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29 de junho de 2020

  • Vacina imuniza 100% em testes na China

    O Grupo Nacional Biotec da China (CNBG) informou que a sua vacina contra a Covid-19 começou a ser testada e imunizou 100% dos voluntários. Isso porque, de acordo com os responsáveis pela pesquisa, as doses usadas conseguiram induzir o surgimento de anticorpos em todos os 1,1 mil voluntários.

    “Com referência a produtos similares no passado, combinados com dados humanos existentes, sugere-se inicialmente que a nova vacina desenvolvida seja segura e eficaz”, afirmou o grupo, em nota oficial.

    Nesse cenário, o governo de São Paulo anunciou, na semana passada, uma parceria com o laboratório Sinovac Biotech para testar outra vacina chinesa, segundo informou o Pleno News. Já o governo federal falou sobre o acordo com a Universidade de Oxford, do Reino Unido, para a fabricação de vacinas contra o novo coronavírus.

    Para isso, o Ministério da Saúde anunciou a produção de 30,4 milhões de doses da vacina contra o coronavírus em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido. O investimento será de 127 milhões de dólares (R$ 696 milhões) e a tecnologia de produção da vacina será compartilhada com a Fiocruz.

    A fase clínica, em humanos, é dividida em três momentos. O primeiro é a avaliação preliminar com poucos voluntários adultos monitorados de perto, o segundo são os testes em centenas de participantes que indicam informações sobre doses e horários que serão usados na fase 3. Esta, então, chamada de “ensaio em larga escala” (com milhares de indivíduos) precisa fornecer uma avaliação definitiva da eficácia/segurança e prever eventos adversos e só então há um registro sanitário.

  • Argentina controla gafanhotos com pulverização aérea

    O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa), da Argentina, trabalha em coordenação com equipes de pulverizadores aéreos para tentar controlar a praga de gafanhotos do deserto do Paraguai que se estabeleceu no nordeste do país, ameaçou o sul do Brasil e agora se dirige ao Uruguai. “Os gafanhotos se instalam à noite em grandes quantidades, em um pequeno volume de hectares, num raio de 5 a 25 ha”, explicou o aeroaplicador e membro da Federação Argentina de Câmaras Agro-Aéreas (Fearca) Guido Kindwerley.

    “Continuamos com as ações conjuntas, neste caso no estabelecimento El Chañar, 55 km a oeste de Curuzú Cuatiá, para controlar a nuvem de gafanhotos. Trabalho em equipe”, publicou o Senasa, em seu perfil oficial na rede social Twitter. “Amanhã de manhã, se tivermos as condições e com a colaboração de @SRCorrientes e @CRAprensa e no município de Curuzú Cuatiá, serão realizados tratamentos para continuar diminuindo a população de gafanhotos. A colaboração dos produtores é fundamental”, disse em outra publicação.

    Os insetos já percorreram as províncias de Formosa, Chaco e Santa Fe, agora chegaram a Corrientes e podem atravessar para Entre Ríos, embora no momento não tenha havido movimento da nuvem nesse último local. Kindwerley explicou que a organização está atuando “em coordenação com o Senasa, que são os que fazem todo o trabalho de monitoramento e detectam o local onde estão paralisados”.

    “Você tem que se organizar para fazer o tratamento o mais cedo possível, deixar o avião cheio de combustível à noite para sair antes que ele acalme, chegar em um momento em que não se mexam, porque quando se movem não há mais oportunidade”, disse ele.