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junho 2020

  • Brasil pode exportar mais soja e milho em junho

    O volume previsto de soja a ser embarcado ao exterior nos portos brasileiros em junho aumentou para 13,072 milhões de toneladas, segundo relatório semanal divulgado pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

    A estimativa se baseia na programação de embarques para o mês. Até a semana passada, a expectativa era de 10,799 milhões de toneladas. A perspectiva de exportação de farelo em junho diminuiu para 1,641 milhão de toneladas, ante 1,687 milhão de toneladas até a semana passada.

    A programação de embarques de milho aumentou para 1,043 milhão de toneladas, contra 689.041 toneladas há uma semana. Com isso, a projeção de vendas externas do País no primeiro semestre subiu de 60,525 milhões para 62,797 milhões de toneladas para a soja e de 2,455 milhões para 2,809 milhões de toneladas para o milho. Já a perspectiva para os embarques de farelo nos primeiros seis meses do ano caiu de 8,645 milhões para 8,598 milhões de toneladas. Na semana de 7 a 13 de junho, as exportações do Brasil somaram 2,802 milhões de toneladas de soja e 355.280 toneladas de farelo.

    Para a semana de 14 a 20 de junho, estão previstos embarques de 3,528 milhões de toneladas de soja, 595.639 toneladas de farelo e 116.454 toneladas de milho. A Anec informou ainda que as atividades seguem normais nos portos de Santos (SP), Paranaguá (PR), Rio Grande (RS), São Luis/Itaqui (MA), São Francisco do Sul (SC), Vitória (ES), Itacoatiara (AM), Barcarena/Vila do Conde (PA), Santarém (PA), Imbituba (SC), Aratu (BA) e Santana (AP).

    Fonte: Portal DBO

  • Produtores de soja já compraram quase 80% das sementes para 2020/2021

    O forte movimento de antecipação da comercialização da safra de soja 2020/2021, puxado pela valorização do grão, também acelerou a busca por insumos para a semeadura da nova temporada. Entre eles, destaque especial ao principal item para formação de uma lavoura: as sementes. Segundo estimativa da Associação Brasileira de Produtores de Sementes de Soja (Abrass), as compras deste insumo para a safra 2020/2021 estão entre 70% e 80% no momento.

    “O agricultor aproveitou a alta do dólar, o mercado futuro e fixou mais soja do que nos anos anteriores. Consequentemente, também garantiu a sua produção. O principal item para cumprir seu contrato, é justamente a semente. Então, teve sim uma demanda antecipada, as negociações aconteceram um pouco mais cedo neste ano do que nos anos anteriores”, afirma o vice-presidente da entidade, Gladir Tomazelli.

    O maior estado produtor de soja do país, Mato Grosso, confirma esta perspectiva. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), grande parte dos produtores já adquiriu suas sementes.

    “Em sementes, a maioria dos produtores já comprou tudo, até pq se não fechar isso logo, ele terá que ficar com variedades que não gostaria. Acredito que quem não fechou ainda, terá mais dificuldades em achar a variedade que gosta”, comenta o gestor de Inteligência de Mercado do Imea, Cleiton Gauer.

    Para a Abrass, essa forte antecipação na compra de sementes não deve, no entanto, gerar desabastecimento no mercado. Mas não descarta a falta de uma ou outra variedade, conforme expectativa do Imea.

    “Não acredito em falta de sementes. Todos os estados conseguiram atingir suas metas. Tiveram alguma dificuldade em uma variedade ou outra, mas a meta do volume, que normalmente se
    produz, conseguiram alcançar. Até porque, os campos inscritos de sementes são maiores que a produção, então temos essa segurança para o mercado”, afirma o presidente da Abrass, Tiago Fonseca.

    Claro que o dólar alto não gera apenas vantagens aos produtores e o custo das sementes também subiu, mas pouco.

    “É evidente que uma queda ou um aumento significativo no valor do dólar, aumenta ou diminui significativamente o preço do grão, que impacta no valor das sementes. Esta matéria prima, a alta no dólar, as tecnologias de produção, sua época de comercialização, são bem diferentes do mercado de grãos. Mesmo assim, eu diria que as sementes têm um mercado bastante estabilizado” afirma Tomazelli.

