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maio 2020

  • Laboratório de Análise de solos da CCGL auxilia na produtividade da lavoura

    Local trabalha em conformidade com métodos oficiais e possibilidade de acompanhamento online das amostras

    A análise de solo é o instrumento essencial para o diagnóstico da lavoura. De posse de uma boa análise o produtor é capaz de tomar decisões mais assertivas para a correção do seu solo, fator fundamental para a obtenção de altas produtividades. Pensando nisso, o Laboratório de Análise de Solos da CCGL oferece resultados precisos, em conformidade com métodos oficiais, qualidade e transparência.

    O laboratório possuí credenciamento junto a Rede Oficial de Laboratórios de Análise de Solo e de Tecido Vegetal dos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina (ROLAS) e realiza análises seguindo rigorosos padrões de qualidade, além de contar com uma estrutura moderna e informatizada, que permite que seus clientes acompanhem o andamento de suas amostras em tempo real, exportem os resultados em planilhas, bem como, imprimam os laudos com selo e assinatura digital.

    Conforme o Gerente de pesquisas da CCGL – Geomar Corassa, a análise de solo deve ser entendida como base do processo produtivo, ela é o exame da lavoura. Por meio da análise química, o produtor pode diagnosticar de forma precisa a necessidade de uso de corretivos e fertilizantes, o que permite um melhor planejamento das intervenções, além é claro, de evitar o uso de insumos desnecessários. Solo corrigido é sinônimo de maior produtividade – explica Geomar.

    Outro ponto importante, é que se considerarmos o custo da análise de solo comparada a sua importância para produtividade agrícola, fica muito claro que estamos falando que um diagnóstico muito acessível. As informações sobre a forma correta de para realizar a coleta das amostras, momento e profundidade de amostragem podem ser obtidas junto a sua cooperativa.

    O laboratório realiza análises químicas de solo (macro e micronutrientes) e análises granulométricas (física). Mais informações também podem ser obtidas pelo telefone (55) 3321.9449 ou e-mail [email protected]

  • Abelhas aceleram floração perfurando plantas

    A primavera começou mais cedo do que nunca este ano, acompanhada por temperaturas mais típicas do início do verão. Muitas plantas já estavam em plena floração em meados de abril, cerca de três a quatro semanas antes do normal. Esses tipos de anomalias sazonais estão se tornando mais frequentes devido às mudanças climáticas, e a incerteza resultante ameaça interromper o momento de relações mútuas entre plantas e seus polinizadores de insetos, explicou Peter Rüegg, da ETH Zurique.

    Uma equipe de pesquisa liderada pelos professores da ETH, Consuelo De Moraes e Mark Mescher, descobriu que um comportamento peculiar do zangão pode ajudar a superar esses desafios, facilitando a coordenação entre as abelhas e as plantas que polinizam. O grupo descobriu que as abelhas trabalhadoras usam suas peças bucais para comprimir as folhas das plantas que ainda não floresceram e que o dano resultante estimula a produção de novas flores que florescem mais cedo.

    “Trabalhos anteriores mostraram que vários tipos de estresse podem induzir plantas a florescer, mas o papel dos danos das abelhas na aceleração da produção de flores foi inesperado”, diz Mescher.

    Os pesquisadores notaram o comportamento durante outras experiências de um dos autores, Foteini Pashalidou, onde os polinizadores morderam as folhas das plantas de teste na estufa. “Em uma investigação mais aprofundada, descobrimos que outros também observaram esses comportamentos, mas ninguém havia explorado o que as abelhas estavam fazendo nas plantas ou relatado um efeito na produção de flores”, explica Mescher.

    Após suas observações, os pesquisadores da ETH desenvolveram várias novas experiências de laboratório e também realizaram estudos ao ar livre usando colônias de abelhas comercialmente disponíveis, que geralmente são vendidas para polinização de culturas agrícolas e uma variedade de espécies de plantas.

  • Como a inovação pode ser decisiva no agronegócio?

    A inovação vem ocupando um espaço central em diversos setores, e até então, a questão era a necessidade de inovar para manter-se integrado a um sistema produtivo eficiente, sustentável e dinâmico.

