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Como está a qualidade do seu Sistema Plantio Direto?

Durante a safra 2019/2020 o RS enfrentou uma longa estiagem, com prejuízos na produtividade que chegaram a 70% em algumas regiões. Ao mesmo tempo em que a estiagem nos causou sérios danos, também nos convidou a refletir sobre o quanto toda e qualquer prática que resulte em melhoria da qualidade do solo VALE A PENA.

Os resultados de um monitoramento realizado pelo setor de manejo e conservação do solo da CCGL em talhões de propriedade rurais de diferentes municípios do RS, mostrou que em áreas com Sistema Plantio Direto de ALTA qualidade, onde são adotadas ao longo dos anos práticas como: a rotação de culturas, a cobertura permanente o ano todo – ausência de vaziou outonal por meio do uso de culturas com sistema radicular agressivo, semeadura em nível e a correção do solo por meio da agricultura de precisão, foram capazes de entregar aos produtores, em média, 13,7 sacos/ha a mais em comparação a talhões com plantio direto de BAIXA qualidade.

Nesta safra, ao ignorarmos a importância da qualidade do solo, ignoramos ao mesmo tempo vários sacos de soja por hectare. Nesta safra, redescobrimos a necessidade de jamais abrir mão de alguns insumos básicos como: o “capricho” e o “fazer o básico bem feito”.

Autores:
Jackson E. Fiorin – CCGL
Geomar M. Corassa – CCGL