    Por sua vez, o produtor de soja Endrigo Dalcin, de Nova Xavantina, confirmou a expectativa das entidades e diz já ter comprado toda a semente necessária e que os preços não estavam tão elevados, de fato

    “Já estamos com toda nossa semente de soja comprada, sim. Conseguimos até manter a mesma condição do ano passado, pagando no máximo 5% a mais”, afirma Dalcin, que também é representante da Aprosoja-MT.

    Fonte: Canal Rural

  • Milho: quinta-feira começa em alta para cotações na B3 e em Chicago

    A quinta-feira (18) começa com os primeiros preços futuros do milho subindo na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,99% e 1,02% por volta das 09h14 (horário de Brasília).

    Os contratos do cereal, mais uma vez, eram influenciados pela flutuação cambial, que por volta das 09h20 (horário de Brasília) registravam valorização de 1,73% para a moeda americana.

    Mercado Externo

    Os preços internacionais do milho futuro abrem o dia subindo na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 2,25 e 2,50 pontos por volta das 09h02 (horário de Brasília).

    O vencimento julho/20 era cotado à US$ 3,32 com alta de 2,25 pontos, o setembro/20 valia US$ 3,37 com ganho de 2,25 pontos, o dezembro/20 era negociado por US$ 3,45 com valorização de 2,50 pontos e o março/21 tinha valor de US$ 3,56 com elevação.

    Segundo informações do site internacional Successful Farming, os futuros de grãos foram mais altos nas negociações do dia para a noite, devido a preocupações com a deterioração das condições do milho no meio-oeste dos Estados Unidos.

    A condição da safra de milho americana caiu inesperadamente na semana passada para 71% das áreas em boa ou excelente condição, após serem de 75% na semana anterior, de acordo com o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

    “Investidores especulativos estão mantendo uma posição líquida-short muito grande em milho e qualquer queda adicional nas condições das culturas pode deixá-los nervosos”, disse Al Kluis, da Kluis Commodity Advisors.

    A publicação destaca ainda que, Com as plantas fora do solo e começando a crescer, produtores e comerciantes também estão de olho no clima. Prevê-se chuva em algumas partes do cinturão do milho, enquanto outras permanecerão secas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja tem leves altas em Chicago e, com dólar, preços sobem mais de 1% no Brasil

    O mercado da soja fechou em alta na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (17). Os futuros da oleaginosa iniciaram o dia operando com leves baixas, mas ao longo do dia as cotações foram, aos poucos, passando para o campo positivo. Os futuros da oleaginosa encerraram o pregão com US$ 8,71 no julho e US$ 8,76 por bushel no novembro.

    De acordo com analistas internacionais, o que puxou as cotações levemente nesta quarta foram as divergências que começam a aparecer entre os modelos climáticos dos próximos dias para o Corn Belt.

    “Os modelos não estão convergindo. Um prevê mais temperaturas dentro da normalidade e chuva para o restante de junho, enquanto outro sugere um padrão mais quente seco por todo o cinturão”, explica Al Kluis, consultor de mercado da Kluis Consultoria, dos EUA, ao portal Agriculture.com.

    O que segue limitando as cotações da soja na CBOT são as poucas novidades que vêm do lado da demanda. Na segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou uma compra na China de 390 mil toneladas, mas nos dias seguintes, nenhum novo anúncio foi feito.

    E em função deste quadro é que a comercialização antecipada nos Estados Unidos se mostra mais lenta do que em anos anteriores.

    Na análise de Aaron Edwards, consultor de Mercado da Roach Ag Marketing, o principal motivo são os preços baixos. “Os produtores não queriam abrir mão e as tradings costumam ter mais grãos comprados neste período do que elas têm agora”, diz, direto dos EUA ao Notícias Agrícolas.

    MERCADO BRASILEIRO

    No Brasil, com o dólar ainda em alta, os preços da soja continuam subindo. Tanto no interior do Brasil, quanto nos portos, as cotações têm subido, acompanhando o câmbio, e encerram o dia com ganhos superiores a 1%. A moeda americana terminou o dia valendo R$ 5,26, com alta de 0,55%.