    O artigo Como a inovação pode ser decisiva no agronegócio apresenta os aspectos e a importância de ser inovador. Veja abaixo:

    Percebemos cada vez mais a importância da inovação em tempos como o vivido por nós hoje, quando se espera a descoberta de uma nova droga ou uma vacina que possa conter o avanço do COVID-19 e seus impactos na saúde e na economia mundial.

    O agronegócio não fica à margem dessa discussão e vem apresentando cada vez mais opções tecnológicas e inovadoras, seja para o produtor, empresários ou consumidores finais.

    No passado, o modelo tradicional de inovação caracterizava-se pelo empreendedor que tinha uma ideia, contratava pessoas, alugava uma sala, comprava móveis, equipamentos, computadores, passava de seis meses a um ano produzindo e somente depois buscava o seu consumidor final. Atualmente, quando a eficiência é um fator extremamente importante, em que não há como desperdiçar tempo, esforços e recursos financeiros, o consumidor assume um papel central no desenvolvimento de novas tecnologias e novos produtos.

    Primeiro, busca-se entender quais são os principais problemas ou necessidades enfrentadas, para depois criar soluções para satisfazê-los. Com isso, minimizam-se os riscos envolvidos no desenvolvimento de novos produtos ou serviços.

    A cultura da experimentação é extremamente importante para que se possa entender a fundo o que o consumidor precisa, e se a solução em desenvolvimento atrai o seu interesse. Somente depois de tudo isso é que se deve propor uma produção em larga escala.

    No agronegócio, o primeiro passo, e o mais importante, é manter contato constante com o seu cliente, seja ele o produtor, o empresário ou a população urbana. É preciso encurtar os caminhos, acabar com o isolacionismo produtivo, saber das necessidades, vontades, problemas e tendências para que a inovação seja efetiva e agregue valor à cadeia produtiva.

    Hoje, o produtor consegue monitorar sua produção em tempo real, ser preciso na ação de combate a pragas e doenças, em diminuir as perdas no campo e assim ser muito mais eficiente e assertivo na tomada de decisão.

    E como essas inovações afetam o agronegócio e quais as suas tendências? Atualmente, existem possibilidades enormes de mapeamento de dados, de clima, solo, cultura, pragas, etc, e o importante é conseguir transformar esses dados em informações que possam ajudar o produtor a tomar decisões mais rápidas e alinhadas aos desejos de seus clientes. São diversos os exemplos de inovação já adotadas pelo agronegócio em larga escala, seja na utilização de sensores, drones, softwares de gestão, nos modelos de negócios, ou seja, na maneira como se relaciona com o cliente e demais stakeholders. Mais importante do que saber qual inovação adotar, ou qual tecnologia implantar, é preciso saber exatamente qual a necessidade enfrentada pelo seu cliente. Então, é hora de sair do escritório ou da propriedade e fazer os que os sábios e antigos já faziam costumeiramente, conversar com seu cliente.

    Eduardo Garbes Cicconi – Gerente do Supera Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto (SP)

    José Luiz Rampazo Filho – Sócio Diretor da Agrobrain Consultoria

    Oswaldo Junqueira Franco – Sócio Diretor da Agrobrain Consultoria

  • Vias de acesso a Cotrijuc recebem asfalto

    Nos dias 26 e 27 de maio as ruas Coronel Severo Barros e Pedro Machado foram contempladas com capeamento asfáltico.

    No início do mês de maio, Júlio de Castilhos começou a ganhar novas pavimentações em mais de 10 ruas do município. A novidade é que, desta vez, as que tem o pavimento em paralelepípedo ou que precisam de recomposição da via, ganharam uma camada de asfalto.

    As ruas de acesso a Cooperativa Agropecuária de Júlio de Castilhos – COTRIJUC, Coronel Severo Barros e Pedro Machado foram contempladas com o capeamento asfáltico através da destinação das verbas parlamentares. Fica o nosso agradecimento ao Deputado Jerônimo Pizzolotto Goergen do Partido Progressista que não mediu esforços para garantir que a obra pudesse ser realizada, e agradecemos também a Prefeitura Municipal de Júlio de Castilhos.

    A Cotrijuc é hoje a principal empresa arrecadadora da região e a principal propulsora de aporte de tecnologia e assistência técnica na sua área de atuação estando entre as 5 maiores cooperativas do RS em faturamento e captação de soja.

