compras da Índia para a China e a atividade do mercado norte-americano gera apoio no Ocidente.

    Na Argentina, o preço de importação do MAP estaria negociando 5% acima do valor de fevereiro em abril, “quando agora estamos entrando no período de maior atividade de importação, o mercado interno permanece estável em US$ 460 por tonelada de varejo”. No mercado da Ureia, também há imunidade à queda de petróleo. “Dentro das incertezas geradas pela pandemia, a agricultura e os fertilizantes são considerados indústrias essenciais”, explica o Grupo Az na pesquisa de insumos agrícolas.

    Em relação a esse fertilizante específico, existem complicações do lado da oferta, uma vez que a China entrega seus suprimentos para o mercado interno e há uma forte demanda dos Estados Unidos. Os preços mostram uma recuperação de 8% em relação a janeiro. No FOB, no Mar Negro, US$ 231 e no Golfo, US$ 260, indica.

    A relação insumo-produto pesquisada pelo Grupo Az mostra o trigo com um cenário melhor em relação ao restante das safras, o que motiva as vendas para a posição de dezembro atualmente cotada em US$ 173.

    Por: AGROLINK –Leonardo Gottems