    Todavia, há poucos novos negócios sendo efetivados. Os sojicultores brasileiros já comercializaram elevados percentuais tanto da safra atual, quanto da nova safra, a preços melhores e agora esperam por momentos que possam ser mais oportunos para suas próximas operações.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Sanidade e diálogo vão ditar o agro pós-Covid

    Os diferentes setores de agronegócio brasileiro estiveram reunidos para debater o Agro “Dentro da Porteira”: Os desafios da produção agrícola nacional em tempos de pandemia.  O evento on-line foi promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), nesta segunda-feira (15). O cenário pós-pandemia, as dificuldades e as possibilidades foram debatidos por André Guillaumon, presidente da BrasilAgro, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé e a pecuarista Carmen Perez, com mediação do presidente da Abag, Marcello Brito.

    Os debatedores são unânimes em acreditar que o agronegócio sairá fortalecido e que a descentralização do setor fez a diferença. Por estar em áreas de menor densidade populacional e espalhado, o agro conseguiu manter atividades e exportações sem prejuízos.

    Carne na mesa, desafio no campo

    Carmen Perez, pecuarista em Barra do Garças (MT), ressalta que o setor de proteína animal segue aquecido e que o mercado tende a se estabilizar entre 2023 e 2024. Palavras como bem-estar animal e boas práticas, junto com sustentabilidade e sanidade devem fazer a diferença.  “Esse momento que estamos vivendo (Covid-19), acredita-se que veio de uma zoonose, então acho que estaremos mais preocupados com segurança alimentar e questões sanitárias. Essa régua vai subir no mundo”, destaca.

    Carmen também aponta o novo perfil do consumidor que está mais atento para questões voltadas à sanidade e rastreabilidade. “O consumidor quer saber como é produzido, por quem e em que condições. Nós, dentro da porteira, não temos o direito de se achar longe dessa questão. Pelo contrário, somos responsáveis por tudo que está na mesa. Nós produtores temos que estar atentos e não podemos baixar  guarda das boas práticas”, defende a pecuarista.

    Café com responsabilidade

    Carlos Augusto Rodrigues de Melo conduz a Cooxupé. A cooperativa já tem 87 anos no Sul de Minas e conta com 15 mil famílias cooperadas e 2.400 colaboradores. O café está na história do país e hoje presente em todas regiões. Em Minas está quase a metade do café brasileiro e a Cooxupé tem 15% do café arábica nacional. O presidente conta que o ano começou bem, com bons negócios e feiras expressivas voltadas ao café mas o momento atípico trouxe adequações. “Colocamos normas pra evitar impactos na saúde e logística. Entendemos que o futuro é incerto mas nosso cooperado se preparou pela participação no mercado externo e conseguimos boas negociações no mercado futuro”, aponta.

    Em plena colheita a cafeicultura ao sentiu tanto os impactos. Como está na entressafra também não sofreu com a alta dos insumos. O que caiu foi o consumo de cafés especiais devido ao fechamento de vários estabelecimentos. Melo é otimista. “O agro sempre dá resposta. O que eu espero é que não fique apenas nas costas de nosso setor. Além disso, se houver uma condução econômica direcionada para nossa área, sofreremos consequências, mas não tão significativas como poderiam ser”, disse.

    Agro deve dialogar com os diferentes

    Essa é a opinião de André Guillaumon, presidente da BrasilAgro. A empresa opera em seis estados e no Paraguai. São mais de 150 mil hectares com cana, milho, soja, algodão, além da pecuária. Para ele desde que a pandemia se instalou duas preocupações foram fundamentais nas propriedades: saúde e segurança das pessoas e das operações de colheita. E tudo seguiu normalmente. “O agro é aquele setor que permitiu a quarentena sem faltar alimento porque o que produzimos dá para alimentar sete vezes nossa população. O agro está mostrando seu valor”, destaca.