  • Diagnóstico irá revelar como os gaúchos nutrem sua árvore símbolo

    Um projeto de trabalho inédito e conjunto entre Emater/RS-Ascar e Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), dentro do Programa Gaúcho para a Qualidade e a Valorização da Erva-Mate, proporcionará a realização de um diagnóstico nutricional dos ervais, nos cinco polos ervateiros do Estado. O objetivo é verificar e compreender como está a situação nutricional da erva-mate, árvore símbolo do Estado, e o manejo adotado pelos produtores rurais na condução da atividade.

    De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Ilvandro Barreto de Melo, o diagnóstico proporcionará também o entendimento entre a relação da produtividade, do manejo, da fertilidade do solo e da dinâmica nutricional na planta. Em resumo, vamos saber como os gaúchos estão alimentando sua árvore símbolo, explicou.

    Neste primeiro semestre do ano serão realizadas cem amostragens de solo e cem amostragens de folhas, em 20 propriedades rurais de cada polo ervateiro. Com a análise, a equipe estima que será possível traçar o perfil localizado e a impressão técnica/científica em cada região ervateira do Estado.

    A parceria entre as instituições representa um marco importante na cadeia produtiva da erva-mate, visto focar em um elo extremamente sensível que é a fertilidade e gestão nutricional aplicada à erva-mate, nas milhares de propriedades que cultivam a planta em solo gaúcho. Enquanto a Emater, através de seus técnicos, realiza o trabalho de campo na identificação das propriedades e coleta das amostras, os pesquisadores da Seapdr realizarão as análises laboratoriais de solo e de folhas, avalia Melo.

    Os resultados obtidos servirão para criar um marco na nutrição da erva-mate, bem como para alinhavar estratégias que possibilitem correções e adequações na condução da cultura e na valorização para maior qualidade e produtividade dos ervais.

    A nutrição das árvores é uma prática com elevado grau de controle, pois está intimamente correlacionada ao equilíbrio nutricional, à sanidade, à produtividade, à perenidade, à qualidade do produto e à viabilidade econômica do empreendimento, finaliza o engenheiro agrônomo.

  • Especialista cita benefícios da dieta carnívora

    A especialista Jade Soller, considerada embaixadora da dieta carnívora no Brasil, listou uma série de benefícios de se comer carne. De acordo com ela, a carne é um alimento saudável e estava presente na dieta de ancestrais reconhecidos pela baixa incidência de doenças crônicas e pela excelente saúde.

    De acordo com ela, os principais benefícios são a perda de peso, redução de inflamações, aumento da testosterona, melhoria na digestão, melhoria na saúde mental e ajuda com acnes. “Além disso, a carnívora pode ajudar com a inflamação e fornece quantidades abundantes de nutrientes importantes para a pele como Vitamina A, DHA, Zinco e Vitamina E. Escolha alimentos ricos em nutrientes ??e com baixo teor de carboidratos, que minimizam os níveis de insulina e reduzem a inflamação, para que você obtenha uma pele mais saudável”, comentou, em um texto publicado no portal especializado suinoculturaindustrial.com.

    Outros benefícios, segundo ela, podem incluir melhora da saúde bucal, simplificação da dieta, redução na pressão arterial, diminuição dos sintomas de síndromes metabólicas, diminuição nos níveis de triglicerídeos, aumento do colesterol bom, além de gerar saciedade. “Muitas pessoas inconscientemente comem menos calorias quando só conseguem comer carne, o que facilita muito a perda de peso. Você terá o hábito de comer apenas quando precisar e de consumir apenas o suficiente para mantê-lo satisfeito”, completa.

    “Nós, humanos, somos projetados para comer uma dieta à base de carne. Carne é um alimento saudável. Sim, isso é contrário ao que nos foi ensinado. Mas seguir as “diretrizes” levou a problemas de saúde epidêmicos como obesidade, diabetes, doenças cardíacas, câncer e demência”, conclui.

  • Secretaria da Agricultura publica Instrução Normativa que reestrutura serviço de defesa agropecuária

    Instrução Normativa SEAPDR nº 11/2020

    Estrutura e organiza o serviço de defesa agropecuária do Estado do Rio Grande do Sul.