    Guillaumon ressaltou que o desemprego deve aumentar e, consequentemente, pode haver uma redução importante da demanda. Mas, ele lembra que houve um desabastecimento de proteína no início da pandemia, em decorrência da gripe suína, que dizimou 40% do rebanho de porcos do mundo. Isso resultou em um avanço da exportação brasileira. “O agro brasileiro tem um custo de produção muito competitivo, o que lhe dá uma grande vantagem diante dos outros países produtores. Temos que ter sabedoria e humildade pra superar a crise. Temos que aprender a falar para os diferentes, falar para os que não entendem nosso negócio”, defendeu.

  • Ferramenta avalia a qualidade do plantio direto

    Uma nova tecnologia vai ajudar produtores e técnicos a avaliar a qualidade do sistema de plantio direto irrigado.

    De acordo com informações da Embrapa, o Índice de Qualidade Participativo do Plantio Direto para Condições de Irrigação por Pivô Central (IQPi) foi desenvolvido pela Rede de Pesquisa SoloVivo, no âmbito do convênio Embrapa-Itaipu Binacional.

    “O sistema plantio direto (SPD) é uma prática agrícola conservacionista consolidada no Brasil e representa uma das principais tecnologias de produção sustentável no campo. Para que suas vantagens sejam observadas é importante utilizar o adequado manejo das culturas e do solo, especialmente em condições irrigadas”, afirma Marcelo Boechat Morandi, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente (SP).

    Já a agricultura irrigada é capaz de aumentar a produtividade de duas a três vezes em relação às lavouras de sequeiro; ela ainda reduz o custo unitário de produção e otimiza a utilização do solo durante todo o ano, com até três ciclos de culturas agrícolas no mesmo local.

    Portanto, o emprego do SPD com irrigação é a união da sustentabilidade com produtividade capaz de promover impactos importantes à agricultura brasileira. Por isso, a importância de técnicas para averiguar a sua qualidade, como propõe o IQPi.

    Fonte: Agrolink

  • Ferrugem-asiática: ministério registra defensivo inédito de baixa toxicidade

    O Ministério da Agricultura publicou ontem (16/6), o registro de dois defensivos agrícolas bioquímicos inéditos. Os produtos foram classificados no menor grau de toxicidade existente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Um dos defensivos registrados hoje, à base de Cerevisane, é um produto bioquímico derivado de um agente biológico de baixo impacto, que pode ser utilizado como indutor de resistência contra a ferrugem da soja (ferrugem-asiática).

    Outro produto, também de baixo impacto, feito de um extrato da alga Laminaria digitata, é um fungicida bioquímico que será utilizado em hortaliças (alface, tomate e cebola) e frutas (morango e uva).

    Genéricos e biológicos
    O Ato n° 36 do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, publicado nesta terça-feira no Diário Oficial da União, também traz o registro de 25 produtos formulados que utilizam ingredientes ativos já registrados anteriormente no país. Entre eles, estão três defensivos biológicos.

    O primeiro é formulado à base de Beauveria bassiana para o controle de mosca branca, moleque da bananeira, ácaro rajado e cigarrinha do milho em qualquer cultura onde essas pragas venham a ser encontradas.

    Outro produto biológico registrado é à base de Chrysodeixis includens, utilizado como fungicida biológico para diversas doenças fúngicas de solo que atacam os cultivos brasileiros. Também foi registrado o produto biológico que utiliza Beauveria bassiana e Metarhizium anisoplae para o controle de percevejo marrom e cigarrinha das pastagens em qualquer cultura onde forem encontradas.

    O registro de defensivos genéricos é importante para diminuir a concentração do mercado e aumentar a concorrência, o que resulta em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira.

    Fonte: Canal Rural

  • Adubo Biológico auxilia produtor a enfrentar estiagem

    O período de estiagem costuma ser o maior pesadelo dos agricultores, já que a seca traz prejuízos e impacta diretamente a produtividade nos cultivos. Portanto, adotar algumas estratégias durante esta época é essencial para enfrentar o problema, como o plantio de culturas adaptadas e resistentes, a rotação dessas culturas, o uso de técnicas de manejo e tecnologias.

    O produtor rural Mauro Franco, proprietário da Fazenda São Benedito, localizada em Cambará-PR, por exemplo, adotou em seu manejo a aplicação do Adubo Biológico produzido com Microgeo. Para ele, é durante a estiagem que a solução expressa sua melhor versão, uma vez que as plantas se mantêm resistentes durante esse período sem chuva.

    O Microgeo é um componente balanceado que nutre, regula e mantém a produção contínua do Adubo Biológico através do Processo de Compostagem Líquida Contínua (CLC). A biotecnologia, que é a única no mercado que maneja e restabelece o microbioma do solo, permite que o próprio agricultor, em sua propriedade, produza o adubo biológico adaptado a necessidade local, facilitando a produção e aplicação.

    Em sua plantação de milho, Franco utiliza o Microgeo e faz uso da tecnologia desde 2012 com duas aplicações ao ano (safra de verão e de inverno). “Para nós, produtores, o Microgeo é uma ferramenta essencial, já que é responsável por promover benefícios que atuam no condicionamento das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. Além disso, permite que as plantas desenvolvam raízes mais profundas e que resistam melhor a pragas, doenças e ao período de estiagem”, destaca. Segundo ele, é gratificante poder contar com um produto que auxilia no seu dia a dia, garantindo maior produtividade e rentabilidade.

    Além do milho, Franco trabalha em sua propriedade com soja, trigo e cana-de-açúcar, e utiliza a solução em áreas destas 4 culturas. É importante ressaltar que o Microgeo pode ser utilizado em todos os tipos de cultivo, na pecuária ou no manejo de culturas florestais. Ele também pode ser aplicado via pulverização, fertirrigação, em qualquer temperatura, luminosidade ou mesmo umidade, em conjunto com defensivos químicos e biológicos, fertilizantes, insumos foliares, vinhaça, dentre outros.

    Fonte: Grupo Cultivar

  • Soja se mantém estável em Chicago nesta 4ª com focos nos fundamentos e temor sobre 2ª onda do corona

    A estabilidade permanece sobre o mercado da soja na Bolsa de Chicago. Na manhã desta quarta-feira (17), os futuros da oleaginosa perdiam pouco mais de 1 ponto entre os principais vencimentos, levando o julho a US$ 8,66 e o novembro a US$ 8,71 por bushel. Os preços continuam buscando definir uma direção e, até lá, ainda caminham de lado.

    Os traders seguem divididos entre o acompanhamento da nova safra americana e as perspectivas sobre a demanda – necessária – da China nos Estados Unidos. E em ambos os casos, por hora, faltam novidades que possam aquecer a movimentação das cotações na CBOT.

    “Os preços dos grãos recuam em Chicago e na Europa, mas o sentimento psicológico se mostra ainda bastante estável”, diz um analista de mercado à Reuters Internacional.

    Mais do que os fundamentos, as preocupações com uma nova onda do coronavírus pesa sobre todos os mercados – entre commodities e outros ativos – e também acabam por limitar o espaço de recuperação da soja e outras commodities agrícolas.

    “Chicago não consegue reagir como esperado, porque o pessimismo em relação ao Covid-19 voltou a tomar conta do mercado. Enquanto o Brasil, México e Índia lutam para controlar a primeira onda do C19, a China e outros países se preocupam com uma possível segunda onda”, explica Steve Cachia, consultor de mercado da Cerealpar.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Possibilidade de safra recorde reforça pressão compradora sobre cotações do milho

    Os preços do milho seguem em queda no mercado brasileiro, influenciados pela pressão de compradores, que estão atentos à colheita da segunda safra. Segundo colaboradores do Cepea, apesar do atraso do semeio em algumas regiões, o clima favorável na finalização do desenvolvimento tende a elevar a produtividade e resultar em produção recorde.

    As atividades de campo ainda estão no começo, mas já se observa maior oferta de milho no mercado de lotes. Nesse cenário, entre 5 e 12 de junho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (região de Campinas – SP) caiu 2,6% de 60 kg na sexta-feira, 12.

    Fonte: Portal DBO