    O SECRETÁRIO DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E DESENVOLVIMENTO RURAL, no uso das atribuições elencadas na Constituição Estadual, e ainda, considerando a Lei Federal 8.171, de 17 de janeiro de 1991, o Decreto Federal 5.741, de 30 de março de 2006, a Lei Estadual nº 14.733, de 15 de setembro de 2015, a Lei Estadual nº 13.467, de 15 de junho de 2010, bem como suas respectivas atualizações e regulamentações;

    Considerando a necessidade de normatizar a estruturação e a organização do serviço de defesa agropecuária do Estado do Rio Grande do Sul; Considerando os Relatórios de Auditoria QUALI-SV do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), com definições técnicas e diretrizes em relação à estruturação do serviço de defesa agropecuária em território gaúcho;

    Considerando a necessidade de concretização do princípio da eficiência, com a modernização dos processos de trabalho através da organização administrativa e funcional da SEAPDR;

    Considerando as recentes e iminentes aposentadorias, especialmente as atinentes aos quadros da SEAPDR pertencentes às categorias funcionais de Fiscal Estadual Agropecuário e de Técnico Superior Agropecuário, somada à dificuldade de provimento de cargos face à suspensão da abertura de novos concursos públicos estabelecida pelo Decreto Estadual nº 54.984, de 14 de janeiro de 2020, e Decreto Estadual nº 55.211, de 29 de abril de 2020;

    Considerando a conclusão técnica da Assessoria do Departamento de Defesa Agropecuária – DDA/SEAPDR, devidamente homologada pela Direção do Departamento;

    RESOLVE:

    Art. 1º – O serviço de defesa agropecuária abrangerá todo o território do Estado do Rio Grande do Sul, com unidades estruturais definidas e organizadas na forma do art. 2º.

    Art. 2º – Para os efeitos desta Instrução Normativa, considera-se:

    I – Inspetoria de Defesa Agropecuária (IDA): É a unidade estrutural localizada em município-sede, podendo abranger municípios com Escritório de Defesa Agropecuária e/ou Municípios Atendidos, e que contará com serviços de, pelo menos, um fiscal agropecuário – médico veterinário.

    II – Escritório de Defesa Agropecuária (EDA): É a unidade estrutural de atendimento à comunidade local de município vinculado a uma IDA, mantido diretamente pela SEAPDR ou por convênio.

    III – Município Atendido (MA): Municípios sem EDA, mas igualmente vinculados a uma IDA.

    Art. 3º – A área de abrangência de cada IDA será definida a partir da análise dos aspectos territoriais e das características epidemiológicas dos municípios, a partir de estudo técnico realizado pelo DDA/SEAPDR, o qual poderá ser revisto a cada dois anos, observada a condição a que se refere o art. 7º desta instrução normativa.

    Art. 4º – Com base no estudo técnico referido no artigo 3º, os municípios gaúchos serão classificados de acordo com as necessidades de atenção veterinária por análise multicritério ponderada desenvolvida pelo DDA/SEAPDR e obterão pontuação numa escala de 1 a 10.

    Parágrafo único: Os critérios técnicos para mensuração da pontuação são os seguintes:

    I – Área territorial;

    II – Distanciamento da linha de fronteira internacional;

    III – Número de propriedades rurais;

    IV – Quantitativo de populacional de animais de interesse do Serviço Veterinário Oficial – SVO;

    V – Movimentação animal;

    VI – Análise de risco de ocorrência de doenças de interesse do SVO, compreendendo a introdução, manutenção e disseminação.

    Art. 5º – Cada IDA será constituída pelos municípios cuja soma de pontuação atinja, no mínimo, 2 e, no máximo, 20 pontos, sendo que a definição dos municípios que a constituem e a respectiva sede basear-se-á em critérios estruturais, administrativos e de defesa sanitária animal.

    Art. 6º – Na IDAfuncionarão: médico veterinário, na função de fiscalização agropecuária; técnico agropecuário, na função de apoio operacional e; auxiliar administrativo, na função de apoio administrativo, nos quantitativos mínimo e máximo do Anexo I, conforme a classificação do §1º deste artigo.

    §1º – AIDAserá classificada, pela soma da pontuação de seus municípios, conforme a pontuação referida no artigo 5º, da seguinte forma:

    I – Classe I: unidade com pontuação entre 02 e 03;

    II – Classe II: unidade com pontuação entre 04 e 09;

    III – Classe III – unidade com pontuação entre 10 e 20.

    §2º – Os cargos que desempenharão as funções de médico veterinário, técnico agropecuário e auxiliar administrativo serão definidos pelo Departamento de Defesa Agropecuária em conjunto com o Departamento Administrativo desta Secretaria, tendo em vista as respectivas atribuições, permitida a contratação de serviços para o exercício de função de apoio administrativo.

    §3º – Além dos médicos veterinários na função de fiscal agropecuário referidos nas classes II e III, a IDA também poderá contar adicionalmente com profissionais atuantes em Inspeção de Produtos de Origem Animal – IPOA.

    §4º – O número de profissionais constante no Anexo I poderá ser alterado, excepcionalmente, de acordo com a necessidade do serviço, desde que devidamente proposto e justificado pelo Diretor do DDA, e aprovado pela Direção-Geral.

    Art. 7º – As Supervisões Regionais de Defesa Agropecuária e as IDAs que as compõem, com seus respectivos municípios-sede, municípios com escritório e municípios atendidos, estão relacionadas no Anexo II desta Instrução Normativa, podendo ser revista após um ano de sua publicação.

    Art. 8º – Esta Instrução Normativa entra em vigor 60 (sessenta) dias após a data da publicação, período no qual haverá as adequações necessárias, revogando-se as disposições em contrário.

    LUIS ANTONIO FRANCISCATTO COVATTI

    leia mais:

    https://www.agricultura.rs.gov.br/secretaria-da-agricultura-publica-instrucao-normativa-que-reestrutura-servico-de-defesa-agropecuaria

  • Como fazer uma silagem de alta qualidade

    A alimentação é o componente mais importante no custo de produção de um litro de leite e a qualidade do volumoso ofertado é de vital importância na viabilidade do processo produtivo. O engenheiro agrônomo, mestre em fitotecnia e gerente de Produto Silagem da KWS Sementes, Dimas Cardoso, tratou sobre o assunto em uma live. Ele explicou que a produção de uma silagem de alta energia ajuda a reduzir custos. “O que mais pesa no leite hoje é o concentrado. Com milho e soja em alta o concentrado já está representando cerca de 38% do custo total da produção.

    Quem não busca reduzir o nível de milho na dieta já está em 44% do custo e na atividade leiteira o ideal é não passar de 50% porque há gastos que não podem ser controlados como mão-de-obra, energia, genética. O que está na mão do produtor e que ele pode controlar é a silagem, para ter maior performance com menos”, diz.

    Com esse comentário o especialista citou outros motivos para fazer uma silagem de alta energia. Com a intensificação da atividade pecuária, automaticamente vem demandando mais produção de milho para silagem para tirar a máxima capacidade de leite por hectare. Por isso, além do custo, o produtor de leite deve observar:
    – Capacitação da equipe: qualquer erro na execução do processo pode gerar silagem ruim;
    – Segurança alimentar: uma vez que coloca os animais confinados é importante ofertar alimento de alta qualidade;
    – Saúde animal – bovinos que ruminam mais têm melhor condição reprodutiva. Na falta de fibras na dieta a performance dos animais fica comprometida;
    – Processo 100% mecanizado – desde plantio, colheita, fabricação e armazenagem;
    – Produzir na 1ª e 2ª safra – hoje é possível produzir silagem o ano todo.

    Veja no gráfico produzido pelo professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Marcos Pereira, sobre a composição da silagem.

    De 32 a 38% de matéria seca é a janela ideal de colheita para atingir uma boa silagem, que provoca boa fermentação e digestibilidade de amido no gado. A composição média é em suma energia e fibra: 40% amido e 40% fibra. A silagem é complementada com uma média de 8% proteína, 3% extrato etéreo e 4% minerais. “Da lavoura até o momento que se vai fornecer a silagem ao animal é normal ter uma perda de 15% a 20%. Isso tem que estar na conta do produtor na hora de fazer o planejamento”, aponta Cardoso.

    Culturas que podem melhorar a produção de silagem

    O pesquisador ressalta que a baixa matéria orgânica no solo gera compactação e pode exigir intervenção de máquinas como trator e escarificador, além de condição de umidade ideal. Isso pode resultar em baixa qualidade de milho e acamamento.

    Para resolver pode-se usar uma cultura de sucessão que produza palhada e raiz. Cardoso cita alguns bons exemplos:
    – Brachiaria: produz até 14 toneladas de palha e raiz e 5kg de nitrogênio por tonelada de palha além de agregar ao sistema e 50kg potássio hectare ano;
    – Sorgo granífero: além de ser tolerante à seca, rende cerca de 8 toneladas de palha e raiz;
    – Milheto: rende de 30 a 35 sacas de grãos por hectare, 4,5 toneladas de palha e 1,5 toneladas de raízes;
    – Trigo forrageiro: 2 toneladas de raízes e soca;
    – Aveia, azevém e cevada: são 4,4 toneladas de palha e 1,3 toneladas de raízes.

    Um experimento realizado em 2019 pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), no município mineiro de Cajuri, mostrou como a palhada de Brachiaria Ruziziensis refletiu na produção de silagem. As condições incluíram  29 dias de seca em janeiro e temperatura média 4 graus acima.  O resultado foi de 2,3% a mais de silagem e 4,5 mil kg de leite por hectare. “Nesse ensaio o número era pra ser até maior porque quando removida a cobertura, as raízes da brachiaria ficaram mas de qualquer forma mostra o efeito da cobertura em  segurar umidade, filtrar nutrientes e diminuir compactação do solo”, finaliza o especiliasta.

  • Agronegócio deve puxar retomada

    As consequências da crise econômica causada pelo novo coronavírus ainda são dimensionadas. Apesar das incógnitas, há aposta de que os setores essenciais é que devem liderar a recuperação, com destaque para o agronegócio, produção de alimentos, medicamentos, telecomunicação e e-commerce. É o que aponta estudo da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás (SIC).

    Esse destaque ocorre porque essas áreas sentiram menos a crise, ou nem entraram em dificuldade. O agronegócio, por exemplo, é responsável por grande parte da produção de riquezas no Estado – teve crescimento de 4,1% em 2019. “Acreditamos que vão crescer no Estado e são importantes para a economia”, reforça o subsecretário de Atração de Investimentos e Negócios da SIC, Adonídio Neto Vieira Júnior, ao citar a rápida recuperação que pode ocorrer em alguns segmentos.

    “Concordo que o agro deve impulsionar a retomada, porque vamos ter uma safra recorde de grãos e de todos os setores afetados foi o que não parou, até para manter o abastecimento da população”, pontua o diretor executivo do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), Edson Novaes. Ele lembra que há áreas mais privilegiadas, como produção de soja, milho e carne, pela exportação, alta do dólar e retomada das compras da China.

    “Das exportações, o agronegócio representou 84% em Goiás em abril.” Porém, também há aqueles afetados pelo fechamento dos comércios e restaurantes no setor, como produtores de hortifruti, de leite e queijo e piscicultores. “Para esses demora, mas recuperam mais rápido do que outros setores da economia. Outra coisa importante é que a pandemia traz novo mecanismo de comercialização, que são as vendas on-line e é preciso ficar de olho no que o mercado demanda”, aconselha.

    Tecnologia

    O início do isolamento social, com a proibição de feiras, significou perda de até R$ 10 mil para o agricultor familiar de produtos orgânicos Cláudio de Castro, de 57 anos. Mas o pós-pandemia pode trazer aumento no faturamento, que já recupera ao acompanhar as mudanças do consumo. Isso porque, para conseguir vender, ele passou a ofertar o serviço de delivery e desenvolveu um site para vendas. Duas tendências reforçadas na pandemia, junto com a procura por alimentação mais saudável.

    Somente no grupo de WhatsApp criado para vender produtos da Ecovila Mãe Terra, ele diz que praticamente triplicou os contatos em um mês. Isso com o boca a boca, sem investir em divulgação. Teve dificuldades nos primeiros dois meses, mas não parou de trabalhar, reduziu produção e se adaptou para mirar outro horizonte. “Não tenho dúvida de que o delivery veio para ficar e, retornando as feiras, vamos ter necessidade de produzir mais do que antes.”

    De outro lado, quem já dispunha um ambiente on-line para ligar pequenos produtores aos clientes percebeu que a crise trouxe até crescimento. Esse é o caso do sócio-proprietário da Love Orgânicos, Geraldo Rodrigues da Silva Junior. A empresa lançou aplicativo de e-commerce recentemente e reúne produção de pelo menos 40 parceiros. “Aumentou nosso número de entregas, quase que dobrou nosso faturamento. Esse é um mercado que só cresce devido a alta divulgação. Hoje, não tem bobo mais. Todo mundo que quer ter alimentação saudável, tem acesso a informação, busca produto de qualidade, que não faça impacto na natureza e não traga risco para a saúde”, defende.

    A adaptação vivenciada no campo por produtores de orgânicos também deve ser necessária em outras cadeias para uma retomada no Estado. O governo estadual e o setor produtivo estudam ações para conseguir reestruturar a economia, o que inclui linhas de crédito, programas de incentivos fiscais, como ProGoiás, e oferta de cursos gratuitos.

    “A economia vai retomar o crescimento na forma de ‘V’ e não de ‘U’. Vai bater em um ponto lá embaixo e vai subir. Até lá, as empresas em dificuldade têm de, primeiro, buscar inovações”, reforça o subsecretário de Assuntos Metropolitanos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação (Sedi), Everton Correia.

    Segundo o subsecretário da SIC, Adonídio Neto Vieira Júnior, as atividades essenciais permitem um cenário mais positivo localmente em comparação ao que ocorre em outras regiões do País. Apesar disso, sabe-se que para outros setores as dificuldades são maiores e uma retomada é prevista somente a partir do próximo trimestre, nas melhores perspectivas.

    Indústrias estão atentas às mudanças no consumo

    A indústria ligada à alimentação, construção civil e mineração têm boas perspectivas para retomada no pós-pandemia. É o que indica o acompanhamento da conjuntura econômica feito pelo Estado de Goiás. Mas, assim como o comércio, a indústria sabe que esse momento também vai exigir adaptação nas estratégias devido às mudanças no consumo no mundo.

    As indústrias mais preparadas para o momento, como reforça o presidente da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, são as que não pararam, ligadas às produções essenciais. “Isso faz com que tenhamos algumas que continuarão no embalo, como as que passaram a produzir produtos ligados ao combate ao coronavírus, que, como dengue e malária, veio para ficar.”

    Ele completa, no entanto, que há recomendação da entidade para mudança de hábitos que deve afetar todos os negócios. “As indústrias precisam tomar cuidado ou o produto delas fica fora. Na alimentação, por exemplo, o pessoal diz que precisa ser mais saudável, e é um processo que vinha acontecendo de reduzir sódio, açúcar”, cita.

    Mabel destaca o papel da venda on-line e do delivery, que ganhou mais força e amplia a área das tecnologias e a redução da necessidade de deslocamento, o que reflete diretamente na indústria automotiva.

    A mineração tem cenário favorável, especialmente por conta da alta do dólar, mas o presidente da Fieg defende que é preciso criar “uma nova onda” e ter leilão de áreas disponíveis e legislação mais simplificada para atração de empresas.

    “Acreditamos que Goiás tem condições de triplicar o tamanho dele na mineração, que não é o pequeno”, pontua, ao lembrar que a construção civil também vai junto.

    “A retomada passa pela construção civil, é a alavanca. A grande pergunta é quando isso vai acontecer”, diz o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Goiás (Sinduscon), Eduardo Bilemjian Filho. Lembrando que o setor público é um indutor, ele ressalta que as obras públicas já estavam mais lentas pela situação da economia antes da crise do coronavírus, enquanto o setor privado vinha de um otimismo que foi atropelado e, por isso, os lançamentos e novos projetos foram adiados.

    Mesmo com esse cenário, o subsecretário de Atração de Investimentos e Negócios da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás (SIC), Adonídio Neto Vieira Júnior, afirma que o Estado tem forte atratividade até para a vinda de novas empresas. Uma das justificativas é a força dos setores essenciais, que não pararam.

    Nesta segunda-feira (25), por exemplo, está prevista a assinatura de protocolos de intenções com cerca de 20 empresas, para R$ 1,1 bilhão de investimentos e promessa de geração de 11 mil empregos diretos e indiretos, conforme o subsecretário.

    Comércio deve ganhar força no fim do ano, prevê estudo da SIC

    Com mais de dois meses de portas fechadas, o comércio só deve retomar a sua força no fim do ano no Estado. Isso é o que prevê estudo de acompanhamento realizado pela Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás (SIC). A partir do mês de agosto, é esperada o início dessa recuperação pós-pandemia, segundo o subsecretário de Atração de Investimentos e Negócios, Adonídio Neto Vieira. Isso se o comércio reabrir e a situação da pandemia tiver de fato um controle. O que vale para o setor de vestuário, móveis e eletrodomésticos. Porque os setores automotivo e de combustíveis devem demorar mais, pela forte queda na circulação de pessoas.

    Já turismo e viagens são os mais impactados e só devem vir a reagir no ano que vem a patamares semelhantes ao que se tinham antes da crise causada pela pandemia de coronavírus. Sobre a estimativa, o presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), Marcelo Baiochi, avalia que não tem uma área do comércio, com exceção dos essenciais – o que inclui supermercados – que possa se sobressair. “É uma retomada de pós-guerra, mesmo sendo contra um vírus, mas é uma guerra.

    As empresas terão dificuldade para se reposicionar e muitas não conseguirão voltar.” Marcelo defende que cada dia a mais fechado é um dia a menos de faturamento e um dia a mais de despesa. “Sem dúvida de que a grande maioria das micro e pequenas empresas, que são 90% dos negócios, vão precisar de apoio financeiro para voltar.” Situação ainda mais séria é a do turismo. “Tudo indica que será um dos últimos setores. E é toda uma cadeia que não sobrevive só do movimento local, mas de pessoas que vêm de várias cidades e que dependem da malha aérea e de outros serviços que envolvem uma volta gradual.”

    Segundo o presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral, há intenção de regulamentar o aluguel por temporada, que é oferecido por plataformas como Airbnb, para tornar a competição no mercado mais equilibrada. Isso porque ele acredita que é preciso cobrar uma taxa mínima, pois há hotéis em dificuldades em Goiás. Ele lembra que ajudou a implementar lei semelhante em Caldas Novas, mas que não foi regulamentada. “Vamos retomar o assunto, porque no pós-crise é preciso ajudar a hotelaria”, defende.

  • Milho: confira o que vai influenciar os preços nesta semana

    Os contratos futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago perderam força na sexta-feira (22/5). De acordo com a consultoria Safras, pesaram sobre as cotações o clima favorável ao plantio nos Estados Unidos e a tensão entre norte-americanos e chineses, o que pode levar a uma menor demanda por grãos dos EUA.

    No Brasil, com as atenções voltadas ao clima nas regiões de safrinha e possível geada no começo desta semana, os preços ficaram estáveis no último pregão.

    O analista Paulo Molinari, da Safra, diz quais devem ser os pontos de atenção de quem vai negociar esta semana.

    Confira:

    Faltam fatores positivos para alavancagem dos preços do milho na Bolsa de Chicago;

    Petróleo voltou a ter preço em alta, acima de US$ 30, mas agora se nota que o problema do etanol nos EUA não é preço, é demanda. Por isso, há necessidade da retomada da atividade para que o consumo de milho para etanol se recomponha;

    Dólar ainda forte mantendo as commodities sem força de alta;

    Safra norte-americana 80% plantada e com condições de fechamento do plantio até 30 de maio dentro da janela perfeita, fato que sugere potenciais altos de produtividade;

    Exportações dos EUA não deslancham apesar dos preços mais baixos em relação ao Brasil e Argentina. Sugestão de compras por parte da China no milho não se justificam, mas se ocorrerem serão apenas pontuais;

    Ainda sem um problema grave climático de curto prazo para os EUA de forma a modificar o ambiente de preços;

    No mercado interno, chuvas no Paraná, Mato Grosso do Sul e Paraguai são a informação positiva da semana;

    Risco de geadas até junho ainda podem prejudicar em volume e qualidade a safra local;

    Mato Grosso iniciando colheita e já com pressões regionais de venda, o que começa desencontrar as informações de mercado que apontam 80% da safrinha do estado já comercializada;

    Brasil precisa se ajustar à exportação pois a meta é de 30 milhões de toneladas no ano ou mais, caso contrário as chances de altas de preços no mercado interno estarão limitadas;

    Preços a partir da segunda quinzena de junho se ajustarão aos níveis de porto;

    Foco é a exportação entre julho e setembro;

    Câmbio segue como variável fundamental tendo em vista as ainda poucas chances de altas no mercado internacional.

    Fonte: Canal Rural